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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Madonna, a sexagenária

Em tom de brincadeira costumo dizer na minha restrita roda de amigos que quando alguém chega aos 60 anos de idade deixa de ser uma pessoa para se tornar uma sexagenária.

Vejamos esta notícia num qualquer pasquim:

"Uma mulher de 59 anos foi apanhada a fumar cachimbo na via pública!"

Com mais um ano a notícia seria dada assim:

"Sexagenária apanhada a fumar cachimbo na rua!"

Passando este entróito venho aqui dar os parabéns a mais uma sexagenária. Uma mulher que é somente mais velha que eu uns meses e que foi uma artista fora de tempo.

Desde "Like a Virgin", Madonna Louise Ciccone tornou-se uma estrela da música POP. A par de Michael Jackson do qual é mais velha 13 dias ou Prince de quem era mais nova uns breves meses.

Desta artista tenho alguns discos e um livro "SEX" que criou à época alguma celeuma tendo em conta algumas fotos onde a cantora era figura primeira.

Entretanto era para escrever mais, mas acabo de saber que faleceu Aretha Franklin.

Não há mais nada a dizer!

Será uma coincidência este dia?

De parabéns!

Sei que já é um pouco tarde, mas não queria que o dia acabasse sem falar dele. Ainda por cima alguém que comemora hoje as suas bodas de diamante.

Tive o grato privilégio de o ver actuar, mais à sua banda, há 28 anos em Alvalade. E que concerto Santo Deus, cujo bilhete de entrada ainda guardo, religiosamente.

Michael Philip Jagger nasceu há 75 anos e é o vocalista de uma das maiores bandas de Rock do século XX.

Eis assim um video com uma das suas canções mais icónicas.

"I can´t get no satisfaction"

Mas falta o resto... Parabéns Mick!

A gente escuta-te por aí!

Ontem à noite!

Pouco passava das seis da manhã de ontem quando o meu infante mais novo arrastou o seu esqueleto para fora da cama e ofertou à mãe, em antecipação ao dia, dois bilhetes para um filme/concerto no mítico Coliseu dos Recreios.

Conheço aquele recinto muito bem. Lá já vi circo, bailado, concertos de várias espécies e diferentes tipos de música. Mas estava longe da minha imaginação que ali pudesse ver um dos filmes imperdíveis dos anos 70. Falo-vos do Padrinho, uma película de 1972 realizado por Francis Ford Coppola tendo como base o livro de Mario Puzo.

Tudo isto pareceria normal e corriqueiro se... a música que ilustra o filme não fosse tocada, ao vivo, pela Orquestra Filarmónica das Beiras.

Um espectáculo que ultrapassou em muito a minha espectativa! A determinada altura nem se percebia se a música era ali tocada ou se vinha directamente do filme.

Valeu a pena deitar-me tão tarde.

Obrigado M. e D.

 

Sérgio e a sua Nação Valente

Sérgio Godinho lançou recentemento o seu último disco de originais de nome "Nação Valente".

Um disco que já escutei diversas vezes e do qual gostei muito.

Este canta-autor continua a surpreender-nos com muitas boas músicas e letras a condizer.

Como foi sempre apanágio de Sérgio.

Interventivo e muito esclarecido, o autor de "Etelvina" continua a ser uma referência permanente na música portuguesa. Daquela boa...

Um disco a não perder e que aconselho vivamente!

S_godinho.jpg 

Final de Domingo perfeito!

Nada melhor que um concerto com boa música para terminar um fim de semana. Foi o que me aconteceu este Domingo.

Eram 22 horas quando surgiram os primeiros acordes dos Trovante. Em pleno parque central da cidade da Amadora.

Esses mesmo que nos anos setenta e oitante fizeram as delícias de todos nós.

As figuras mais conhecidas deste agrupamento musical estavam lá: Luís Represas e João Gil.

Resumidamente foi um grande momento onde, em quase duas horas, revisitou-se uma série de músicas, autores e poetas.

O concerto começou meio morno, mas depressa os milhares de pessoas que assistiram incorporaram-se no espectáculo. Os Trovante não fizeram a coisa por menos e cantaram para além ddos seus enormes sucessos, temas de Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira e Fausto.

Após dois "encores", um deles somente com seis músicas, terminou o concerto. Era quase meia-noite.

