Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Um nome é para sempre!

Correm de vez em quando por aí umas teorias associadas aos nomes das pessoas. Como fosse o mero nome próprio a definir a maneira de ser de alguém. No entanto esta teoria é defendida por muita gente que acha que todos os “Jaquins” deste país são de uma maneira, enquanto os “Almerindos” serão duma completamente diferente. Já para não falar dos “Horácios” que também têm uma maneira de estar muito própria.

Em tempos num outro blogue que tenho, alguém comentou que teria de conversar comigo por causa dos nomes que eu atribuía às minhas personagens. Pois bem, essa conversa nunca existiu, mas percebi a intenção…

Quando a felicidade de ser mãe entra no ventre de uma mulher, o que logo se pretende saber é o género da criança. A sabedoria popular usava para isso uma agulha com uma linha, as fases da Lua e até nalguns casos um ninho de cabelo no filho mais velho. Coisas antigas e sem qualquer sentido.

Hoje há formas rápidas e mais assertivas e desde muito cedo um médico percebe qual o género que está para nascer. Todavia há pais, que mesmo com esta informação, demoram em decidir qual será o nome da criança.

Ora bem… cá pela família há uma menina para nascer. Breve. O irmão antes de ser V. definitivo foi durante muito tempo o Jasmim! Hoje a pequenina terá outro nome, mas eu continuo a chamar-lhe Josefina.

Um nome não é mais que uma identificação de uma pessoa. Pode-se usar um para homenagear alguém da família mais antigo ou simplesmente porque se gosta daquele epiteto.

O que realmente me custa perceber é porque os pais não pensam no que um simples nome pode ser no futuro dos filhos. Chamar ao filho Círilo ou Lúcio parece querer que o descendente passe parte da sua vida num psiquiatra ou psicólogo vítima de bullying.

Quando fui pai escolhi para cada um dos meus rapazes um simples nome próprio. Pequeno e fácil de dizer. E ainda hoje eles me agradecem por isso.

Portanto pessoal que querem ter filhos… não pespeguem dez nomes próprios e 50 apelidos nos vossos filhos. Usem nomes normais e simples. E o mínimo de apelidos de família.

Os Elisiários e os Adail deste país agradecem!

Entre um nome e um apelido

Hoje, enquanto tomava um café saboroso, passei os olhos pelo jornal "I". Entre notícias mais ou menos sabidas como a nova polémica que o livro de Cavaco Silva criou à volta do ex-Primeiro Ministro, José Sócrates ou a já recorrente e gasta guerra de palavras e atitudes por causa dos SMS’s da CGD, surgiu um artigo sobre os nomes portugueses, sejam eles nomes próprios ou apelidos.

Um texto muito curioso que me chamou à atenção. Eu, que gosto de nomes estranhos nas minhas personagens, achei aquele artigo… um verdadeiro mimo.

Curiosamente faltaram naquele artigo muitos nomes que eu já vi em gente portuguesa. Obviamente que os lusos com origens, por exemplo, em África apresentam quase sempre nomes mais curiosos, mas não é destes que venho aqui falar, mas somente daqueles referentes a pessoas que eu já conheci ou que ainda conheço.

Na verdade, gostaria de perceber o que leva alguém a colocar a um filho um título como Teodolindo ou Pigmélio. Nas senhoras há ainda nomes piores: Herondina ou Cezaltina são só dois dos maus exemplos como nomes de portuguesas.

Bom… já nem falo dos apelidos… que esses… ui… há para todos os gostos e feitios. È reconhecido que o Alentejo é a zona do nosso País onde surgem os apelidos mais bizarros. Desde o Galinha ao Caramba (o que não é bruxo!!!), o Tirapicos ou o Delicado… há de tudo um pouco nas planícies alentejanas.

Um dia alguém me perguntava onde é que eu descobria os nomes estranhos para epitetar as minhas personagens. Se alguns, como já referi anteriormente, são denominações de pessoas que conheci, outros há que encontrei em gente com quem lidei na minha vida profissional e dos quais guardei para memória futura.

Imaginem então alguém com este nome: Adaíl Rato Sedas?

Parece impossível não é? Pois é… eu conheci um!

Uma questão de nomes?

O nosso nome próprio é algo que nos identifica mas claramente não nos define. Isso é ponto assente!

E não vale a pena andarem a fazer slides com as definições de nomes, e a enviá-las por mail, que não vale a pena, porque nada (ou tudo?) corresponde à realidade de cada um. Nem todos os Franciscos são Papas, nem todos os Cavacos são Presidentes (neste último caso nos anos oitenta havia uma irmandade de Cavacos altamente perigosa!), nem todos os Pedros são PM...

A cada um é obviamente dado um nome e com o qual será conhecido, por escolha de pais, padrinhos, tios, avós ou somente por tradição familiar... Mas é aqui, nesta opção, que reside muitas vezes o cerne da questão. Há pais que julgam que as suas crianças o serão para toda a vida, sem direito a crescer ou a ter opiniões. E espetam-lhes com os nomes mais estapafúrdios que podemos imaginar, olvidando que a criança irá lidar com essa não decisão da sua parte, para o resto da vida.

Entendo que muitos pais não pretendam dar um nome corriqueiro aos filhos, bem pelo contrário. Estão no seu natural direito. Todavia há opções.. que parecem tiradas duma qualquer personagem dos livros de aventuras de Harry Porter.

Ora é aqui que toca o grande ponto. As crianças são geralmente muito francas e quiçá cruéis. De tal forma quando apanham algum nome menos normal, tendem a distorcê-lo e a usá-lo quase como arma de arremesso. (O princípo do bullying?)

Compreendo que o nome para um filho não é escolher um modelo ou cor de um carro, mas algo que vai perdurar para toda a vida e é por isso que este assunto deve ser discutido em família, pesando todos os prós e contras dessa decisão.

Portanto homens e mulheres, prestes a serem pais e mães, pensem bem que nome querem dar aos vossos filhos... para que mais tarde não se arrependam amargamente dessa (má) decisão.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D