Este postal será a continuação do postal anterior só que as referências fotográficas aqui apresentadas referem-se a pinheiros que pertencem ãs terras das família.
A Kristin passou por aqui também e mostrou um pouco da sua força. De tal forma que o pouco pinhal que existia caiu por terra. Mas sinceramente não sei se foram apenas os ventos bravos da tempestade ou a chuva em exagero que amolecendo a terra retirou às árvores o suporte para se menterem de pé.
Não merece a pena escrever mais...
Ficam as fotos para memória futura do resultado das fúrias da Natureza.
Amanhã de manhã partirei para a aldeia beirã onde a chuva não tem dado tréguas. Vou com a ideia de perceber como estão as propriedades porque no que diz respeito à casa sei que está bem e recomenda-se.
Só que hoje bate algo dentro deste meu peito diferente das outras viagens. Há um receio latente da forma como irei encontrar as fazendas.
Os milhares, digo bem milhares, de sobreiros podem ter sido também eles vítimas da Kristin. Dos poucos pinheiros que ainda por lá havia reconheço que ddevem estar todos no chão. Até já se contratou quem os irá cortar e retirar as raízes que ficaram à mostra.
O problema são mesmo os sobreiros, alguns deles já com cortiça tirada há três anos. E é por causa deles que sinto o coração apertado.
Obviamente que haverá gente muito mais atrapalhada do que eu já que ficaram sem casa, sem haveres, sem roupoas. Isso sim é mesmo uma catástrofe.
Só que este meu sentimento não tem a ver com estas tristezas que ultimamente todos os dias entram pelas nossas televisões. Mas com a ideia de que a Natureza quando se zanga nem aos seus perdoa. Tudo se tem feito para dar a estes milhares de sobreiros um terreno sem mato, estrumado biologicamente através de gado ovino e até se tem feito alguma limpeza de forma que as árvores cresçam robustas, para de um momento para o outro a chuva e essencialmente o vento dizimarem centenas, quiçá milhares, de sobreiros jovens.
O homem tem vindo devagar a estragar a Natureza e esta quando se irrita ataca todos até aqueles que se preocupam e tudo fazem pela Mãe Natureza.
Por aqui alguma chuva (mais ontem) e as terras a principiarem a ficar ensopadas desta água que é filha e enteada de muitas depressões.
Ao mesmo tempo as plantas parecem renascer após um Estio rigoroso de tão quente.
Nesta fotografia pode-se observar os pinheiros que lutam pelo seu lugar ao Sol entre os grandes e dois pequenos sobreiros que desejam arduamente acompanhar os pinheiros no seu crescimento.
Pode parecer uma coisa corriqueira sem qualquer interesse. Só que daqui a uns anos os agora ínfimos sobreiros quererão estar à altura dos seus companheiros de infância.
A Natureza é perfeita e sabe o que cada uma das plantas ou animais necessita.
Muuuuuuuuuuuuuuuito melhor que o ser humano sempre tão carregado de dúvidas.
Continuo na segunda temporada deste ano, à azeitona. Entre muita chuva, chuviscos e dias de algum calor tenho apanhado de tudo.
Mas uma das coisas que me agrada na azeitona será o meu contacto próximo com a Natureza. Por aqui facilmente se encontram "Louvadeus" misturados no meio da rama da azeitona, aves de rapina que circulam no ar a próxima vítima, esquilos no cimo dos sobreiros e facilmente damos de caras com javalis.
Hoje foi um dia desses maravilhosos em que acidentalmente tive um encontro imediato com a fauna selvagem. E quando escrevo selvagem não é com qualquer sentido negativo, bem pelo contrário.
Dito isto andava eu a mudar o meu equipamento de apanha para um terreno mais alto quando dei conta de algo a mexer num degrau. Não entendo como ali apareceu, mas fiquei vidrado neste anfíbio.
Não macei muito esta rã pois sou a favor da sua liberdade.
Mas reconheço que foi um encontro (quase) imediato!
Hoje foi dia de escrita. Uma escrita feita a duas mãos muito dura e pesada. Pelo que sei ainda não há computador que tenha esta caligrafia, nem mesmo com a ajuda da IA.
As canetas foram estas,
E a escrita foi esta.
Aqui não surgem todas, mas posso afiançar que esta manhã escrevi na terra molhada, devida à chuva da noite, cerca de meio cento de couves do tipo "Pão de Açúcar", uma dúzia de couves galegas e mais uma dúzia de couves "pak choi" que dizem ser umas couves espectaculares e que é, para mim, uma estreia.
