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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Nefrologia de Torres Novas: um exemplo a seguir!

Neste país de gente pouco ousada, triste e muito invejosa, a crítica muitas vezes mal-intencionada e soez é o terreno perfeito daqueles que têm no seu umbigo o centro do Mundo.

Tudo é palco de crítica e todos têm soluções maravilhosas para os seus problemas. Então se falarmos da Saúde em Portugal (ou da falta dela!!) muito mais se critica e diz mal, começando obviamente nos médicos. Depois todo o resto do pessoal leva por tabela…

Neste mar de insatisfação em que este povo mal navega, onde fica então o lugar para o elogio? Não terá espaço nem direito? Certamente que deve ter lugar e deverá ser divulgado.

Deixem-me contrariar todos aqueles que dizem mal da nossa Saúde (eu mesmo já falei mal até porque nem tenho médico de família!), para contar uma estória verdadeira e sendo uma realidade poderia ser também espalhada aos quatro ventos. Podia ser que alguém aprendesse…

O meu pai já tem idade para ter juízo. Noventa e um anos creio ser tempo suficiente para deixar de fazer algumas asneiras.

Vive neste momento uma fase de transição, já que se encontra num estado de pré-falência renal. A sua consulta de rotina a uma nefrologista no CHMT (Centro Hospitalar Médio Tejo) em Torres Novas levou-o recentemente a decidir o que fazer no futuro,  assim que os rins deixassem de funcionar.

A opção do meu pai, que não obstante a idade, pensa pela sua própria cabeça, foi de submeter-se a tratamentos de hemodiálise. Aberto o processo, rapidamente foi chamado ao Serviço de Nefrologia para uma consulta Multidisciplinar onde lhe explicaram detalhadamente o que seria necessário. Nesta consulta estiveram presentes: uma médica da especialidade que não a que o costuma seguir, uma enfermeira, uma nutricionista e uma assistente social.

Tudo explicado ao pormenor e sempre com muitos esclarecimentos adicionais!

Entretanto a semana passada parece ter-se constipado e adquiriu uma tosse forte. Perdeu o apetite, tornou-se (mais) amorfo e parecia ter perdido algum discernimento. Daqui de longe aconselhei a minha mãe a levá-lo até ao serviço de urgência do Hospital de Torres Novas, enquanto eu partia de Lisboa também para lá.

Fui encontrá-lo horas mais tarde, no Serviço de Urgência, sentado numa cadeira a aguardar o resultado das análises que já lhe haviam feito. Entretanto antes de sair da capital enviei à médica Nefrologista que o segue no Hospital uma mensagem de correio electrónico contando, em traços gerais o que estava a acontecer.

Estava eu a fazer-lhe companhia quando um jovem médico se aproxima e pergunta pelo nome do meu pai, que ambos respondemos. Foi-nos comunicado que ele tinha uma infecção, cuja origem desconheciam e que tendo em conta os rins seria melhor ficar internado no Serviço de Nefrologia.

Achei que sim, que isso seria o melhor para ele e passada meia hora tenho o meu pai vestido com um pijama do hospital, tendo eu ficado com a sua roupa.

Para não me alongar o meu idoso pai esteve de segunda a segunda internado no hospital, tendo tido alta ontem!

Sei que este postal é maior que o costumo escrever, mas a VERDADE é para ser dita e com todas as letras.

Assim cabe-me como filho, mas também como doente noutras unidades hospitalares, elogiar, leram bem elogiar o Serviço de Nefrologia do CHMT de Torres Novas.

Acima de tudo há ali verdadeiros cuidados médicos! A saúde e o bem-estar dos doentes está primeiro. O Serviço zela pelos pacientes, deixando, com a sua forma de actuar, os familiares mais descansados, porque os doentes geralmente não gostam de ir estar! É normal!

Nas diversas vezes que liguei para a Nefrologia, para saber do estado de evolução de saúde do meu pai, fui sempre bem atendido e acima de tudo, esclarecido! Tanto por médicos como enfermeiras.

Portanto os médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar e até o pessoal administrativo demonstraram sempre uma postura altamente competente e profissional, originando deste lado uma confiança e um descanso inusual.

