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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Eleições europeias: o frete!

Ao que percebi termina hoje a campanha eleitoral para a eleição de deputados para o Parlamento Europeu.

Uma votação quase sempre pouco concorrida, até porque se percebe que os nossos 21 deputados pouco ou nada podem contra os restantes países com maior número de representantes. A acrescer temos as ideias fixas de cada partido representado que, em vez de pensarem no seu próprio país, apenas se ocupam das suas bravatas políticas.

Espero ir votar, até porque é um dever cívico. Mais... se não vot,ar que direito terei eu em criticar seja quem for? Votando mesmo que seja em branco, tudo será obrigatoriamente diferente!

O voto branco e o nulo correspondem, quase sempre, a um voto de protesto. Não interessa a razão ou razões dessa opção, mas será uma forma real de mostrar desagrado.

Desta vez não vi nenhum debate, nem vi qualquer campanha, nem escutei nenhum dos candidatos, porque tenho mais que fazer... 

Enfim, mais um acto eleitoral  do qual todos os partidos vão sair todos vencedores, mesmo que percam votos!

O costume, afinal!

Tempos modernos!

Hoje em conversa com um ex-colega de trabalho e hoje bom amigo, dei conta que um outro nosso companheiro estará neste mundo por pouco tempo. Um cancro na próstata a que se seguiu um dos pulmões (era um fumador inveterado) e finalmente problemas nos rins que a quimio não veio ajudar. O destino dele estará traçado para breve, suponho eu!

Tirando esta triste realidade ficámos ambos a conversar sobre outros colegas e das suas estranhas características. Algumas com graça outras nem tanto mas ainda assim... recordámos.

Depois de termos desligado as chamadas fiquei a pensar naqueles 37 anos 9 meses e 25 dias. Tanta coisa que passei, tanto que eu aprendi, tanto que terei eventualmente ensinado. Mas diria que foram bons tempos. Não obstante algumas diferenças, especialmente políticas, ainda assim alinhávamos pelo mesmo diapasão e a palavra solidariedade não era apenas... uma mera palavra. Era uma filosofia de vida.

Pelo que sei hoje tudo mudou. Estes miúdos acabadinhos de sair das faculdades com médias fantásticas e convencidos que são os melhores do Mundo e arredores ainda não perceberam que também são seres humanos e por isso candidatos a tudo de mau que acontece aos outros.

Ainda lidei com alguns que nem se dignavam cumprimentar quem quer que fosse. Todavia ainda coloquei o dedo no nariz de diversos. Ficavam muito ofendidos e fugiam de mim a sete pés. Problema deles.

Faço agora a ponte para as crianças que ora vou lidando (vulgo netos). A todos quero passar os mesmos ensinamentos que me entregaram e outros aprendidos nos caminhos da vida e que considero deveras importantes. Acima de tudo gostaria que os meus descendentes entendessem que as outros também podem ser importantes nas suas vidas. E não me refiro apenas à família. Diria mesmo que a família muitas vezes é parte do problema. Sempre fui pessoa afável. Falta-me beleza física, mas quando gosto de alguém dou-me por inteiro. Talvez por isso tenha tantas amizades (e nem falo das do feicebuque, que essas não contam para isto).

Entretanto as nossas crianças já nasceram num Mundo altamente competitivo e não gostam nem sabem perder. Vencer a todo o custo parece ser o lema.

Remato com o desejo de acordarmos as nossas crianças para uma outra realidade. Aquela onde se estende a mão a quem precisa!

Hoje dia da criança!

As crianças são o melhor que há no Mundo. Esta é uma frase conhecida e bem real. Então para mim que já carrego com três netos no meu bornal...

Talvez por isso esteja muito longe de concordar com a ideia de haver um dia especial só para as crianças, quando todos os dias do ano deveriam ser deles. Rigorosamente todos.

Não sou nada apologista dos dias especiais, sejam eles nacionais ou mundiais. Nem dia da Mulher, do homem (também há!!!), da árvore, dos animais ou dos avós! Dito assim estes dias cheiram-me sempre a esturro.

O ano passado também escrevi sobre este meu pensamento. Não pelo dia de ontem mas por um outro.

Portanto e no seguimento do que escrevi acima hoje (também) é dia da Criança. Nem que seja aquela que vive dentro de nõs e que por vezes nem damos conta.

A gente lê-se por aí!

Uma equipa que não é de todos!

Se dúvidas houvesse sobre a maneira arcaica de subjugação aos interesses de alguns por parte da FPF, bastaria olhar para a bizarra convocatória de jogadores para a selecção, representando Portugal no próximo europeu de futebol, que se realizará na Alemanha. No mínimo o que se poderá dizer é que o seleccionador castelhano percebe tanto de futebol e de jogadores como eu entendo de física espacial.

Entretanto a Federação não está minimamente preocupada com os resultados desportivos da selecção. O que conta é que certos jogadores sel«jam convocados para darem nas vistas e depois serem transferidos para outros clubes, passando pelo meio de um qualquer empresário, que abichará uns milhões de comissões.

