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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

À Hitchcock!

Um dos grande filmes do mestre de suspence, Alfred Hitchcock, chama-se "Os pássaros".

Evoco esta longa metragem porque ontem e hoje mesmo, encostado à beira-mar havia centenas de gaivotas que ora esvoaçavam ora mergulhavam no mar ou apenas boiavam ao sabor das ondas.

Cedo descobri a razão. Uma corrente de água quente aproximou-se de terra trazendo consigo cardumes de cavalas, para enorme deleite das gaivotas. Aquilo parecia um manjar!

Entretanto a temperatura do mar subiu exponencialmente, de maneira que pensei que estava na bela, se bem que pequena, praia Formosa em Santa Maria, onde o mar é brando e tépido.

Entretanto o pequeno filme infra mostra como estava a beira-mar!

A Onda da Nazaré: a versão (quase) filosófica!

O meu serão de ontem foi a assistir ao último episódio da segunda temporada da série documental da Onda da Nazaré que é apresentado pela HBO!

Meia dúzia de episódios bem feitos e bem esclarecedores do que é o pensamento e filosofia dos surfistas, especialmente os de ondas grandes.

Já no Verão de 2021 havia escrito aqui algumas considerações sobre a primeira temporada. Daí o meu interesse em ver a continuação deste belíssimo e esclarecedor documentário.

Após ter assistido às duas temporadas fico com a ideia de que os homens e mulheres que andam nestas vidas... não são deste mundo. Não falo da questão terrena ou fantasmagórica, mas essencialmente na tenacidade, coragem e porque não dizê-lo... teimosia de toda esta malta.

Outra ideia que ficou segura é que muitos vivem disto, vivem para isto, mas acima de tudo pretendem apenas uma coisa: superar-se a si mesmo! Um sentimento quase filosófico.

Mas há um senão neste desejo... É que o adversário deste pessoal tão corajoso chama-se tão-somente... Mãe Natureza!

E por muito que tentem e consigam, por vezes as coisas não correm nada bem! Nada mesmo!

E se acontecesse em Portugal?

Recordo com rigor aquela madrugada de 28 de Fevereiro de 1969, tinha eu acabado de fazer 10 anos. A minha mão acorda-me em pânico para sair da cama e fugir para a rua. Lembro-me de ter colocado os óculos e ter visto as paredes a movimentarem-se violentamente.

Morava naquela altura num primeiro andar com escadas interiores, isto é, a porta da rua ficava ao nível do chão. Nessa altura o meu pai, militar de profissão, andava embarcado em África, portanto em casa... só eu e a minha mãe!

O que mais retenho dessa terrível madrugada foi a incapacidade da minha mãe em abrir a porta para a rua. Tudo porque tinha o hábito que fechar a porta com uma série de voltas à chave e mais um ferrolho. Naqueles breves segundos instalou-se o pânico... Finalmente lá saímos, mas na minha mente aquele momento ficou gravado. De tal forma hoje, seja em que casa for, a porta fica sempre no trinco. Antes roubado mas vivo que... soterrado.

Mas o que me troiuxe hoje aqui não foi reactivar memórias, por sinal pouco gratas, mas tentar entender se o nosso país está minimamente preparado para uma ocorrência tão grave como aconteceu na Turquia esta madrugada.

Somos um país ribeirinho, com uma natural e normal ligação ao mar, local donde geralmente se encontram os epicentros sísmicos. Vai daqui temos de estar preparados não só para um eventual tremor de terra de enorme amplitude como, e pior que tudo, para algum "tsunami" semelhante ao que aconteceu vai para 20 anos no Oceano Índico.

Volto à questão principal deste meu postal: e se acontecesse em Portugal o que aconteceu na Turquia?

Como estão as nossas entidades de suporte preparadas? Protecção Civil, Bombeiros, forças policiais, hospitais... Saberão reagir com assertividade a um sismo desta magnitude? Haverá algum plano de evacuação estudado para as localidades costeiras?

Quando vejo diversos hospitais, alguns até de vanguarada, erigidos encostados à beira-mar ou melhor à beira-rio, fico desconfiado de que alguém não pensou como deveria ser naquilo que o futuro poderá oferecer.

Dir-me-ão que talvez nunca mais volte a acontecer, que sou um pessimista. Totalmente de acordo!

Contudo prefiro precaver-me a ter que remediar!

Praia será sempre ... praia

Quem como eu gosta de praia visita-a sempre que pode. Não interessa se está um sol abrasador, se chove ou somente um capelo plúmbeo.

A manhã acordou estranha, cinzenta e pouco convidativa para a praia. Por isso andei por casa a fazer umas limpezas que já necesssitava.

Já passava da uma da tarde quando decidi ir até ao areal ver o mar. Soprava uma brisa ligeira que, curiosamente, à beira-mar não se fazia sentir.

Um passeio pequeno - cerca de três quilómetros - numa praia quase sem ninguém. Escrevi quase porque, para além de mim, só vi os nadadores-salvadores e os alunos das diversas escolas de Surf que naquela zona ora proliferam.

Entretanto aproveitei para gravar este mar do qual nunca me canso de ver nem de escutar!

O frio é psicológico!

Em 2018 escrevi este postal exaltando a baixa temperatura do mar da Costa em pleno Agosto.

Este ano já fui uma série de vezes â praia como já fui referindo neste espaço. Todavia ainda não arrisquei um banho completo. Vá lá... molho os pés até aos calções e já me parece suficiente.

Porém e de acordo com a outra minha ideia, contrariando esta coisa da água gelada da praia, sempre afirmei que o frio é... psicológico.

