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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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(Re)Presidente Marcelo!

Foi abertura dos noticiários no rádio desta manhã a quase certeza da recandidatura do actual PR a Belém. Julgo que esta informação é uma não-notícia porque acredito que ninguém neste país acreditaria que MRS não se candidataria a um novo mandato.

Goste-se ou não da sua postura (eu de todo não aprecio!!!), certo é que o povo adora deste PR. E este de forma real ou até teatral gosta de ser idolatrado. Como li algures Marcelo é, neste momento, uma espécie de Rei republicano, com todas as contradições que esta ideia acarreta.

Dizem também que Marcelo é genuíno. Até pode ser, mas deixem-me ser céptico e aguardar pelo segundo mandato. Geralmente os presidentes assumem novas posturas após reeleição. Foi assim com Soares, Sampaio ou Cavavo. Marcelo será a excepção? Veremos!

Assiste-me nesta próxima conjuntura uma dúvida e que se prende com os eventuais candidatos a Belém. Será que, tirando o PCP que teimosamente apresenta sempre um candidato próprio, haverá alguém com coragem e estaleca para bater o actual PR nas urnas?

Eu não creio, mas a história política está recheada de impossibilidades que se tornaram possíveis.

O PR foi às compras!

Não sei se tem a ver com os saldos que se aproximam, mas o que é certo é que o senhor Presidente da República foi às compras. Comprou uma guerra como PS.

É certo que António Costa nos últimos tempos assume todos os seus diplomas como garantidos por parte do morador de Belém. A parceria PR/PM que tem sobrevivido a muitos dissabores (incêndios, Tancos, Vila Viçosa) parece viver momentos menos felizes.

No Verão passado o Professor Marcelo vetou a questão dos arrendatários preferenciais, hoje foi a questão da contagem de tempo dos professores.

Percebo que o PS não pretenda dar a estes o que pretendem, desejam e merecem. Se o fizesse provavelmente as contas do deficit do próximo orçamento sairiam com números claramente diferentes dos desejados.

Todavia caberia ao Governo negociar com os professores e não travar um braço de ferro com os principais agentes de educação em Portugal, esquecendo-se de que o PR foi também ele um professor.

Aproxima-se o ano de 2019 com diversas eleições e Marcelo Rebelo de Sousa com este gesto assumiu desde já o apoio de uma enorme classe para a sua futura reeleição em 2021.

Que a seu tempo, naturalmente, contabilizará!

O novo PDM

Há quem afirme categoricamente que a história nunca se repete. Até posso assinar por baixo mas fico sempre com a ideia de que há eventos muito semelhantes que decorreram separados por centenas de anos.

Todos nos lembramos do que foi a política portuguesa nos anos oitenta com o surgimento do PRD colado e a reboque do antigo Presidente da República, António Ramalho Eanes.

Para quem não se recorda ou ainda era menino e moço, acrescento que o PRD chegou a ser a terceira força política no hemiciclo de S. Bento, com 45 deputados. O seu primeiro líder foi Hermínio Martinho, um engenheiro agrónomo, ribatejano, mas que tinha pouca experiência política. Após o partido ter dado diversos tiros no pé, foi oficialmente extinto em 2000.

Como é por demais evidente o actual Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, tem tido uma presidência muito associada à sua imagem de homem do povo. Não lhe fica mal essa posição, porém é também necessário perceber que o PR deverá ter uma postura mais estadista e menos populista.

Aparentemente Marcelo não pensa assim e deste modo continua a surgir em tudo quanto é lado, desde que lhe dê grande visibilidade. E depois há as “selfies”…

Com estes dados é obvio que Marcelo, se se recandidatar a um novo mandato, irá fazê-lo em modo passeio – ainda mais que na primeira eleição -, mesmo que apareçam alguns candidatos de última hora, tal é o lastro de simpatia que tem angariado nos últimos dois anos e que atravessa toda a sociedade política portuguesa.

Ora bem, com tanta gente a seguir o simpático Presidente, e pegando no que aconteceu nos anos oitenta, que eu referi no início deste postal, é bem provável que MRS, após a sua saída de Belém, constitua um novo partido onde se integrarão todos aqueles que hoje o idolatram e seguem.

Avanço já com a sugestão de uma sigla: PDM. Não, não é o Plano Director Municipal de um qualquer concelho, mas a contracção do nome do tal novo partido e que corresponderá a Partido Do Marcelo.

Fica a ideia.

Almoço de Natal!

Não, não vou trazer aqui um menu de acepipes para a mesa de Natal.

O almoço de que fala o título deste texto refere-se simplesmente àquele em que estará presente o Presidente da República na vila de Pedrogão Grande, aceitando não só um convite como cumprindo ao mesmo tempo uma promesssa.

Só que António Costa não surge nesse repasto. O PR desvalorizou a situação quando questionado, mas se eu fosse Primeiro Ministro não me sentiria nada confortável com esta situação. Nada mesmo.

