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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Ontem à noite!

Pouco passava das seis da manhã de ontem quando o meu infante mais novo arrastou o seu esqueleto para fora da cama e ofertou à mãe, em antecipação ao dia, dois bilhetes para um filme/concerto no mítico Coliseu dos Recreios.

Conheço aquele recinto muito bem. Lá já vi circo, bailado, concertos de várias espécies e diferentes tipos de música. Mas estava longe da minha imaginação que ali pudesse ver um dos filmes imperdíveis dos anos 70. Falo-vos do Padrinho, uma película de 1972 realizado por Francis Ford Coppola tendo como base o livro de Mario Puzo.

Tudo isto pareceria normal e corriqueiro se... a música que ilustra o filme não fosse tocada, ao vivo, pela Orquestra Filarmónica das Beiras.

Um espectáculo que ultrapassou em muito a minha espectativa! A determinada altura nem se percebia se a música era ali tocada ou se vinha directamente do filme.

Valeu a pena deitar-me tão tarde.

Obrigado M. e D.

 

Sérgio e a sua Nação Valente

Sérgio Godinho lançou recentemento o seu último disco de originais de nome "Nação Valente".

Um disco que já escutei diversas vezes e do qual gostei muito.

Este canta-autor continua a surpreender-nos com muitas boas músicas e letras a condizer.

Como foi sempre apanágio de Sérgio.

Interventivo e muito esclarecido, o autor de "Etelvina" continua a ser uma referência permanente na música portuguesa. Daquela boa...

Um disco a não perder e que aconselho vivamente!

S_godinho.jpg 

Final de Domingo perfeito!

Nada melhor que um concerto com boa música para terminar um fim de semana. Foi o que me aconteceu este Domingo.

Eram 22 horas quando surgiram os primeiros acordes dos Trovante. Em pleno parque central da cidade da Amadora.

Esses mesmo que nos anos setenta e oitante fizeram as delícias de todos nós.

As figuras mais conhecidas deste agrupamento musical estavam lá: Luís Represas e João Gil.

Resumidamente foi um grande momento onde, em quase duas horas, revisitou-se uma série de músicas, autores e poetas.

O concerto começou meio morno, mas depressa os milhares de pessoas que assistiram incorporaram-se no espectáculo. Os Trovante não fizeram a coisa por menos e cantaram para além ddos seus enormes sucessos, temas de Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira e Fausto.

Após dois "encores", um deles somente com seis músicas, terminou o concerto. Era quase meia-noite.

Ficaram as fotos e os videos, mesmo de qualidade duvidosa como este:

 

 

Mas valeu a pena!

 

 

Lição aprendida

Hoje andei com um armário às voltas. Lá de dentro retirei uma enormidade de velhos cd's com músicas e cantores fantásticos. E revisitei mentalmente muitas das canções que eles continham.

Havia discos que nem imaginava que tinha.

Passou-me na altura pela cabeça, a imbecil ideia de usar uma dessas plataformas tão usuais e vendê-los a todos, já que a música é agora servida via internet sem limitações e com acesso a (quase) tudo, libertando assim muito espaço.

Mas depois aterrei e achei que seria melhor ficarem por ali, guardados sem serem escutados, mas ainda assim são meus.

Lembrei-me que há uns anos vendi muitos dos meus discos de vinil... e não imaginam como ainda me sinto hoje sem eles.

Alguns eram autênticas preciosidades.

Pelo menos desta vez a história não vai repetir-se.

 

A entrevista dos irmãos Sobral

Apercebi-me hoje através de algumas plataformas que Luísa e Salvador Sobral estariam na RTP para uma entrevista.

Deste modo a televisão pública conseguiu (finalmente) a minha atenção durante quase uma hora.

Bom... quanto à entrevista creio que os irmãos foram iguais a eles mesmos, sem grandes subterfúgios e vedetismos, que era quase natural que mostrassem.

O entrevistador correu diversos momentos, especialmente desde a génese da canção até ao momento mais importante, quando Portugal é vencedor do Festival da Eurovisão a que os manos responderam com assertividade.

Um diálogo muito curioso, profundamente sereno e até com aquele toque insólito quando a Luísa refere que teve uma mensagem do PM para o Salvador e havia esquecido de lha entregar.

Acima de tudo gostei muito da postura de Salvador ao assumir que defende causas humanitárias sem qualquer ligação a organizações. Num jovem que salta do anonimato para se tornar uma estrela na música... parece-me algo que deve ser salientado.

Finalmente guardei uma frase também de Salvador: Eu quero ser conhecido como músico e não como vencedor de um Festival.

"Touché!".

 

O Anti-herói

Desde que me conheço jamais apreciei heróis. E quando falo de heróis, não me refiro aos “Chuck Norris” dos nossos imaginários, mas personagens verdadeiras, na maioria dos casos construídos ou fabricados pelas televisões, rádios, jornais ou mais recentemente a internet.

O herói é geralmente aquela figura que tem um condão muito especial para resolver problemas, quando já ninguém supõe e acredita numa boa solução.

