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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Almoço a italiana!

Hoje foi dia de almoço com antigos colegas de trabalho! Desta vez fomos apenas dez contra a vintena que por vezes costuma ser.

Agora podemos falar de trabalho, colegas e antigos chefes! Rir dos outros e de nós. Recontar aquela estória tantas vezes repoetuda em cada repasto, mas que todos adoram escutar pela enésima vez!

Trazer à memória personagens com quem trabalhámos, a maioria pelas parvoíces com que nos brindaram. 

Portanto um almoço convívio bem divertido, entre risoto e diferentes massas italianas. um restaurante que não conhecia, mas com... pinta (a lasanha de lavagante ficou-me no goto, talvez para a próxima!).

Todavia houve uma altura em que me senti triste... especialmente quando alguém se lembrou de perguntar:

- Vocês lembram-se do Manel Cachopo? Morreu a semana passada!

Um balde de água fria! Depois outros:

- E o engenheiro Jacinto

- A sério? Ainda há meses que me encontrei com ele na Baixa.

Ai tantos e tantas que já foram embora. Gente boa e menos boa. Competente e incompetente, mas todos a fazerem parte daqueles nossos dias!

Lancei a ideia para a mesa antes de acabarmos!

- No próximo almoço ninguém fala de mortos! Só aqui vimos para comemorar a amizade e a vida!

Ficou prometido! A ver se serão capazes!

Barbárie!

O que levará um radical a disparar diversos tiros matando dois suecos e ferindo outros? Que ganhará com isso a não ser agora tornar-se mais um coelho a fugir de muitos lobos?

Este ataque levará certamente ao recrudescimento pela Europa de forças políticas contra a aceitação de mais emigrantes na sociedade dos seus países. É bom não esquecermos a que deu origem estas forças políticas no século passado!

Este ataque foi uma barbárie contra a sociedade europeia e que não acarreta qualquer paz nem liberdade!

O Mundo está muito pior do que alguma vez imaginei!

E, sinceramente, temo pelo futuro mais ou menos próximo!

Herdar... sarilhos!

Uma das muitas coisas que aprendi da vida é que nem sempre o que se vê é o que parece, tal como aquilo que se tem nem sempre vale o que gostaríamos que realmente valesse.

Esta situação realça-se, por exemplo, quando morre alguém e há uma série de herdeiros. No momento triste e sempre confuso das partilhas há sempre quem considere que determinada coisa, seja ela grande ou pequena, vale muito mais do que estão a valorizar. Especialmente se o dito não estiver interessado na tal coisa.

Por causa destas bravatas é que se desfazem famílias inteiras.

Ora como tenho a desdita sorte ou azar de ser filho único não terei, em princípio, destes problemas quando os meus antecessores partirem. A menos que parta eu primeiro que eles e o problema de heranças passe directamente para os meus filhos...

Hoje fui a um velório de uma prima afastada e que morreu de velhice. A determinada altura a filha dizia-me que ia ter imensos problemas com a herança por causa do irmão. Ainda o corpo estava na capela e já todos se preparavam para uma batalha imbecil e inglória.

Nada comentei até porque não poderia nem deveria tomar uma posição. Era só o que faltava... arranjar sarilhos para cima deste pobre!

Talvez por este triste exemplo já ande a pensar onde e a quem deixar as minhas coisas... Assim quando eu morrer pouca coisa haverá para partilhar!

Eu sei que há testamentos... mas sem bens não há demandas!

A gente lê-se por aí!

Aquilo passa-lhe!

Esta é infelizmente uma frase que se escuta amiúde quando se fala de alguém a quem foi diagnosticada uma vulgar "doença de cabeça" ou apenas "nervos", quando no fundo se está a lidar com uma profunda depressão.

Mais uma vez trago aqui este assunto, não só pela morte inesperada de Luís Aleluia, mas porque esta continua a ser uma doença... pouco valorizada!

Há três anos quando Pedro Lima se suicidou, voltou à ribalta a questão das doenças psiquicas. mas depressa caiu no esquecimento. Como quase sempre em Portugal.

A nossa actual sociedade não está ainda convencida que as doenças do foro psíquico são mesmo doenças... e graves! Pensam que aquilo são apenas manias, os tais nervos e outros epítetos.

Depois vêm estas tristes notícias e volta-se a acordar.... Mas infelizmente por pouco tempo. Portanto renovo a ideia de que é necessário esclarecer, explicar e alertas para possíveis casos de depressão ao nosso redor.

A ideia de que "aquilo passa-lhe" não pode nem deve ser levada em conta! Os custos desta postura quase libertina são catastróficos.

E pior... todos estamos sujeitos!

A idade não perdoa!

Quando chegamos a certa idade e começamos a ver os nossos a definhar, ficamos com aquela ideia ou será sensação: amanhã sou eu que estou assim!

Quer queiramos quer não, a idade tudo nos dá e tira.

Dá-nos sabedoria, mas tira-nos descernimento!

Dá-nos sensatez, mas esconde-nos memória!

Dá-nos calma, mas retira-nos a consciência!