É sabido do gosto que Marcelo tem pela arribalta, ou de como consegue estar em tantos sítios diferentes quase ao mesmo tempo. Percebo que o PR sinta que deve estar mais próximo dos que sofrem, mais solidário com os que mais necessitam, mais congregador de vontades e desejos.

No entanto ainda não entendi se esta postura é realmente sentida, verdadeira ou se faz parte de uma estratégia eleitoralista.

Perguntar-me-ão: Já? Já claro! Se o Professsor Marcelo conseguiu estar 10 anos a dar a cara na televisão para ganhar umas eleições quase sem oposição, acho perfeitamente normal que se esteja, neste momento, a preparar para uma reeleição. E desta vez ganhará ainda com maior percentagem.

Paralelamente a esta posição António Costa, que tem um país a rodar sobre rodas, com a economia a crescer (e a dívida também!!!) e os ratings a subir, mesmo assim não consegue convencer o mesmo eleitorado de Marcelo. A verdade poderá estar na forma como tem gerido os diversos problemas no Governo. Desde o caso dos incêndios de Verão, até ao caso Raríssimas o senhor Primeiro Ministro vai paulatinamente dando tiros nos pés (à boa moda de Passos Coelho enquanto governante).

Talvez por isso (e não só) António Costa almoce no dia de Natal, quiçá, com a sua família de sangue e o PR vá almoçar com a sua família de coração, que são os portugueses.

Zangam-se as comadres...

... E temos Governo e o Presidente da República quase em rota de colisão.

As últimas notícias vindas a lume referem que Marcelo sabia, antes do seu violento discurso proferido em Oliveira do Hospital, o que AC estava a tencionar fazer em relação a uma eventual remodelação governativa. Ao invés, o PR acusa o Governo de não ter percebido o que se passou na sociedade portuguesa, nomeadamente com as vítimas dos fogos.

Verdadeira troca de galhardetes.

Pegando neste assunto e olhando para ele de forma equidistante e desapaixonada  fico com a estranha sensação que as "comadres" governativas se zangaram profundamente. Assim sendo não imagino quais os próximos passos nesta relação que em tempos foi muito profíqua.

Até à entrada deste Verão ninguém em Portugal imaginaria que esta amizade entre uma esquerda demagógica e trauliteira e um Presidente festivaleiro e omnipresente, acabasse nesta espécie de arrufo. Mas veio o Verão quente, seco e assassino e logo tudo o que era amizade e compromisso se toldou numa tempestade.

O Primeiro Ministro não gostou obviamente da chamada de atenção do Professor Marcelo. Sentiu-se diminuido e quase humilhado. Por isso arranjou maneira de através de um conflito institucional se libertar da imagem de um governante frio e distante do povo que não o elegeu.

Não imagino como irá terminar este sarilho. Todavia o que fica é que as relações entre estas "comadres" esfriaram.

A geringonça teve o seu primeiro grande revés. 

... Falta agora descobrir as verdades de parte a parte.

 

                                                                    

A nota para o Professor que é Presidente

Sinceramente já não há pachorra!

Portugal vive uma nova Primavera Marcelista. Se a anterior deu em nada, pois o país continuou a ser governado por uma Polícia Política que o 25 de Abril derrubou, esta que hoje vivemos não parece ainda assim muito diferente. Na verdade não temos uma Polícia omnipresente mas temos um Presidente.

Definitivamente o PR não necessita de se colocar a jeito. É que um destes dias o caldo entorna-se e MRS é capaz de vir publicamente dizer o contrário do que havia dito e muito mais, somente para ficar bem na fotografia. Como diz, e muito bem, o povo, zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.

Já por aqui fui afirmando, mais em tom de brincadeira que a sério, que o PR não é o PM, mas exibe-se como tal.

Faz hoje precisamente um ano que MRS tomou posse como o mais alto magistrado da nação. Desde esse dia até hoje o PR tem sido uma espécie de estrela de música pimba. A "selfieomania marcelista" é hoje um fenómeno sem igual.

O paradoxo de toda esta situação é que os eleitores que votaram em Marcelo olham agora para o Presidente de soslaio e não entendem esta postura tão... popular. Ao invés quem votou noutros candidatos encontram no actual Presidente alguém que supostamente os escuta.

Eu, céptico como sou no que diz respeito à política e aos políticos, aguardo serenamente pelos momentos de crise institucional. Aí verei (ou veremos!!!) quem é verdadeiramente MRS.

Se fosse professor de Marcelo dar-lhe-ia um 10... Positiva sim, mas... fraquinha... fraquinha... 

Um PR muito "pop"!

Nos finais dos anos sessenta até ao 25 de Abril viveu-se, em Portugal, a chamada "Primavera Marcelista". Esta estação política teve origem num primeiro ministro que sucedeu a António Salazar e que foi, imagine-se, padrinho do actual Presidente da República, tendo este último herdado o nome. Nessa altura a vontade de dar para o exterior uma imagem mais democrática de Portugal não foi de todo conseguida, não obstante as conversas televisionadas, onde o Presidente do Conselho, Marcello Caetano, tentava explicar o inexplicável.

