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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Quando a morte é o início...

... de uma guerra!

Há muita gente que se considera imortal, quando no fundo, no fundo nascemos e morremos um pouco todos os dias!

Esta manhã deram-me a triste notícia de que a minha vizinha da frente, uma simpática idosa, viúva com 87 anos, havia morrido no hospital após diversas falências de orgãos. Ainda a semana passada fui chamado a sua casa para a levantar do chão onde caíra.

Esta tarde vi o filho mais velho a levar coisas de casa para o seu carro. Ao ver-me atravessou a rua e dirigiu-se-me. Dei-lhe as condolências para vir logo com a conversa das partilhas entre ele e o irmão como se eu fosse parte interessada.

Deixei-o falar até que aproveitei a saída da minha neta para me despedir dele. Detesto olimpicamente este tipo de paleio...

Prevejo com aquelas palavras o início de uma demanda, tendo como base uns bens que daqui a uns anos já nem serão dos irmãos porque também eles seguirão, mais tarde ou mais cedo, os caminhos dos pais.

É assim que se começa uma guerra familiar. Por uns tarecos!

 

Dia do Pai!

Quando chega a este dia do Pai vou normalmente buscar os meus filhos e o meu pai a quem, de alguma forma, lhes dedico os textos que aqui vou esgalhando.

Todavia este ano as minhas palavras serão um tanto diferentes porque, sinceramente, como pode um homem comemorar este dia sem ter o pai presente e outrossim sem filho? Ambos desaparecidos recentemente. E o mais novo de uma forma trágica. Não foi o meu caso felizmente, mas conheço quem neste momento vive esta tristeza…

Se para o pai há alguma naturalidade colocada pela própria vida, mesmo que nunca estejamos preparados para tal, já no desaparecimento do filho surge-me como algo mais injusto (nem sei se a vida terá algum verdadeiro sentido de justiça!!!).

Por isso hoje é um dia do Pai diferente e triste…

Para todos os filhos que perderam os pais.

Para todos os pais que perderam os filhos.

Um exemplo de homem!

Foi meu director durante uns anos. Acabei mesmo por lhe comprar um carro, o primeiro que tive com mudanças automáticas.

Assumiu-se, já com alguma idade, homossexual. Mas independentemente da sua opção sexual sempre se mostrou um enormíssimo gestor.

Dizia ele: tudo o que se passa neste Departamento é culpa minha já que sou o Director.

Uma postura pouco vista em gestores, nomeadamente quando gerem empresas de cariz estatal! Outro exemplo prende-se com um erro de gestão, que a certa altura, cometeu.

Um dia decidiu nomear alguém para chefiar um certo serviço. Neste havia uma pessoa mais apetrechada e muito mais competente para tomar as rédeas do serviço, mas foi preterida. Desta decisão de gestão sairam algumas consequências, sendo que o serviço foi o mais prejudicado.

Todavia, anos mais tarde o departamento foi reformulado com novas funções e a pessoa preterida foi chamada à presença do director. Este iniciou a conversa com uma assumpção de culpa:

- Há anos tive um mau momento de gestão e fui injusto para consigo. É chegada a hora de emendar esse erro! Deste modo convido-a a chefiar o novo serviço que vai iniciar-se. Aceita?

A colega aceitou.

Admirei a coragem deste homem ao assumir um erro. O que nos tempos que correm não parece fácil.

Soube hoje que apareceu morto em casa. 

A "nossa" culpa!

Este fim de tarde início de noite, enquanto esperava no carro pela minha mulher, que fazia umas últimas compras para a nossa neta, dei conta de um jovem completamente embriagado que chegou a encostar-se ao meu carro.

Sem máscara, mal se continha em cima das pernas jovens. Uma senhora desconhecida tentava ampará-lo. Mal conseguia balbucionar uma palavra e parecia profundamente desonrientado. Não se percebi se seria do alcool ou de outro produto qualquer.

Depois veio alguém que lhe pegou no braço e o levou. Assim sem mais nem menos. Nem imagino quem terá sido.

Todavia a imagem de um jovem às 8 horas de uma noite muito fria e chuvosa completamente alcoolizado não me sai da cabeça. Poderia ter sido um dos meus filhos...

O R. com 22 anos suicidou-se na passada sexta feira e hoje deparo-me com este triste espectáculo noutro jovem. Fiquei com o coração tão pequeno...

Abriu-se uma questão que é, no fim de contas, de todos nós que andamos há anos a educar estas crianças: onde é que errámos?

O postal que não gostei de escrever!

Todo o dia hesitei em escrever este postal. Porque me toca, porque nos toca.

