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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O dinheiro que se tem!

Ou talvez não...

Hoje é cinco de Dezembro, sexta-feira e véspera de um fim de semana alongado.

Mas mais importante o dia da semana e o mês (bem o mês interessa, vá!) a Segurança Social pagou aos reformados a pensão acrescida do 14º mês.

Ora bem se para muitos é o momento de pagar alguns valores atrasados ou em dívida para a maioria é a altura de sair à rua e gastar sem pensar!

Basta olhar para os quiosques das raspadinhas e as filas que deles exalam com dezenas, centenas de idosos a gastarem os parcos euros recebidos nas ínfimas pensões em rectângulos coloridos e recheados de vã esperança. 

Ou perceber como o trânsito piorou hoje e durante os próximos dias, quiçá, semanas. Dizia o meu avô que dinheiro no bolso não consentia misérias e cada vez esta máxima é uma triste verdade.

E quem fala de pensões, fala também dos ordenados cada vez mais desordenados. O número de pessoas que pedem ajuda é cada vez maior, só porque não conseguem controlar gastos.

Portanto ver muita gente na rua, muito trânsito, muitas compras debaixo dos malcheirosos braços pode não ser só sinal de que a economia continua a crescer, mas um amontoar de futuros problemas financeiros.

Sei que sou chato com esta coisa da iliteracia financeira de muuuuuuuuuuuitos portugueses, mas o futuro de Portugal e do Mundo não parece nada risonho e tendem a piorar.

Vale a pena pensar nisto, tenhamos a idade que tivermos!

'Bora lá desmanchar...

... o Natal!

Eu sei que hoje é considerado por muita gente, especialmente aqui ao lado em Espanha, o verdadeiro Dia de Reis. Liturgicamente este dia foi comemorado ontem pela igreja católica, mas o povo continua a ser fiel ao dia seis de Janeiro como sendo o dia em que três Reis Magos chegaram à gruta, seguindo uma estrela, e onde repousava Nosso Senhor Jesus Cristo, que haveria de ser o rei dos Judeus.

Mas adiante.

Hoje a minha sogra, se estivesse vida, faria 94 anos. Já partiu e este é o primeiro ano que a família tem de lidar com a sua verdadeira ausência daquela que foi durante muitos anos a matriarca.

Entretanto da parte da tarde depois de uma consulta num hospital particular atirei-me às iluminações e árvores de Natal e dei por findas as festividades natalícias.

Curioso é que a minha neta desejou também colaborar mas foi impedida já que está doente com febre. Mas não me pareceu triste com a situação.

Portanto e para finalizar agora só se voltará a falar de Natal lá para Outubro... Se não for antes!

Ser Natal!

No Natal há prendas que jamais esquecemos. Daquelas que poderão não encher a carteira, mas fazem o coração transbordar de alegria.

Há uns tempos, assim a modos que a brincar juntei um conjunto de bloguers dos quais tinha os contactos telefónicos e criei uma comunidade no uotessape sem fins lucrativos a não ser… estarmos presentes.

Esta comunidade é deveras activa e todos os dias há aquele “bom dia”, uma “boa-tarde” ou um simples “olá”. Seja o que for estão lá e cada um de nós sabe disso.

Esta malta é simplesmente soberba. Neste momento somos “só” 15, mas valemos por milhares e temos a força de uma grande e férrea amizade.

Ainda antes do Natal apercebi-me de que algo estaria para acontecer no grupo. E aconteceu… Será desta iniciativa onde gratamente me vi incluído que venho hoje escrever.

Na véspera de Natal a cadela cá de casa deu sinal sonoro. Geralmente quando é assim aponto para o senhor Joaquim o carteiro da zona, curiosamente também um Beirão. Fui à caixa de correio e encontrei um envelope endereçado à minha pessoa, oriundo de uma mulher fantástica que tenho o privilégio de conhecer pessoalmente e de a considerar uma amiga de coração. Falo obviamente da Isabel, deste blogue, e que me enviou um postal de Boas Festas. Manuscrito!

Isabel_s.jpg Isabel_s_1.jpg

Assumo sem vergonha que nunca recebi um postal destes com origem em amigos. Nunca.

Na passada terça-feira, último dia do ano, recebi outro envelope. Desta vez da Maria também manuscrito! Uma jovem quase da minha idade e por quem nutro uma amizade que vai para além do normal. No fundo é assim uma espécie de irmã longínqua, profundamente corajosa e a quem por vezes recorro para ouvir o que preciso.

Maria_A.jpg Maria_A_1.jpg

Tanto uma como outra entraram neste meu Natal de uma forma fantástica, surpreendente e inesquecível.

Os seus postais estão juntos a outra correspondência minha. Pode ser que daqui a muitos anos algum dos meus (para já) quatro netos, queira fazer um apanhando e quem sabe publicar alguns destes belos textos.

