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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Esta coisa da idade!

Ainda ontem parece que foi Natal e já estamos quase a entrar em Fevereiro.

O tempo corre tão depressa que nem damos por isso. Ou melhor damos quando se aproximam certas datas e começamos a perceber que a última parece que foi ontem.

Geralmente esta consciencialização do tempo decorrido, transformado em algo a que se chama idade, fica muito mais forte quando ficamos mais velhos. Num ápice contamos os anos passados e ganhamos a certeza de que não iremos viver os mesmos números de anos. Com a eventual certeza de que iremos ter mais problemas com a saúde, com o nosso bem-estar mental e social.

Uso isto para dizer que não obstante a minha (quase) provecta idade diria que a minha cabeça terá metade dos anos do CC. E o coração ainda menos.

De tal forma pergunto-me amiúde como aqui cheguei? A resposta estará entre a minha e a memória de quem comigo viveu e conviveu!

E, sinceramente, a minha única preocupação com o meu futuro não é morrer, mas tão só dar trabalho aos que cá estão, sejam filhos, netos ou demais família.

Um dia perguntaram-me o que faria se fosse rico. A minha resposta foi simples:

- Nada, rigorosamente nada!

Olham admirados para mim e ficam, quiçá, a pensar que sou louco.

Com esta idade há muito que deixei de me preocupar com o que pensam acerca de mim, especialmente se não for muito bom.

A gente lê-se por aí!

(Até 17 de Março)

E Deus levou a Mulher!

Este é o título do derradeiro filme de Brigitte Bardot, em contraponto ao realizado por Vadim nos anos 50 do século passado.

BB não foi o meu ícone já que vivi noutra época, mas sempre a reconheci como uma enorme mulher do cinema e de causas. Algumas boas outras nem por isso.

França perdeu hoje uma enorme personalidade. Daquelas eternas.

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Para este último filme da sua vida o meu eterno aplauso. Mereceria todos os prémios do cinema.

Descanse finalmente em paz 

A morte não escolhe hora... nem idade!

Todas as manhãs, assim que acordo e tenho uns minutos, pego no telemóvel envio os bons dias a uns amigos via uotessape e passo os olhos pelas novidades matinais, disponibilizadas por algumas plataformas.

Mas ninguém, ninguém mesmo estará a espera de ler logo pela manhã que num acidente de viação morreram quatro jovens. Depois a notícia é actualizada para cinco vítimas e algum tempo depois vem o pior número: 6 jovens que haviam morrido carbonizados numa viatura... que deveria levar apenas 5 pessoas.

Não sei pormenores do acidente, apenas que o carro se terá despistado e batido num pilar e finalmente incendiado. Às quatro da madrugada... 

Neste momento nem imagino como estarão os pais desses jovens, como se sentirão, como irão engolir este profundíssimo trauma.

Dito isto... Já por diversas vezes venho dizendo que o maior problema da juventude é pensarem que são eternos e que são indestrutíveis façam o que fizerem. Também eu já assim pensei, apenas não me aconteceu nada pior... por mera sorte!

Às quatro da manhã estavam os pais, provavelmente, deitados nas suas camas enquando longe ou perto os seus filhos eram horrivelmente devorados pelas chamas. Um pesadelo ininmaginável. Uma dor que permanecerá para sempre.

Depois... como é que aqueles jovens não perceberam que seis passageiros é gente a mais numa viatura. AInda por cima se eram três rapazes e três raparigas bastaria um casal ir de táxi. Caneco... têm estes jovens tanto dinheiro para tanta coisa e não têm graveto para uma simples corrida de táxi?

Como pai e avô arrepio-me ao ler estas notícias. E sinceramente, muito sinceramente nem sei o que me apetece dizer.

Muitas vezes fala-se em votos de confiança aos jovens, noutros em responsabilidade, mas do que aqui fica ressalta uma ideia: a incapacidade de muitos pais em imporem algumas regras aos seus filhos.

Não é por terem 18, 19 ou 20 anos que já são gente crescida. Não são...E é preciso ensiná-los!

Nem eu com 66 anos sei e controlo tudo e todos os dias aprendo!

Robert Redford, um actor imortal!

Só há duas certezas na vida: uma é a do nosso próprio passado, a outra é que um dia iremos desta para melhor.

E não vale a pena exibir dinheiro à "Ceifeira" que ela também não se preocupa com isso. Marcham todos tenham o dinheiro que tiveram e sejam lá o que tiverem sido na vida.

Só que há pessoas que poderiam ter uma prerrogativa de a determinada altura parar de ficar velhos e tornavam-se eternos. Não é que eles fossem necessários para fazerem algo mais do que já fizeram, mas ficariam unicxamente como exemplos vivos.