Arrisco mesmo dizer que dificilmente, em hospitais privados, se encontrará um Serviço tão bem organizado.

Finalizo enviando os meus sinceros parabéns, a todo o pessoal médico e auxiliar, sem excepção, ao Director do Serviço de Nefrologia e consequentemente à própria Administração do Hospital.

Assim deveríamos trabalhar todos: em prol dos outros!

Bem hajam!

Crónica de um dia... loooooooooooogo!

O meu pai ficou internado nos Hospital de Torres Novas na passada segunda feira. Os seus 91 anos, uma infecção a que se junta uma quase falência renal não aigurava nada de bom!

Perante esta situação em vez de levar o meu carro levei a carrinho e quando saí do hospital, já com o meu pai internado parti para a Beira Baixa já que estava a meio do caminho e onde fui dormir.

Então o dia de ontem principiou às 66 da manhã, quando fui buscar o pão à padaria. Tomei o pequeno-almoço calmamente para às 8 estar na quinta para ver os trabalhos aí realizados. Depoisfoi a vez de carregar a carrinha de lenha. Bem cheia e depois de tudo bem visto parti do Louriçal do Campo direito ao Covão do Feto para ir yter com a minha mãe. Caminho feito sem chuva,

Na aldeia:

- fui buscar batatas para a minha mãe fazer uma sopa;

- carreguei  alguma lenhq da que trouxera para dentro de um barracão contíguo à casa;

- uma má disposição fez-me não almoçar;

- saí às diuas e meia com a minha mãe para ir ver o meu pai no Hospital;

- antes passei por uma loja, mas estava ainda fechada:

- fui para o hostpital onde âs três horas vimos o meu pai;

- uma hoira depois saímos e voltei à loja agora aberta;

- depois um supermercado para comprar víveres;

- regresso à aldeia onde pego na carrinha e parto para o Sul;

- a noite caía e a fila para passar a ponte iniciava em Campolide;

- uma hora depois estou do outro lado do Tejo;

- chego a casa e descarrego um monte de lenha no meio da garagem:

- o tempo piorara e a chuva mal deixava ver o caminho;

- chego a casa descarrego o essencial (o resto ficou para hoje);

- tomo banho e sem coragem para mais nada aterro na cama, ainda não seriam 10 da noite.

Para ajudar à festa confesso que estava febril e este terá sido um dos piores dias desde há alguns anos. Curiosamente no dia em que fiz 40 anos. Dia em que tirei a carta de condução.

Ufa!!!!!

Viver a 100 à hora!

A minha amiga Isabel deste espaço diz que tenho pilhas Durecell (passe a publicidade) muito por causa... das causas!

Ou são desafios de escrita, ou são livros, ou a agricultura, viagens, filhos, netas e mais setecentas mil coisas que me aparecem na frente... A todos tento brindar com o meu contributo.

Desde há uns meses a minha vida é passada na A1 entre Lisboa e a saída para a A23. A saúde do meu pai tem vindo a decair consideravelmente. É verdade que os seus 91 anos só ajudam a... piorar as situações que tem, mas há que aceitar.

No entanto como filho, ainda por cima único, não quero deixá-lo desamparado nem à minha mãe. Cabe-me por inerência do cargo e por amor dar-lhes o melhor de mim resumido no meu tempo e disponibilidade.

A semana passada fui com ele a uma consulta e deixei-o em casa em boas condições. A verdade é que desde esse dia até hoje o seu estado geral agravou-se, tendo sido brindado com uma gripe. Não sei se é a gripe A, Covid ou a gripe X, pois o que conta é que tem uma grave infecção. De tal forma que ficou internado.

Ora como estava a meio caminho da aldeia beirã acabei por partir de Torres Novas para Castelo Branco sob uma belíssima chuva. Amanhã vou levantar cedo, ir à padaria comprar pão e pizzas para o almoço, tomar o pequeno-almoço, carregar a carrinha de lenha, pagar a pessoal que tem andado a trabalhar para a família, regressar ao hospital de Torres Novas  para ver o meu pai, partir depois para sul com destino à Aroeira onde deixarei toda a lenha. No dia seguinte regressarei finalmente à Amadora!

