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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Parque infantil: liberdade para quem?

Com o crescer constante da minha neta as idas a um parque infantil tornaram-se frequentes. Ali ela procura os equipamentos de mais gosta que são essencialmente o escorrega e o baloiço.

Ultimamente o parque está mais preenchido com crianças que vão acompanhadas de pais ou avós (como é o meu caso!!!).

Mas se nos avós percebo mais cuidado e atenção, já nos pais - não em todos, obviamente – encontro algum descuido, para não usar uma expressão mais dura. Abrem a cancela do parque e largam lá as crianças que, sozinhas, vão descobrindo coisas engraçadas, mas outrossim os perigos.

Entretanto os paizinhos e mãezinhas destas crianças apenas se preocupam em falar ao telemóvel ou em fumar aquele cigarro, descuidando os seus infantes presentes.

Ainda esta semana não fosse eu estar presente e bem perto de uma criança, provavelmente esta cairia do alto do escorrega, enquanto a mãe virou as costas à filha.

Dá a ideia de que a liberdade no parque infantil terá outros alvos para além as crianças…

À espera de uma criança...

... em qualquer parque infantil

Há muito que defendo a solução Novaiorquina de não se fumar na rua, nomeadamente em esplanadas, parques ou praças, não obstante o ar livre.

Em Portugal tirando alguns restaurantes, pastelarias e bares a rua tornou-se o sítio ideal para fumar. Em tempos referi o elevado número de pessoas que se concentram à porta dos seus locais de trabalho para queimarem o seu cigarro (e os pulmões). Adiante...

Ultimamente tenho dedicado as manhãs a passear a minha neta. O destino é quase sempre o mesmo: o parque infantil. Aqui há um escorrega, dois baloiços e outros apetrechos para a brincadeira. O chão é de uma matéria quase mole que não magoa as crianças nas normais quedas. São quadrados perfeitos encostados uns aos outros, quais ladrilhos.

Porém há entre eles alguns espaços onde se depositam areias, muitas folhas secas das árvores que rodeiam o parque e... demasiadas pontas de cigarros. Um horror!

Ora uma criança é um ser curioso por natureza e vai daqui aquele rolo pequeno no chão que quase se assemelha ao giz que tem em casa é um chamariz (rima e é verdade!!!). De tal forma que num ápice a minha neta apanhou uma ponta de cigarro do chão para brincar.

Rapidamente a tirei da mão e avisei-a para não apanhar aquilo do chão pois era sujidade (ela já entende estas coisas, mulheres!). Voltou para o escorrega enquanto eu fui tentando perceber a quantidade de beatas espalhadas no chão de um parque infantil que poderia ter muita coisa menos... cigarros.

Ainda me custa entender como uma mãe ou pai acompanham as suas crianças ao parque de cigarro em punho. Para depois o largarem no local onde as suas crianças e as dos outros irão brincar!

Portanto a "não cidadania" no seu pior!

Parque.jpg   parque1.jpg

 

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