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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Ennio Morricone por fim no Paraíso!

Morreu o enorme Ennio Morricone. Aos 91 anos!

Se há pessoas que nunca deveriam desaparecer do Mundo, este compositor italiano, deveria ser uma delas. Ennio compôs dos melhores temas, das melhores músicas que o cinema já teve.

É quase infidável a lista de filmes em que Morricone participou com as suas belas melodias. Que a sétima arte ficará agora mais pobre é certo, pois dificilmente haverá um compositor que conseguisse somente com a sua música colocar um cunho tão pessoal nas suas fantásticas melodias.

Lamento profundamente o seu desaparecimento, mas de uma coisa tenho a certeza: Ennio Morricone irá tocar agora as suas belas e comoventes músicas de cinema no Paraíso.

As minhas sugestões de discos...

... para estes dias de confinamento!

Não só de livros vive o homem, isso é certo. Até porque há muita gente que não tem hábitos de leitura. Por isso a música merece outrossim destaque nesta minha nova vida de prisioneiro.

O meu gosto atravessa muitas décadas, muitos tipos de música e logo daí muitos artistas. Assumo que das músicas mais recentes conheço pouco e não gosto muito de julgar sem ouvir.

Entretanto fui a um dos armários com discos e procurei escolher algumas obras que me marcaram nestes derradeiros sessenta anos de vida. Portanto, se puderem, escutem alguns destes artistas, músicos, maestros e verão como a liberdade física que vos é por ora negada cresce um cada som.

A ordem que apresento não tem a ver com a minha maior preferência. De todo... Escrevi conforme os discos aparecem na minha mão (e não só). Então vamos lá:

Frampton comes Alive - Peter Frampton

- talvez um dos melhores albuns ao vivo do século XX;

Made in Japan - Deep Purple

- um disco que é um marco na música rock dos anos 70. Imperdível!;

White Mantions - Vários

- um CD que anda sempre no carro. Creio ser inequívoco;

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band - The Beatles

- o melhor disco dos The Beatles e um dos melhores do século passado;

Secos e Molhados I - Secos e Molhados

- Um disco surpreendente e irreverente. Obrigatório escutar.

A Night at the Opera - The Queen

- O melhor disco da banda inglesa onde Fredy Mercury foi a estrela maior;

Whish you Where Here - Pink Floyd

-  Um disco a raiar a perfeição. Não há adjectivos suficientes;

Ar de Rock - Rui Veloso

- a música portuguesa no seu melhor. E mais não digo;

Alchemy - Dire Straits

- um duplo disco também ele ao vivo e soberbo;

Best Moves - Chris de Burgh

- uma compilação das melhores músicas do cantor de origem irlandesa e que nasceu na Argentina.

Um "covano" que parte!

Marcou definitivamente o meu gosto pela bela e boa música popular.

Ouvi-o vezes sem conta através dos cd's que tenho dele.

Não sendo um ribatejano já que nasceu em Lisboa, ainda assim cresceu nos Riachos pequena povoação ribatejana perto da cidade de Torres Novas.

Cantou muita coisa, mas tendo eu as minhas próprias raízes em Minde não posso deixar de publicar este video onde este cantautor cantou em minderico.

Pedro Barroso morreu na passada segunda feira aos 69 anos de idade.

A música e o país perdem uma enorme referência musical. Diria insubstituível.

Que descanse em Paz.

 

A música que oiço!

Tenho no meu carro o cd de um disco que tem muitos anos, mas do qual nunca me liberto. Chama-se "White Mantions" e conta uma estória dentro da história daquilo que foi a guerra civil americana.

white_m.png

Um disco que me acompanha há muitos anos.

Entretanto hoje tive uma belíssima surpresa ao ser brindado com um conjunto de discos do cantor Jacques Brel.

Uma colectânea de 60 das melhores canções que eternizaram o grande cantor, compositor, actor e realizador belga que morreu demasiado cedo, aos 49 anos.

Agora é simplesmente escutar... no meu carro, obviamente!

brel.png

Patxi Andion - um luso castelhano

Li que morreu num acidente de viação Patxi Andion.

Por acaso nunca tive a oportunidade de o ver actuar em Portugal, mas sempre gostei de o escutar aquela voz rouca mas muito bem timbrada e inconfundível.

A música castelhana perdeu um dos grandes canta-autores.

Que descanse em paz, seja lá onde estiver.

Provavelmente "muy" perto de Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira ou Áry dos Santos.

Mestre ou Maestro!

O maestro holandês Andre Rieu voltou ontem a mostrar ao mundo luso porque é já um fenómeno. O pavilhão multiusos que a Expo98 ofereceu a Lisboa encheu-se até ao limite dos seus lugares, exclusivamente para receber uma orquestra que vai para além de tocar umas músicas conhecidas.

