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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

As escadas e a vida!

Hoje, pouco antes de arrumar as coisas e regressar a casa, voltei ao terreno onde nos últimos dias travei uma simpática batalha contra o tempo e a intempérie que hoje voltou!

Despedi-me daquele pequeno naco de terra fértil onde as oliveiras crescem e se sentem bem. Com calma subi e desci três leirões através de escadas de pedra e fiquei a pensar de como a vida se parece com aqueles acessos.

Vejamos então:

- Quando somos novos tudo nos surge alvo, amplo direito e com o horizonte à nossa frente;20201105_094235.jpg

- Vamos naturalmente envelhecendo e a vida corre por vezes mais torta do que gostaríamos e sempre com armadilhas pelo meio;

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- Numa certa idade quase passamos despercebidos, mas quem nos conhece bem sabe onde estamos e que ainda somos úteis:

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- Já maduros conseguimos ser o que sempre fomos, mesmo que haja quem nos ajude a subir;

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- Por fim a idade retira-nos quase tudo sendo nós na nossa pobreza e humildade, ainda assim, dignos do  nosso passado.

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Uma colónia em crescimento!

A primeira ideia que surgiu sobre a origem do Coronavirus é que este virus existia num morcego chinês que foi depois comido por um pagolim e este por sua vez caçado por um humano. O resultado está à vista de todos.

Neste longo fim de semana fui à aldeia onde fui trabalhar e visitar algumas fazendas. Numa delas encontrei esta colónia de pequenos morcegos.

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O lar onde habitam chama-se, curiosamente, Casa das Cobras, mas reconheço que nunca lá vi nenhuma não obstante já ter encontrado algumas peles.

Esta casa que foi o lar de algumas pessoas da aldeia, especialmente famílias de pastores, está inserida numa propriedade da família a três quilómetros do centro da povoação e onde já vi de tudo um pouco para além destes mamíferos: raposas, lebres, lacraus, esquilos e ainda hoje vi uma ave de rapina.

Um local onde a paz da natureza é interrompida pelo balir dos rebanhos ou por um ou outro carro que passe na estrada.

Já li que os morcegos podem estar em extinção. Entretanto por aqui a colónia continua a crescer!

Profissão aliciante!

Numa altura de pandemia em que estamos (quase) todos confinados, nada melhor que ter uma profissão aliciante que ajude a pessoa e a Natureza.

Na ilha da Santa Maria encontrei essa profissão num jovem extremamente simpático  de nome Nelson.

Não, não sei se tem alguma coisa a ver com o grande estratega inglês a quem os ingleses entregaram uma praça para além de uma armada, mas acredito que não. Este jovem a quem comprei duas belíssimas meloas da sua produção e que ele vende num pequeno estabelecimento à beira da estrada é essencialmente um... vigilante da natureza.

Nem sabia que havia esta profisão, mas reconheço que deve ser maravilhosa. Andar permanentemente ao ar livre, cuidar do equilíbrio natural e ainda receber algum por essa vida... sinto que será a minha profissão de fututro...

Ups... esqueci-me que já estou reformado.

Que pena!

Natureza... esse local omnipresente!

No fundo, no fundo a Natureza somos todos nós! A nossa permanente interacção com tudo o que nos rodeia pode influenciar as vossas e as vidas de outros. E quando falo de outros não me refiro somente aos humanos. Falo de todos os animais e plantas que nos rodeiam...

Tenho uma casa que exibe um pequeno jardim e no qual plantei algumas flores. Para além da relva ali enterrei  também estrelícias, roseiras, uma laranjeira e demais arbustos cujos nomes não sei nem imagino.

Entre uns e outros há também esta frondosa cameleira.

cameleira.jpg

Há muito que esta planta me parece demasiado grande para o local, essencialmente por inibir que a rega automática chegue a toda a relva.

Todavia dei conta, há umas quantas semanas, que a cameleira tinha mais vida do que aquela que costuma ir buscar à terra fecunda. Certa manhã apercebi-me de que um melro, não sei de macho ou fémea, mas imagino que fosse a mãe, andava numa fona ao redor da cameleira num piar incessante. Foi nesse momento que dei conta de um gato no pé da planta, que afastei no segundo seguinte.
Apercebi-me logo que haveria por ali algo inaudito.

Sem procurar mexer muito na folhagem tentei ver o que já desconfiava: havia lá um ninho. Com crias.

No entanto sei por experiência, que não devemos tocar nestas casas, correndo o risco de os progenitores renegarem as crias. Afastei-me portanto.

Finalmente este fim de semana dei conta que a casa já estava vazia. Ficaram somente os despojos!

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Junho - mês das colheitas!

Hoje lembrei-me de ir ao meu sotão (mais um) e tirei uma foto alargada do meu quintal. Pecebe-se pouco o que lá está plantado, mas acreditem mesmo pequeno aquilo dá um trabalhão...

Quintl_.jpg

Da parte de cima temos as curgetes, tomateiros, alhos e algumas cebolas. Para além de uma pequena laranjeira, um limoeiro e um diospireiro.

Da parte de baixo... framboesas, algumas couves galegas que suportam as framboeiseiras, morangueiros, abóboras que nasceram espontaneamente, feijão e mais cebolas. De árvores há outro limoeiro, uma laranjeira e uma ameixeira. Esta última carregou com força. De tal forma que apanhei ameixas para um batalhão.

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Não imagino quantos quilos de ameixas estarão nesta foto, mas esta foi a terceira apanha... neste mês.

