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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Banho no mar: coragem precisa-se!

Adoro praia.

É o único momento em que realmente descanso. Depois a permanente presença do mar e aquela minha velha paixão de querer ser marinheiro...

Finalmente a companhia de um bom livro. Já para não falar da presença sempre importante da família.

No entanto a ida à praia requer (quase) sempre um banho de mar.

Pois… mas é aqui que a "porca torce o rabo" e eu que até sou encalorado, quando é para entrar lá dentro daquele verde... 

Tudo porque a praia que frequento tem uma água que deve ser importada directamente do Pólo Norte de tão fria que é. De quando em vez lá vem uma corrente vinda de sul que trás um pouco de temperatura e com isso consigo conviver.

Contudo estes últimos dias têm sido ultrajantes para mim. Assumo.

Sempre que entro no mar sobe-me aquele arrepio que quase fico paralisado. Falta-me a estaleca para enfrentar não as ondas, mas tão-somente o gelo daquele mar.

Portanto… banhos de mar… coragem precisa-se!

E ao quarto dia...

... fui a banhos.

Gosto muito de praia e por isso as férias são passadas sempre com os pés de molho.

A praia que costumo frequentar situa-se num extenso areal, onde eu faço as minhas longas caminhadas e outrossim recolho o lixo, essencialmente plásticos e vidros, deixados ou pelo mar ou pelos próprios utentes. O costume de todos os anos, aliás!

Entretanto este ano já tinha escutado queixas sobre a temperatura do mar. Uns diziam que estava mais ou menos, todavia a maioria queixou-se de estar exageradamente fria.

Constatei isso logo no primeiro dia de férias, que foi na passada segunda feira e que continuou por estes dias.

Resultado: só ontem, finalmente, consegui mergulhar na água azul do Atlântico e após muitos minutos de habituação à temperatura do mar.

Não sou friorento, nem grandemente apreciador de águas tépidas, mas este gelo na água de Verão, parece-me exagerado.

Duas horas de boa vida!

Foi o que esta manhã e início de tarde, tive direito.

A primeira visita à praia, um longo passeio à beira mar, um sol acolhedor que me aqueceu, entre uma ou outra brisa marítima mais fresca.

A areia ainda virgem de banhistas após um inverno de fortes marés cheirava naturalmente a mar. A água claramente fria mas apetecível.

Ai como gosto deste aroma a... liberdade e a paz.

À beira-mar – parte 2

Olho o mar calmo, sacudido por uma ligeira brisa que vai levantando uma espuma aqui e ali. Senti nesta brandura oceânica um reflexo da vida.

O mar, agora manso, pode de um momento para o outro alterar-se por completo e a sua calmaria tornar-se numa maré viva e poderosa. Tal como nós, que após um momento sereno, podemos num segundo sentir a dor da revolta e sermos rapidamente tomados por atitudes rebeldes e quantas vezes impensadas.

Cada onda que o mar trás para terra é forçosamente diferente da que a antecedeu. Da mesma forma, neste oceano da vida, somos todos diferentes.

Deste modo, há quem se afoite no mar sem temores de qualquer espécie, olvidando cautelas e conselhos. Da mesma forma há quem viva a vida sempre no limiar do risco. Ao invés outros temem a mais pequena onda e evitam entrar na água mesmo por muito branda que ela esteja. É também assim que muita gente olha para a vida: como de algo funesto e tenebroso e sem coragem para enfrentar desafios.

Olho o mar calmo, permanentemente instável. Assim é outrossim a nossa vida!

 

Meco – uma história demasiado triste!

 

Espero nunca ter que passar pelo horrível e impensável drama dos pais dos seis jovens, que em Dezembro passado foram levados pelo mar na praia do Meco.

Na altura escrevi uma pequena reflexão sobre esta tragédia e respondendo a um comentário afirmei que aqueles acontecimentos mereciam “profunda reflexão de toda a sociedade”.

Hoje, já a alguma inexorável distância e olhando para as notícias que vão chegando direi que, como pai que sou, é tempo de fechar de uma vez por todas este assunto. Nenhum dos jovens afogados nas águas frias do Atlântico regressará aos convívio dos seus e o estudante que conseguiu escapar vai, para sempre, ter de viver dentro de si com este drama de vida.

A justiça terá claramente de fazer o seu papel, mas tentar encontrar bodes expiatórios para os trágicos acontecimentos não vai devolver nenhuma vida nem, infelizmemte, evitar futuras tragédias.

Não quero com isto dizer que se deva branquear os acontecimentos daquela noite. Longe disso. Só que empolá-los da forma que se está a pretender fazer, não ajuda à descoberta da verdade… se a houver!

Ao que parece o jovem sobrevivente já terá tentado o suicídio. Mas obviamente que esta informação requer maior rigor e certeza. Todavia não me espanta nada que o pretendesse fazer. Viver com estes acontecimentos não deixa ninguém indiferente e incólume. Especialmente para quem os viveu “in loco”.

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