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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Parvoíces do antigamente

Quando eu era menino havia uma filosofia demasiado machista que nos era incutida e que consistia em que um homem "nem que visse as tripas a sair da barriga para fora" nunca choraria.

Só que a vida vai-nos ensinando e hoje aquela teoria parva do antigamente caiu redondamente. E ainda bem!

Sinceramente, se eu visse as minhas tripas hoje de fora, eu choraria que nem um desalmado. É que aquilo deve doer à bruta!

Pequenas coisas... grandes desejos!

Como não jogo nos jogos de sorte ou azar nunca serei contemplado com algum prémio. Portanto jamais serei rico... pelo menos dessa forma!

Todavia há tentações... E se uma delas me impelisse para jogar e fosse contemplado, entre algumas diferentes coisas que faria, uma delas seria, certamente, comprar um carro.

Eu bem sei que isso é o que diz toda a gente, só que eu quero um carro muito especial. A marca é francesa e o modelo antigo. Digo mesmo que é uma daqueles carripanas que não tem idade e que serve todos as faixas etárias.

Falo obviamente do Renault 4. Um modelo já em desuso e descontinuado pela fábrica francesa, mas que ainda anda nas nossas estradas com a competência devida.

Esta é uma daquelas viaturas que me fariam imensamente feliz. Nunca soube explicar o porquê, mas que gosto muito deste carro, isso é verdade.

Espero não morrer sem ter um... verdadeiro!

Renault_4.jpg

 

Mais um dia... de todos nós!

Como dizia o poeta andaluz António Machado "o caminho faz-se caminhando". É assim que vivo os meus dias: numa permanente caminhada.

Se por vezes trilho caminhos tortuosos e quase inóspitos, também calcorreio veredas direitas e de bom piso. Porém nunca me escuso a evitar um carreiro unicamente por que me surge desconhecido. A aventura da descoberta pode ter, e terá certamente, momentos fantásticos e inolvidáveis.

Porque escrevo esta espécie de ensaio pré-filosófico? Acreditem que não sei...

Mas hoje ao fim de um dia de trabalho e de uma longa viagem noturna... apeteceu-me dizer isto.

Porque nunca sabemos como acordamos amanhã... ou mesmo se acordamos.

Deste modo fica assim escrito o que penso sobre a filosofia da vida, para memória futura.

Diálogo impossível!

Chego à praia às nove da manhã. Sopra uma nortada um pouco fria que alisa a areia. Sou o primeiro a chegar ao areal.

Assim que arreio as coisas oiço uma voz:

- Bom dia… Onde tens andado?

- Voltei ao trabalho – respondi baixinho, sem perceber muito bem com quem me falava.

- Está bem está… Mudaste de praia… foi o que foi!

- Mudar de praia? Nem pensar… Venho aqui vai para mais de trinta anos e agora é que mudava?

- Isso é o que dizem todos… Mas a verdade é que deixam de vir cá uma vez e depois nunca mais aparecem.

- Isso comigo não acontece. Até venho cá de Inverno, nem que seja só para passear.

- Sim, sim mas esta semana nem um dia cá vieste.

A conversa parecia-me deveras estranha. Enquanto me preparava para a costumada caminhada a praia retornou ao diálogo:

- Agora vais mais novamente veranear.

- Desculpa lá mas agora já não sou dono da minha própria vida?

- Dono és… não deves abandonar uma praia como eu…

- Mas eu não te abandono… Para o ano se tudo correr bem cá estarei para as minhas férias.

- No entanto eu sou praia todo o ano e não só nas tuas férias.

Calei-me e parti para um longo passeio à beira-mar.

De súbito olhei para trás e reparei que a praia estava triste. Pois... faltavam as crianças!

É (só) isto que quero para o futuro!

Os dias que tenho passado.

 

Levanto-me (tarde).

Tomo o pequeno-almoço nas calmas.

Preparo as coisas para a praia.

Vou para a praia.

Faço uma longa caminhada à beira-mar.

Tomo umas belas banhocas (mesmo com água fria).

Durmo ao Sol.

Leio.

Regresso a casa e preparo o almoço.

Almoço.

Arrumo a cozinha.

Durmo uma sesta.

Escrevo.

Leio blogues.

Escrevo umas parvoíces.

Às vezes vou ao cinema e janto fora.

Volto a escrever e a ler.

Vou-me deitar (tarde).

 

 

Percebi hoje qual a minha profissão preferida. 

 

Pensamentos

Hoje dei por mim a pensar o seguinte:

 

1 - os partidos de esquerda afirmam a pés juntos que estamos cada vez mais pobres;

2 - ora se estamos mais pobres quer dizer que não temos dinheiro para os bens essenciais;

3 - se isto é assim, também não temos dinheiro para pôr num banco;

 

Face a estas três premissas resta uma questão em aberto: então porque o Estado não liquida todos os bancos em falência? Poupava-se muito "graveto".

Uma coisa é certa... o dinheiro que lá está não é dos pobres! Só dos ricos!

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