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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Questões à direita

Com a futura constituição da AR vai surgir um novo receio na sociedade e que se prende com o eventual crescimento de grupos políticos muito radicais e associados a uma direita “trumpista”.

Hoje em conversa com alguém, esta confessou ter votado num desses partidos  de direita e apresentou as suas razões para a sua escolha.

Começo assim a perceber duas coisas simples: a primeira é que os votantes nos tais partidos mais radicais fazem-no já com o intuito de nas próximas  eleições conseguirem eleger mais deputados; a segunda é que não viram, nem no PSD nem no CDS, discursos apelativos ou programas políticos que os convencessem a votar neles.

Mas é também aqui que assentam alguns dos meus temores. O que pretendem estes eleitores? Qual o foco e as suas reais preocupações? E como poderão os partidos menos radicais responder às questões dos eleitores que agora votaram à direita?

Domingo foram pouco milhares... noutro Domingo podem vir a ser muitos milhares.

Seria bom que os políticos percebessem isto.

O sobe e desce dos partidos

Partidariamente falando, o PCP foi o grande derrotado das eleições de ontem. Com um candidato a roçar o ridículo o partido da Soeiro Pereira Gomes continua a esvaziar-se. E não há Festa do Avante que lhe valha!

Seguidamente temos o PS que conseguiu das suas fileiras (pasme-se!!!) retirar quatro candidatos: Sampaio da Nóvoa, Maria de Belém, Henrique Neto e Valentino Silva. Imaginem se o partido de António Costa tivesse apoiado um só candidato? Provavelmente estaria aqui com outra conversa…

Avancemos pois… António Costa é neste momento um homem feliz, muuuuuuuito feliz. Porque Marcelo publicamente já assumiu que vai ajudar o actual PM na manutenção deste governo. E nada melhor que um novo PR, acabadinho de eleger, para ajudar à festa esbanjadora de AC.

É agora a vez do PSD e CDS/PP. Estes partidos, pouco ou nada comprometidos com a campanha de Marcelo, acabam hipocritamente por se vangloriarem com uma vitória para a qual nada contribuíram. No CDS a liderança está naturalmente entregue, iniciando-se claramente uma nova era.

Quanto ao maior partido da oposição ainda muita coisa irá acontecer antes que PPC abandone o partido. Para já não se perfilam candidatos, mas o tempo não corre a favor de Passos Coelho. Estamos no tempo de contagem de "espingardas", como soe dizer-se.

Resta falar do Bloco de Esquerda que com a fantástica votação de Marisa Matias poderá obrigar AC a escutar com mais atenção o partido que Catarina Martins lidera. A ver vamos o que nos reserva o futuro próximo.

Os dados estão assim lançados e agora é ver correr os dias. O orçamento necessita rapidamente de ser aprovado, a Troica já chegou e há demasiados problemas para resolver.

Acabadas as eleições… sigamos para “bingo”.

Que Pedr(a)o partiu o Bloco?

O Bloco de Esquerda, com o resultado da Convenção deste fim de semana, está a um passo de desaparecer ou ser simplesmente um mero partido sem qualquer representação na Assembeia da República.

A divisão ora evidenciada mostra um BE sem rumo nem estratégia. A um ano das próximas legislativas ter um partido perfeitamente dividido ao meio não é a melhor notícia para um Bloco que sempre se mostrou inovador.

Na próxima semana o lider irá ser escolhido no meio de uma enorme divisão interna. Até o antigo lider Francisco Louçâ, não perdeu tempo e criticou indirectamente Pedro Filipe Soares por tentar liderar o BE.

No fim de contas também na esquerda há grandes divisões, ainda por cima num momento em que tudo parece correr mal ao centro direita. Portugal necessita urgentemente de uma esquerda pujante e municiadora da sociedade de novas ideias e não partidos minados pelos mesmos virus que alastraram à restante sociedade lusa.

Ganhar e perder também é democracia

 

Após as autárquicas do passado Domingo quase todos os partidos, exceptuando claramente o PSD, reclamam vitória. Uns porque ganharam mais votos, outros porque têm mais câmaras e outros… só porque o PSD perdeu, já ganharam.

 

Mas se lermos com algum rigor os resultados percebemos que as vitórias, ditas pelos próprios, esmagadoras, não o foram assim avassaladoras. Nem mesmo as derrotas!

 

Passo a explicar!

 

Em Julho do ano passado Pedro Passos Coelho compreendia à distância, que as medidas e reformas implementadas pelo seu Governo, numa total submissão à vontade de uma troika profundamente insensível ao país, não estavam a ser bem aceites pela generalidade da população.

 

Em pouco tempo destrui-se a economia, reduziu-se a massa salarial da generalidade dos portugueses, atirou-se para o desemprego milhares de pessoas. Um país desmoronava-se com um castelo de areia.

 

O actual Primeiro-ministro já nesse início de Verão de 2012 percebeu com alguma clareza que numas próximas eleições seria severamente penalizado pelo eleitorado. Era natural! Foram as autárquicas como podiam ter sido as Europeias...

 

Para ajudar ao descalabro eleitoral ora evidenciado, Pedro Passos Coelho e a sua máquina partidária, também não souberam escolher alguns dos candidatos autárquicos: Meneses no Porto, Seara em Lisboa ou Moita Flores em Oeiras, foram apenas alguns dos casos mais evidentes dessa má opção.

 

Seja como for o PSD foi para estas eleições com as espectativas muito em baixo. Só um idiota era capaz de acreditar que o partido do governo laranja fosse ter agora melhor votação, após dois “annus horribilis” de governação. Desta forma a derrota é assumida sim mas não é tão estrondosa como alguns comentadores pretendem fazer passar.

 

Da mesma forma o partido liderado por António José Seguro não obteve uma fantástica vitória. No actual contexto político e social foi demasiado muito fácil ao PS ter uma votação superior ao PSD. Mas mesmo assim o PS foi também penalizado. É preciso não esquecer que das 33 edilidades perdidas pelo PSD, só 18 passaram para os socialistas. O que equivale dizer que houve deslocação de votantes do PS para a esquerda – PCP – ou até para a direita – CDS.

 

Na verdade coube ao PCP o grande feito da noite das eleições, algo que já não acontecia vai para muitos anos. Subiu em número de eleitores e de câmaras conquistadas, o que equivale a dizer que o discurso de Jerónimo de Sousa teve bom acolhimento junto da população desesperada e impotente.

 

O CDS foi uma das surpresas da noite. Cinco câmaras que lhe caíram nos braços quase sem saber. Uma prova de que a escolha de (bons) candidatos também se mostrou importante, não obstante fazer parte do actual Governo.

 

Quanto ao Bloco de Esquerda, mantém a queda livre já verificada em eleições anteriores e perdeu a única câmara que conquistara. Um partido condenado pelos seus próprios dirigentes à extinção.

 

Resta uma palavra para os independentes. Grandes conquistas mostrando desta forma à sociedade, que nem só de partidos políticos se faz a (boa) democracia.

 

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