Há emoções que muitas vezes não controlamos.

Há sentimentos nem sabemos que nos atentam.

Volto à minha velha ideia de que na vida não temos nada, já que quando partimos nada vai connosco. Todavia o que realmente fica permanente é o que somos.

E estas duas meninas foram o meu verdadeiro Natal!

Um muito, mas muito obrigado.

A gente lê-se por aí!

Nem no Natal!

Desde que passei a ter filhos (e sobrinhos) a minha vida transformou-se num mar quase sempre revolto, não no pior sentido marítimo, mas pela forma como tudo em mim é uma enormíssima agitação, mesmo que muitas vezes involuntária.

Mas ultimamente então tem sido quase escandalosa esta revolução. de tal forma que adoptei na família a seguinte frase que bem espremida no seu conteúdo é sinónimo do que escrevi acima e resume-se nisto: quando acordo de manhã sei onde estou, mas jamais saberei onde irei dormir a noite seguinte mesmo que não tenha nada planeado.

Por exemplo se tudo tivesse corrido a preceito neste momento estaria à lareira na minha casa a escrever qualquer coisa ou a editar o meu próximo livro. Assim não fui para lá, estou na urbe manhosa, com uma neta no quarto ao lado que passa o dia a chamar pelo pai e pela mãe enquanto foi promovida a irmã mais velha sem ter consciência disso.

Surgiu-me em complemento uma crise de gota que nem sei de onde veio até porque ultimamente como tão pouco que já perdi uns quilos... E dói que se farta!

Porém a vida é assim mesmo e 2024 foi muito fértil em acontecimentos,, não diria bizarros mas em crescendo. Pode ser que para o ano as coisas acalmem!

É que já não vou propriamente para jovem, mas a vida deve pensar que ainda tenho vinte anos!

Nem no Natal há um momento de sossego!

Mas a riqueza de mais uma neta acabadinha de nascer é uma feliz compensação!

As prendas de Natal!

Nunca escrevi cartas ao Pai Natal e muuuuuuuuuuuuuuuito menos ao Menino Jesus que na minha altura de criança seria o responsável pela recolha da informação e mais tarde a sua distribuição.

Naquele tempo não havia super nem hipermercados e as lojas eram as da nossa rua; o senhor António da pastelaria, o Justino da papelaria, o Favinha da mercearia e alguns outros de quem olvidei o nome. Não havia distribuição gratuita e as prendas vinham pela chaminé enfiadas num cesto que alguém do lado de fora fazia descer.

A noite passada, mui perto da meia noite andei armado em Pai-Natal a distribuir os presentes pelos diversos sapatos deixados à beira da árvore de Natal. Notei que cada vez são menos prendas muito por culpa de alguns pais das crianças que apenas autorizam a entrega de uma prenda (leia-se brinquedo) por pessoa às suas crianças. Dizem que assim evitam desperdício.

Não sei se o conseguem, mas enfim, não pretendo contrariá-los. Talvez por isso a minha neta depois de abrir as suas poucas prendas dedicou-se a abrir as dos outros (as minhas incluídas!).

No fundo o prazer desta criança não parecia estar nos seus presentes de eventuais brinquedos, mas simplesmente no acto genuíno de desembrulhar as prendas, mesmo que fossem dos outros.

E estava tão feliz!

Um Santo Natal

Fui ao meus arquivos blogosféricos e reparei que há um série de anos que vou aqui desejando as Boas Festas a quem simpaticamente me vai lendo e partilhando ideias.

De todos há um grupo restrito com quem mantenho uma acesa (no bom sentido, obviamente) conversa. Todos os dias acordamos e quando podemos lá vamos dar as boas vindas a quem madrugou ou se calhar não.

Sempre fui, sou e serei um homem de afectos. Em dar e em receber. E se gosto muuuuuuuuuuuuuuuuito de partilhar as minhas alegrias e quiçá menos as minhas tristezas, ainda assim acredito que esta questão de sermos capazes de dar e receber não tem a ver com a carteira de cada um, mas tão somente com o coração.

Hoje é véspera de Natal! Aquele dia que nos cobre de calor humano, mas que me deixa com amargos de boca quando vejo tanta e tanta gente sem o mínimo para comer, sem o essencial para viver. Problema: se há alguns que aceitariam ter outra vida a maioria não o deseja... porque não se quer ver presa a nada!

Posto isto desejo a todos quantos aqui passam um Santo Natal e que esta quadra seja acima de tudo uma festa de reconciliação de cada um consigo mesmo.

Só assim o verdadeiro Natal fará sentido!