Portanto cada dia será mais um dia. Vivido em plenitude ou muitas vezes nem isso.

Nesta altura da minha vida peço pouco da vida. Talvez um pouco mais de paz no coração, uma noite tranquila e saúde q.b.

Vejo neste mundo tanta demanda, tanta bravata que me sinto chocado. Seria bom que muitos ouvissem o que os chineses dizem após uma partida de xadrez: o peão e o rei encontram-se dentro da mesma caixa.

A verdade é por vezes tão simples.

A gente lê-se por aí!

Simply the best!

Tina morreu hoje na sua casa na Suiça. Para enorme tristeza minha já que nunca a vi actuar!

A minha primeira recordação de Tina Turner remonta aos anos 70 quando a vi como Acid Queen na ópera rock Tommy. Uma memória que jamais esqueci e que alertou os meus sentidos para a sua música.

Durante anos comprei cd´s atrás de cd´s da malograda cantora. A "Miss Legs" deixou uma marca na música e no espectáculo. Ninguém ficava indiferente à cantora. A sua poderosa voz encheu muitos corações. Foi uma verdadeira rainha do Rock'n'Roll.

Custa-me escrever sobre ela porque ela era "Simply the Best"!

 

Santa Páscoa!

Aproxima-se a festividade Maior dos Católicos. Serão três dias de muita fé, muita tristeza para culminar na Alegria da Ressurreição de Cristo.

Se olharmos para esta festa sem os olhos da fé reconheceremos que a Páscoa está umbilicalmente ligada à... Primavera. Depois do Inverno frio e chuvoso eis que toda a natureza se renova com a vinda da estação das flores. 

Também na Páscoa o homem se renova. Se assim o desejar!

No nosso quotidiano temos todos momentos iluminados e de enorme alegria. Tal como somos inundados de tristezas e dúvidas. A isto chama-se simplesmente... viver.

Também Cristo teve os seus receios, as suas tristezas para por fim morrer às mãos das tropas romanas. Ressuscitaria ao fim de três dias, mostrando que a Vida será sempre mais forte e mais poderosa que a morte.

Sei que vivemos tempos atípicos sem termos bem consciência do que pode aí vir. Todavia não devemos dar azo a que o pessimismo vença as nossas bravatas interiores.

Posto isto desejo a todos os meus leitores (independentemente de professarem uma fé ou mostrarem-se ateus ou agnósticos) uma Páscoa repleta de alegria e esperança luminosa no futuro.

Para os católicos como eu desejo uma Santíssima Páscoa!

Dois momentos e duas palavras de 2022

Estamos a dias de um Novo Ano. Não tenho por hábito fazer um levantamento do melhor e do pior que acontecxeu no Mundo.

Mas este ano de 2022 abro uma excepção para referir dois momentos que me tocaram profundamente.

- O primeiro, como não poderia deixar de ser, foi o início da guerra na Ucrânia que se denrola longe deste rectângulo, mas num ápice pode entrar pelas nossas casas. Uma guerra estúpida e imbecil como são todas as guerras. Não imagino onde e quando este conflito irá parar, mas tenho algum receio... no futuro!

- O segundo foi a morte da Rainha de Inglaterra, Isabel II. Alguém que conseguiu permanecer em cena durante muitos anos sem nunca se desviar do propósito de manter a sua "comunidade" unida em torno da sua "real" personagem.

Finalmente as duas  palavras deste ano de 2022 com a mesma carga serão:

- guerra - porque existe e é real

- paz - porque se procura e não há meio de ela se tornar realidade.

A fama passa, a importância fica!

Hoje deveria ter estado num churrasco com antigos colegas do último Departamento onde trabalhei. Mas uma série de condicionantes retiveram-me em casa sem poder sair.

Entretanto ontem à noite e após ter escrito este postal, encontrei algures a frase em entitula este texto. No fundo é um seguimento do texto anterior, pois após a morte física de alguém, deveria perdurar uma saudade ou no mínimo uma memória.

Só que há quem não deixe memórias quanto mais saudades... A sua passagem pelo Mundo foi uma longa travessia marcada por momentos e acções sofríveis para não dizer medíocres. São pessoas que quando partem levam consigo o corpo e não deixam rasto. São facilmente olvidadas e desaparecem em menos de nada da lembrança de quem com eles conviveu!

Entretanto e voltando ao início desta minha prosa fiquei deveras contente por ter sido (novamente!) convidado para um convívio com ex-colegas. Sinal evidente de que não me esqueceram, mesmo que já tenham passados dois anos desde que me reformei e acima de tudo que (ainda) gostam da minha presença.

Sempre disse a quem me quis ouvir que um dia quando saísse da empresa bastaria uma pessoa só lembrar-se de mim uma vez num ano que eu, mesmo não sabendo, ficaria feliz. Esta ideia pode ser também transposta para quando formos na derradeira viagem.

Assim podemos ser famosos, sermos imensamente ricos, mas se ninguém se lembrar de nós após a nossa morte, revela que fomos pouco ou nada importantes nesta vida.

A pobreza não é não ter, mas tão-somente ... não ser!

A gente lê-se por aí

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