Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Será que podemos ser eternos?

Esta ideia estapafúrdia e quiçá idiota surgiu-me quando vi um certo vídeo. O pai de alguém que falecera foi ter com o receptor do coração transplantado, e que fora do filho morto muito jovem.. Um momento emotivo, mas não são essas emoções que aqui me trazem…

O que gostaria de saber é se aquele coração poderia ser usado novamente noutra pessoa? Quem diz o coração diz outro órgão qualquer…

A medicina evoluiu muito e nesta área mais ainda. O que significa que um qualquer órgão poderá ir passando de corpo e com isso manter-se quase eterno.

Cientificamente isso será possível?

E se for, poder-se-á afirmar que qualquer um de nós poderá tornar-se eterno, mesmo que só em algumas partes?

Sim ou não à eutanásia?

Revi hoje, mas na televisão este filme

Não irei falar novamente dele, apenas relembrar o tema central: eutanásia.

Mais uma vez assumo que devemos viver e morrer com dignidade devida. Não obstante ser católico reconheço que a eutanásia, em alguns casos, trata-se de uma benção. Não religiosa obviamente, mas ainda assim uma benção.

Na minha vida já vi muita coisa e olhar para um ser humano preso a uma cama e ou ligado a uma máquina até que a morte seja natural parece-me de alguma violência, especialmente para a família mais próxima e amigos  que diariamente têm de lidar com a situação.

Ora se ainda por cima for vontade do próprio o suícidio assistido...

Sei que o tema é controverso e anda actualmente nas bocas do mundo político, mas sería deveras importante que a sociedade civil desse a sua opinião, quiçá através de um referendo nacional.

Fica aqui a minha modesta sugestão.

Entre o Céu e a Terra

Estive logo de manhã para escrever sobre a morte do famoso matemático e físico. Mas depois vi tanta coisa escrita que desisti.

Sinceramente conheço pouco a obra deste génio ora desaparecido. Sei que concebeu umas ideias, algumas a colocar em dúvida as teorias de Einstein. Pouco mais...

No entanto foi ainda um exemplo de coragem e tenacidade numa altura em que qualquer dor é logo sinónimo de uma impensável enfermidade.

Ê neste sentido que olho para Stephen Hawking. Um homem que mostrou ao Mundo que as doenças não são impeditivas de se ser útil à sociedade.

Hoje andará a viajar entre o Céu e a Terra, procurando ainda as respostas às perguntas que tantas vezes terá formulado.

Um vazio ou um legado?

As últimas semanas trouxeram-nos alguns estranhos vazios. Foi o actor João Ricardo, o jornalista Pedro Rolo Duarte, o músico José Pedro dos Xutos e Pontapés.

Todos eles morreram cedo demais, como se a morte tivesse hora e momentos certos para aparecer. Mas a vida e a morte são mesmo assim: degladiam-se permanentemente sem que nenhum de nós o saiba, para no final só uma sair vencedora. Na maioria é a vida que ganha, todavia a morte geralmente ganha as batalhas mais injustas.

Quer queiramos quer não, morrer é a nossa derradeira acção enquanto gente vivente. Depois passamos à história e seremos somente (boas ou más) recordações.

Só que estas três figuras que curiosamente morreram separadas pela diferença de alguns dias de distância umas das outras, tinham um ponto em comum, observado por outros que com eles conviveram. Era tudo gente muito boa. O que nos tempos que correm não é muito fácil!

Do João Ricardo não falei neste espaço da sua morte porque o conhecia somente de o ver em algumss telenovelas, mas foi-me dito à posteriori que era uma pessoa fantástica. Do PRD já escrevi aqui e portanto não digo mais nada. Quanto ao Zé Pedro arrependo-me de há uns tempos tê-lo encontrado num supermercado mesmo atrás de mim para pagar e não ter ido ter com ele e dizer-lhe quanto gostava da sua música, se bem que reconheça não ter, sobre os Xutos e Pontapés, um conhecimento profundo de todos os seus discos. Como poderia eu adivinhar nesse dia?

Finalmente o legado que estas três figuras nos deixaram será para os portugueses algo de enorme responsabilidade. Saberemos ser nós merecedores desses legados?

O tempo o dirá!

Mais um que partiu!

Desta vez foi o Mimocas.

Contando com ele é o quinto animal que desaparece, num ano. Ainda por cima três deles na casa da minha mãe.

Primeiro foi a Bijou, depois o Brown e hoje o Mimocas.

Entretanto cá em casa o Polo também nos deixou após um trágico acidente. Ontem a senhora que nos ajuda cá em casa mandou abater a sua cadelita Yara, evitando que ela sofresse mais.

O Mimocas era um gato amarelo, muito engraçado e extremamente bonito. Adorava brincadeira especialmente chinelos

Segundo o veterinário morreu com um tumor, com apenas um ano de idade. Partiu hoje rodeado de mimo e atenção da minha mãe.

Hoje é um dia triste. Porque adoro os animais e custa-me vê-los partir assim... quando nada o fazia prever.

Fica a foto quando era pequeno e a recordação... para sempre.

DSC_0870.JPG

 

Medo de amanhã

A minha saúde anda a pregar-me partidas... E eu detesto partidas!

