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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Uma mão cheia!

Quando há mais de 40 anos nos juntávamos para uns lautos repastos, naturalmente sonhávamos em ser, num futuro mais ou menos próximo, bons escritores ou melhores jornalistas.

Mas a vida nem sempre é como gostaríamos que ela fosse (creio que nunca é!) e por isso poucos ou nenhuns enveredaram pela escrita como profissão... A não ser o Pedro.

Tenaz e convicto de que o seu futuro passaria justamente pela escrita, foi nesta que apostou todas as suas fichas. E ganhou!

Saiu vencedor contra tudo e contra todos, tornando-se um dos melhores jornalistas portugueses. Daqueles à moda antiga e que são uma "espécie" em vias de extinção.

Neste mês de Abril chuvoso e frio, o Pedro Correia voltou aos escaparates das livrarias, publicando o seu quinto livro. Desta vez a sua aposta vai para um apanhado das frases mais célebres proferidas em 2017, tanto por gente lusa como por individualidades estrangeiras.

Uma edição com mais de duzentas páginas a não perder por quem gosta destas preciosidades verbais. Provavelmente daqui a algum tempo, muitos dos que neste livro são referenciados, vão negar as suas palavras.

Finalmente deste naco mui infimo da blogosfera desejo ao meu amigo Pedro os melhores sucessos e as maiores venturas.

A gente lê-se por aí!

 

frases_2017.jpg

 

 

O que ando a ler

Após a "Clepsidra" de Guerra Junqueiro eis-me a ler "A teoria do tudo" do génio Stephen Hawking. Fazia tempo que o desejava ler, mas a sua morte apressou-me a escolha quando acabei a poesia.

E para já estou fascinado.

Não é que a astrofísica seja o meu forte, mas que é fantástico isso é.

350x.jpg

 

Fumo Branco

Aquilo que parecia ser somente uma ideia vai tornar-se realidade.

Um dos melhores blogues, quiçá o melhor da nossa blogosfera, vai juntar uma série de textos e publicar um livro em regime de "crowdfunding". Para isso necessitou de pelo menos 160 subscrições.

Obviamente que contou com a minha e de muuuuuuuuuuuuitas outras.

O Delito de Opinião é um espaço justa e seriamente especial, tendo em conta os autores e os temas nele abordados. 

Até eu, imaginem, tive o meu momento de glória naquele blogue.

Agora é só aguardar pela entrega do livro em casa.

E vocês já reservaram uma cópia?

delito_livro.jpeg

 

Arrumando livros...

Hoje andei em arrumações.

No meio de tanta coisa que encontrei, descobri uma enormidade de... dicionários.

De Língua Portuguesa (velhino, velhinho), de verbos, de sinónimos, do Inverso, de inglês, Francês e Alemão.

Mais um Prontuário e dois dicionários da Piação do Charales do Ninhou (vulgo Minderico). 

E já nem falo de gramáticas das diversas línguas e até de dois dicionários Coreográficos..

Sempre tentei ser um poliglota. Todavia com pouco sucesso.

Seja como for os compêndios estão à vista de todos cá em casa.

Vá lá um dia alguém precisar de um deles...

 

O que andei e ando a ler

Acabei hoje de ler uma obra que já havia lido há muuuuuitos anos. E da qual já pouco ou nada recordava.

Chama-se Lisboa em Camisa foi escrita por Gervásio Lobato e retrata a aventura duma família da média burguesia de Lisboa.

lx_camisa (1).jpg

 

Situações pitorescas, amores e ódios, penetras e todo um conjunto de personagens muito bem construídas. Com um humor mordaz e claramente bem conseguido.

Continuo assim a ler livros mais antigos.

Olho agora a estante do meu escritório e tenho dúvidas na próxima escolha.

Provavelmente outra releitura. Opto então por "O Trigo e o Joio" de Fernando Namora.

Conhecem?

trigo_joio.jpg

 

A BD e as traduções

É sobejamente conhecido o meu gosto pela Nona Arte, culminando numas centenas de livros de muitos autores e quase outros tantos heróis.

Em qualquer Feira do Livro ou alfarrabista que visite é certo trazer mais uns livros para engrossar a minha biblioteca, sejam eles novos ou velhos, não importa.

No entanto tenho vindo a reparar que muitos das actuais edições apresentam traduções, especialmente oriundas do francês, no mínimo... sofríveis. Ora, compreendo que a língua de Balzac e Victor Hugo seja pouco apelativa, já que nestes tempos o inglês ganhou uma maior dinâmica, muito à força da informática. Só que eu comcei a aprender Francês desde muito cedo, especialmente na escola e daí entender muito bem aquela língua, por vezes até melhor que o inglês.

