Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Dias de tempestade!

Desde o Natal que a minha vida é uma roda viva qual tempestade terrível. Primeiro foi a crescente preocupação com a anemia do meu pai que o impedia de ser operado, para depois ser a própria cirurgia e os consequentes Cuidados Intensivos.

Todos os dias  tenho ido ao hospital ver o meu pai. De manhã levo-lhe o jornal, para de tarde regressar à sua companhia e por lá ficar um bom bocado a conversar e a vê-lo comer a merenda e o jantar.

No entanto nos primeiros dias após os CI aquela cabeça parecia muito desarrumada: diálogos impensáveis, ideias completamente baralhadas e fora de contexto, deslocalização total.

A juntar a isto tudo uma apneia profunda que mesmo com máscara não parecia ajudar. Mas alguém cá em casa, que percebe destas coisas dizia-me:

- Dá-lhe 48 horas...

E dei! Na realidade após este tempo encontrei-o bem melhor. Com uma melhor mobilidade e independência motora. O descernimento regressou, assim como a sensatez.

Hoje enquanto passeávamos no corredor falámos de muita coisa. Do passado, do presente e obviamente do futuro. Não fizemos planos, mas alinhámos somente ideias. Como há muito não fazíamos.

Curioso (ou talvez não) como a vida por vezes escolhe os piores trilhos para nos colocar no bom caminho.

Coração de Leão

Quem por aqui vai passando deve ter-se apercebido que o meu pai está doente originando que fosse sujeito a uma cirurgia ao coração.

A coisa era para ter acontecido a semana passada, mas a descoberta de algumas complicações, nomeadamente uma anemia crónica, levaram a adiar a intervenção.

Mas a situação compôs-se durante a semana e ontem ao fim do dia o Leão mais idoso da família deu entrada na mesa de operações.

Já passavam das dez e meia da noite quando o cirurgião responsável surgiu na sala de espera e comunicou que tudo havida corrido muito bem e que o doente estava agora na Unidade dos Cuidados Intensivos (UCI).

Ainda o vi ontem, todavia estava ainda inconsciente e todo entubado. Tal como hoje de manhã.

Aquilo era uma parafernália de equipamentos, monitores e tubos. Sinceramente meteu-me alguma impressão. O médico cardiologista primeiro responsável pela decisão da necessidade da cirurgia dizia-me a certa altura:

- Isto faz impressão para vós, mas para nós o doente está óptimo e estabilizado.

Da parte da tarde regressei ao hospital e encontrei o meu pai ainda na UCI, mas já sentado num cadeirão. Todavia a panóplia de equipamentos e tubos mantinha-se.

A determinada altura olhei fixamente para um dos monitores e vi algo parecido com um coração de tamanho muito pequeno, a piscar. Ao lado uns números e umas linhas que subiam e desciam. Percebi que correspondia à frequência do coração.

Fiquei claramente descansado! Conforme podem reparar na foto infra mesmo depois da cirurgia o coração do meu pai continua a ser verde!

coracao_verde.jpg

Nota final:

Quero agradecer de forma emocionada e sincera a todos quantos desejaram as melhoras do meu pai. Bem-hajam!

Um dia realmente triste!

Há dias assim, tristes e sombrios como uma noite de tempestade.

Pela primeira vez em quase sessenta anos que levo de vida vi o meu pai numa cama de hospital. Foi internado hoje para ser sujeito a uma cirurgia ao coração, amanhã. Todavia os examos preliminares davam um elevado grau de anemia que irá impossibilitar a cirurgia.

O foco recai agora em descobrir as razões de tamanha anemia.

Quando às nove da noite o deixei naquela cama de hospital senti-me tão triste, mas tão triste como faz tempo que não me sentia. 

Mas amanhã será um novo para ser vivido na sua plenituide.

Oitenta e seis!

Neste dia em que estrelas da música e do cinema são outrossim aniversariantes há uma outra estrela que também soma mais um ano de vida.

Oitenta e seis mais precisamente.

Chama-se António e vive os dias de forma serena, ao ritmo que a vida o deixa.

Autónomo, ainda conduz! Não para muito longe mas sempre vai às compras à vila.

Quando miúdo nunca soube o que foram sapatos. A escola era um local pouco visitado mais por culpa do meu avô que via nos filhos somente mão de obra barata.

Veio para Lisboa para a Marinha para o SMO. Gostou da sensação de ter cama, roupa lavada e um par de sapatos para calçar. para além de refeições sempre apetitosas.

Ficou e viajou pelo Mundo.

Quarenta anos mais tarde deixou a sua "guerra" para regressar à aldeia que o viu nascer. Agora com outras condições...

Finalmente parabéns meu Pai!

.

Amanhá vai ser um dia... daqueles!

Amanhã será um dia importante para dois cá de casa:

- Para o meu pai pois comemorará o seu octagésimo quinto aniversário (idade bonita, não é?);

- Para mim porque estarei pela primeira vez num encontro de bloguers.

Ora se no primeiro acontecimento o meu antecessor liga tanto ao seu aniversário como eu ligo ao campeontao Mundial de fumadoras de cachimbo, já no segunto a minha preocupação é real e evidente.

Um encontro de gente que escreve em blogues, tal como eu, ainda por cima como convidado acarreta uma anormal responsabilidade. Durante a já minha longa vida lidei com milhares de pessoas, todas elas com características naturalmente diferentes. E nunca me atrapalhei

Só que desta vez a coisa tende a tornar-se mais complicada pois não quero defraudar ninguém e muito menos quem apostou em mim.

Veremos então como correrá o dia.

Mas primeiro de tudo tenho de chegar a Lisboa e neste momento estou a algumas centenas de quilómetros da capital.

Há que partir muito cedo. Ir devagar para chegar depressa.

