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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O que ando a ler!

As minhas leituras continuam na senda de clássicos. Agora fui buscar a obra-prima da médica de origem chinesa, Han Suyin, à minha pobre biblioteca. Uma edição de 1973 do Círculo de Leitores.

Definitivamente continuo a não ler o português do Novo Acordo Ortográfico que tanta polémica tem dado e por isso recorro aos meus livros velhinhos.

Como título original "A many-splendoured thing" esta obra foi traduzida para português como "A Colina da Saudade".

Uma obra que deu um grande filme e que ganhou só 3 Óscares.

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BD – O Homem que matou Locky Luke

Se o caríssimo leitor está à espera de mais uma aventura simpática, carregada de humor, fantasia e exercícios malabaristas por parte do cowboy mais conhecido da BD, desengane-se.

Matthieu Bonhomme foi o autor convidado para escrever e desenhar esta aventura especial do cavaleiro solitário, que ao fim de setenta anos de existência surge numa pose mais séria, mas sem lhe tirar ponta de qualidade.

Recebi o livro ontem após quase dois meses de espera. Mas valeu a pena porque este é, definitivamente, um álbum diferente dos demais da mesma série. Pela história, pela forma, mas, acima de tudo, pelo belo desenho.

Este Lucky Luke surge aqui com cara (quase) de menino, mas postura de homem vivido. O autor socorreu-se muitas vezes e de forma muito bem conseguida a pranchas dedicadas às expressões muito parecidas ao que se pode encontra por exemplo nos álbuns de aventuras de outro pistoleiro de nome Red Dust da série Comanche de Hermam & Greg. Depois os contrastes as sombras negras estranhamente expressivas… Tudo num jogo de luz e cor quase perfeito.

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Este é um livro longo de 64 páginas que deve ser lido e visto muito devagar de forma a poder-se saborear. O verdadeiro prazer da leitura com imagem.

Finalmente acrescento que se Morris fosse vivo ficaria extremamente agradado e orgulhoso com esta belíssima homenagem.

Um livro de BD a não perder!

lucky_luke_70anos.jpg

 

O livro ou o filme primeiro?

Adaptar uma obra literária, seja ela qual for, ao cinema ou à televisão não me parece uma demanda de somenos.

Talvez por isso prefira ler primeiro o livro e só depois constatar como foi passado para o pequeno ou grande ecran.

Há argumentistas e realizadores que tentam seguir fielmente o enredo. Outros tentam acrescentar alguma emoção ao que já se encontra escrito.

Neste confinamento acabei de ler Tieta de Jorge Amado. Um romance muito curioso, já que é muito diferente daquilo que foi a telenovela que a Globo brasileira emitiu há muitos anos. Algumas personagens são as mesmas, mas a maioria peca por excesso. Isto é a televisão brasileira criou uma série de figuras associadas a pequenas histórias que nunca vi escritas no original.

Não é que fiquem mal… longe disso. Todavia o livro acabou por saber a pouco, tais foram as nuances introduzidas ao enredo original.

No chão da rua vê-se de tudo...

... para além das máscaras!

Percebo que haja quem não goste de ler, especialmente livros de cariz filosófico-religiosos. Tal com entendo que os livros referidos a estes temas não agradáveis para muitos, possam ocupar um espaço relevante numa biblioteca pessoal, em detrimento de outras obras que se considerem mais relevantes...

Porém...

Despejar uma série de compêndios em plena rua mesmo que seja encostado a um caixote do lixo e a pouco mais de 50 metros de uma biblioteca pública, é que me surge como uma ideia pouco civilizada. Acrescento que deitar fora uma das obras mais marcantes de um dos melhores escritores portugueses então parece-me mesmo impensável...

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Livros e traduções!

Não sou de todo um poliglota.

Falo o inglês suficiente para ter uma conversa mínima com um turista em plena Baixa Pombalina. Desembaraço-me razoavelmente bem com o francês, sei dizer desculpe e esferográfica em alemão e sou um especialista em... portinhol.

Ora com tantas valências linguísticas tenho para com as traduções, especialmente com as anglo-saxónicas e as gauleses, um olhar deveras crítico.

Após muitas semanas a ler Tieta de Jorge Amado, obra que quase necessitou outrossim de tradutor, tal a quantidade de expressões locais que autor utilizou, saltei para um escritor norte-americano.

Ainda agora comecei a ler as primeiras páginas e já noto o uso de algumas palavras que não obstante existirem no nosso léxico demonstram alguma tentativa de "americanização" da nossa língua. Soam mal...

Já em tempos me apercebi que em alguns livros de BD, especialmente de origem francesa, as traduções para a língua de Camões, eram de muito baixo nível, roçando por vezes o mau gosto.

Não sei se os tradutores são caros ou sabem pouco da língua original. Ou pior... se pretendem influenciar um texto com uma péssima tradução.

 

As minhas sugestões de livros...

... para estes dias de clausura.

