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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A estranha pressa dos idosos

Já por diversas vezes falei aqui da minha má relação, para não dizer péssima, com as passadeiras de peões e mais ainda com os próprios peões.

Por via das dúvidas consultei há tempos um advogado amigo que me esclareceu que as passadeiras são sítios próprios onde os condutores de veículos, motorizados ou não, deverão dar prioridade de passagem aos peões que se encontrarem na berma da estrada com o desejo evidente de a atravessar.

Até aqui, goste ou não se goste, é a lei e portanto "dura lex sed lex".

Todavia a prioridade é dada nas faixas listadas quase sempre a branco na estrada, não deve ser em qualquer lugar duma rua.

Falo disto porque o meu pai, um destes dias atravessou a estrada sem ser na passadeira. Por acaso não vinha qualquer viatura e não teve problema. Como o meu velho pai todos os dias sou testemunha de muitos idosos a atravessarem as ruas sem se preocuparem em fazê-lo nos lugares devidos e forçando a paragem do condutor no meio da via, arriscando o peão a levar com uma qualquer motoreta, dessas de entregas de comida que se esgueiram por todo o lado.

Sinceramente... ainda não consigo entender qual a pressa do idoso que o leva a colocar em risco a sua própria vida e quiçá estragar a vida de um condutor.

Para piorar a coisa noto que quanto mais limitado em andar a pessoa idosa está, mais se afoita na estrada!

Vamos lá compreender esta gente!!!

Um dia normal nas ruas!

Acordei e levantei-me cedo, aliás como sempre faço!

Tinha uma série de coisas para resolver e para fazer. Ora, tendo em conta que a neta chegaria excepcionalmente mais tarde, era o momento óptimo para dar despacho...

Às nove fui aos CTT, para um quarto de hora depois estar ao balcão do Banco e finalmente às 9 e meia entrei num supermercado para comprar somente iogurtes para a cachopa pequena.

Caminhava eu no sentido do Supermercado quando chego ao sinal de peões e este vermelho. Paro e espero que passe a verde, mesmo que não haja trânsito... Chega então a meu lado uma idosa airosa e apressada, já que não esperou pela esperança do sinal e toca a passar. Só que veio um carro e quase que a atropelava. O interessante é que a senhora ainda refilou com o condutor. Gravo a cena e fico a pensar: porquê a pressa, ainda por cima nesta idade? Pior... quando entrei na loja encontrei-a a mirar uma coisa qualquer. A pressa havia, portanto, desaparecido.

Já da parte da tarde quando me encaminhava para o hospital onde está um familiar próximo internado, é a minha vez, como condutor, apanhar uma jovem a atravessar fora da passadeira que estava a dois metros... Também com sinal vermelho. Passou imaculada!

Reconheço mais uma vez que eu como condutor detesto passadeiras, não pela sua utilidade, mas pela forma como é (mal) usada. Mas sou eu, pronto!

Todavia quando ando a pé respeito sinais e tráfego. Passo apenas quando ambos os sentidos me dão passagem e nunca me atiro para o alcatrão de branco listado!

Já não tenho idade e muito menos paciência para ensinar a população a andar, seja na rua ou na estrada. No entanto vou tentando ensinar através destes escritos e, acima de tudo, pelo exemplo. A começar pela neta a quem já vou ensinando estas coisas...

Passadeiras e passeios ou a cidadania ausente!

Já escrevi por diversas vezes que sou contra as passadeiras de peões. Essencialmente aquelas que não têm sinalização luminosa e somente indicação horizontal no chão, vulgo zebras.

Considero que estas passadeiras não fazem parte da solução para a segurança rodoviária, bem pelo contrário, já que grande parte dos atropelamentos surgem naqueles lugares. E se a culpa destes acidentes são geralmente atribuídas aos condutores também é certo que os peões são pouco cuidadosos pois não se coibem de entrar numa passadeira sem sequer preocuparem com os carros que possam aparecer. 