Ainda há mais um pedaço de terra para ser arranjado, mas os tomateiros estão ainda carregados de tomates... Portanto temos de aguardar.
Estas canetas são quase todas diferentes. Umas com um aparo simples, outras com dois e até com três. Umas pequenas, outras maiores.
Todas para a mesma função: escrever vida na terra.
PS - ando a pensar em comprar uma moto-cultivadora, pois a idade não perdoa! Não sei é se valerá o investimento!
A minha sogra morreu em Julho passado o que equivale dizer que este é o primeiro ano que as filhas passam sem desejar bom dia da Mãe, a uma mulher que foi mãe, avó e bisavó mesmo que na final da sua vida nem tenha dado conta.
Como se vive a ausência? Como nãose comemora este dia?
Cada um tem formas diferentes de lidar com a inevitabilidade da morte. Uns consideram natural, outros não conseguem, de todo, lidar e há ainda quem não ligue nenhuma a isso.
Uma mãe, como já o escrevi, é uma força da Natureza. Seja na raça humana, seja na restante Natureza! Mas só o Homem dá um valor imenso e posterior à sua própria mãe. Daí a diversidade de reacções quando uma mãe parte!
Porque será? Porque nós temos alma, espírito ou somente porque pensamos e sentimos? Não sei de todo responder, mas o que sei que o amor de mãe é, sem dúvida, o amor maior do ser humano.
Posto isto desejo um dia fantástico a todas as mães. Que mantenham esse profundo foco de amar sem contrapartidas.
Não sendo um apaixonado por jardinagem, reconheço a beleza que há nas flores. Sejam rosas, cravos, camélias e até flores da laranjeira.
Ontem dei conta da primeira rosa denominada "Rosa sangue de boi". Quando abre no dealbar da sua vida esta flor tem uma cor mais parecida com a cor do sangue, mas esta já a fotografei no seu declínio. Ainda assim é bonita e exala um perfume inebriante.
Há muitos anos o meu sogro, homem bom e inteligente e com visão futura, indicou que certo pedaço de terra com pinhal bravio deveria ser vendido assim que estivesse grande para nele deixar crescer um sobreiral.
Sempre considerei esta ideia um tanto estafúrdia, mas tendo em conta que o prédio rústico não era meu, encolhi-me nos comentários.
O meu sogro morreu em 2008 e há mais ou menos dois anos as herdeiras decidiram arrancar com uma intervenção de fundo. Venderam o pinhal (o receio dos incêndios era uma preocupação constante na família!), fizeram intervenções ao nível do chão cortando tudo o que era mato mais alto (silvas, giestas, fetos!), aplicaram fitofarmaceuticos de rápida acção para hoje eu perceber quanta razão tinha o velho sogro.
A quinta de apenas 20 hectares está mais de metade reflorestada com um bonito sobreiral, do qual já se fez a desbóia da ccortiça em algumas árvores. No meio há ainda alguns pinheiros bravos, outros mansos, carvalhos e até medronheiros. Para além de amieiros e freixos (que o video infra não mostra).
Por aqui investe-se na reflorestação e na procura de opções ao invasor eucalipto. Ainda se tentou os lariços europeus, mas não tivemos sorte.
Fica finalmernte o video, feito hoje no meio do que foi outrora em frondoso pinhal.
Depois de umas voltas de tarde acabei por ir ver como estavam os terrenos no que respeita à água. Obviamente encharcados. Muito encharcados.
Não sou nada fiscalizador do trabalho dos outros, mas gosto de deambular pelo terreno percebendo a candeia nas oliveiras ou somente o... renovo das árvores.
Como já referi o dia estava cinzento e chuvoso. Mas sem frio! O rapaz que toma conta de uma das fazendas apareceu para tratar do gado (ovelhas e alguns bezerros).
Depois fomos am,bos perceber como estava a aramada que circunda o terreno após as últimas chuvadas. E foi aqui que reparamos num ninho de vespa asiática no terreno contíguo.
Não é o primeiro que vejo. Já em tempos apanhei outro que se formou dentro de um buraco de um ramo de sobreiro cortado.
Têm sido vários os acidentes, alguns mortais com estes insectos.
Que vivem ao nosso lado sem quase percebermos disso!