O concerto iniciou impreterivelmente à hora prevista e durante perto de três horas Andre fez esquecer as tristezas e amarguras que os presentes pudessem ter, utilizando não só a sua orquestra bem afinada e oleada, mas valendo-se outrossim de uma simpatia e um charme que o público luso está pouco habituado.

Muitas músicas conhecidas, outras nem tanto, interpretações de cantores líricos de alto nível, instrumentistas invulgares, luzes, cores e muita competência e qualidade.

O maestro do país das Túlipas não deixou nada ao acaso e após mais de duas horas a tocar, desde tangos, valsas, arias de ópera e até temas de filmes, o público presente ainda teve direito a quase meia hora de “encores” onde se pode escutar algumas músicas de Natal, dois temas de “Rock and Roll”, samba e até a célebre canção popular “A loja do Mestre André”.

Resumindo um espectáculo de música que foi muito mais que um mero concerto. Que poderá ser revisitado em Novembro do próximo ano.

Quando a idade é... atitude!

Desde há uns anos que as televisões apostaram num tipo de programa que deu a conhecer ao mundo pessoas, até ali anónimas, mas que demostraram em palco "performances" fantásticas.

Há pouco tempo trouxe aqui um desses exemplos (acresce dizer que aquele grupo acabaria por chegar até à final, sem contudo a vencer).

Estes concursos, desafios ou o que lhe queiram chamar deram-nos assim a conhecer grandes artistas. Relembro Paul Potts ou Susan Boyle, só para referir dois bons exemplos. Mas surgiram muitos mais seja na Grã-Bretanha, como nos Estados Unidos ou noutro país qualquer onde o concurso se desenrola.

De vez em quando vou espreitando as novidades neste género de espectáculos que agora se alargaram a quase todo o lado. Já vi um bocadinho de tudo: cantores, dançarinos, ginastas, mágicos... Muitos deles com actuações incríveis!

Mas decididamente não estava preparado para escutar este idoso súbdito de Sua Majestade. A serenidade, a genuidade e o carinho que Collin de 89 anos colocou nas suas três canções levaram-no a vencer este ano o concurso britânico. Sem espinhas.

Um exemplo perfeito de como a idade é somente... atitude!

Barclay James Harvest: o culto da boa música

Quando soube que a banda Barclay James Harvest viria a Portugal lancei a dica ao meu filho mais novo se não seria uma banda boa para vermos.

Ele sabendo deste meu permanente revivalismo acabou por me oferecer no dia do Pai dois bilhetes para o CCB, onde a banda iria actuar.

Foi a noite passada.

A sala estava quase cheia pontuando aqui ou ali um ou outro lugar. Já passava das nove da noite quando a banda liderada por Les Holroyd apareceu serenamente no palco.

Instrumentos a postos e eis que a boa música invade o recinto alagando os nossos ouvidos com melodias ímpares. Umas atrás da outras os temas sucederam-se em bom ritmo. As músicas bem trabalhadas por bons músicos não destoaram certamente dos originais dos anos setenta.

Num breve intervalo deu para perceber que a média de idade dos espectadores estava muito acima do concerto anterior a que tinha assistido no Altice Arena. Mas nada disso invalidou a qualidade que o cantor septuagenário colocou em palco. Ainda por cima porque na segunda parte o concerto foi mais instrumental.

Ia com as espectativas um tanto em baixo. Todavia à saída dei conta que o tempo passara num instante, sinal que o concerto fora absorvente.

Enfim... esta foi (mais) uma noite inesquecível!

bjh_2019.jpg

(foto minha)

 

 

O derradeiro regresso a casa

Eram 21 horas e 10 minutos quando Mark Knopfler subiu ao palco do Altice Arena para brindar os milhares de fans presentes com mais um emblemático espectáculo.

Às 23 e 19 deu por fim mais de duas horas de música fantástica. Neste espaço temporal Knopfler revisitou muitas músicas, algumas delas do tempo de Dire Straits outras já a solo, donde se destacam "Once Upon a Time in The West" do album "Communiqué" de 1979, "Romeo and Juliet" do disco "Making Movies" de 1980 ou "Telegraph Road" um longo tema de 1982 inserido no album "Love over gold".

Após três minutos de uma ovação prestada pelo público Mark regressou ao palco para num encore oferecer "Money for Nothing", o celebérrimo tema de um dos melhores discos dos Dire Straits e terminar com o costumado "Going home" extraído do primeiro album a solo de Mark Knopler, "Local Hero", que data de 1983.

Durante o concerto Mark teve também a delicadeza de se despedir do público português numa breve declaração.

Em suma Mark mostrou que mesmo com 69 anos e muitos discos e quilómetros ainda é um músico de excelência.

Veremos se regressará aos palcos.

  mark_knopfler.jpg

(fotografia minha)

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