Um destes casos seria obviamente Robert Redford. Um actor, produtor e realizador de cinema inteligente e interventivo. Um dos grandes exemplos de alguém que merecia viver mais do que os seus meros 89 anos.

Sempre considerei RR um actor diferente dos demais... E sinto que os seus filmes tanto como actor ou como realizador mostram muito bem essa diferença.

Partiu ontem enquanto dormia (haverá melhor morte que esta?)! Paz à sua alma!

(A morte este ano tem ousado levar os melhores.)

Um castelo chamado... casa!

Hoje andei com o meu neto a passear. Num dos bairros da cidade eu e ele caminhámos devagar, muito devagar. Pudera... ainda agora principiou a andar e já o chato do avô o obriga a longas caminhadas.

A certa altura peguei nele ao colo porque tive de atravessar diversas passadeiras e vendo-se na boleia o "piqueno" náo pretendeu voltar ao chão. Tadito!

Andava eu nesta calma quando paro defronte de uma dessas milhentas agências imobiliárias e segundos depois tinha à minha frente uma senhora com um cartão.

- Se necessitar de ajuda...

A ajuda que eu eventualmente precisasse teria a ver com o meu interesse nas imagens e no elevadíssimo preço de uma moradia e que a senhora observou de dentro.

Acabámos por ficar à conversa cinco minutos e entre diversas assuntos rápidos disse-lhe de uma oferta que tivera pela minha casa e que respondera à agente imobiliária que não a venderia por dinheiro nenhum. A senhora deve ter percebido...

Voltei ao meu caminho com o petiz, escarranchado e feliz ao meus ombros, e eu a pensar que a vida dá tanta volta e prega-nos cada partida que pecamos demasiadas vezes por promessas que não conseguimos cumprir. Ou por sermos demasiado afoitos.

Até aos 70 anos estarei a pagar a minha casa, mas mesmo depois disso tenho dificuldade em assumir que a venderia, mesmo que fosse por um valor estupidamente elevado. Há momentos nas nossas estórias de vida tão marcantes que temos dificuldade em amenizar o seu efeito interior.

Ao mesmo tempo que sei que os meus filhos terão outro olhar, outro sentimento sobre a minha casa. Mas quando eu morrer, como não estarei cá para me preocupar, eles que façam o que acharem por bem fazer.

Por fim a nossa casa será sempre o nosso castelo e neste momento só peço a Deus que me deixe gozá-la o mais possível.

A gente lê-se por aí!

Ozzy Osbourne: o meu primeiro ídolo!

No dealbar dos anos 70 do passado século, ainda o 25 de Abril era uma miragem, comecei a escutar umas estranhas bandas de origem inglesa.

Por essa altura tinha um amigo cujo pai passava o tempo entre Lisboa e Londres. De lá trazia para o filho as novidades em disco, que em Portugal só surgiriam meses ou anos mais tarde, se aparecessem! Deste modo tive o privilégio de passar algumas tardes a "estudar" essas novas bandas e as respectivas músicas.

De tudo o que ia absorvendo, entre bandas e muitas canções, escutava esta (aqui numa versão aprimorada) e que me marcou.

 

Uma música assaz triste, mas ao mesmo tempo repleta de esperança numa (quase) obrigatória mudança. Aquela voz entrou nos meus ouvidos e ficou. E muitas vezes escutei-a, não nos meus ouvidos, mas dentro do meu espírito já na altura rebelde. Não era uma voz do Além, nada disso. Era a voz de alguém que marcou de forma profunda uma enormíssima geração: a minha!

Ele foi obviamente o meu primeiro ídolo musical. Chamava-se Ozzy Osbourne e faleceu ontem em Birmigham aos 76 anos de idade.

RIP Ozzy!

O José Luís!

Soube ontem, já tarde, que o meu antigo colega do BdP José Luís Martinho Mouta Liz havia falecido.

Sobre ele guardo uma frase lapidar proferida na altura por alguém colega e militante de outro partido. Disse então: se este tipo fosse do PS teria uma carreira política brilhante.

Quando o conheci já ele andava nas costumadas bravatas sindicais. Porém foi ele que levou o meu pedido de inscrição no Sindicato ao qual ainda hoje pertenço. Isto de ser "apadrinhado" por uma figura quase histórica não é para todos.