Portanto alta velocidade na minha vida como é apanágio quase todos os dias. Só espero nunca pagar uma multa por excesso de velocidade de ... viver.

Termino dizendo que levantei-me hoje às cinco e meia da manhã!

Ufa! Mas antes assim que estar enfermo!

Sabedoria!

A cada dia que passa a questão da velhice preocupa-me. Não no sentido de lá chegar, mas tão-somente em que estado estarei se realmente alcançar esse desiderato!

Hoje mais uma consulta no hospital com o meu pai (já perdi o conto das piscinas de A1 Lisboa- Torres Novas e regresso, que tenho feito ultimamente). A sua saúde está em evidente declínio, mesmo que aparentemente não pareça. Hoje na consulta de Nefrologia assumiu que se tivesse pensado bem não teria aceite fazer a fístula no braço para os futuros tratamentos de hemodiálise até por que a idade já é muita (as palavras em itálico são do próprio).

Se bem que eu não gostasse de ouvir as suas declarações à médica, já no caminho para Lisboa percebi que de alguma forma aquilo fazia sentido.

Só que o meu pai está consciente e autónomo. Pior seria se estivesse demente! Talvez por isto reconheci-lhe coragem em assumir as tais palavras ditas à médica.

Sabedoria também pode ser isto!

Consciência de finitude!

Quando somos jovens temos a parva ideia de que seremos eternos, que nada nem ninguém nos conseguirá destruir nem aos nossos sonhos e desejos.

Todavia e conquanto vamos crescendo percebemos que a tal certeza da juventude tem algumas (enormes) falhas. E é aí que surgem as primeiras dúvidas, para mais tarde, muito mais tarde, descobrimos que nada na vida é certo a não ser... o nosso próprio passado!

Só que há excepções!

O meu pai, por exemplo, tem 91 anos e um grave problema de insuficiência renal que o irá obrigar, brevemente, a submeter-se a hemodiálise. No entanto e não obstante a imensa idade que carrega nos ombros para além da doença, ainda pensa que está para durar mais uma imensidade de anos.

Por este lado já não penso assim e tenho consciência perfeita que a minha vida será muito mais curta que a do meu pai. Talvez por isso mantenho um ritmo de vida quase alucinante... pois o pior que me poderá acontecer é descobrir que tenho medo... da minha própria finitude!

O problema não será o fim pois a par do passado é uma certeza! Mas o trilho que terei de percorrer até lá chegar!

A gente lê-se por aí!

Responsabilidade acrescida

Tenho uma idade que supostamente me deveria dar uma liberdade pessoal que... não tenho. Quando não é a neta ou até os filhos, surgem os pais!

Sou filho único de um pai nonagenário e uma mão octagenária. Portanto idosos.

Desde há uns tempos que o meu pai vem decaindo em termos de saúde. Principiou em 2019 com uma cirurgia ao coração para mais recentemente surgir uma anemia que se veio a descobrir ter origem em falhas renais!

Limitação na alimentação, especialmente ausência total de sal e em outras opções a evitar. Porém os rins continuam a ameaçar falhar. De tal forma que hoje tive de fazer 310 quilómetros para o ir buscar a casa, levá-lo ao hospital, ser visto e alertado para os diversos problemas que poderá via a ter e finalmente as opções que tinha entre mãos.

Não obstante a idade o meu pai ainda tem a cabeça no lugar. E sabe decidir sem necessidade de qualquer ajuda externa. Este dia foi totalmente dedicado a ele, à sua doença e tratamento.

Escolheu vir a fazer hemodiálise numa unidade hospitalar. Agora irá aguardar que o chamem para consultas preparatórias.

Tudo isto para dizer que tenho hoje mais uma responsabilidade acrescida: fazer com que o meu pai e obviamente a minha mãe vivam os dias que lhes restam com a melhor qualidade de vida possível.

Sempre acompanhados, sempre amados!

Parabéns ao meu pai!

Hoje o meu pai comemora 91 anos!

É obra, acrescento.

Mas este ano ao invés do passado recente não irá ter toda a família a seu lado, nomeadamente os netos e bisnetas. Nem sempre as coisas correm como gostaríamos.

