Estou plenamente convicto que a Palestina mais tarde ou mais cedo será um país com os mesmos direitos de todos os outros países. E não digo isto por ser de esquerda ou de direita.
Ou melhor creio que se a Palestina tivesse sido invadida pela Rússia (nesta altura do campeonato Mundial de guerras qualquer razão serviria!), provavelmente os que até agora defenderam a Palestina como um estado independente ficariam em silêncio. Mas isto sou eu a desviar-me do assunto que aqui me trouxe.
Portugal fez muito bem em reconhecer a Palestina como Estado soberano. O que Israel tem feito na faixa de Gaza e arredores deveria ser mundialmente condenado. Todos sabemos o que aconteceu aos judeus aquando da Segunda Guerra Mundial, mas em pleno século XXI tentar fazer algo semelhante por Israel parece-me algo profundamente horrível e condenável.
A Palestina merece o seu lugar, o seu espaço na história do Médio Oriente e do Mundo. Dar a mão a esta gente não é estar contra ninguém, mas apenas a favor da paz.
Uma paz que se pretende duradoura e assente em compromissos de ambos os lados e devidamente monitorizados por equipas da ONU ou outras quaisquer organizações de paz.
Hoje e pegando no estúpido atentado de há dez anos em Paris e na consequente palavra de ordem da li saída diria que actualmente "Todos somos Palestinianos!"
Há uns anos uma colega minha que esteve muito ligada à Representação Portuguesa em Bruxelas dizia-me que era óptimo o Presidente da Comissão Europeia ser português. Obviamente que se referia a Durão Barroso.
Hoje e à distância que o tempo nos impõe ainda não percebi muito bem quais as vantagens que obtivemos daquele lugar ocupado em dois mandatos pelo antigo líder do PSD.
Da mesma maneira também não entendi que melhorias teve Portugal com a Presidência da Assembleia das Nações Unidas em 1995-1996 liderada pelo antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral.
Actualmente não reconheço nenhuma melhoria só porque António Guterres é o Secretário Geral na ONU.
Recentemente o nome do Ministro das Finanças. Mário Centeno. surgiu como possível Presidente do FMI. Mais uma figura lusa que pode subir ao palanque mundial, mas sem qualquer benefício para os interesses deste rectângulo.
Remato com esta questão: se temos tanta gente tão boa capaz de chegar ao topo de Organizações Internacionais como foi possível que chegássemos tão baixo de forma a pedinchar umas migalhas à velha Europa?
Tudo parece indicar que António Guterres será o próximo Secretário-Geral da ONU. Mesmo contra alguma campanha feita especialmente pelos países de Leste da Europa que apresentaram à última hora candidatas femininas que ninguém conhecia.
Factualmente o ex-Alto Comissário para os Desalojados ganhou tanta dianteira aos outros adversários que dificilmente perderá hoje a eleição. Só um enormíssimo volte face, que não surge no horizonte como possível, poderia retirar àquele a vitória.
A verdade é que ao contrário do que li por aí não vai ser o “Clube de Bilderberg” a impor a sua vontade (leia-se candidato!). Provavelmente será a Igreja Católica a fazer valer os seus pergaminhos, já que António Guterres sempre se assumiu como católico. Para Portugal será uma honra ter um português a presidir à maior Organização Mundial intergovernamental. Para o antigo Primeiro- ministro luso será o topo de uma vida política muito activa. Para a Beira Baixa o auge de ter um Beirão à frente dos destinos da ONU.
Há somente um singelo senão com Guterres e que tem a ver com as contas que ele faz. Lembram-se disto?