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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

"Os meninos de Ouro"

Li no início deste ano uma das grandes obras de Agustina Bessa-Luis, hoje desaparecida. Deixo a seguir o que escrevi sobre a obra e que nunca publiquei.

"No livro “Os meninos de Ouro” – com o qual venceu o primeiro de dois Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB em 1983, a autora retrata com grande assertividade uma sociedade rural com fugas para a cidade, e onde o enredo surge, unicamente, como pano de fundo como se fosse uma peça de teatro onde as diversas personagens vão surgindo no palco e vão saindo de cena.

O enorme destaque que retiro deste livro é a escrita rendilhada e muito trabalhada, qual filigrana de ourives minhoto com que a autora nos brinda, deixando ao leitor o livre arbítrio de entender cada frase, cada ideia que Agustina vai desenrolando

Dou um exemplo. Na frase “… Mateus estava na idade em que uma mulher se aceita como higiene mental e que confirma as benesses das recordações”, dificilmente seremos capazes de calcular a idade da personagem em causa.

Todo o livro é repleto deste tipo de escrita muito elaborada e profundamente metafórica.

Assumo que não é um livro empolgante, daqueles em que que se corre atrás do fim. É, ao invés, um belíssimo naco de prosa que deve ser apreciado lentamente, onde cada palavra, cada frase deverá ser saboreado como de um pudim se tratasse."

Agustina: a mulher que morreu criança!

Soube que faleceu Agustina Bessa-Luís.

A escritora nascida em Amarante em 1922 era acima de tudo uma artífice, com uma escrita rendilhada e muito trabalhada, qual filigrana de ourives minhoto.

A mulher que "nasceu mulher e morreu criança" como ela disse de si própria, deixou uma obra fantástica. Muito reconhecida em Portugal e no estrangeiro, Agustina deleitou-nos com os seus livros, contos, peças de teatro e muitas outras obras.

Coincidentemente li no início deste ano "Os meninos de ouro" livro com o qual venceu o seu primeiro Grande Prémio de Romance e Novela da APE, em 1983.

Portugal perde hoje um dos maiores vultos da Língua Portuguesa.

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Acabado de ler!

Li que o escritor inglês Terry Pratchett vendeu mais livros que a sua conterrânea J. K. Rowling, mas sinceramente não entendo o porquê.
O livro "A Nação" foi-me aconselhado a ler pelo meu infante mais novo. No entanto a obra passou-me mais ou menos ao lado. E das duas uma: ou eu não percebi nada da história ou então já sou demasiado velho para entender uma história destas.
Sem grandes aprimorados linguísticos o livro não foi criado para ser lido por mim. Não obstante a minha juventude racional, esta não foi ainda assim suficiente para apreender todo o enredo.
Na sinopse fala-se de humor e sátira. Algo que mui raramente me apercebi (continuo a reconhecer que o erro é meu…). Alguns momentos curiosos não foram suficientes para me escancarar a rir.
portanto um livro tipicamente de Verão daqueles que não (me) deixam saudades.

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Outono armado em Verão!

Em meados do passado mês de Julho, por causa de um outro assunto, escrevi a seguinte ideia sobre o Verão que iniciara em Junho: "Um Estio estranho, temeroso e pouco apelativo à praia".

Mais de dois meses passados sobre aquele dia e já com o Outono em pleno, eis um Domingo a pedir meças ao próprio Verão. Calor exacerbado, um vento suão e um Outono que começa como o do ano passado.

As estações do ano estão cada vez mais alteradas. Seja por "El NIno", seja por que o clima está mesmo a mudar, certo é que já ninguém está convicto do tempo que irá fazer,

Basta pegar no célebre "Lunário e Prognóstico Perpétuo" de Jerónimo Cortez, procurar o número aúreo para 2018 e percebe-se que a previsão naquela época para estes dias era de tempo "tempo fresco".

Jamais imaginou o valenciano as sucessivas alterações climáticas que o Mundo viria a sofrer desde a altura em que escreveu aquele tratado.

Acabadinho de ler!

Escrito por Alexandre Dumas, A Furna do Inferno foi a última obra lida.

A história, passada no início do século XIX é um romance bem urdido e empolgante.

O mais curioso deste livro é que é uma publicação de 1913 feita pela Livraria Bertrand em colaboração com a sua congénere francesa a Editora Aillaud, Alves e Compª.