Que escrever ou dizer a um pai que perde o filho? Não foi certamente o primeiro pai, nem será o último, infelizmente. Mas o drama não está na morte em si, mas na tragédia associada, pois ninguém percebe o que leva um jovem de 22 anos a enforcar-se.

Definitivamente até me custa esgalhar este texto. Todavia é necessário alertar, é preciso acordar, é urgente dar voz... à dor interior! Que tantas vezes não ligamos!

Nunca vivi este drama e talvez por isso, repito, que não saiba o que escrever ou o que dizer a um pai cujo filho único se suicidou. Creio que nenhum dicionário chegaria... Porém as palavras não o trariam à vida... Quiçá antes!

Agora a família tentará buscar razões, causas, episódios... que originaram esta profunda tragédia.

Mas faltará sempre a voz única de quem nunca falou ou que nunca foi escutada. Faltarão as lágrimas de quem sofreu sozinho o drama que foi a sua vida, mesmo que para muitos de nós possa nem parecer.

Por isso somos todos tão diferentes.

Hoje o meu coração chora por um jovem que preferiu a tentação de morrer à coragem de viver! E quantos sentirão diariamente este suplício?

Descansa em Paz R.

E Deus deu-lhe uma mão!

Choro como milhões de adeptos do futebol com o desaparecimehto de um mágico do futebol. Este desporto teve: Pelé, Di Steffano, Best, Eusébio, Cruijff, entre tantos outros, mas nenhum foi tão empolgante e tão irreverente como Diego Armando Maradona.

Dentro e fora do campo.

Se o mundo todo acreditasse piamente em Deuses gregos, "El Pibe" teria com toda a certeza um lugar no Olimpo helénico. Como há muito o Mundo deixou de acreditar em figuras míticas e passou a crer em super-heróis, também Maradona depressa se tornou um herói, porém real, muito longe dos livros de BD e mais próximo dos verdes relvados.

Será quase impossível enumerar o número de (belos) feitos conseguidos por Maradona, enquanto jogador. Tal como serâo quase incontáveis as quedas dadas pelo atleta, no charco que foi o seu consumo de drogas, quiçã a razão para ir mais cedo ter com Deus.

Diego Armando Maradona ficará para sempre na história do futebol e obviamente na longuíssima história do Mundo. Ao nível de Da Vinci, Mozart ou Einstein.

Na mui ìnfima prateleira dos eleitos!

Até sempre "El Pibe"!

Pedro Lima: a morte não é uma novela!

Desde que soube da morte de Pedro Lima que fiquei em estado quase letárgico. O que leva alguém a colocar um fim à sua própria vida assim sem mais nem menos?

É a pergunta que me bate no coração permanentemente.

Cruzávamo-nos muitas vezes na mesma rulote onde o via com um dos filhos antes dos jogos no nosso Sporting. Vi-o também actuar no Politiema na peça “Casa do Lago” onde contracenou com Eunice Muñoz e Ruy de Carvalho.

E vi-o em algumas telenovelas…

Sempre me pareceu uma pessoa equilibrada e sensata. Estranho por isso a sua atitude sem regresso.

Em tempos debati o tema do suicídio. Alguém defendia que quem se suicida é um corajoso, eu defendi o inverso. Mas seja uma coisa ou outra o público português não merecia perder este bom actor. Dos melhores…

Que descanse finalmente em paz… já que parecia não a ter na vida terrena!

Mais um que parte!

Certa vez li que os gatos não são domesticáveis pois são eles que domesticam os donos.

Reconheço que a minha relação com os felinos foi sempre um tanto distante. Prefiro sem dúvida os cães.

Mas independentemente da minha preferência fiquei triste quando constatei esta manhã que a Alani partira para o Céu dos animais (nem sei se existe, mas quero crer que sim!!!).

A Alani como qualquer gata que se preze era chata e quando queria alguma coisa miava até o conseguir. Mas era uma gata doente e rapidamente gastou as sete vidas.

Fica aqui uma foto num dos seus bons momentos.

Ciao Alani.

alani.jpg

Uma Rosa de greves

Chamava-se Rosa!

Mas podia-se chamar-se Ana, Joaquina ou Filipa. Não importa! É só mais um nome!

Trabalhava aqui e ali sempre nas limpezas, numa permanente correria. Daí os seus recursos serem geralmente escassos.

Há tempos foi diagnosticada com uma doença do foro oncológico. Grave!

Obviamente a necessitar de intervenção cirúrgica com alguma urgência.

Sem capacidade financeira para entrar num hospital privado, deu então entrada na lista de espera um hospital público. Como tantos outros doentes…

Há meses que aguardava cirurgia. Todavia as diversas greves no sector foram sempre adiando a intervenção.

Soube ontem que já saiu da lista de espera.

Morrera no dia anterior!

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