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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Ozzy Osbourne: o meu primeiro ídolo!

No dealbar dos anos 70 do passado século, ainda o 25 de Abril era uma miragem, comecei a escutar umas estranhas bandas de origem inglesa.

Por essa altura tinha um amigo cujo pai passava o tempo entre Lisboa e Londres. De lá trazia para o filho as novidades em disco, que em Portugal só surgiriam meses ou anos mais tarde, se aparecessem! Deste modo tive o privilégio de passar algumas tardes a "estudar" essas novas bandas e as respectivas músicas.

De tudo o que ia absorvendo, entre bandas e muitas canções, escutava esta (aqui numa versão aprimorada) e que me marcou.

 

Uma música assaz triste, mas ao mesmo tempo repleta de esperança numa (quase) obrigatória mudança. Aquela voz entrou nos meus ouvidos e ficou. E muitas vezes escutei-a, não nos meus ouvidos, mas dentro do meu espírito já na altura rebelde. Não era uma voz do Além, nada disso. Era a voz de alguém que marcou de forma profunda uma enormíssima geração: a minha!

Ele foi obviamente o meu primeiro ídolo musical. Chamava-se Ozzy Osbourne e faleceu ontem em Birmigham aos 76 anos de idade.

RIP Ozzy!

Eu gosto é do Verão!

 

Adoro esta música dos "Fúria do Açúcar".

E já pus a minha neta a cantar esta canção.

Porém, a letra deveria ser um poucachinho alterada porque aquele final "no fim de dia, bem abraçados, a ver o pôr do Sol"  deveria ser "no fim de dia, bem abrigados a ver a areia no ar".

Esta é naturalmente uma brincadeira, mas hoje fui olimpicamente corrido da praia por causa de um vento tonto e desgovernado. O mais curioso é que quando saí do parque de estacionamento não havia, pasmem-se, uma única viatura para entrar, quando a semana passada a fila entrava pela estrada principal.

Estranhei esta manhã ventosa porque ontem a praia da parte estava com um sabor tropical, com calor, sem uma brisa sequer e a água tépida com uma temperatura como jamais senti nas águas atlânticas da Praia da Raínha.

Para hoje... ser o oposto!

Todavia continuo a gostar do Verão.

Mamma Mia: o musical!

Ontem a noite foi de música.

Deram-me bilhetes para ir ver o espectáculo Mamma Mia baseado no filme onde três estrelas no cinema ajudaram ao sucesso como são Maryl Strrep, Pierce Brosnan e Amanda Seyfried.

Um espectáculo musical feito à luz das canções dos suecos ABBA, que nos anos 70 e 80 invadiram as nossas casas.

As minhas espectativas para este concerto eram baixas, muito baixas. E se ainda assim subiram um pouco conforme decorreu o espectáculo, não foram o suficiente para me deixarem extasiado.

Quem como eu já viu um ror de musicais, uns muitos bons, outros nem por isso tenho alguma sensibilidade para perceber que aqueles actores, cantores e dançarinos mesmo trabalhando bem em palco provavelmente poderiam ser melhores.

O som ambiente estava demasiado alto o que por vezes dificultava a audição de algumas vozes. No final três ou quatro encores quase forçados pelos próprios cantores.

O jogo de luzes que poderia ser bem melhor.

Safaram-se as belas canções do agrupamento sueco, mesmo não sendo interpretadas pelos originais.

 

Um amigo será sempre um amigo!

Se fosse vivo um amigo meu celebraria hoje o seu aniversário. Calculo que faria 80 anos!

Tornámo-nos amigos no contexto do trabalho. Mas esta amizade foi real, genuína e séria, no sentido em que sempre fomos sinceros um com o outro. Ele muito de esquerda, porém lúcido! Eu de lado nenhum ou de todos, quiçá meio-parvo.