Mais invulgar que a data de edição é, sem margem para dúvidas, o seu português. Não na sua forma literária mas essencialmente pela sua forma escrita, já que o português ali apresentado requer alguma paciência e hábito de leitura.

Mas ainda assim prefiro este português (p.e. de duplas consoantes) ao actual, assente no N.A.O.

 

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Acabadinho de ler!

Ler tem, para mim, uma espécie de religiosidade associada. Não leio qualquer coisa em qualquer lado. Primeiro porque os livros devem ser manuseados como de uma pessoa se tratasse. Depois porque carregam consigo tantas emoções que não podem ser lidos em qualquer lugar.

Lembro-me dos meus tempos de juventude que todos os sábados comprava dois Jornais: o Expresso e o Jornal de Almada. Pegava neles e dedicava toda a manhã a lê-los numa mesa de um café.
Por isso, ler a “Antologia do Delito de Opinião” foi quase um regresso às origens porque li-o quase todo, à mesa do café onde diariamente tomo o meu pequeno-almoço.
E foi de tal maneira absorvente que a maioria das vezes cheguei atrasado ao trabalho por me embrenhar na leitura deste livro.
Parabéns aos autores, pois não é fácil juntar numas meras 240 páginas tantos autores e tanta escrita boa.

Cada autor com o seu estilo e temas, mas numa simbiose assaz apelativa.
Fico portanto a aguardar um segundo volume!

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Leituras

Como ontem fiquei sem "Frases do ano", acabei por me virar para este livro que entretanto recebi na minha morada.

A introdução feita pelo Pedro Correia nesta antologia diz o essencial. As leituras futuras dirão obviamente o resto.

Será uma arte conseguir em menos de 250 páginas, enfiar 17 autores de enorme talento e com textos tão diferentes e tão bons. A verdade é que conseguiram.

Desde que inicei as minhas visitas ao blogue "Delito de Opinião" jamais deixei de, diariamente, o visitar. E algumas vezes de comentar.

Foi outrossim uma honra ter participado naquele espaço através deste texto.

Assim sendo sinto-me deveras entusiasmado em iniciar a leitura desta antologia.

A gente lê-se por aí.

Fim de tarde!

Hoje ao fim da tarde, estive no lançamento deste livro do meu amigo de longa data, Pedro Correia.

Apresentado por Helena Matos esta obra vai deixar muitos políticos (e não só!) em maus lençóis já que este longuíssimo apanhado abrange muitas frases e obviamente muitas contradições proferidas por aqueles.

Na celebérrima livraria Bertrand, no não menos célebre Chiado, apareceram, entre outros, diversos amigos especialmente do blogue Sporting - És a nossa fé.

Grandes sucessos é o que mais desejo neste novo desafio.

A gente lê-se por aí!

 

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Uma mão cheia!

Quando há mais de 40 anos nos juntávamos para uns lautos repastos, naturalmente sonhávamos em ser, num futuro mais ou menos próximo, bons escritores ou melhores jornalistas.

Mas a vida nem sempre é como gostaríamos que ela fosse (creio que nunca é!) e por isso poucos ou nenhuns enveredaram pela escrita como profissão... A não ser o Pedro.

Tenaz e convicto de que o seu futuro passaria justamente pela escrita, foi nesta que apostou todas as suas fichas. E ganhou!

Saiu vencedor contra tudo e contra todos, tornando-se um dos melhores jornalistas portugueses. Daqueles à moda antiga e que são uma "espécie" em vias de extinção.

Neste mês de Abril chuvoso e frio, o Pedro Correia voltou aos escaparates das livrarias, publicando o seu quinto livro. Desta vez a sua aposta vai para um apanhado das frases mais célebres proferidas em 2017, tanto por gente lusa como por individualidades estrangeiras.

Uma edição com mais de duzentas páginas a não perder por quem gosta destas preciosidades verbais. Provavelmente daqui a algum tempo, muitos dos que neste livro são referenciados, vão negar as suas palavras.

Finalmente deste naco mui infimo da blogosfera desejo ao meu amigo Pedro os melhores sucessos e as maiores venturas.

A gente lê-se por aí!

 

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O que ando a ler

Após a "Clepsidra" de Guerra Junqueiro eis-me a ler "A teoria do tudo" do génio Stephen Hawking. Fazia tempo que o desejava ler, mas a sua morte apressou-me a escolha quando acabei a poesia.

E para já estou fascinado.

Não é que a astrofísica seja o meu forte, mas que é fantástico isso é.

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