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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Trabalhar para (quase) nada!

Diz o povo: "parao a ano ser de louvar Natal na Praça e Páscoa ao lar".

Este princípio de ano foi um tanto assim como um natal sem chuva para os primeiros meses deste ano se transformarem em dias de chuva quase diluviana.

Bom... hoje tive de ir até à aldeia para arrancar a s batatas (no meu caso ssrá mesmo apanhá-las do chão). Saí de casa eram seis da manhã para chegar a tempo à fazenda.

E cheguei.

Perto das nove da manhã chega finalmente o tractor para nos ajudar rasgando a terra tentanto que as batatas viessem ao de cima..

batatas.jpg 

Muita carne preparada para a faina... porém aos primeiros rasgos na terra castanho rapidamente se percebeu que a dita carne era um exagero.

A manhã aquecia e o vento levantava um pó fino que se entranhava nas narinas e garganta. O tractor terra acima, terra abaixo temntava em vão que as batatas surgisssem. A meio da manhã metado do terreno trilhado e meia dúzia de sacos de batatas.

Batatas_1.jpg 

E as pessoas cada vez menos... Pudera!

âs onze da manhã o terreno estava passado duas vezes pelo tractor

batatas_3.jpg 

Porém os sacos de batatas eram muuuuuuuuuuuuuuito poucos, quase nada!

batatas_2.jpg 

Muito dinheiro gasto, muito trabalho exigido para tudo se resumir a literalmente 12 sacos de batatas miúdas. Alguns dos presentes falaram da demasiada chuva, outros da erva e até houve a ousadia de dizer que a semente não prestava.

Regressei a meio da tarde à capital com apenas uns sacos cheios, para gastos de casa e uma carrada de sacos vazios.

A sentença está dada! Para o ano não haverá sementeira!

Cuidem-se supermercados!

Asneirar em português!

Lá fora a chuva cai insistente sacudida por um Eolo tonto e aborrecido.

Dizem que é a Hermínia, uma depressão com não sei quantos outros nomes pomposos que os especialistas adoram epitetar. Para mim é uma noite normal de Inverno, como tem de ser. É tempo dele!

Antigamente não havia avisos. Nem verdes, amarelos, laranjas ou vermelhos, mas as pessoas tinham normalmente bom senso para não se ausentarem nem irem para a beira do mar.

Mas actualmente o que conta é fotografar, filmar e enviar tudo para uma qualquer rede social para ter 999 gostos, 1111 visualizações, 666 comentários e uma conta choruda no hospital para pagar porque foi colhido por uma onda.

Uso este humor parvo para falar de coisas sérias. Muito sérias mesmo.

As entidades anunciam perigo junto à costa devido à ondulação costeira e o que a malta da cidade faz é ir dar fé do que se está a passar em vez de se cuidar e ficar em casa! Depois levam com um banho, trambolham na estrada para mais tarde darem entrada num hospital por causa da sua própria parvoíce. E já nem falo dos que morrem!

Finalmente e quando questionados à posteriori dizem que tiveram azar, olvidando os avisos emitidos.

É assim o triste e actual português: quanto mais me avisas mais eu quero fazer asneira!

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