Neste tempo de confinamento teremos sempre nos livros uns enormes aliados para passar o tempo. Deste modo apresento aqui alguns dos livros que li, alguns recentemente, enquanto outros li há muitos anos e que considero que merecem uma leitura atenta. Obras de géneros diferentes, mas que por isso mesmo estimulantes. Vamos então ao rol:

O Físico - Noah Gordon

Sinopse - os primóridios do exercício da medicina (dos barbeiros aos médicos);

O Valente Soldado Schweik - Jaroslv Haseks

Sinopse - na primeira guerra mundial um estranho falsificador de cães de companhia entra no serviço militar;

A cidade e as serras - Eça de Queirós

Sinopse - um português habituado á sociedade parisiense regressa às origens;

Os coxos dançam sozinhos - José Prata

Sinopse - Um invulgar inspector da polícia procura um criminoso;

Esteiros - Soeiro Pereira Gomes

Sinopse - A vida de uma criança nas margens do Tejo;

Contos da Montanha - Miguel Torga

Sinopse - A visão melancólica e triste de um transmontano;

Servidão Humana - Somerset Maugham
 
Sinopse - O amor triste e submisso de um homem;
 
Robinson Crusoé - Daniel Defoe
 
Sinopse - A aventura de um náufrago numa ilha (quase) deserta.

Para os dias que se aproximam

Participámos no primeiro desafio de escrita dos pássaros, mas nunca nos cruzámos em qualquer lugar (ou se calhar sim, nem demos por isso:)). Criou nesse ensaio uma figura fantástica a que chamou de Custódia, uma mulher sem papas na língua e de um humor fantástico. De quem fiquei adepto.

Agora a menina responsável pelo blogue "A casa da gorda" publicou um livro somente disponível através de ebook.

Portanto para os próximos dias que se aproximam este livro poderá ser uma óptima opção de leitura. Não a desperdicem.

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Novas aventuras de Astérix

Sob a batuta da dupla Jean-Yves Ferri e Didier Conrad é publicado amanhã o 38º livro das aventuras do guerreiro mais conhecido de toda a BD e não só.

Com o título "A filha de Vercingétorix" este novo album irá trazer-nos com toda certeza novas histórias dos irredutíveis gauleses.

Para quem aprecia estas aventuras, o dia 24 de Outubro será um bom dia. Todavia, eu que sou grande apreciador destas livros tenho (mais uma vez!!!) as minhas espectativas muito em baixo já que, desde a morte de René Goscinny em 1977, nunca mais as Aventuras de Astérix tiveram um incremento de qualidade essencialmente ao nível dos diálogos.

Diria que alguns albuns em Portugal foram traduzidos de forma deficiente já que toda a magia inerente às aventuras da dupla Astérix/Obélix se perdeu.

Mas não julguemos já... Aguardemos assim as novas aventuras!

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Um livro com história dentro!

Desde há uns anos decidi ler livros que tenho em agenda, em vez de comprar mais literatura. Na verdade não consegui resistir e fui comprando e lendo algumas obras recentes. Mas sempre que posso regresso à literatura mais velha.

Esta, cá em casa, reside em livros já com alguma idade, com capas e folhas amareladas e com aquele cheiro tão característico do livro velho.

Portanto esta semana, após ter terminado um livro, peguei logo num outro quase ao calhas.

Saiu-me “Mau tempo no canal” de Vitorino Nemésio. A obra prima do Professor nascido na ilha Terceira!
Já nem me lembrava quando o havia comprado. Com toda a certeza que foi a minha mãe…

Uma das manias que tenho antes de iniciar a leitura de um livro prende-se com o desfolhar, num gesto rápido, como se eu temesse que daqui haveria de sair qualquer coisa.

Pois… parece que estava a adivinhar…

Por entre as folhas repletas de patine surgiu um pedaço de papel rasgado de um antigo jornal e de cor amarelada. Sorri com a descoberta e tentei perceber o porquê de ele estar ali.

De um lado a data

12 de Maio de 1974

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Do outro uma pequena publicidade de uma viagem até… Moscovo. Passando por Paris e Leningrado.

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E tudo pela módica quantia de 11.850 escudos ou aproximadamento 59 euros na moeda de hoje.

Em conclusão digo duas coisas: a primeira é de que aquela minha ideia de visitar a cidade do Hermitage não é recente. A segunda é que por dentro de um qualquer livro meu pode existir história.

"Os meninos de Ouro"

Li no início deste ano uma das grandes obras de Agustina Bessa-Luis, hoje desaparecida. Deixo a seguir o que escrevi sobre a obra e que nunca publiquei.

"No livro “Os meninos de Ouro” – com o qual venceu o primeiro de dois Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB em 1983, a autora retrata com grande assertividade uma sociedade rural com fugas para a cidade, e onde o enredo surge, unicamente, como pano de fundo como se fosse uma peça de teatro onde as diversas personagens vão surgindo no palco e vão saindo de cena.

O enorme destaque que retiro deste livro é a escrita rendilhada e muito trabalhada, qual filigrana de ourives minhoto com que a autora nos brinda, deixando ao leitor o livre arbítrio de entender cada frase, cada ideia que Agustina vai desenrolando

Dou um exemplo. Na frase “… Mateus estava na idade em que uma mulher se aceita como higiene mental e que confirma as benesses das recordações”, dificilmente seremos capazes de calcular a idade da personagem em causa.

Todo o livro é repleto deste tipo de escrita muito elaborada e profundamente metafórica.

Assumo que não é um livro empolgante, daqueles em que que se corre atrás do fim. É, ao invés, um belíssimo naco de prosa que deve ser apreciado lentamente, onde cada palavra, cada frase deverá ser saboreado como de um pudim se tratasse."

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