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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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81 Outonos!

Estamos no Outono. De demasiado calor e sem chuva.

Hoje coube à matriarca fazer anos. Oitenta e um!

Com a idade, as dores, as mazelas que o tempo e a idade foram trazendo, ainda assim é uma força da Natureza.

Pouco mais de metro e meio de genica e força de viver.

Quando tiver a sua idade quero estar como está hoje.

Um beijo de parabéns, mãe.

Oitenta!

No início da semana foi o meu pai. No fim é a minha mãe!

Oitenta Outonos já vividos, feitos hoje!

Posso dizer que se sacrificou sempre por mim, que abandonou pai e mãe na aldeia para seguir o marido para a cidade desconhecida, que trabalhou muito para nos sustentar. Posso dizer tudo isto porque é verdade, mas muuuuuuuuuuuuito mais ficará por dizer.

É aos oitentas anos, e não obstante algumas mazelas inerentes aos anos já gozados, uma incrível força da natureza. A Ti'Leta (diminuitivo de Violeta e como é conhecida na família) é assim uma espécie de matriarca.

Este dia foi dela. Recebeu, ao que sei, muitas chamadas de parabéns, o que a enche certamente de alegria.

A minha mãe não é a melhor mãe do mundo, porque ela é só minha e não a trocaria por outra.

Portanto... parabéns mãezinha!

Mãe: não há só uma!

Não costumo falar nem opinar sobre algo que não entendo ou sobre o qual não tenho todos os dados.

Faço esta afirmação a propósito da actual lei de barriga de aluguer. Sei o que se pretende, mas fico-me por aí. Abstenho-me de fazer mais comentários já que a questão da maternidade é demasiado importante para ser discutida por um qualquer leigo como eu. Ainda por cima sou homem…

Porém, li hoje que uma mulher se voluntariou para gerar um filho dentro de si, que seria da sua própria filha. Portanto… gerará o próprio neto ou neta.

E é aqui que começam as minhas confusões. E não tem a ver com alguma visão religiosa da situação mas somente como factor da Natureza.

Com esta futura engenharia genética, perder-se-á toda a ideia genuína de… mãe. Neste caso a avó é só uma fábrica para fazer crescer um feto até poder ser verdadeiro bebe e vir ao mundo. Ou não? Ou será também ela mãe, para além dos filhos que já teve, muitos anos antes?

Confesso que também nunca fui muito a favor da fertilização invitro. Com tanta criança por esse mundo em busca de um lar, não seria mais fácil adoptar? Pergunto eu…

Este meu texto já leva demasiadas perguntas para as quais não consigo evidentemente arranjar (boas) respostas.

Sinto que, infelizmente, esta nova lei será uma fonte de disputas entre mães verdadeiras (as que geraram a criança) e as mães biológicas. Com consequências impensáveis.

No meio disto tudo onde fica a liberdade da mulher que carrega a criança? Estará sujeita à vontade da outra mulher?

Ui… alguns gabinetes de advogadas já devem ter equipas a estudar a coisa. Digo eu!

Amor de filho não tem idade!

Todos os anos se vai repetindo (e espero que seja por muitos anos).

Primeiro foi o meu pai no dia 8 a completar 84 anos, hoje foi a minha mãe a fazer 78.

Dois jovens de outrora que me deram a vida, educação e formação.

São ambos um exemplo para toda a família e para a humilde aldeia onde vivem. Porque, não obstante a idade trazer algumas dificuldades, ainda não passam um sem o outro.

Amigos dos seus amigos. Amantes da família. Solidários e trabalhadores mesmo que algumas maleitas não ajudem.

Sei, pela lei natural das coisas, que um dia terão de partir. Viagem e,ssa para a qual eu não estou preparado... para ficar sozinho!

Obrigado paizinho e mãezinha (é assim que ainda os trato!) por tudo quanto fizeram por mim.

Vamo-nos vendo por aí!

 

 

Parabéns

Diz um velho amigo meu, em tom de brincadeira que "o prometido é devid(r)o".

Dando então cumprimento à promessa feita o ano passado neste espaço, eis-me aqui a reescrever debaixo do mesmo assunto, se bem que o título seja diferente e a desejar à minha mãe que este dia ainda se possa repetir por muitos mais anos.

São já 77 os anos por ela vividos. Ultimamente mais queixosa com as dores que não a largam. Mas, tal como eu, aceita o que Deus tem para lhe oferecer. Vive um dia de cada vez e tem a perfeita consciência da sua idade e das limitações que vai angariando a cada ano que passa.

Todavia continua a ser um exemplo de coragem e tenacidade para toda a família.

