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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Desmanchar de feira!

Iniciou-se ontem a retirada dos enfeites de Natal cá de casa!

Uma tarefa que sendo mais rápida que colocar dá ainda assim algum trabalho porque há que identificar luzes e locais para o próximo ano.

Também a árvore de Natal foi encaixotada no costumado local para evidente tristeza da minha neta, fazendo recordar este texto que escrevi há quase dois anos.

Este desmanchar de feira anual são momentos, também eles importantes, nesta quadra que agora findou. Não fosse assim não haveria nem sorrisos das crianças quando em Dezembro próximo voltarem a ver tudo iluminado e enfeitado!

Amar e educar!

Desde o fim do Verão de 2020, em plena crise pandémica, que passei a ser cuidador de uma neta que na altura tinha apenas alguns meses de idade.

De um momento para o outro acrescentei à figura quase sempre simpática de avô a enormíssima responsabilidade de cuidador e ao mesmo tempo de educador, pelo menos enquanto está comigo.

Diz o povo: os pais educam e os avós deseducam.

Esta máxima tão popular é a prova teorica de que os avós servem unicamente para os momentos doces da relação com os netos. Porém a prática tem outras nuances.

Na verdade todos os que já foram pais percebem que há com os filhos um momento de dúvida e que se prende com a ideia daquilo que vale mais: o amor de pai ou o amor de educador? No fundo os pais e os avós de uma criança pequena vivem permanentemente neste velhíssimo dilema.

Entretanto eu não fujo à regra

Disciplinar uma criança de tenra idade não é fácil. Fazer aquela entender o que pode ou não pode fazer, comer ou simplesmente mexer requer de uma certa pedagogia que não está ao alcance de muita gente. É necessário muito amor e muita paciência para se levar "o barco a bom porto".

Resumindo reconheço que amar e educar uma criança são faces opostas de uma só e estranha  moeda cujo nome nem imagino qual seja, mas que existe certamente!

Convidado inesperado!

Como já o referi fechou-se de forma oficial um ciclo na minha vida como pai. Os filhos estão entregues às suas companheiras e só espero e desejo que se encontrem sempre à altura das circunstâncias que lhe aparecerem na vida.

O mais novo fez ontem a festa do seu casamento. Uma cerimónia diferente e atípica nestas ocasiões, porque não houve padre nem notário. Mas houve alianças e algumas emotivas declarações. Enfim foi à vontade dos noivos e o que interessou mesmo é que ambos se tivessem divertido.

Cinquenta e cinco pessoas foi o número total de convidados para a festa, crianças incluídas. Mas é neste número que as coisas acabaram por se alterar. Pouco em número, é certo, muito em alegria, já que os noivos comunicaram que no ventre da noiva havia outro convidado(a).

Foi uma normal explosão de felicidade... por parte de todos os presentes!

Resumindo estou para ser novamente avô. A O. vai ter daqui a uns tempos um primo ou uma prima para brincar. Fica aberta a expectativa!

Aquele ser foi, de forma involuntária, o tal convidado inesperado que ninguém imaginou!

Belo dia de praia... com netos!

Aproxima-se o fim das minhas férias... mas ainda assim aproveito o que posso da praia.

Hoje cheguei ao areal pouco passava das nove da manhã. Bulia uma brisa branda, mas fresca.

Assentei arraiais e montei o estaminé. Relembro que esta semana tive sempre a boa companhia da minha neta, o que requereu uma logística diferente daquela em que só vão dois gatos pingados.

Finalmente e ainda antes de ir à água sentei-me na toalha e dei por mim a olhar em meu redor, especificamente para as pessoas que como eu estavam àquela hora na praia. E constatei duas realidades: a primeira é que a maioria eram pessoas com idades semelhantes à minha ou até mais velhas, a segunda é que quase todas vinham acompanhadas dos respectivos netos.

Foi curiosa esta assumpção dos avós assumiram a responsabilidade de levarem os descendentes mais novos, enquanto os pais destes estarão, provavelmente, a trabalhar.

