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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Outra coisa completamente diferente ou talvez não!

Conheci em tempos um grande homem, entretanto já falecido. Tive com ele uma relação muito próxima e dávamo-nos muito bem.

Sempre o conheci como alguém que sabia o caminho que pisava. Trabalhador e de uma vontade indomável só mesmo a doença o venceu.

Sobre ele escrevi em tempos este texto.

Amigo do seu amigo, todavia encontrou na família o verdadeiro lastro da sua vida. Adorava as filhas e os netos e quantas vezes quase parecia uma criança.

Nasceu muito pobre, passou mal na sua juventude, mas acabou por erguer o seu pequeno mundo e morreu rico em afectos que todos, sem excepção, lhe dispensaram.

Foi assim a vida do meu sogro.

Só mais um pequeno pormenor sem importância nenhuma… Nasceu no mesmo dia e no mesmo ano de Mário Soares!

Espanto!

Aceito que nem todos possam ter gostado do falecido PR, Mário Soares. Reconheço que este não era um homem que agradava a gregos e a troianos, mas seja como for, foi Primeiro Ministro de Portugal democraticamente eleito assim como foi a mais elevada figura do Estado durante dois mandatos.

Por isso espantei-me de ver hoje algumas instituições públicas sem a bandeira a meia haste.

Mesmo com um luto de três dias declarado pelo governo.

Mário Soares - a derradeira viagem!

Também eu não podia deixar de vir aqui falar daquele que um dia a história irá referir-se como o político português mais importante do século XX.

A este propósito recordo as declarações de um actor de teatro sempre ligado ao PS, de nome Igrejas Caeiro e que na hora da primeira vitória de Soares para PR declarou: foi para isto que Mário Soares sempre lutou.

Independentemente de toda a sua história política, e não só, que os meios de comunicação irão nestes próximos dias esmiuçar, era por todos sabido o gosto que Mário Soares tinha por viajar.

Como Presidente da República visitou tudo o que era sítio por esse Mundo fora. Lembro-me até daquele passeio em cima de uma tartaruga nas ilhas Seychelles.

As viagens eram imensamente criticadas pela sociedade civil mas o Presidente Soares estava muito acima dessas polémicas.

Hoje Mário Soares partiu para uma nova viagem. Só que desta vez não terá regresso.

Que descanse em Paz!

A vida e a ética

O mui débil estado de saúde do Doutor Mário Soares leva-me a pensar que vivemos tempos estranhos e que de uma forma alternativa andamos a fintar a Mãe Natureza.

Respeito muito o antigo Presidente da República, mas tendo em conta a sua idade não seria melhor deixá-lo partir? Em paz?

Porque todos temos de ir um dia. E o ex-presidente não é obviamente excepção!

Como católico, sou claramente pela vida. Mas esta deverá ser sempre minimamente consciente. De outra forma o que interessa andarmos por cá?

Não é a primeira vez que abordo esta temática. Decididamente não sou pelo prolongamento da vida humana num estado vegetativo. Os meus filhos sabem disso, se um dia estiver nesse estado pois não quero ficar ligado a qualquer máquina.

Do mesmo modo parece-me que a família do Doutor Mário Soares deveria deixar a Natureza seguir o seu percurso e não adiar o que me parece inevitável.

Eu sei que os médicos agarram-se à ética para manter a vida. Mas se não existisse uma panóplia de máquinas que fazem tudo por ele, há quanto tempo Mário Soares já teria partido?

Porque não se cala?

A forma impetuosa e pouco responsável, como o antigo Presidente da Republica, Mário Soares, vem falando do actual governo e das suas decisões, não parece digno do homem político que foi (ou ainda é?). E o pior é que nesta fase da vida e da política portuguesa as suas palavras parecem ter (ainda!) um imenso peso.
António José Seguro sabe que não pode dizer o que quer pois ficaria refém dessas mesmas declarações num futuro governo, da mesma forma que Passos Coelho ficou, antes das últimas eleições. Pelo que se viu e sabe José Sócrates já não é levado a sério nem pelos do próprio partido. Sobra assim Mário Soares que do alto da sua poltrona senatorial vai debitando um discurso muito corrosivo e pouco salutar.
Ter-se-á esquecido por acaso dos anos em que foi Primeiro-Ministro e que substituiu o subsidio de Natal dos Funcionários públicos por certificados de Aforro? Ou dos carregamentos policiais contra os operários da Lisnave? E da austeridade que obrigou o país, a mando, à época, do FMI? O que acharia o antigo PR se nessa altura alguém tentasse incendiar o povo, como ele parece fazer agora?
Tenho consciência que a memória de um homem só guarda o que realmente lhe convém, mas neste caso particular nem entendo se é senilidade, falta de bom senso ou pura e simplesmente alguma encomenda do partido que liderou durante anos. Seja como for, é tempo de este antigo governante, que tão importante foi para o País numa época tão periclitante como foi logo a seguir ao 25 de Abril, se calar duma vez por todas.
Porque não ajuda o seu partido e muito menos o país.

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