Quarenta anos depois há um novo Marcelo no poder. Desta vez em Belém.

Todavia este Marcelo nada tem a ver com o seu padrinho (que tinha realmente dois eles). Este faz-me lembrar mais aquele célebre brasileiro que nos anos oitenta dava beijos a todas as figuras ilustres que visitavam o país do samba, tal é a propensão do PR para o ósculo fácil.

Um destes dias um antigo bastonário da Ordem dos Advogados disse, para quem o quis ouvir, que MRS adora ser assim... desejado e idolatrado pelo povo, qual rei popular. Mas eu que já vivi muitos anos e vi muita coisa, olho para esta postura com uma enorme desconfiança. Cheira-me que esta tentativa de omnipresença do actual PR é demasiado teatral, não me parecendo de todo genuína.

No entanto, reconheço que é disto que o povo gosta, mas será isto que o povo realmente necessita?

Realmente Presidente!

Chamam-lhe o Presidente dos afectos, dizem que é muito popular mesmo em sectores politicamente antagónicos, apoia a geringonça porque prefere ter um mau governo a não ter governo nenhum!

Falo obviamente do Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Uma figura que não tem sido somente de retórica mas de alguma acção. Dá a cara e não foge às questões. Gosta da sua própria liberdade (não esquecer o vídeo do Presidente na praia e recentemente a foto defronte de um engraxador) e não se escusa a enfrentar as pessoas.

Pela minha parte que sempre gostei de viver de forma anónima, e daí estranhar de certa forma esta nova postura do PR, reconheço que o antigo comentador televisivo esteve muito bem, naquilo que foi dado observar perante a Rainha de Inglaterra nesta sua visita a terras de Sua Majestade.

Jamais me passaria pela cabeça que perante tão ilustre monarca (considero a Rainha Isabel II como a Rainha do Mundo), ter um tipo de conversa tão informal. Com esta situação mais uma vez se comprova que Marcelo era de todos os candidatos aquele que nasceu para a “coisa”... de ser realmente Presidente de República.

Marcelo e Donald – unidos pela televisão

Esta noite, após o choque diurno que foi perceber como Trump chegou à Casa Branca, dei por mim a pensar serenamente.

Donald Trump foi uma vedeta televisiva que sempre se mostrou muito à vontade perante as camaras de televisão. Também o actual Presidente da República Portuguesa foi estrela de TV. Ainda por cima em canais diferentes com uma saída polémica pelo meio, que lhe acabaria ainda por dar mais valor.

Bem vistas as coisas, a campanha de ambos (Marcelo Rebelo de Sousa e Donald Trump) estava feita. Donde se conclui que foi o grande écran, muito antes da corrida começar o grande vencedor das eleições. Ou dito de uma forma mais simples foram as televisões que programaram e prepararam ambas as vitórias eleitorais.

É óbvio que Hillary seria fácil de bater nas urnas. Com um discurso pouco apelativo, ao invés de Trump, a ex-primeira dama nunca soube puxar dos galões e dar um murro na mesa. Com todo o respeito, até o Tino de Rans ganharia à senhora Clinton.

Também Marcelo não necessitou de grandes confrontos políticos. Quando começou a campanha a vitória estava assegurada, já.

Creio assim que é a primeira vez que duas estrelas de televisão, ganham as eleições para Presidentes no mesmo ano. Pode não significar nada e ser somente uma estúpida e ridícula coincidência.

Mas eu, sinceramente, não acredito em coincidências!

O descontentamento do PR!

Era mais ou menos óbvio que o actual Preidente da República vetaria a lei do fim do sígilo bancário.

Como cidadão cumpridor só posso concordar com o veto presidencial. De outra forma passaria a ser considerado criminoso como muitos que andam por aí ...

Porém este veto traz consigo muito mais que uma reanálise da lei. É claramente a primeira afronta ao governo apresentada por Marcelo.. Sendo certo que a geringonça já sabia de antemão da decisão do actual Presidente, tendo como base declarações proferidas em Agosto (se não me falha a memória), ainda assim não se coibiu de apresentar o diploma para aprovação presidencial.

Ora isto cheira-me ao início de uma guerrilha institucional para a qual Marcelo parece estar mais bem preparado que os adversários. Há neste este veto uma mudança de atitude do PR. Esta manobra pode nada significar ou pode ser sinónimo de algum cansaço no que respeita a algumas medidas ou ameaças de medidas por parte do governo de António Costa e "sus muchachos".

Dito de outra maneira o PR está um pouco farto de ouvir falar os partidos que apoiam o PS no governo. , enquanto este segue um pouco a reboque dessas declarações mesmo que tenha que as desmentir.

Neste momento cabe ao BE e ao PCP marcar o compasso da música que este governo vai tocando (mal).

 

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