Como li uma vez escrito por uma criança: os avós são pais com tempo!

"Touché!"

Educar (hoje) uma criança!

Um trabalho... complicado

Hoje educar uma criança é assaz diferente daforma como eu tentei educar as minhas. Escrevi tentei porque sinceramente não sei se as eduquei como deveria ser. Só o tempo dirá se fiz bem ou mal o meu trabalho. Mas até agora...  tudo impecável!

Mas regressando aos dias actuais, envolvendo crianças e a sua educação tenho consciência que esta parece ser mais complicada que outrora, se bem com enormíssimas melhorias em comparação com a que dei aos meus filhos. Eis algumas razões:

- A primeira prende-se com acesso à informação que muitos pais acedem via internet tentanto aprender com os erros evitados e cometidos por outros pais. No entanto esta pesquisa nem sempre dá as melhores notícias e daí ser necessário ter algum bom-senso para perceber onde começa e acaba o exagero;

- A segunda está assente na alimentação e naquilo que os pais pretendem evitar dar aos filhos como é o caso do açúcar ou o sal em excesso. Parece-me uma postura feliz, mas desde que não se fundamentalize pois pode tornar-se contraproducente;

- Outra razão está ligada aos meios que entram pela nossa casa sem que demos conta. A televisão é uma delas, mas as plataformas pagas também surgem com grande relevo apresentando uma panóplia de opções para quase todos os gostos e feitios. E se algumas delas são engraçadas há muitas que são, no mínimo, idiotas e sem conteúdo;

- Já nem quero falar de uma quantidade e diversidade de componentes electrónicos que moram em muitos lares e aos quais as crianças acedem facilmente criando mais tarde uma depedência quase feroz.

Lembro-me de ter dado aos meus filhos "Gameboys" para se entreterem. Mas nesse tempo tudo era novidade e não havia real assertividade dos perigos inerentes à coisa.

Nos dias que ora correm tento educar a criança mais nova cá de casa da forma que provavelmente os meus filhos deveriam ter sido educados: mais brincadeira, menos jogos electrónicos e menos videos.

Todavia os tempos eram outros e os educadores quase permanentes (avós) tinham uma visão bem diferente de educação. Hoje dou por mim deitado no chão a brincar com a minha neta como se tivessa a idade dela. Com os brinquedos que foram do pai e do tio...

Por isso digo que não conta o brinquedo que se dá a uma criança, mas tão-somente a brincadeira que alimentamos com ele! Nós incluidos!

O tempo passa tão depressa!

Cada vez tenho mais consciência que o tempo corre a uma velocidade quase supersónica. Ainda mal começou o ano e já estamos no Verão com férias à porta.

Ora bem... um destes dias a minha nora perguntou-me se ainda tinha ferramentas para as crianças brincarem na praia: pás, baldes, ancinhos, formas.

Após uma breve busca eis que retiro dos arrumos um saco de plástico recheado de ferramentas de plástico. Mas antes de as entregar à minha neta lavei-as e limpei-as.

brinquedos_praia.jpg

O mais engraçado é que me lembro perfeitamente dos meus filhos se divertirem com estes brinquedos.

Parece que foi ontem e já passaram uma trintena de anos!

Os meus loucos dias!

Hoje foi mais daqueles domingos justificadamente preenchidos. Um almoço de família para preparar (a dobrada com feijão branco estava óptima), os carros para lavar, a horta para regar e mais um sem número de pequenas coisas que me ocuparam o dia e parte da noite.

De tal forma que só agora aqui cheguei (já passa das onze da noite) para escrever o meu postal diário. 

Tenho por isso poucos temas para falar a não ser que as crianças cá de casa estão cada vez mais engraçadas. Uma tem 16 meses outra 7... 

Definitivamente nós, os avós, olhamos para as crianças de uma forma tão diferente dos pais. De tal forma que me recordo do meu sogro que dizia dos meus filhos: estes inocentes estão o dia inteiro connosco e ninguém os ouve.