Como calculam jamais professei as suas ideias políticas, mas com ele assisti a um caso paradigmático. Estávamos nós a contar notas num serviço a que cahamavam recontagem, quando ele aparece. Se a maioria dos colegas não apreciavam de todo a sua forma de fazer política, outros havia que o idolatravam. A determinada altura um dos colegas sentados à frente de uma máquina para contar dinheiro entrou em debate político com o Mouta Liz. Aquilo parecia querer azedar, mas a determinada altura percebi que ambos já concordavam um com o outro. Noto apenas que o adversário da altura fora filho de um antigo Ministro de Salazar. Fiquei ali com a certeza que os extremos acabam sempre por se tocar.

Lembro-me bem de ele ser detido na Tesouraria e do reboliço que isso causou, mas também recordo as declarações de antigos colegas que observavam que Mouta Liz antes do 25 de Abril costumava ir a Londres às compras ao Marks & Spencer.

Todavia o caso mais extraordinário foi naquela noite em que eu juntei todos os colegas que haviam passado pela Tesouraria para um jantar no restaurante da antiga FIL em Lisboa. A noite estava agradável e ainda faltavam alguns colegas. Estava eu na varanda do restaurante quenaso de súbito entra no estacionamento uma viatura que trazia a sigla "FM", que significa "Funcionário em Missão (Internacional) e é utilizada para identificar veículos pertencentes a funcionários de organizações internacionais que estão em missão em Portugal".

Pois é, o nosso "suposto terrorista e tesoureiro da FUP", passados os anos de bravatas jurídicas era agora funcionário da embaixada de Angola, país para onde emigrara em busca de melhor vida.

Conheço muitas outras estórias sobre ele, mas a sua morte obrigar-nos-á a esquecê-las.

E ainda bem!

O Papa que se segue!

Sinceramente não gostaria de estar no lugar de nenhum dos Cardeiais elegíveis para Papa.

A fasquia do Papa Francisco foi tão elevada que mui dificilmente o que lhe suceder, por muito bom que seja, terá óbvias dificuldades em alcançar a matriz deste pontificado... franciscano.

Por isso já li que alguns Cardeais assumiram terem algum receio ao serem escolhidos. Bem vistas as coisas percebe-se porquê, já que Francisco esteve muito mais próximo da ideia de Cristo que algum dos seus antecessores.

Foi hoje a sepultar o Papa dos pobres, dos indefesos, daqueles de quem ninguém escutava a voz. E sim Francisco fez-se ouvir por eles, por muitos outros, enfim por todos, todos, todos.

Partiu um Papa para a Eternidade, outro chegará!

Diferente do seu antecessor, mas com a mesma responsabilidade: a de divulgar a Palavra de Deus pelo Mundo.

Francisco, o lutador!

Quando em Abril de 2005 morre o Papa João Paulo II fiquei, na altura, convicto que dificilmente haveria outro Papa com tanto carisma e força de vontade.

Enganei-me redondamente!

Naquele fim de tarde principio de noite quando da chaminé saiu fumo branco e mais tarde apareceu na enorme janela do Vaticano aquela figura humilde explicou numa frase simples ao que vinha: ser apenas um de nós!

Fê-lo da forma mais humilde, educada e conciliadora: Irmãs e irmãos boa tarde!

Este tão singelo cumprimento aos católicos e ao Mundo fez elevar a fasquia do seu pontificado a um nível jamais imaginado.

Naquele preciso momento, naquele instante fantástico percebi que estávamos perante um Papa que tinha uma Missão neste Mundo: tornar este melhor!

Conquanto foi caminhando no seu pontificado, Francisco foi dando exemplos de humildade e respeito pelos outros.

No que respeita à igreja assumiu os erros plasmados nos inúmeros abusos sexuais perpetrados pelo clero. Abriu a casa de Deus às mulheres e percebeu que a homossexualidade não era, de todo, uma doença. Daí a frase que resume o seu pontificado e proferida em 2023 nas Jornadas Mundiais da Juventude realizadas em Lisboa: uma igreja de todos, todos, todos!

Lutou até à exaustão por uma paz Mundial, alertou o Mundo para a fome, para a violência gratuita, para o ambiente… Fez pontes com outras confissões religiosas e colocou-se sempre, sempre, sempre ao lado dos desvalidos e indefesos.

Vi-o ao longe na Cova da Iria, no dia 13 de Maio de 2017, aquando do Centenário das Aparições de Fátima e dele escutei (e gravei) a assumpção de que: temos Mãe, numa referência à Mãe do Céu.

A morte do Papa Francisco não se adivinhava para hoje, mas percebia-se que o seu estado de saúde era muito frágil. Ainda assim ontem apareceu para desejar uma boa Páscoa e onde se percebeu as imensas dificuldades que teve em falar.

O Santo Papa partiu esta manhã para o Céu.

Como já escrevi desapareceu um dos melhores homens deste Mundo.

Agora na casa do Senhor, Papa Francisco irá certamente repousar em Paz!

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