Todos nós, quase sem excepção, fomos construindo e alimentando esses tais heróis. Muitos deles acabaram por viver e conviver muito mal com esse dito heroísmo e acabaram por definhar em vidas vazias.

Ora Salvador Sobral é essencialmente o… anti-herói. Quem o escuta, partilha, divulga, comenta está a tentar criar mais uma figura para idolatrar sem contudo perceber se é isso que o próprio pretende.

Desde há uns dias e até ao próximo Sábado à noite e quiçá até muito mais tarde, o jovem músico será tema de conversa, notícia e critica.

Ultimamente as redes sociais, a blogosfera e a Comunicação Social, têm trucidado, ou melhor, têm gasto o nome do rapaz (eu obviamente incluído).

Mas quando escuto o seu discurso – e já o ouvi em muitos lados – noto nele uma coerência invulgar no seu único e actual propósito: representar condignamente Portugal no Festival da Eurovisão.

As páginas que já se escreveram sobre tudo e mais um par de botas acerca de Salvador, faz-me crer que Portugal necessita deste herói como de pão para a boca. O ano passado foi a vitória lusa no Euro2016, este ano “as fichas” estão apostadas, sem reservas, neste rapaz.

No entanto o sucesso, todos nós mais ou menos o sabemos, é algo efémero. Talvez por isso Salvador Sobral não abandona o seu registo, postura, comportamentos e muito menos filosofia de vida.

De forma paradoxal concluirei que o representante de Portugal no Eurofestival, ao tentar não tornar-se um herói, acabou por o ser, tendo em conta a sua forma de estar.

Creio ser tempo de libertarmos este jovem de nós mesmos, de forma a sofrermos menos com o seu anti-heroísmo.

Nós e ele!

O Zeca será eterno

Faz hoje 30 anos que uma doença estúpida (como são todas as doenças!!!) levou dos portugueses a voz que cantou a luta contra um regime ditatorial.

Zeca Afonso cantou e encantou-nos. Curiosamente nunca comprei um disco dele, vá lá saber-se porquê, mas conhecia muitas das suas músicas.

Não foi somente o homem de compôs Grandola, Vila Morena... Foi um cantor que amou a liberdade e a música a um nível que dificilmente alguém conseguirá superar.

Era conhecido a sua tendência de esquerda, mas isso não invalidou que o valor das suas canções fosse naturalmente reconhecido por todos os que o escutaram, independentemente da opção de esquerda ou de direita.

Uma coisa tenho a certeza em relação a este cantautor: Zeca foi a voz que cantou a dor, a tristeza e o medo de Portugal e soará, como um eco, para sempre.

As mortes em 2016

Ainda o ano não acabou e poder-se-á já dizer que 2016 foi um ano deveras nefasto para a música. E não só!

No início de Janeiro partia David Bowie. Em Abril desaparecia Prince e meses mais tarde, Leonard Cohen. Ontem foi a vez de George Michael que também achou por bem seguir os passos de outros cantores.

Se juntarmos a estes, Keit Emerson e Greg Lake dos “progressivos” ELP, constatamos que a música em 2016 perdeu muitos e bons músicos.

Mas o cinema foi também outra grande vítima da “negra”.

Para além de Ettore Scola, um dos grandes realizadores italianos, deixou-nos Alan Rickman, Bud Spencer, Zsa Zsa Gabor, George Gaines e Gene Wilder, só para falar dos actores mais famosos.

Portugal também não fugiu à inevitabilidade da morte e partiram este ano grandes actores como Nicolau Breyner, Camilo de Oliveira, Francisco Nicholson ou Carlos Rodrigues.

Finalmente e outrossim em Portugal faleceu quiçá um dos homens e desportistas mais importantes do século XX. Chamava-se Mário Moniz Pereira!

Venha 2017 e depressa!

Leonard no céu!

O que vou escrever a seguir poder-se-á apelidar de blasfémia mas nunca gostei muito de Leonard Cohen, especialmente da sua voz rouca e monocórdica. Nunca percebi bem porquê… Tal como não gosto de Bob Dylan, por exemplo…

No entanto sei que o desaparecimento do compositor canadiano é uma enorme perda para a música. Reconheço isso, com a humildade de alguém que gosta de música e que viu sempre em Leonard um mestre na sua arte de compor

Hoje o céu tem mais um artista a escrever, letras e músicas, para os outros anjos cantores. Só espero é que ele não arrisque cantar!

Ministro com bom gosto... musical?

Por hábito e para manutenção da minha já pobre sanidade mental raramente vejo televisão.

Todavia a noite passada acabei por assistir a uma reportagem onde a figura principal era o actual Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Este elemento do actual governo regressou à escola secundária que frequenou enquanto estudante do secundário.

Apercebi-me das naturais e simpáticas trocas de galhardetes entre o ministro e antigos professores e empregados da escola, quando a determinada altura o Senhor Ministro descreve que numa sala havia um leitor de cassetes mas com uma só cassete. Nesta estava gravada, num lado os Supertramp e do outro os Dire Straits.

No entanto não percebi realmente se o responsável pela pasta da Educação gostou daquelas bandas ou se fazia um frete ao escutá-las!

Quero acreditar na minha primeira hipótese!

 

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