A tensão arterial parece uma montanha russa: ora muito alta, ora razoável. Porém nunca baixa.

Pela primeira vez sinto medo. Não de morrer, que isso estou perfeitamente descansado e consciente mas de partir deixando um património escasso para os meus descendentes.

E não falo de bens... ou "teres". Mas disto que aqui vou placidamente depositando e que adoraria se tornasse num património do qual os meus filhos se orgulhassem.

São nestes momentos que começo a pensar se valeu a pena viver, andar por este mundo tão estranho e tão diferente. Sinto que se não fosse a escrita (mesmo sofrível) eu seria hoje um homem bem diferente, Claramente para pior.

Tem sido aqui e noutros espaços que serenamente me vou realizando. Aos poucos... Como convém!

Desculpem este desabafo!

A gente lê-se por aí!

Como se explica…

... a uma criança de tenra idade que a sua mãe faleceu?

As crianças têm geralmente uma capacidade muito maior que os adultos para aceitar o que vida tem para lhes oferecer.

Todavia há acontecimentos que elas não entendem. E a morte de um dos pais, especialmente se for a mãe, apresenta-se como algo demasiado estranho e incompreensível.

Alguém que eu conheço ficou viúvo há poucos meses. E com dois filhos de 3 e 6 anos respectivamente para educar.

No início tentou explicar-lhes que a mãe tivera de partir para ser uma estrela no céu. Uma explicação quiçá rebuscada mas que os filhos aceitaram. Todavia um dia mais tarde um deles perguntou:

- Porque não se despediu a mamã de mim?

Eis assim a tal pergunta inocente que desarma qualquer um. Explicar a uma criança o que é a morte é algo complexo e de difícil compreensão. Porém esconder também esta evidência pode corresponder a algo ainda pior.

E por isso volto à pergunta inicial: como se explica?

Sinceramente não sei! E nem a questão religiosa pode aqui ser evocada como desculpa.

Mas admiro quem, neste mundo, luta todos os dias para ser ao mesmo tempo um pouco de pai e mãe, só porque o outro jamais estará presente. As explicações, essas, terão de vir depois!

Uma dor profunda!

A vida é tramada!

Tão tramada que num dia que poderia ser de festa, uma notícia terrível entrou-me pelo telemóvel dentro.

Todos nós somos filhos, alguns pais e mães. E por isso os descendentes devem ser a normal continuação dos pais, com as naturais diferenças de idades e pensamentos.

Deste modo, e se a lei da vida fosse cumprida sem excepções, caberia sempre aos filhos enterrarem os pais.

Só que infelizmente a vida prega-nos partidas. E daquelas impensáveis...

Porque a morte nunca é uma boa notícia. Ainda por cima se envolver a filha de um dos nossos amigos.

O dia perdeu então toda a sua luz. E a tristeza envolveu-me.

E agora que dizer? Apenas que a coragem invada o coração deste meu amigo!

Porque já são tantas as (más) partidas com que a vida o vem brindando... que nem imagino como estará o seu coração.

Adeus Bijou!

Há um ditado na sabedoria popular que diz: "Quanto mais conheço os homens, mais gosto dos animais!"

E a Bijou era o exemplo perfeito do que diz o pópulo.

Quando nasceu, lembro-me bem, a minha mãe levava-a no bolso de uma bata, tão pequenina que era. No entanto mesmo crescendo era ainda assim uma espécie de miniatura.

Mas esperta, esperta! E conhecia-me a quilómetros.

Contava a minha mãe que ainda não tinha chegado ao cruzamento que acede à aldeia e já ela andava atarantada a correr de um lado para o outro. Nunca percebi como sabia que eu estava para chegar.

Era a verdadeira companhia e companheira da minha mãe. Nem imagino as vezes que esta lhe confidenciou as amarguras. Duas idosas que se entendiam perfeitamente.

A Bijou morreu hoje atropelada por um carro.

Não sei se há céu para os animais, mas estou certo que se houver ela estará lá, a correr atrás de um brinquedo que tanto gostava.

 

BIJOU.jpg

 

Esta era a sua pose favorita à beira da lareira quente e acolhedora!

 

 

 

Não é nada sobre a morte de NB, mas quase!

Sei que sou diferente do comum mortal. Porque aceito que tenho fé e assumo-a como algo basilar na minha pobre vida, porque gosto de rir de tudo e mais alguma coisa, até de mim. Adoro comer e beber uns canecos, conversar com amigos, enfim viver a vida tal como ela se me apresenta diariamente.

Da mesma forma olho para a morte como mais uma etapa da nossa passagem por este mundo. O nosso ciclo só está completamente fechado quando partirmos. Por isso jamais percebi, nem nunca chegarei a perceber porque é que num velório as pessoas hão-de falar num tom baixo.O morto já não ouve e os viventes não vão para aqueles lugares para dormir.

Acredito que esta postura poderá chocar algumas pessoas mas já avisei quem tinha de avisar que no meu velório não deve haver lágrimas... somente alegria. E riam das parvoíces que fiz ou disse. Será a melhor maneira de me homenagearem.

Por que foi assim que eu sempre vivi...  E ainda vivo.

Com um sorriso nos lábios. Nos bons e nos maus momentos. 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D