Quem conduz tem que ter sempre mil olhos para o que rodeia. Mas nas passadeiras a atenção tem de redobrar. Um destes dias estava perto de casa e ia devagar. De súbito sai de um prédio uma senhora que acto contínuo entrou na passadeira que se estendia à sua frente sem sequer olhar para qualquer dos lados tentando minimizar o perigo.

Sei que é uma guerra perdida e portanto basta-me aqui desabafar.

Mas há também o inverso: o condutor que acha que só tem direitos e os peões que se tramem. Então se falarmos em estacionamento...

O passeio à frente da minha casa e de todo aquele bairro não medirá mais que um metro a um metro e vinte de largura. A calçada está amplamente danificada e assaz irregular. Se juntar a isto os carros estacionados tenho que ir para a estrada se quiser andar. Ora ultimamente tenho andado a passear a minha neta no seu transporte indicado. Todavia a maioria do tempo ando na estrada pela impossibilidade que o fazer no passeio.  Essencialmente pelas tais viaturas estacionadas e que me inibem de andar onde deveria.

Apetece-me tantas vezes passar com objectos fortes que amolgassem as viaturas indevidamente estacionadas. Talvez começassem a perceber que o seu lugar não é ali. Porém se o fizesse seria tão imbecil e mal formado como eles.

Entretanto a polícia passa na rua e nada faz. Fecha os olhos a tudo isto como tudo estivesse impecável.

À boa e estúpida maneira lusa...

Testar a sorte?

Já por aqui fui afirmando, ou melhor, assumindo que considero as passadeiras de peões um verdadeiro perigo na cidade.

Mais... estou plenamente convicto que as passadeiras devem ser causadoras de muuuuuuuuuuuitos acidentes com peões, que se atiram para a estrada crentes que todos os veículos irão parar e depois só param nas urgências, e com os carros que têm de travar repentinamente porque o peão se lançou para a sua frente e os de trás amarrotam as traseiras.

Todavia também não entendo o que leva um peão com sinal vermelho a atravessar indevidamente na passadeira quando os carros aparecem.

Assisti a um caso destes nesta iluminada cidade de Lisboa. A sorte que o peão teve em não ser colhido por um veículo não é para todos. E pior... estava ao telemóvel, que não largou.

Temi o pior, mas felizmente nada aconteceu.

Até um destes dias. Só espero não ser eu...

 

 

Posso gritar vitória, posso?

Já perdi o conto às vezes que neste blogue falei das passadeiras e de como estas se tornaram uma praga perigosa. Neste e neste textos fiz referência às atitudes dos peões perante as linhas brancas pintadas no alcatrão.

Curiosamente é hoje notícia na primeira página da Sapo a conclusão de um estudo em que 15% dos peões que atravessam a passadeira estão mais preocupados com o telemóvel do que com aquilo que os rodeia.

Finalmente uma grande vitória pessoal!

Não que eu tenha tido alguma influencia no estudo - nem sabia que existia - mas somente porque este resultado vai de encontro àquilo que escrevo vai para muitos e muitos anos: as passadeiras são a prova provada da pouca cidadania do povo português!

Obviamente que nada vai mudar. Hoje e amanhã as pessoas poderão ainda preocupar-se mas daqui a dois dias já ninguém se lembra do que foi dito e toca a ir para a passadeira de telemóvel em riste, discutir as últimas cenas de uma qualquer telenovela. Os automobilistas que parem os carros...

Repito que não me vanglorio com esta espécie de ganho pessoal. Sinto que seria bem melhor jamais ter falado deste assunto e que nunca tivessem que existir estes estudos que, a meu ver, pecam talvez por defeito.

No entanto servem de alerta. As pessoas têm que entender que a estrada é de todos e não somente de alguns.

A consciência cívica é outrossim um bom exemplo de evolução humana. O que no caso português continua muito longe dos mínimos exigidos.

 

Ainda e sempre as passadeiras

A minha cruzada contra as passadeiras de peões não tem descanso. Esta tarde parei para dar passagem a alguns peões numa passadeira. Só que um deles ia a atravessar e a teclar no telemóvel em passo moderador e completamente despreocupado com os condutores que aguardavam a passagem de seu Excelência. Acabei por lhe apitar chamando à atenção para o ridículo da situação.