Nada mais tenho para dizer, a não ser: parabéns e até para o ano. Se Deus quizer!

Amor de mãe!

A maternidade é, nos nossos dias, um momento muito especial. Para os familiares próximos, para o pai mas sobretudo para a mãe. E então se for a primeira vez... Tudo é novidade, ventura e aventura, desassossego permenente!

Hoje uma recente mãe fez anos! Festa em família, como não podia deixar de ser, o bebé foi sem dúvida alguma o centro das atenções. Até nas prendas...

Um desenho do menino nos braços da jovem mãe, reproduzindo fielmente uma foto tirada havia umas duas semanas, gerou uma torrente de lágrimas por parte da aniversariante. Um gesto que os mais velhos compreenderam e aceitaram. Todavia estas lágrimas são antes de mais o assumir real e genuíno do amor de uma mãe pelo seu rebento.

E quer queiram quer não, jamais haverá amor como este!

Mãe-galinha?

Há histórias e estórias!

E há episódios na vida que merecem mesmo ser relatados.

A minha mãe vive actualmente na aldeia que a viu nascer e crescer até vir para Lisboa com dezanove anos. Entre muitas actividades que preenchem o seu dia, há uma que nunca descuida: tratar das suas galinhas.

Não são muitas, mas o esmero e o cuidado é evidente. A semana passada contava-me que tinha medo que fizesse trovoada porque tinha uma galinha choca e os pintos estavam prestes a sair.

Hoje contou-me que ontem à noite finalmente um  dos pintos começara a tentar sair da casca. Todavia a galinha que chocou os ovos inadvertidamente matou-o. Provavelmente com o próprio peso... Esta manhã novos pintos tentaram sair e havia outro já também em mau estado. Perante o drama "familiar" a minha mãe pegou nos ovos, trouxe-os para dentro de casa e colocou-os numa cesta onde fez incidir uma lâmpada forte. Horas mais tarde novos pintos viam a luz.

Imagino a alegria estampada no rosto, rasgados dos anos, da minha mãe. Desta o mínimo que se pode dizer é que é uma verdadeira mãe-galinha!

Depois do 8 vem o 12

Parece que não sei contar, não é? Mas o que aqui vou abordar é que após o 8 de Outubro, dia de aniversário do meu pai, surge o 12 que é curiosamente o dia de aniversário da minha mãe.

E já são 76 outonos vividos (ainda não percebi porque dizem primaveras).

Da minha mãe já disse tudo noutro dia 12 de Outubro. Será que me esqueci de alguma coisa? Talvez...

Mas o que importa neste momento é que a mãe Violeta (Leta para a restante família) continua a ser um exemplo de esposa, mãe, avó, sogra, tia, prima...

Não sabe dizer não a ninguém. E sempre, sempre com um sorriso nos lábios e uma voz jovial. Quando me liga para o telefone receio sempre que algo de mal lhe tenha acontecido. A distância é grande entre Lisboa e a ternurenta aldeia onde vive, cravada no sopé da Serra dos Candeeiros.

Hoje chegou o seu dia!

De mim, só posso desejar que passe momentos fantásticos. Parabéns e quero-a cá para o ano para me obrigar a escrever sobre si, uma vez mais!

Seria óptimo sinal!

Um beijo.

Escutado na rua

A menina:

 

- Mãe se estamos na época do Natal, porque não andas feliz?

 

- Porque estou desempregada e não tenho dinheiro para te comprar uma prendinha.

 

- Mas eu não quero nenhuma prenda. Só quero que continues minha mãe. Pode ser?

 

- Pode filha, pode

 

As lágrimas da mãe corriam-lhe cara abaixo.

 

E eu aprendi mais uma lição!

E agora 75!

Após o aniversário do meu pai, é a vez da minha mãe comemorar os seus 75 anos.

 

Três quartos de século quase exclusivamente vividos para acolher dois homens no seu enorme coração: o meu pai e eu.

 

Uma mãe e esposa dedicada, por vezes em demasia. Mas não são todas as mães e esposas assim?

 

Com pouco mais de metro meio de altura, a minha mãe é uma força da natureza. Uma fortaleza feita de genica, valentia e amor. E sempre, sempre disponível para os outros.

 

Entre mim e a minha mãe não há segredos. Durante anos e anos teve o duplo e árduo papel de ser mãe e pai, quando este navegava por entre mares e oceanos de agruras e separações. Mas a vida dura a isso obrigava.

 

A flor que é o seu nome, Violeta, é outrossim a cor e a beleza da sua vida.

 

Hoje também eu estou de parabéns, por ser simplesmente seu filho.

 

Obrigado mãezinha.

 

Ah e já agora, parabéns. 

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