Azáfama natalícia (dia 2)

Hoje acordei a desoras. Ainda não eram cinco da manhã! Como não tinha sono ataquei o meu portátil e fui rever uns textos. Mas o tempo passou depressa e às sete da manhá já andava numa fona para avançar para as filhós. Às nove já estavam amassadas e prontas para começar a fintar

filhos.jpg

para às onze e meia estarem prontas,

Filhos_1.jpg 

Para iniciar a bravata de as fritar.

filhos_2.jpg 

filhos_3.jpg 

Foram preciso cinco horas para fritar nove quilos de massa de filhós, ficando com este aspecto.

filhos_4.jpg 

Mas o dia não ficou por aqui e toca arranjar tudo para preparar e fritar sonhos de... cenoura!

sonhos.jpg 

Entretanto fizeram-se já as pêras bêbadas.

peras.jpg 

Amanhã seguir-se-á as rabanadas e mais uma série de bolos e doces.

Portanto tal como falei ontem neste postal a azáfama natalícia paira no ar (e dói nas mãos e braços).

Azáfama natalícia

A partir da proxima madrugada principia a costumada azáfama natalícia cá em casa.

E a primeira irá levar o dia inteiro que são as filhós (que cá para mim que ninguém nos ouve, não prestam para nada... alguma vez se viu filhós sem açucar?)

Segunda-feira seguirá o resto dos acepipes para terça finalmente tentarmos descansar-antes da Consoada.

Este ano ainda se pensou reduzir muito estas actividades tendo em conta a parftida da matriarca da família. Só que nasceram duas crianças e celebrar a vida não será todos os dias nem para todos.

Portanto bora lá arranjar estômago para armazenar tantos doces.

Eu vou ser cuidadoso pois a idade não perdoa e não vale a pena perder a saúde por um naco a mais de doce. Mas de uma coisa vou ter a certeza de fazer se chegar à manha de 25... Arrigementar um pijama de bolos...

Já experimentaram?

Natal: lugar à família!

Hoje andei a rever a lista das pessoas a quem dei o meu último livro. E é curioso que retirando os cá de casa e os meus pais apenas cinco familiares receberam também os meus livros.

Sempre fui uma pessoa ligada à família mesmo aquela mais afastada pois toda merece o mesmo cuidado e tratamento. De tal maneira sou apegado à família e à sua história que uma das melhores prendas que recebi em toda a minha vida (creio que foi no meu aniversãrio) teve a ver com a investigação feita aos meus antepassados, nomeadamente nomes, nascimentos, mortes, profissões e locais de vida. Um tesouro que guardo para sempre!

Mesmo sem nunca ter conhecido a maioria daqueles meus antepassados (a mais velha que me lembro foi a bisavó Maria da Conceição, mais conhecida na aldeia por Maria Couvicas!!!) tenho por eles uma estima e um enorme respeito porque, obviamente, sem eles eu também não estaria por cá!

Talvez por ser assim tão ligado aos laços familiares é que estranho a tendência, por esta altura do Natal, dos filhos atirarem os pais idosos, doentes, dementes para as camas de um qualquer hospital, fugindo à responsabilidade de tomarem conta de quem os criou (mal ou bem, não interessa!).

Por aqui e se tudo correr bem irei no dia 25 buscar os meus pais, almoçarão comigo para no fim do repasto ir entregá-los à aldeia onde eu próprio ficarei até ao dia seguinte.

Posto isto e em jeito de recado: olhemos pelos nossos, cuidemos dos nossos, sejam eles muito novos, novos, idosos ou muito idosos. Porque quase sem percebermos seremos nós (eu já lá estou... quase) amanhá a necessitar dos cuidados e das atenções daqueles que, há muito tempo, nem nos deixavam dormir!

A gente lê-se por aí!

Bolo rei, raínha e demais acepipes...

... de Natal

Natal sem bolo-rei diria que nem é festa. 

Há uns anos decidiram criar o bolo-rainha que no fundo é primo do bolo-rei, mas sem as saborosíssimas frutas cristalizadas e que eu simplesmente adoro.

Entretanto não sei se foi a ASAE ou outra entidade qualquer que proibio entretanto a inclusão da fava e de um pequeníssimo brinde dentro da massa do bolo. Mais uma imbecilidade à portuguesa!

Tudo isto desapareceu por decreto retirando àquele doce a verdadeira magia... do Natal. Dizia também a tradição que a fava significaria a quem calhasse comprar o próximo. Uma brincadeira que quase ninguém respeitava.

Mas o Natal acarreta consigo as filhós, as rabanadas e mais um conjunto de doces impróprios para diabéticos. Por cá de compra só mesmo o bolo-rei e as azevias, porque o resto é tudo feito cá em casa.

A lista de doces já começa a ser elaborada:

- filhós (muitas e eu não como uma!);

- rabanadas;

- quadradinhos de chocolate;

- tarte de amêndoa;

- pudim de ovos;

- peras bêbadas;

- bolo de bolacha;

- bolo imperial;

- farófias.

Finalmente seremos, no dia 25, apenas dez à mesa... A ver se chegam estes doces todos!

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