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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Do meu passado (VI) - B&B

Havia no meu tempo de gaiato uma laranjada e uma gasosa (era assim que se chamava, à época) da marca BB. Não era a Brigit Bardot, nem qualquer nome de blogue (desculpa Bata&Batom!!!) mas a "Bem-Boa". Mas os "bês" que entitulam parte deste texto referem-se simplesmente a bilhetes e a bombons.

Esta noite em busca de um livro que acabei por não encontrar, achei um outro com sonetos de Camões muuuuuito velho. Abri-o e tal não é o meu espanto quando percebo que cai algo de dentro do livro.

Sorri com o que encontrei e lembrei-me do tempo em que não havia passe, só bilhetes. E quantas vezes guardei dentro das páginas o direito de viajar na camioneta. Sei que noutros livros estarão mais bilhetes com um número e quase sempre capícua. Mas não imagino onde.

Para além deste exemplar cairam também duas pratas, lisas e que envolveram de certeza bombons. Era costume naquele tempo - nunca soube porquê, os outros faziam e eu também - sempre que conseguíamos um bombom, costumávamos repito, retirar a prata com o maior cuidado e depois com a unha alisavamos até ficar quase imaculada.

Finalmente ía para dentro do livro. Nunca percebi se serviria de marcador ou era apenas uma qualquer parvoíce de miúdo.

Mas hoje relembrei com alguma saudade esses tempos.

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Livros? Prefiro os velhos

Adoro livros velhos. Só de pensar nas mãos que folhearam as páginas fico arrepiado.

Tudo começou há muitos anos em casa dos meus avós, na aldeia onde sempre viveram. A biblioteca era obviamente minúscula mas sempre que os visitava, relia como se fosse a primeira vez aqueles livros quase desfeitos. Era assim uma espéciie de tradição muito pessoal e que mantive durante algum tempo.

Daí o meu gosto por coisas velhas e dentro destas os livros são uma permanenete dor de cabeça para a minha mulher... pois arrumá-los torna-se cada vez mais difícil

Hoje numa mui pequena feira encontrei um alfarrabista (neste caso particular era uma senhora). E pronto ali fiquei eu minutos a fio e procurar algo que nem sabia bem o quê. Bem vistas as coisas até sei o que procuro neste momento mas... está dificil encontrar.

Um dos livros que pretendo é de banda desenhada e duma colecção denominada "Comanche". O livro tem por título "Fúria Rebelde" e ainda não o consegui apanhar. Depois há um outro que faz parte de uma colecção da qual já tenho os restantes oito volumes. "Antologia Policial" recolhida por um tal de Ross Pynn (pseudónimo de Rossano Pinto). Desta série de nove volumes publicados pela editora Ibis nos anos sessenta falta-me o número 1.

Depois nestes locais não procuro mais nenhum em especial. Ou como li algures: num alfarrabista não é o comprador que escolhe o livro, mas sim este que escolhe para onde quer ir.

Entretanto esta tarde na tal alfarrabista acabei por comprar 4 albuns de Banda Desenhada do gaulês mais famoso da 9ª arte: Astérix.

Quem me conhece sabe que todas as aventuras de Astérix já cá moram vai para muito tempo. Mas não vos inquieteís. Estes são em Francês. A língua mãe...

 

 

 

Pré-época de Natal!

Durante muitos anos olhei para a época do Natal no mínimo com… desdém. Um acontecimento na minha meninice tirara a esta quadra toda a magia e encanto. E assim os Natais foram passando sem grandes comemorações.

Acabei por mais tarde aceitar o Natal e até comemora-lo com pompa e circunstância. A principal razão para esta inflexão prendeu-se obviamente com o nascimento do meus dois filhos.

Há no entanto uma fase que continuo a não mostrar grande interesse e prende-se com esta pré-época Natalícia. Mesmo com a actual crise (ou provavelmente por causa disso!!!) a primeira referência ao Natal deste ano, que me foi dado observar, aconteceu em pleno Outubro. A dois meses de distância.

Compreendo que para a nossa já muito debilitada economia esta altura poderá ser uma espécie de balão de oxigénio. Mas daí ao que se pode constatar hoje vai uma relativa distância. Para além das lojas já profusamente enfeitadas também as televisões e a Internet divulgam o que têm de melhor para a época que se aproxima.

Regressando uma vez mais à minha meninice direi que naquele tempo não havia Pai Natal, nem a Coca-Cola patrocinava a viagem com origem na Lapónia de um ancião e das suas renas. Ou se o fazia, em Portugal isso não era conhecido. Naquele tempo o principal responsável pelas prendas era o “Menino Jesus”. O Tal que nunca entendi como podia estar em todo o lado ao mesmo tempo.

Um poeta disse uma vez que o Natal é quando o homem quiser. Mas a pré-época ao invés devia ser só em Dezembro profundo.

Memórias escritas

Faz hoje um ror de de anos que comprei o meu segundo carro, que anos mais tarde alguém faria o favor de o espatifar.

Lembrei-me desse dia e pensei na minha vida de agora. E num instante, nem sei como, saltei quase meio século para trás. Naquele tempo eram raras as pessoas que usavam óculos. E muito menos com lentes deveras graduadas como as minhas. Resultado: uma alcunha que perdurou por muitos anos. Mais tarde já no Liceu nova alcunha que não só me embaraçava com envergonhava. Mas os anos passaram, como não podia deixar de ser. E foi no secundário que vivi os meus melhores momentos de escola.  Já escrevia nesse tempo. Coisas pobres, sem nexxo e de qualidade no mínimo duvidosa, mas obviamente sentidas. Foi na escrita (ainda hoje assim é!) que dilui todas as minhas mágoas. Em Junho de 1977 alguns colegas convidaram-me para ingressar num projecto de escrita num jornal regional. Aceitei instantaneamente e durante oito anos convivi com gente fabulosa de quem guardo gratas memórias e porque não dizê-lo, muitas saudades. A maioria deles são hoje gente ilustre e conceituada. Jornalistas, advogados, militares de carreira, médicos, professores... eu sei lá. É chegado o momento de vir aqui, neste espaço que é só meu, agradecer o que todos eles fizeram por mim. Muito do que hoje sou a eles o devo. Começo pelo Pedro Correia, a Manuela Rute (que estas férias deu para matar as tais saudades), o Joaquim Lopes, o Manuel Rodrigues, o Eduardo Vera-Cruz (ilustre responsável pela Faculdade de Direito de Lisboa), o Rui Jorge (onde andas homem?), a Ana Pires, o Nuno Nascimento e tantos, tantos outros. As memórias escritas servem também para isto. Expurgar a nossa alma das dívidas de gratidão com quem nos ajudou.

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