Criei recentemente umas pequenas listas contendo os heróis de BD que povoam a minha estante. Peguei em cada livro, transcrevi o título e inseri-o na lista. Depois fui ao sítio da internet com referência ao herói e procurei os livros publicados de forma a validar o ano da primeira publicação, respectivos autores e naturalmente as editoras.

A verdade é que encontrei diversos títulos em francês incorrectamente traduzidos para português. E mesmo a versão inglesa respeita o título original.

Perante esta estranha evidência, creio ser meu dever chamar a atenção para as editores no sentido de não desvirtuarem o livro com traduções pouco rigorosas.

Tenho consciência que um bom tradutor custa caro. Mas neste mundo das publicações nem tudo deveria ser válido só para se ganhar mais uns euros.

 

Feira do Livro de Lisboa

Este ano já fui à Feira do Livro por duas vezes. E em ambos comprei livros e quase todos de Banda Desenhada.

Parece que regressei à juventude, sendo certo que gostar da nona arte não é sinal de mocidade mas quiçá um gosto muito especial.

Para além de três albuns de BD veio um livro que eu já procurava faz muito tempo. Chama-se Lisboa em Camisa e o seu autor Gervásio Lobato.

Mas há algo nesta Feira que me deixa... assim um pouco, sei lá, estranho. É que naquele recinto misturam-se um sem número de cheiros de livros velhos dos alfarrabistas a que se juntam os dos livros novos mais os aromas de farturas fritas em óleo queimado e perfumes de hamburguers gordurosos. Todos tão contraditórios que quase me senti numa daquelas feiras de aldeia onde em cada barraca se confeciona uma coisa diferente.

Percebo que num local daqueles haja onde comer... Mas achei um tanto exagerado a quantidade de carros e roulotes só destinadas ao repasto.

Mas pronto isto sou eu e o meu costumado mau-feitio.

Livros: a preservação de um património!

Algo que me faz muita impressão é o despejo de uma casa. Geralmente quando os donos morreram e os descendentes não pretendem guardar nada.

Andou um casal uma vida inteira a lutar por ter uns tarecos, para no dia seguinte à sua morte tudo aparecer ao lado de um caixote do lixo.

Este fim de semana assisti aqui mesmo ao meu lado a um desses casos. O último morador já morreu há uns anos e os herdeiros decidiram vender a casa. Havia então que libertar a moradia.

Assim, a uma vintena de metros da minha casa onde há um caixote do lixo, passou este a ser o "depósito de inúteis". Ao seu redor vi um pouco de tudo, desde roupas a loiças, tachos, panelas e outros utensílios domésticos. De tal forma que dei por muitos carros pararem para recolherem o que outros deitaram fora.

Aquilo foi um corropio de gente. Inimaginável.

Quando a tarde se encostou à noite também eu por lá passei que, como sabem, sou um anormal apreciador de coisas velhas. Entre muito lixo e coisas sem valor encontrei algo que me encheu o coração de tristeza. Falo obviamente de livros. Muitos livros.

Se bem que a grande maioria fossem claramente temáticos, sem qualquer interesse, encontrei no monte 10 pesadíssimos volumes que correspondiam a uma reconhecida enciclopédia "Larrouse".

Eu sei que basta "googleit" em qualquer computador ou outro equipamento para saber tudo e mais um par de botas sobre qualquer assunto. Porém uma enciclopédia longa e abrangente parece-me que é uma espécie a ser preservada. Digo eu!

A verdade é que a trouxe os livros para casa. É certo que cheiram demasiado a mofo, mas já têm destino traçado: uma biblioteca aqui perto, que serve a terceira idade.

 

Já li e comovi-me!

Falei dele aqui.

Entretanto ofereceram-me, mas andei uns dias com receio de o ler.

E tinha razão no meu pensamento.

Porque é um livro que me faz ter muitas saudades do caminho.

Porque é um livro que sinto que só pode fazer bem a quem o lê, mesmo que não tenham fé alguma.

Porque me fez chorar.

Obrigado a quem mo ofereceu, a quem o escreveu e acima de tudo a quem o viveu

Um livro a ler!

Conheço uma das escritoras. Já com ela partilhei caminhos de Fátima.

Também conheço algumas das personagens. Já com elas partilhei muitos quilómetros.

Eis assim um livro que irei ler assim que o comprar. Quiçá na próxima Feira do Livro de Lisboa.

A obra publicada sobre a égide da Fundação Francisco Manuel dos Santos foi lançada no passado dia 7 de Abril.

Fica aqui o registo em video desse lançamento.

 

E aqui está a capa do livro.

peregrinos.jpg

 

 

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