Há que aceitar!

Mas eu estarei com ele! No almoço num restaurante, que será o meu presente de aniversário e mais tarde no primeiro carregamento de azeitona que levarei para o lagar próximo.

Todavia este ano as coisas estão menos bem. A saúde começa a dar sinais de fraqueza e os rins  estão por um fio. De tal modo que provavelmente irá ser mais um cliente da hemodiálise. Com os proveitos e riscos inerentes.

Está bem consciente daquilo que poderá a vir a ter pela frente e notei logo nele, na passada quarta-feira, uma tristeza cristã! Ele que foi sempre um homem de uma enorme coragem e muito focado parece faltar-lhe agora essa mesma coragem.

Mas hoje há que celebrar a vida! Que tem muito mais para contar que tudo o resto que ainda não chegou!

Hoje ao meu querido pai apenas desejo que viva este dia como se fosse o primeiro de muitos e não o fim de muitíssimos.

Parabéns!

Noventa anos!

Chegar aos 90 anos ainda autónomo é obra! Pois o meu pai chegou a esta fantástica marca com tino, sempre acompanhado da minha mãe e a pensar pela sua própria cabeça.

Está surdo, muito surdo, mas ainda ouve o suficiente para falarmos com ele. Adora ler o jornal e sair de casa para ir a uma fazenda fazer... nunca sabemos o quê!!!

Hoje convidei-o para almoçar no restaurante. Toda a família esteve presente e foi com alegria que já em casa cantámos os parabéns. Para alegria da minha neta que adora as velas acesas como qualquer criança da idade dela!

Jamais saberei se chegarei alguma vez a este sublime número... ainda por cima neste (razoável) estado em que está o meu pai.

O mais engraçado é que quando cheguei a casa dele e lhe dei os parabéns ele devolveu:

- Há 65 anos fui multado em Ponta Delgada por acender um cigarro com isqueiro para o qual era obrigatório ter licença.

Sé ele!

Não foi o pai perfeito, nem eu o sou. Mas foi o que pode e que as circunstâncias da vida deixaram.

 

Dia do pai!

Gosto de comemorar este dia do Pai. Porque sou pai e desde há dois anos... avô o que duplica a responsabilidade... e o carinho!

Ter sido pai foi um dos acontecimentos mais importantes da minha vida. Reconheço que foi uma responsabilidade acrescida, mas nunca me arrependi.

Do outro lado do campo sou filho e como tal carrego o pesado fardo de talvez nunca ter conseguido ser o que o meu pai projectou para o meu futuro. Todavia ele talvez nunca percebeu que para eu ser feliz precisava de pouca coisa!

O meu pai é um bom homem no cimo dos seus 89 anos e trabalhou muito para sustentar a família. Os anos pesam agora... Nota-se especialmente nalguma falta de memória mas acima de tudo na teimosia.

Hoje almoçámos no restaurante preferido dele.

Um dia 8...

Hoje é dia 8 de Outubro de 2021.

Um dia que seria como os outros se, por exemplo, o meu pai não fizesse 89 anos (bonita idade, acrescento). Depois recordo para esta mesma data aquela sexta feira, curiosamente tal como hoje, em que dei entrada numa Tesouraria onde ficaria perto de 15 anos para depois me transferir para outro departamento.

Se há dias de calendário que guardo para sempre, certamente este é um deles. Porque gosto de comemorar a vida então quando envolve o meu pai melhor ainda, já que ele foi um mestre como homem, pai e amigo. Recordo fins-de-semana que passava com ele a bordo de um navio quando estava de serviço. Grandes almoços, grandes partidas de cartas, grandes debates de futebol, muita boa disposição.

Depois este mesmo dia em 1982 foi, sem dúvida, muito marcante para o resto da minha vida. Tanto no sentido profissional como no pessoal.

Provavelmente hoje seria um homem bem diferente se não tivesse entrado naquela Tesouraria. Fui um felizardo. Outros houve que percorreram também o mesmo caminho, mas jamais tiveram a sensibilidade para aproveitarem o melhor que adveio daquele conjunto de bons homens e colegas.

Há dias assim nas nossas comuns vidas: marcantes.

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