Depois há aquela inveja soez e tão característica do povo luso que até Luís de Camões (o poeta, não o aeroporto!!!) a usou para terminar a sua obra "Os Lusíadas".

A época futebolística nacional ainda não terminou, mas é por demais evidente a postura azeda da maioria dos dirigentes da FPF e da Liga. Acima de tudo por o Sporting ter ganho (e de que maneira!!!) o mais recente campeonato.

São nestas pequenas/grandes coisas que se percebe como um clube é muuuuuuuuuuuuuuuuuito maior que a sua própria história e a vida dos seus adeptos.

Voltando à selecção assumo publicamente que não auguro grande futuro aos jogadores lusos. Depois quando tudo correr mal não digam que ninguém os avisou!

Não verei o próximo europeu. Primeiro porque não terei tempo, segundo porque não me interessa.perder tempo com uma equipa que é só de alguns portugueses e não de todos!

Sou um homem rico!

Há muitos anos costumava dizer aos meus colegas e amigos: sempre tive bom gosto, mas faltou-me sempre o dinheiro para o provar. 

Curiosamente um destes dias vi "en passant" numa qualquer série televisiva uma senhora a dizer: que o relógio e os sapatos definem um homem!

Quanto ao relógio estou plenamente de acordo desde que não seja um daqueles "cachuchos" com 1 milhão de pedras preciosas e pesado como a consciência de muitos. Quanto aos sapatos... continuo a preferir o calçado luso que sempre mostrou ser melhor que o estrangeiro.

Isto para dizer que o dinheiro tem sido o pior mal de toda a humanidade! Desde sempre. O vil metal compra casas, carros, relógios ou sapatos. Mas compra também ideias e consciências. No entanto não compra a vida por inteiro. Talvez por isso os cemitérios estão repletos de gente convencida do contrário!

Ora por ter receio de um dia vender a minha alma ou consciência por uns estúpidos euros, prefiro ter a certeza que a minha verdadeira riqueza está naqueles com quem lido, sejam eles família ou imensos e bons amigos.

O dinheiro serve naturalmente o nosso bom gosto, mas deveria servir, acima de tudo, o nosso bom viver... com os outros!

A nossa memória!

Li há muitos anos que a melhor faculdade do ser humano será a capacidade que tem em... esquecer! Não sei se assino esta frase, até porque, como costumo dizer, tenho quase memória de elefante. Seja para os momentos bons ou menos bons!

Tenho a sensação de que as nossas memórias advêm, acima de tudo, da nossa postura perante a vida ou até da conveniência que possamos ter nisso. Passo a explicar:

Quem vê numa roseira mais espinhos que rosas terá mais tendência para guardar dentro de si os acontecimentos menos felizes, fazendo destes a razão anormal da sua triste vida. Ao invés quem se sente bafejado pela sorte simples de viver deixa a maioria das más memórias guardadas num cofre quase hermético, recorrendo a elas somente quando necessita e guarda à superfície da alma as recordações positivas.

Felizmente incluo-me no segundo grupo, já que tento não guardar (por vezes não consigo!) más memórias ou, como escrevi no início deste postal, inclino-me muito mais para esquecer. E quanto mais depressa melhor. Prefiro assim as boas memórias, recordações, eventos... Pois é com base nestas que viajo (ainda) neste Mundo!

Deixai-os trabalhar!

Compreendo que a esquerda portuguesa ande ressabiada com a derrota nas passadas eleições. Ainda por cima os sucessivos ataques a um líder político só tiveram o condão de o tornar mais conhecido e com isso angariar tantos votos que a Assembleia da República vive perrmanenetemente sobre um vulcão pronto a explodir.

Mas será bom dizer que a culpa deste estado de coisas não é certamente da direita, que apenas fez o trabalho de casa. Foi a esquerda que durante oito anos deixou que o país caminhasse para um caos social nunca visto. A oposição fez apenas o trabalho que lhe competia.

Por muito que tentem arranjar desculpas, a verdade é que os portugueses não são burros nem parvos. Tivesse o PS com o apoio meio velado da restante esquerda, governado com competência, provavelmente outro PM estaria sentado em S. Bento. 

No futuro próximo tudo servirá para atacar o actual governo, mas faz parte do jogo político. O que importa é que os novos ministros e secretários de Estado se mostrem à altura dos desafios que têm entre mãos. Porque de outra forma continuaremos a marcar passo sem sair do lugar.

Portugal tem diversos problemas para resolver e já: habitação, saúde, educação, segurança nacional. Será bom que o foco esteja na solução destas situações.

Espero que Marcelo Rebelo de Sousa encoste o indicador aos outros partidos e lhes dè sinal evidente que os próximos tempos não serão para brincadeira política!

Chega de abstenção!

As noites eleitorais são óptimas para percebermos, não as eventuais consequências dos resultados, mas como cada comentador, provavelmente pago a peso de ouro, disserta sobre os dados que tem.

Ontem à noite enchi-me de coragem e fui vendo e ouvindo o que cada um pensava sobre os mais recentes resultados eleitorais. A determinada altura percebeu-se que poderia haver um empate entre a AD e o PS, com as hostes laranjas a calmarem um pouco, imagino eu!