É necessário esclarecer que somos unicamente avós. Qua a nossa função é proteger e amar, pois caberá aos pais educar. Assim não devemos intervir.

Portanto mais um fim de semana louco com a escrita e as leituras a sofrerem atrasos.

Boa semana.

A gente lê-se por aí!

O que eu perdi!

Desde Setembro que tenho durante a semana, ao meu cuidado a neta. Quando veio para cá a primeira vez tinha somente 8 meses. Agora tem 16. Como o tempo passa!

Quando começou a ficar cá coincidiu com a tentativa de gatinhar. E diariamente fomos vendo a sua evolução. Hoje já anda, se bem que ainda trambulhe um tanto. O normal...

Passado que foi a fase do iniciar a andar entramos agora na fase de aprender a dizer as coisas e das gracinhas. Quanto às palavras e aos diálogos ela tem, como qualquer criança,  um léxico muito próprio e que se altera quase diariamente. Não há, definitivamente, tradutor para aquilo. Estou a imaginar muitos com casos semelhantes a tentarem de cada som emitido colar um significado.

Todavia sou paciente. Já o pai falou tarde e com um linguajar muito peculiar a roçar por vezes e de forma inocente o vernáculo.

Escrevo tudo isto para dizer que não tive oportunidade, com os meus filhos, de assistir à sua permanente evolução. O trabalho não me permitia.

Por tudo isto tento, com a minha neta, estar sempre presente, brincando, rindo, ensinando e acima de tudo assitindo ao verdadeiro dom que é a vida.

Mesa acrescentada!

Diz a conhecida sabedoria popular que "parir é dor, criar é amor", numa perfeita alusão de quem cuida, cria, educa reinvidicará mais amor aos seus protegidos.

Sou filho único e por isso não tenho familiares colaterais directos. Ao invés, a minha mulher tem uma irmã com dois filhos. Resumindo... assim que cheguei à família da minha mulher percebi que a relação entre tia e sobrinhos era muito mais forte do que seria de supor. Ainda hoje é assim...

Vem este entróito ao caso para tentar explicar a alegria que tenho ao perceber que serei novamente tio-avô. Em título, porque de coração serei tão avô como os genuínos.

Durante muitos anos ajudei a criar, educar e cuidar os meus sobrinhos. Que sempre se relacionaram com os primos (os meus filhos) como de verdadeiros irmãos se tratassem.

Hoje o JP comunicou à família que irá ser pai, ainda este ano. Uma fantástica notícia, numa altura em que o número de mortes por este virus que nos confina, continua a crescer e que nos entristece.

Estou, portanto, radiante. Após uma neta no início do ano, outra criança virá para a família no Outono. Uma alegria!

Começo entretanto a fazer contas aos lugares na mesa aquando dos próximos almoços e jantares. Tenho de arranjar uns acrescentos.

Dúvidas existênciais

Esta minha recente página de vida iniciada recentemente e que culminou com o nascimento de uma neta fez crescer em mim novas dúvidas.

A primeira é perceber até que ponto poderei ou deverei influenciar a educação da criança? Terei esse direito?

Educar hoje uma criança é muito diferente de há trinta anos. Como naquele tempo foi diferente do tempo em que fui menino.

Há muito mais informação disponível, os acessos são demasíado grande e obviamente as solicitações disparam para diversos sentidos.

Sempre ouvi dizer que os pais educam e os avós deseducam. Todavia não pretendo ser esse tipo de familiar que fará tudo para agradar aos mais pequenos. Longe disso.

Mas terei eu (ou nós os avós!!!) capacidade ou moral para criticar alguma decisão que achemos menos boa tomada pelos novos pais?

Em termos práticos diria que sim já que em tempos também fomos pais pela primeira vez e não obstante estarmos a falar de época completamente diferentes há ainda muita experiência acumulado que poderia servir para ajudar outros…

Portanto ser avô é ser mais ou menos competente?

Diversas questões que diariamente me assaltam e para as quais não tenho, para já, uma resposta à altura.

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