No entanto as nossas conversas faziam sempre sentido. Com ele aprendi a beber café sem açúcar (o que me custo, mas valeu a pena!!) e ele aprendeu comigo alguma informática, o suficiente para não se atrapalhar, nomeadamente no trabalho. Tinhamos ideias semelhantes, mas atingidas através de métodos diferentes.

Depois... eu crente, ele ateu! Mas nenhuma das nossas diferenças fez de nós adversários, mas mais chegados, mais próximos, vá-se lá saber porquê...

Só que este meu amigo ao partir deixou-me saudades, muitas saudades! 

Finalmente comopoeta, músico e canta-autor, compôs algumas das canções mais míticas no pós revolução de 74.

Escolhi a que se segue que no contexto actual do Mundo infelizmente faz cada vez sentido.

Parabéns A. Mesmo que não esteja entre nós, um amigo será sempre um amigo!

Para sempre!

"If I were a rich man"

Ontem estive a escutar com todo o interesse a entrevista que um escritor deu a uma rádio, versando sobre o seu mais recente livro, que eu ainda estou a ler.

Neste instante não importa referir quem é o autor nem qual é o livro já que a seu tempo falarei dele, mas fiquei com uma certeza após a entrevista. Se um dia fosse estupidamente rico sei o que faria com o dinheiro... a mais!

Noto que há cada vez mais gente a escrever fantasticamente e usa a edição de autor para ver publicadas as suas obras, porque as grandes editoras só querem livros que lhe dêem lucro. Mas eu percebo a ideia das editoras!

Talvez por isso gostaria de ser imensamente rico para poder ter uma editora própria e publicar quem eu entendesse sem me preocupar minimamente com os lucros editoriais.

Utopias minhas e mui diferentes de Topol!

Kris Kristofferson: um homem completo!

Só soube hoje que partiu há dois dias um dos actores da minha juventude: Kris Kristofferson.

Todavia Kris será mais conhecido nos Estados Unidos pelas músicas de compôs de cariz maioritariamente "country" como podemos ver neste video com Johnny Cash e o próprio numa das canções de sua autoria.

 

O sucesso também lhe chegou via a sétima arte onde trabalhou com grandes realizadores e protagonizou filmes fantásticos.

De todos os que vi e foram alguns, guardo este como referência muito pessoal... Nem sei bem porquê ou se calhar até sei.

 

Foi sempre um artista diferente dos demais e mostrou isso durante toda a sua vida, originando alguns sarilhos, mas também profunda admiração. Nunca gostou muito de rótulos e isso só provou quão livre era de pensamento e acção.

Dele guardei também uma frase que proferiu para o filho vestindo a personagem Orin no filme Corrupção Total: eu viverei para sempre!

Como costumo escrever a vida é sempre pior que a ficção.

Descanse em paz nessa viagem que todos teremos de fazer!

Eu gosto é do Verão!

No que concerne às estações do ano não há maiorias absolutas. Uns gostam da Primavera, outras do Outono, ainda há os que preferem o Inverno e finalmente os que gostam do Verão.

O título deste postal não se refere à preferência do autor que opta mais pelo frio. Todavia o Verão é bom quando significa férias... Como agora!

Até há uns anos, especialmente quando era um trabalhador activo, este tempo significava acima de tudo preguiçar. Porém com a idade e a reforma passei a ficar mais activo nas férias, quase sempre através da escrita. Hoje escrevo mais, muito mais que antigamente.

Quanto ao Verão prefiro-o mais fresquinho. Mas também reconheço que praia à chuva não tem grande piada. Curiosamente hoje foi quase um dia desses. Logo pela manhã percebi que havia chovido. Nem dei conta e nem sei se foi durante a noite ou de madrugada. 

A verdade é que saí de casa já tarde, muito mais tarde que os outros dias. Porém cheguei à praia e esta estava vazia. Na areia viam-se ainda as marcas da intempérie e poucos banhistas. Todavia os verdadeiros amantes de praia estavam lá.