Ficaram as fotos e os videos, mesmo de qualidade duvidosa como este:

 

 

Mas valeu a pena!

 

 

Lição aprendida

Hoje andei com um armário às voltas. Lá de dentro retirei uma enormidade de velhos cd's com músicas e cantores fantásticos. E revisitei mentalmente muitas das canções que eles continham.

Havia discos que nem imaginava que tinha.

Passou-me na altura pela cabeça, a imbecil ideia de usar uma dessas plataformas tão usuais e vendê-los a todos, já que a música é agora servida via internet sem limitações e com acesso a (quase) tudo, libertando assim muito espaço.

Mas depois aterrei e achei que seria melhor ficarem por ali, guardados sem serem escutados, mas ainda assim são meus.

Lembrei-me que há uns anos vendi muitos dos meus discos de vinil... e não imaginam como ainda me sinto hoje sem eles.

Alguns eram autênticas preciosidades.

Pelo menos desta vez a história não vai repetir-se.

 

A entrevista dos irmãos Sobral

Apercebi-me hoje através de algumas plataformas que Luísa e Salvador Sobral estariam na RTP para uma entrevista.

Deste modo a televisão pública conseguiu (finalmente) a minha atenção durante quase uma hora.

Bom... quanto à entrevista creio que os irmãos foram iguais a eles mesmos, sem grandes subterfúgios e vedetismos, que era quase natural que mostrassem.

O entrevistador correu diversos momentos, especialmente desde a génese da canção até ao momento mais importante, quando Portugal é vencedor do Festival da Eurovisão a que os manos responderam com assertividade.

Um diálogo muito curioso, profundamente sereno e até com aquele toque insólito quando a Luísa refere que teve uma mensagem do PM para o Salvador e havia esquecido de lha entregar.

Acima de tudo gostei muito da postura de Salvador ao assumir que defende causas humanitárias sem qualquer ligação a organizações. Num jovem que salta do anonimato para se tornar uma estrela na música... parece-me algo que deve ser salientado.

Finalmente guardei uma frase também de Salvador: Eu quero ser conhecido como músico e não como vencedor de um Festival.

"Touché!".

 

O Anti-herói

Desde que me conheço jamais apreciei heróis. E quando falo de heróis, não me refiro aos “Chuck Norris” dos nossos imaginários, mas personagens verdadeiras, na maioria dos casos construídos ou fabricados pelas televisões, rádios, jornais ou mais recentemente a internet.

O herói é geralmente aquela figura que tem um condão muito especial para resolver problemas, quando já ninguém supõe e acredita numa boa solução.

Todos nós, quase sem excepção, fomos construindo e alimentando esses tais heróis. Muitos deles acabaram por viver e conviver muito mal com esse dito heroísmo e acabaram por definhar em vidas vazias.

Ora Salvador Sobral é essencialmente o… anti-herói. Quem o escuta, partilha, divulga, comenta está a tentar criar mais uma figura para idolatrar sem contudo perceber se é isso que o próprio pretende.

Desde há uns dias e até ao próximo Sábado à noite e quiçá até muito mais tarde, o jovem músico será tema de conversa, notícia e critica.

Ultimamente as redes sociais, a blogosfera e a Comunicação Social, têm trucidado, ou melhor, têm gasto o nome do rapaz (eu obviamente incluído).

Mas quando escuto o seu discurso – e já o ouvi em muitos lados – noto nele uma coerência invulgar no seu único e actual propósito: representar condignamente Portugal no Festival da Eurovisão.

As páginas que já se escreveram sobre tudo e mais um par de botas acerca de Salvador, faz-me crer que Portugal necessita deste herói como de pão para a boca. O ano passado foi a vitória lusa no Euro2016, este ano “as fichas” estão apostadas, sem reservas, neste rapaz.

No entanto o sucesso, todos nós mais ou menos o sabemos, é algo efémero. Talvez por isso Salvador Sobral não abandona o seu registo, postura, comportamentos e muito menos filosofia de vida.

De forma paradoxal concluirei que o representante de Portugal no Eurofestival, ao tentar não tornar-se um herói, acabou por o ser, tendo em conta a sua forma de estar.

Creio ser tempo de libertarmos este jovem de nós mesmos, de forma a sofrermos menos com o seu anti-heroísmo.

Nós e ele!

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