Ontem antes que a noite caísse sobre o meu quintal consegui isto,

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Quatro curgetes enormes, feijão verde que dará para uma belíssima sopa e uma pequena caixa de... ameixas.

Não tarda nada estão aí os tomates...

Desafio dos bichos

Ora bem na natureza não há somente plantas e flores. A fauna também faz parte e é necessário também cuidar dos animais. Sejem eles enormes ou ínfimos.

Hoje logo pela manhã ia atropelando um caracol com os pés. Parei a olhar para este gastrópode e de repente surgiu-me uma ideia. Peguei no telemóvel e vai disto... um fotografia.

Mais à frente uma lagarta das roseiras lutava para voltar à planta. Pimbas mais uma foto.

Ao fim de um bocado e após ter passado pelo meu quintal tinha reunida algumas fotos curiosas de bichos. Pequenos, muito pequenos, mas a fazerem parte da nossa Natureza.

Inofensivos ao homem, alguns são assaz curiosos.

Portanto desafio aqui e agora toda a comunidade da blogosfera a publicarem nos seus espaços fotos de pequenos animais que encontrem nos vossos jardins ou nalguma passeata.

Entretanto deixo aqui as minhas fotos de hoje. Se conseguirem ou quiserem digam lá que bichos são estes.

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PS - lamento se alguém se sentir incomodado(a) com estas fotografias, todavia reafirmo que a minha única intensão é obrigar-mo-nos a olhar a Natureza como um todo.

Natureza pura!

Levantei-me muito cedo. Eram pouco mais das seis da manhã. Mas tendo em conta a previsão daquilo que seria o meu dia, havia que despachar algumas etapas.

Estou na Beira Baixa. Num local abrigado pela Serra da Gardunha sempre tão devastada com os incêndios. Todavia ainda assim aqui respira-se bom ar, colhe-se boa azeitona (eu que o diga!!!), a fruta é de excelência e as couves têm um sabor a terra pura.

Gosto de deambuar pelos terrenos da família. Perceber algum pinheiro caído, um murro derrubado, algum silvado para cortar.

Sendo alguém que foi criado numa povoação onde a água era (e ainda é) um bem muito escasso, quando chego a esta povoação beirã e noto os poços repletos, as charcas cheias e as ribeiras a correr sinto-me imensamente feliz.

Depois... há aqueles ruídos que a natureza nos brinda, nos afaga, nos eternece; o trinados dos pássaros, a água que foge por entre as pedras num qualquer leito de uma ribeira, o coaxar harmonioso das rãs, o doce sibilar do vento por entre as árvores... ou então não e nada disto e a Mãe Natureza prefere o silêncio!

Duas ilhas - duas jóias #2

1 - Voltas trocadas

Vulcão de emoções

A descida da Caldeira correu célere, não porque eu conduzisse depressa, mas porque havia mais confiança no caminho. Entretanto encontro um Faialense de nome Carlos F. com quem falei sobre o belo gado que estava a mudar e num laivo de lucidez perguntei-lhe onde se poderia almoçar, sem luxos mas com qualidade. Eis que a resposta veio a contento com a indicação do restaurante Rumar  na Praia do Norte, onde a D. Ermelinda comanda a cozinha.

Encontrado o asfalto logo virei à esquerda para o Varadouro. Desci o mais que pude para perto do mar onde encontrei uma espécie de praia. Mas sem areia... Óptima para jovens e menos jovens!

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O azul e a limpidez daquelas águas são deveras impressionantes. Ficava ali, se pudesse, horas a mirar o vai-vém das pequenas ondas a bater nas rochas negras. A memória do que vemos e sentimos perdura no nosso espírito, mas a vontade de levar aquele pedaço de mundo connosco é tentador.

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Deixei-me ali ficar por muito tempo, de tal forma que o estômago começou a dar sinal da necessidade de recarga. Peguei no mapa e percebi que a Praia do Norte seria relativamente perto já que a ilha é pequena. Depois voltaria para trás para reiniciar a visita.

O restaurante é simpático com uma vista bonita para o mar e para uns terrenos onde pachorrentamente pastavam algumas vacas e respectivos bezerros. Aqui comi, para além de uma tábua de diferentes e fabulosos queijos do "Morro", a célebre linguiça com inhame. Curiosamente da última vez que almoçara no Faial fora também este belo acepipe. Coincidências...

Após o almoço regressámos (quase) à origem para observarmos e darmos conta do que terá sido a erupção do vulcão dos Capelinhos. Acresce dizer que toda a vida ouvi falar desta erupção, simplesmente porque o meu pai foi testemunha ocular deste fenómeno da natureza e que daria à ilha mais uns hectares de terra cinzenta e originaria um enorme exôdo de Faialenses.

O Centro Interpretativo do Vulcão dos Capelinhos é muito esclarecedor e mereceu visita demorada e atenta.

O próprio farol e após 130 degraus dá-nos uma visão privilegiada de toda uma extensão de terreno inóspito, mas ainda assim muito bonito.

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O pedaço de terra mais jovem de Portugal é agora um refúgio para muitas aves, essencialmente os cagarros onde nidificam sem a intervenção humana.

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Foi com profunda emoção que palmilhei este lugar. Essencialmente em memória:

- dos que ficaram sem as suas casas e terras devido às cinzas;

- dos que se viram obrigados a partir em busca de melhores vidas;

- dos que corajosamente enfrentaram as vissicitudes;

e acima de tudo;

- por estarmos perante algo que aconteceu há uns meros sessenta anos.

 

3 - O porto que tem uma cidade

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