Reconheço que muita gente achará esta minha batalha algo que não fará qualquer sentido. Obviamente que não os levo o mal! Porém custa-me que o peão seja alguém tão egoísta e tão despreocupado.

Atravessar uma rua não é andar às compras num qualquer centro comercial. É ou deveria ser uma atitude de grande cidadania. Um veículo pode matar ou atirar-nos para uma cadeira de rodas eternamente. E mesmo que tenhamos razão o que se ganhou? Uma limitação que poderíamos ter evitado?

Não sei se há quaiquer estudos sobre este tema mas acredito que com menos passadeiras evitar-se-iam muitos acidentes, sejam eles peões ou somente automobilistas. Quantos acidentes já aconteceram só porque alguém parou de repente para dar passagem a um peão numa passadeira? Talvez o Instituto de Seguros de Portugal pudesse fazer um estudo sobre este tema.

Por lei tenho de respeitar a prioridade dos transeuntes nas marcas brancas, mas se soubessem o que ralho dentro do carro...

 

 

Uma campanha necessária

Tenho notado uma nova campanha chamando à realidade para o uso de telemóveis na condução e dos perigos que eles representam quando roubam a concentração aos condutores. Algumas personalidades deram a cara por esta iniciativa que merece naturalmente toda a nossa atenção. Basta um singelo segundo para a nossa vida ficar completamente virada do avesso.

Por essa internet tenho vindo a asssistir a outras campanhas semelhantes e no mesmo sentido de alerta. Falta no entanto perceber da sua verdadeira eficácia! Mas tudo bem, passemos à frente.

Os telemóveis são hoje objectos quase imprescindíveis (como pode evoluir o Mundo sem eles!!!) nas nossas vidas. São os filhos, pais, conjuges, amigos todos a precisarem dos nossos serviços e atenção.

É por isto que vemos cada vez mais gente na rua com os olhos pregados num rectangulo sem perceberem minimamente onde vão... De quando em vez batem numa pessoa e nem cuidam em pedir desculpa. Seguem o seu caminho sem mais preocupação.

E se o fazem despudoradamente no passeio também ousam fazê-lo ao atravessar uma rua. E é aqui que a coisa se complica... Eu sei que um peão tem prioridade numa passadeira... mas lançar-se assim para a estrada mesmo que seja nas linhas brancas, de olhos fixos no pequeno ecrán ou ao telefone é assumir um risco enorme.

Quantos acidentes já vimos nós perto das passadeiras só porque alguém teve de parar de repente para deixar passar um peão que pura e simplesmente se lançou para a passadeira sem cuidar se o podia fazer ou não? Muitos com certeza. Mas se à face do código da estrada um dos condutores é considerado culpado porque não "parou no espaço livre à sua frente" porque não pedir responsabilidade cível ao peão que provoca o acidente?

Eis assim uma campanha necessária: o peão não pode nem deve ser descuidado. E não sendo a passadeira o prolongamento do passeio, vai sendo tempo de se criar outrossim uma campanha avisando os peões do perigo que é atravessar a rua sem olhar nem tomar a devida atenção.

 

 

 

Linhas brancas

Regresso a um tema que começa a ser recorrente neste meu espaço: as passadeiras de peões. Já aqui e aqui lancei a minha opinião sobre este assunto. Porém o novo código da estrada que há pouco entrou em vigor não trouxe qualquer alteração à forma como os peões se devem (com)portar na estrada.

 

Dito isto, assumo que, como condutor não serei talvez o melhor exemplo no que se refere à minha relação entre viatura e passadeiras. Refilo muito, zango-me com os peões que atravessam a passo de caracol as linhas brancas e até já assisti, no meio da faixa, a uma discussão entre marido e mulher. Um horror…

 

Creio por isso ser tempo de se chamar a atenção aos peões para a forma como cruzam as nossas ruas. Educá-los logo na primária, no secundário, seja onde for.

 

Porque não são só os peões que têm direitos. Os condutores também! E estes, à custa dos seus automóveis, ainda pagam (muito) mais impostos!

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