Amor de filho não tem idade!

Todos os anos se vai repetindo (e espero que seja por muitos anos).

Primeiro foi o meu pai no dia 8 a completar 84 anos, hoje foi a minha mãe a fazer 78.

Dois jovens de outrora que me deram a vida, educação e formação.

São ambos um exemplo para toda a família e para a humilde aldeia onde vivem. Porque, não obstante a idade trazer algumas dificuldades, ainda não passam um sem o outro.

Amigos dos seus amigos. Amantes da família. Solidários e trabalhadores mesmo que algumas maleitas não ajudem.

Sei, pela lei natural das coisas, que um dia terão de partir. Viagem e,ssa para a qual eu não estou preparado... para ficar sozinho!

Obrigado paizinho e mãezinha (é assim que ainda os trato!) por tudo quanto fizeram por mim.

Vamo-nos vendo por aí!

 

 

Um abraço único!

Os americanos adoram ter dias para tudo. E de tudo fazem filmes e propaganda.

O dia do veterando é um desses eventos (nem imagino qual seja a data!!!).

Correm depois na internet, uns pequenos filmes de militares americanos que regressam ao seu pais após meses e anos de ausência em teatros de guerra.

Se de alguma forma estes excertos fazem parte de propaganda, o certo é que nesses breves instantes podemos observar como as pessoas reagem à chegada inesperada de um ente querido. Especialmente os filhos...

E é aqui que noto a grande diferença... Um abraço entre um pai e os seus filhos é deveras diferente de todos os outros. Não tem a ver com ser homem ou mulher... mas um abraço sincero e genuíno entre um pai e um filho é um momento único e muito especial.

Eu já experimentei esse abraço. Sempre que o meu pai regressava de África após mais uma campanha militar!

 

 

Um gesto para a vida

Há nas nossas vidas gestos que nos marcam indelevelmente!

Um beijo, uma carícia, um afago ou somente um sorriso são tão ou mais importantes que uma bolsa repleta de dinheiro.

Por isso valorizo um abraço como parte de um conjunto de afectos que deveriam ser permanentes no nosso dia a dia. Não me esqueço, para exemplificar, a iniciativa que um muçulmano pretendeu fazer em pleno centro de Paris, oferecendo-se para dar e receber uma abraço, num gesto que marcou pela positiva as notícias após os trágicos atentados na cidade Luz.

Mantendo ainda a ideia no abraço, tenho a confessar que é neste gesto que encontro a maior demonstração de sinceridade entre os homens. E dentro destes se um for o pai e o outro um filho... maior é o valor desse aproximar.

Temos todos a percepção de que a sociedade está deveras alterada, dando assim mais valor ao ter do que ao ser (já falei disto algures!!!), mas quando um pai abraça um filho, há nesse aconchego uma espécie de passagem de testemunho e nada mais conta.

E eu, que sou pai e felizmente ainda tenho pai, sei muito bem qual a diferença de ambos os lados.

 

Mais um ano vivido!

Reli com alguma emoção os últimos dois textos que escrevi, dedicados neste mesmo dia 8 de Outubro, ao aniversáriod do meu pai. Aqui, e aqui.

De nenhum deles retirava uma linha, uma vírgula sequer. Está lá tudo o que penso dele. Nada mais há a acrescentar.

A não ser que desde o passado Sábado passou a ter também uma neta! Por afinidade é certo… mas ainda assim neta.

Sei que pretende pouco da vida. Somente saúde e alguma coragem para enfrentar o dia seguinte. Seja como for, 83 anos nem toda a gente faz e daí os meus renovados parabéns.

Que Deus lhe dê dias brandos.

Mensagem breve!

Esta foi a mensagem lida na missa de hoje em que se consumou o matrimónio do meu jovem rapaz sob olhar de Deus e as palavras sempre sábias do Padre J.

É um texto muito curto, porém sentido e verdadeiro. Como não podia deixar de ser nesta ocasião.

 

"Caríssimos amigos,

Serei breve.

Em primeiro lugar quero agradecer a todos quantos aqui se encontram por testemunharem este virar de página.

Página esta, que vamos naturalmente acrescentar ao livro das nossas vidas. Um livro que não lemos, que não sentimos em nossas mãos, mas que todos os dias vamos escrevendo. Sem que o saibamos sequer!

Quando em 1987 nasceu o Miguel, naquele Domingo de Páscoa de primavera fresca, jamais imaginei que uma criança tão pequenina pudesse mudar tanto o meu mundo.

Não interessa se ele foi chorão, comilão, brincalhão ou outra coisa qualquer. O que realmente contou é que estava ali a minha continuação projectada no futuro.

Porque ter sido pai tem sido uma aventura e uma ventura.
Uma aventura porque lidar com uma criança que, durante três longuíssimos anos, não deixou ninguém dormir de noite… foi mesmo uma aventura. Tenebrosa…

Uma ventura porque o dom da vida é algo inesquecível, imperdível e é sem dúvida uma bênção!

O pai é ou deveria ser um bom exemplo para os seus filhos. Espero sinceramente ter sido esse exemplo, da mesma forma que tentei e ainda hoje tento seguir o exemplo que é ainda o meu pai.

No entanto esta será sempre a minha imensa dúvida. E haja o que houver, aconteça o que acontecer num futuro mais próximo ou mais longínquo, uma questão viverá para sempre comigo: poderia ter sido melhor pai do que aquilo que fui?

Nenhum de nós aqui presentes saberá dar uma resposta correcta à questão ora por mim formulada.

Mas crê-me, Miguel, que tudo o que fiz, de bom e de mau, foi por amor.

O amor de um pai!

Sê feliz com a Isabel que a partir de hoje também é um bocadinho minha!"

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D