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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A dor que nos entra em casa!

Hoje foi um dia quase normal tendo como referência os dias que antecederam a minha doença. De tal forma que só agora, já noite, consigo sentar-me e escrever umas linhas.

Mas prefiro um dia assim àqueles em que alternei a cama com o sofá, desfiando mágoas e tristezas.

Fui a Lisboa tratar de assuntos inadiáveis e a capital quase parece uma cidade fantasma. Há algum movimento, mas comparado com o que seria há um ano parece mesmo um deserto.

Não admira todos os dias os números de infectados e mortos crescem sem pudor. E não parece haver forma de travar estes trágicos números. As pessoas continuam descrentes... Descrentes da realidade pandémica, descrentes do caos hospitalar, descrentes, no fundo, delas mesmas.

O mundo está virado do avesso. Completamente. 

Cabe a todos nós, sem excepção, assumir que esta pandemia não é uma mera gripe, mas um caso muito sério que poderá hipotecar todo o nosso futuro.

Pensem nisso antes de sair de casa...

 

Actualizando...

Paulatinamente vou tentando perceber como este País viveu sem os meus postais neste espaço.

Bom, assim que regressei fui tomando conhecimento de algumas novidades. Outras nem tanto...      

Ora durante a minha ausência:

- Portugal regressou ao seu costumado nível de qualidade das canções festivaleiras... fraquinhas;

- o meu Sporting perdeu na Madeira oferencendo o segundo lugar e muitos milhões ao seu rival da 2ª Circular;

- no médio Oriente o conflito Israelo-palistiniano cresceu de tom com muitas vidas perdidas e muitos mais feridos;

- parece que a EDP está quase de olhos em bico. Nada que não fosse previsto;

- a Geringonça continua a acreditar que os fogos, no próximo Verão, serão extintos por decreto;

E assim vai Portugal.

Para muitos o que conta é estarmos na moda. O resto é superfícial,

Que mundo é este?

Que mundo é este?

A pergunta surgiu-me de supetão assim que li a notícia do massacre em Newtown no estado de Connecticut. Mas ficou (e ficará???) sem resposta…

Não sei quem fez as leis que permitem a qualquer pessoa use uma arma dos Estados Unidos, nem me interessa. O que eu sei é que um jovem, que devia estar a estudar, entrou numa escola primária e matou 20 crianças e mais seis adultos incluindo, segundo parece, a própria mãe.

Custa-me entender o que vai dentro da cabeça de um rapaz de 20 anos para chegar a este ponto e sem dó nem piedade executar inocentes.

Serão os jogos virtuais cada vez mais reais, em que a ficção quase se mistura com a realidade? Ou serão os filmes e as séries sempre muito publicitadas? Ou não será nada disto, apenas um “fusível” do jovem que avariou originando este desvio?

De facto atrás destas questões muitas outras se podem formular mas nem estas nem quaisquer outras terão uma resposta, no mínimo, assertiva.

A crise de valores, sentido humano, responsabilidade cívica deve-se em parte a este mundo cada vez mais destituído de sentimentos. As palavras amor, carinho, ternura são partes de um léxico cada vez mais desconsiderado e fora de moda. Apenas no cinema... e cada vez menos!

O dinheiro fácil, a economia (ou a falta dela!), o desenvolvimento a qualquer preço, a filosofia do ter para ser, parecem-me ser axiomas falsos e sem qualquer sentido, reflexos de uma sociedade unicamente preocupada com o seu próprio umbigo.

Mas quando estes acontecimentos ocorrem, surgem meia dúzia de psiquiatras, psicólogos e outros que tais tentando explicar publicamente o que não tem explicação. A vida é um bem e tal como a água e a natureza deve ser preservada.

Termino apenas como comecei: que mundo é este?

25 de Abril Mundial

Tenho dito aos meus filhos que vivi o que eles estudaram nos livros.

Era quinta feira. O dia prometia ser sombrio. Umas nuvens plumbeas ornavam o céu.

Muito cedo o meu pai, militar de carreira, chegou a casa e avisou-me para não sair. Estava a decorrer um golpe de Estado.

Todavia o tal golpe de Estado depressa se transformou em Revolução dos Cravos.  No dia seguinte regressei à escola. Tinha 15 anos.

 

Trinta e oito anos decorridos olho para este país e percebo que algo correu mal. Mas o quê?

Não sei se alguém alguma vez conseguirá responder com realismo a esta pergunta. 

Os partidos de esquerda acusam a direita de retirar direitos, os da direita acusam a esquerda de despesismo em nome de melhor sentido social.

Todavia quem paga é sempre o mesmo. Ou quase sempre...

 

Entendo que os ideais do 25 de Abril de 1974 são hoje uma miragem e um sonho desfeito, especialmente para quem o organizou. Mas há algo no Mundo que ainda ninguém percebeu e com a qual nenhum 25 de Abril de ano nenhum conseguiu lidar.

 

O mundo está em guerra. Vivemos a Terceira Guerra Mundial sem sabermos. Nas outras anteriores houve uns estupores que usaram as armas e mataram milhões em nome de não sei que ideais. Hoje usa-se o dinheiro (ou a falta dele) para matar economias, governos, empresas e pessoas.

Uma 3ª guerra que rebentou nas nossas mãos e perante a qual não sabemos lidar. Nem nós nem governo algum.

 

Os Mercados mandam mais que os partidos e o povo. O mercado diz "vende-se" e toda a gente vende. Assume-se para comprar e toda agente compra. Mas que coisa, que figura tenebrosa é esta, que nos vai destruindo e corroendo?

 

Necessitamos de um Churcill ou de Gaulle para colocar um fim a isto. Ou então uns novos Capitães de Abril armados de IPad e alguns virus para atacar algum servidor dos Mercados.

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