No entanto o tema maior da “soirée” eleitoral foi o crescimento exponencial do Chega. Um partido que se afirma como sendo de direita e visivelmente radical (eu prefiro chamar de arruaceiro!). Bastaria lembrar a forma como o seu líder transformou os debates televisivos, para percebermos que estávamos presentes um voraz demagogo, vendedor de banha da cobra sem graça e sem princípios.

Muito se especulou na noite passada sobre de que maneira o Chega conseguira o desiderato de alcançar quase meia centena de deputados.

Transferência de votos da AD para o Chega? Provável, mas não explicaria tamanho incremento. Especialmente em zonas em que outros partidos teriam mais força. O caso mais paradigmático foi no “reino” (obrigado João-Afonso!!!) dos Algarves onde o Chega conquistou o distrito.

Já era muito tarde quando me deitei, mas fiquei a pensar na coisa. Era impossível, por exemplo, o eleitorado do PCP ter passado para o Chega. Para mim não entendia essa ideia. De todo!

Não sou politólogo, sociólogo nem mero comentador. Contudo penso pela minha cabeça e a minha professora primária ensinou-me a fazer contas. Vai daqui peguei num papel, fiz umas pesquisas breves na internet e apanhei estes dados:

1 – em 2022 o número de eleitores votantes foi de 5 389 705:

2 - em 2024 votaram 6 140 289 eleitores;

3 – a diferença apurada é de 750 584 votos expressos.

Agora peguei na votação no Chega:

1 – em 2022 o partido liderado por Ventura teve 385 573 votos;

2 – na votação de ontem recebeu 1 108 764 votos:

3 – a diferença entre ambas as votações é de 723 191.

 

De súbito olho para estes resultados e tudo se fez luz! Mas daquele intensa. Percebi que o crescimento do Chega não advinha de transferência de eleitores que haviam votado noutros partidos (como nunca acreditei!!!), mas simplesmente... da abstenção.

Como se explica então isto? Fácil, muito fácil!

Retirando os doentes a maioria dos abstencionistas são gente que não acredita neste sistema eleitoral ou pior que tudo, mas provavelmente com alguma razão, não se revêem em nenhum dos actuais partidos.

Ora o Chega, desde o seu início tem um discurso truculento e disparando contra todos os políticos em actividade. Uma opção que se percebe agora que teve o seu êxito. Se juntarmos a esta postura bravia, a assumpção pública por parte dos lideres dos outros partidos de jamais de coligarem ao Chega, ficou criada a mistura propícia para os abstencionistas deixarem de o ser e mostrarem o que pensam da nossa classe política.

Se pensarmos quem voto no Chega foi como quase não votar, porque Ventura jamais fará parte de uma solução governativa, seja à esquerda ou à direita.

Quanto ao resto dos resultados continuo a lamentar apenas a queda do PCP, por contraponto ao Livre que se tem mostrado um partido bem competente.

Finalmente cabe agora a Belém resolver este imbróglio.

Dia zero!

Terminou ontem a campanha eleitoral. Que não vi nem ouvi e muito menos li!

Entretanto hoje é o tal dia de reflexão pré-voto. Ou dito de outra maneira é o momento dos eleitores ainda indecisos (e parece que são muitos!!!) escolherem finalmente quem querem ou desejam para governar este rectângulo à beira-mar plantado!

Há nisto tudo, todavia, uma certeza: nenhum dos eleitores pensa no país. Nenhum!

Pensam unicamente em si próprios e no que poderão vir a ganhar se vencer este partido em vez daqueloutro. Faz parte deste povo "que não se governa nem deixa governar" esta postura de lutar devagar, pois não quer que ninguém se magoe. Por isso ainda hoje há muita gente a agradecer a Salazar por não termos entrado na Segunda Guerra Mundial.

Eu, ao invés, afirmo sem receio que terá sido o maior erro político de Portugal do século XX, obviamente a par da Guerra Colonial.
Portanto... amanhã será o dia zero de uma nova política e de um novo governo. Ou será a repetição de algum anterior?

Estamos perto de saber...

Tristes constatações

Com a minha idade já não devia admirar-me com nada, nomeadamente com momentos mais estranhos em meu redor. No entanto tenho sempre aqyela ideia de que a sociedade deveria aprender com os erros e neste sentido tornar este mundo um local bemk mais aprazível para se viver.

Nester texto nem quero referir as guerras lá longe envolvendo demasiados países, acentes num conceito quase sempre fundamentalista. Refiro simplesmente em vivências corriqueiras  e que perpassam à minha frente amiúde.

Ao invés de outras ocorrências que assisto e que aqui divulgo, apenas como chamada de atenção, hoje nem pretrendo escrever sobre isso, mas tão-somente como é que as pessoas conseguem viver neste universo sendo mal-educadas, mal-formadas, imbecis e até... patetas!

Vejo cada vez mais inumanos, gente capaz das maiores atrocidades apenas porque consideram-se os maiores desr«ta Mundo. Não imagino se algum dia cairão em sí perante tanta maldade.

Por mim reside a esperança de que um dia entendam o alcance dos seus (maus) actos! Todavia nessa altura será já tarde demais.

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