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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O futuro da igreja católica!

Para muitos católicos e até não católicos mas que viram sempre em Francisco um exemplo de tenacidade na mudança da mentalidade da igreja, o problema do recente desaparecimento do Papa argentino prende-se com o seu sucessor!

Não interessa se vem de África, América, Europa ou Ásia... o que conta mesmo é saber que fará o próximo herdeiro da cadeira de S. Pedro.

Francisco assumiu muito os erros da Igreja, nomeadamente os abusos sexuais. Aceitou a presença das mulheres numa relação mais próxima, como percebeu que as opções sexuais de cada um não eram uma doença, mas eram isso mesmo uma opção... de amor.

Agora vamos caminhar para o desconhecido. Há quem fale de cardeais mais à esquerda de Francisco e prontos para levar uma maior modificação na igreja, outros mais ortodoxos preferem um recuo das ideias do Papa ora falecido. Como assumem todos será o Espírito Santo a escolher o sucessor de Pedro.

A igreja necessita rapidamente de uma renovação. Provavelmente há século e meio não olhavam para o telefone como algo útil. Hoje todos os padres têm telefones inteligentes e usam as redes sociais para divulgar a palavra de Deus.

Deste modo a igreja terá, mais tarde ou mais cedo, de se adaptar a uma nova e diferente realidade.

Finalmente... sei que a Igreja é a esposa de Cristo, mas esta relação pode não ser suficiente para que a actual comunidade católica continue a crescer.

Um ano a "desgovernar"!

A ideia, já quase generalizada de que os verdadeiros amigos são aqueles que advêm dos bancos da escola não tem cabimento no meu espírito.

Acontece que durante o nosso palmilhar pelos caminhos da vida cruzamos com pessoas de quem nos tornamos amigos e que se tornam tão ou mais amigos que aqueles que nos viram crescer.

Digo porque aconteceu comigo e ainda acontece. Acresce esclarecer que na amizade a antiguidade não é um posto, já que um amigo recente pode tornar-se muito mais importante que outros mais antigos. No fundo é tudo uma questão de sensibilidade.

A blogosfera caíu-me nos braços (até parece aquele trecho humorístico do Toni numa das Conversas da Treta) e durante algum tempo pareceu-me um ambiente distante e frio. Enganei-me redondamente! E ainda bem!

Já em tempos falei desta amizade blogosférica neste texto recente.

Entretanto criou-se uma comunidade de bons amigos e que eu, faz hoje precisamente um ano, acabei por juntar num grupo de uotessape! Não me lembro do primeiro nome que o grupo teve, mas actualmente chama-se, e muito bem, "Desgovernados".

Somos apenas 15. Com maior ou menor actividade sei de antemão que estão todos presentes. Uns para os outros. No fundo, no fundo é isso que realmente conta.

Ora como o grupo está de parabéns venho agradecer:

à Ana D;

ao Jorge;

à Isa,

à T;

ao Cúmplice;

à Olga;

à Isabel;

à Mafalda;

ao João-Afonso;

à Di;

à Maria;

à Luísa;

à MJP;

à Maribel.

Que a vida vos sorria sempre! Mais uma vez obrigado pela amizade!

Quarenta anos passados!

Há muitos anos, ainda o 25 de Abril era uma tenra criança, tive uma conversa, com um colega assumidamente progressista, sobre política. Lembro-me bem dos temas desse início de tarde quando a caminho da escola debatemos ambos: partidos, democracia, liberdade, ditadura, censura e ideologias.

De todo o diálogo com este meu colega, hoje bom amigo e excelente médico, ficou apenas gravado na minha memóriaa uma frase que era mais uma filosofia ideológica. Assumiu ele:

- Jamais poderei ser um democrata!

- Como não és um democrata? Um ferveroso adepto da nossa esquerda mais radical.

Ele respondeu-me:

- Nunca poderei ser um democrata porque há ideologias e partidos com os quais eu nunca consigo conviver! Nomeadamente os partidos fascistas (naquele tempo a palavra direita era raramente usada).

- Mas não há disso em Portugal... Partidos fascistas...

- Isso julgas tu. Um dia verás.

Estranhamente só este fim de semana percebi quanto razão havia naquelas palavras proferidas pelo meu amigo.

Quarenta anos depois!

O triste definhar do PCP

Quando há meio século se fez o 25 de Abril logo surgiu o PCP, o PS comomaiores forças políticas. Com a evolução do golpe de estado e a quase certeza da democracia rapidamente surgiram novos partidos.

Nas primeiras eleições para a Assembleia Constituinte em 1975 o PCP teve cerca de 12% dos votos correspondendo a 711 935 eleitores.

Se dermos um salto no tempo para as últimas eleições em 2022 temos o mesmo Partido Comunista que não chega aos 5% correspondendo a 238 962 votos. Isto é o partido da Soeiro Pereira Gomes perdeu meio milhão de votantes. Ora se eu fosse líder do PCP ficaria deveras preocupado.

E não me venham dizer que a culpa é da Direita. A esquerda em Portugal, especialmente através do BE e do Livre, tem crescido. Não tanto quanto muitos gostariam e desejariam, mas a verdade é que desde 2015 é a esquerda que mexe os cordelinhos do poder.

No outro dia vi e ouvi o debate entre Paulo Raimundo e Pedro Nuno Santos. Sinceramente fiquei com a nítida ideia de que o Secretário Geral do PCP estava mal preparado para o debate. Muito mal...

A verdade é que os comunistas mantêm o discurso como estivessem ainda no PREC, olvidando que o Mundo se alterou, as pessoas mudaram e o acesso à informção generalizada está ali à mão de semear.

O PCP teve no seu auge o apoio do trabalhadores das indústrias, transportes e obviamente agricultura (esta mais reflectida no Alentejo). Actualmente muitos desses antigos operários e trabalhadores rurais já não existem e os operários mais jovens não se interessam por sindicalismos nem reindivicações. O que equivale dizer que o PCP perdeu influência a nível operário e agrícola. Depois faltaram ais comunistas renovarem-se, mudarem o discurso, olharem para os problemas com visão de futuro e não como se URSS ainda existisse.

Se se confirmarem as sondagens que tenho visto, Paulo Raimundo pode ver o seu partido a perder (ainda) mais deputados.

Termino então com esta ideia: o País está envelhecido e o PCP muito mais! E é pena!

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