Sei que cada pessoa é diferente e da mesma maneira que conheço quem num quarto com perto de 40 graus considere que está uma temperatura agradável, há quem entre no mar de forma destemida sem qualquer receio do frio.

Neste último caso tenho o exemplo da minha neta de dois anos que olhando para a praia tudo nela sorri. E não há temperatura por mais baixa que a iniba de penetrar no mar.

Qual frio qual carapuça! Frio é para os fracos!

De volta à praia!

Este Sábado acordou cinzento. O céu anilado do dia anterior foi substituído por um manto de stratus a ameaçar chuva que nunca caíu.

Não estava frio mesmo com uma brisa moderada.

Resolvi retornar hoje à praia.

É frequente dizer-se que os amantes de praia, como eu, visitam esta em qualquer altura do ano e seja com que tempo for.

praia_9_04_2022.jpg

Pelo acesso pedonal vazio percebi que o areal estaria numa relação solitária com o mar. Achei que seria tempo de interromper o encontro.

Todavia o mar não estava nos seus melhores dias, mas até nesta zanga há beleza.

Um passeio a pé de uma hora que me soube divinalmente, mesmo com a água fria.

A menina e o mar!

Hoje fui a primeira vez com a minha neta à praia. Previ que seria um momento especial, mas jamais calculei que o acontecimento tivesse tamanho impacto. Nela e em nós.

É sobejamente conhecido na família o gosto que a miúda tem por água. Seja no banho, seja a regar o jardim e mais recentemente numa pequena e infantil piscina de plástico, a verdade é que a cachopa não despercida tempo no contacto com o precioso líquido.

Posto isto o mar seria a próxima aventura e provação.

Chegámos relativamente cedo à praia até porque o tempo não estava muito convidativo. Pelas nove horas começou a querer abrir e lá fomos os três de trouxa a tiracolo invadir o areal vazio.

Cremes pretectores com fartura, toalha estendida, brinquedos ao redor, mas a miúda não pareceu ainda assim muito interessada na areia que a rodeava. Arriscámos um momento náutico e levámo-la até à beira do mar.

A alegria do contacto com a água foi indescritível. Se não fosse o nosso controlo a infanta cá de casa entraria no mar, provavelmente só parando nas Caraíbas...

Foi de tal maneira insistente a vontade de ficar de molho que admirou alguns veraneantes que por ali estavam. Qual água fria qual carapuça, quais ondas da Nazaré, qual malagueiro profundo... A miúda nada temeu.

E não fosse sentirmos que já estava demasiado fria, sinto que por vontade dela ainda agora lá estaria!

A menina e o mar vão ter uma belíssima relação no futuro.

O meu amigo mar!

Resposta à Luísa!


Sentado na areia húmida deixo que a água fria do mar me vá docemente lambendo os pés descalços. Depois olho para aquela imensidão anilada e fico a pensar como poderia ter sido feliz se tivesse sido marinheiro.
Cruzar oceanos, sentir o sal na cara, adormecer a olhar as estrelas e acordar com o sol alaranjado por entre dois azuis....
Gostaria também de poder mergulhar no mar profundo em busca daquele silêncio que só aquele sabe oferecer.
De súbito uma onda veio mais forte e abraçou-me deixando-me encharcado.
Sorri.
Repito para mim mesmo que adoro este azul marinho. Comparado com este só aquele anil açoriano em contraste com o negro das pedras.

O mar o meu amigo para sempre desconhecido!

 

A última caminhada!

Durante os 18 dias que estive de férias percorri a pé as praias que me levavam da Praia da Sereia à Fonte da Telha. São cerca de 3 quilómetros e que me fazia gastar mais de uma hora da manhã.

Que, no entanto, foi sempre bem empregue.

Contudo no último dia achei que seria importante guardar uma recordação visual e sonora destas minhas caminhadas.

Nesta manhã a maré estava vazia, mas com tendência já para subir. Mas no areal estendia-se um outro mar de aves, geralmente conhecidas por gaivotas, que procuravam nos caranguejos trazidos pela maré a refeição do dia.

Foi já bem perto da Praia da Nova Vaga que parei e deixei que o telemóvel registasse, durante apenas um breve minuto, o mar com as suas ondas mansas sempre vigiadas pelas tais gaivotas que sobrevoavam o anil salgado. 

Somente para mais tarde recordar!

Quem cuida... descansa!

Estamos em tempo de férias. O país pára e não é só por causa das greves... Parece normal. Deste modo compreende-se que as famílias também queiram estar de férias... delas próprias.

E dos filhos, por exemplo... 

Deste modo entendo que na praia se dê liberdade às crianças deixando os pais por breves e austeros momentos gozar do sol retemperador. No entanto para que os acontecimentos não apresentem resultados nefastos será sempre bom ter, como dizia o velho comerciante: olho no burro e olho no cigano.

Esta manhã na praia que frequento uma mãe surgiu aflita porque o filho pequeno desaparecera. Corrida para um lado e para o outro, a suposta tragédia foi relativa porque a criança apareceu rapidamente. Perdera o norte do chapéu familiar.

Mas este breve caso acordou-me para a realidade que todos os dias me deparo na praia. Enquanto há pais que não largam as crianças à beira-mar mesmo que já tenham uma idade razoável, a maioria das crianças estão sozinhas e sem qualquer supervisão.

Nem sequer imagino se estão devidamente sensibilizadas para não se aventurarem na água. Porém o mar é quase sempre pouco simpático e uma onda mais forte pode originar um terror familiar.

Durante muitos anos passei férias com quatro crianças. Dois filhos e dois sobrinhos. Mas nunca deixei de os supervisionar mesmo que fosse somente à distância. 

Gozei menos férias? Não fez mal... Dormi muito mais descansado!

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