Certo é que com um capelo plúmbeo a tapar o anil celeste o Sol aparecia pouco, mas quando surgia era quente, quente, quente. Valia a água quase tépida.

Mas pronto o Verão tem destas incongruências: ora faz um calor abrasador ou então debita umas trovoadas pouco simpáticas.

Entretanto gosto mais desta música!

Poucos o conheceram, muitos o cantam!

Certo dia perguntei-lhe no intervalo do café:

- Alfredo se um dia eu publicar um livro gostaria que fosse prefaciado por si. Posso contar consigo?

Naquele seu ar tão característico entre a troça e a ironia respondeu-me que sim.

Mas a vida laborar alterou-se substancialmente para ambos acabando ele por ir para a reforma muito antes de mim, enquanto eu mudava de departamento. Todavia nunca deixámos de nos ver tanto mais que havia sempre aqueles almoços, a que ele raramente faltava.

Foi um amigo tardio, mas não menos importante e impactante em mim. A sua história de vida teve muitos altos e baixos. Arrisco mesmo assumir que mais momentos baixos… A morte trágica de um filho ainda muito jovem e mais tarde da filha velha derrubou-o mais que a ditadura fascista de Salazar.

Só que Alfredo era um poeta fantástico. Enveredou também pela música e com alguns outros músicos associou-se num Grupo musical que se chamou Grupo Outubro! Estávamos em 1974 e o 25 de Abril era uma fantástica realidade para a maioria da sociedade portuguesa.

Tantos concertos por esse país fora. O regresso a casa a tarde a más horas, mas jamais faltava aos compromissos laborais. Filiou-se e desfiliou-se do PCP por razões que só ele soube, mas foi sempre um homem assumidamente de esquerda. Todavia esta sua visão progressista da sociedade e do Mundo nunca toldou a sua lucidez política e social. Assumia-se estar sempre contra. Como ele próprio dizia: quando todos estão contra eu fico a favor, quando estão a favor eu estarei sempre contra.

Relacionei-me numa fase em que Coordenava um grupo de juristas e muitas vezes o ajudei nas suas bravatas informáticas que eu conseguia resolver. Daqui a nossa relação de proximidade e mais tarde de amizade.

Faleceu na quarta-feira, mas só hoje é que eu soube! Tinha 79 anos.

Força companheiro Alfredo. Será sempre, sempre, sempre a "muralha de aço"!

A última canção!

Quem me conhece sabe que para mim "The Beatles" são... aquela banda. Todos os que lhes seguiram serão apenas isso: seguidores!

Claramente que estou a exagerar, todavia não o faço de forma inocente, mas no sentido de percebam como aprecio a música dos "Fab four".

Não me considero um melómano, mas sei que os jovens de Liverpool deram à música do século XX um sentido verdadeiramente universal.

Agora, mais de sessenta anos passados desde o lançamento de "Love me do" ,é entregue ao Mundo da música a derradeira canção dos "The Beatles", composta por John Lennon algum tempo antes de ser assassinado em Nova Iorque.

"Now and than" surgiu recentemente após diversas intervenções de Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrisson nos anos 90 para ser incluída num disco, projecto que acabaria por ser abandonado, e mais recentemente por Peter Jackson (o galardoado realizador da trilogia "Senhor dos Anéis") que com a sua equipa conseguiu o milagre de recuperar a voz de John Lennon e depois misturá-la com os restantes elementos do grupo.

Esta música é uma balada serena e suave, bem ao estilo de John Lennon no final da sua vida! Depois o video... que está simplesmente fantástico com a referência ao melhor disco da vida "beatliana" e que foi o "Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band".

Este tema merece então ser bem escutado e as suas palavras melhor interpretadas! (Li que terá sido composta por Lennon numa vã tentativa de reconciliação com os restantes elementos da banda, ideia que jamais conseguiremos confirmar!)

Portantom oiçam e vejam o video! Vale mesmo a pena!

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