Desta vez trago para esta rubrica apenas duas referências em blogues e mais duas que me foram enviadas uma por carta e a outra por sms.
Vamos entáo ao que importa.
No passado dia 20 de Junho alguém ousou encher-me de orgulho por este meu livro. Um texto fantástico que, repito, encheu-me de imodesta vaidade. Passem por aqui e perceberão o porquê.
Entretanto há perto de um mês também um "cliente" dos meus livros referiu a minha última publicaçãao no seu espaço. Obrigado amigo Francisco.
Passo para as duas referências bem elogiosas e que me chegaram por vias diferentes.
A primeira chegou de França, por carta (imagine-se) onde reside habitualmente a minha madrinha. Uma jovem de 91 anos, tem ainda a força das antigas apanhadeiras de peras rocha da zona Oeste, onde tem a sua casa. Na altura em que escreveu cuidava com carinho, ternura e certamente com muito sofrimento de um marido muito doente e demente, entretanto já falecido. Não perorou sobre todos os contos, porém redigiu isto:
Gostei do teu livro.
E para quando um romance?
- Ana Descalça (pág. 23) – Lembrei-me da tua avó Pureza. Ela contava o mesmo com uma minderica;
- O nome Pedro (pág. 39) – Gostei muito. Engenhosa a maneira como o Pedro actuou;
- Rua das Viúvas (pág. 53) – Interessante e cativante;
- O Cara-Velha (pág. 59) – Frases muito bonitas como por exemplo: “na única oliveira do cercado, algumas lágrimas escorriam ainda…”;
- Vou ao pão (pág. 65) – Gostei e um “bom fim”:
- O João Grande (pág. 79) – Mais frases bonitas: “Os anos foram correndo céleres para is mais velhos… (linha31)”;
- O pai (pág. 85) – Gostei e o fim imprevisto;
- A noiva (pág. 95) – Fez-me sorrir;
- O amigo Rafa (pág. 105) – Muito, muito bom;
- Uma longa noite (pág. 125) – Muito interessante;
Guardei para o fim o meu preferido! “Os Felícios”. Formidável!! Satírico. Verdadeiro. E o final é uma apoteose!!!
Finalmente o meu amigo da aldeia Mi Tó. Um ex-apicultor e só por isso merece aqui especial referência. Um homem sábio, sereno no diálogo e amigo do seu amigo. Numa breve mensagem, via sms, deixou-me simplesmente sem palavras. Ora vejam lá se não tenho razão:
Acabei de ler o teu "Pela Noite Dentro", contudo, "repleto de luz"; irónico, mordaz, imaginativo, magnético, revelador do domínio do conhecimento da vida bucólica e, terminando com um ensaio a pisar o "contemporâneo vazio", bem engendrado e bem sucedido. Tudo em crescendo! Parabéns.
As reacções ao meu terceiro livro continuam a crescer. Os leitores, comentadores e bloguers continuam a validar que este livro tem (alguma) competênca.
Doido que sou pelas estatísiticas e demais informação vou recolhendo, com a devida calma, as observações que cada pessoa perorou sobre a minha escrita.
Posto o que escrevi e após o primeiro apanhado que publiquei há menos de um mês eis a segunda parte.
Principio então pelo Vagueando que neste seu postal regista muita informação relevante. De muitos elogios há um que retiro do seu postal com o qual resume de maneira assertiva o que é realmente a minha escrita: "Prazer da leitura, simples, descomplicada..." É isso mesmo! A leitura de um livro como este deve conter muitas emoções, dúvidas e alegrias, porém deverá constituir-se de uma leitura célere e concisa.
Entretanto uns dias mm as tarde quma autora que muito prezo vinha publicamente agradecer o livro no seu blogue, sempre tão interessante. O problema é que só descobri o postal já muito tempo depois de ter escrito as primeira reações.
Entra agora em cena o meu amigo Pedro Oliveira para quem não chegaram dois postais para falar sobre o meu livro. O primeiro acusava a recepção do livro e no segundo elaborou umas fugas em "SCP o maior" com a promessa outrossim de novo postal!
No dia 9 a minha amiga Maria analisava no seu blogue, com cuidado e conhecimento, o meu pobre livro. Uma crítica bem construída que adorei ler. Obrigado Maria pelas palavras e acima dde tuddo pela amizade.
Ontem a nossa senhora professora Maribel, proprietária de um dos melhores pedagógicos blogues deste sapal discorreu também sobre o meu livro. Uma jovem que tem, ainda assim, uma visão muito especial sobre a minha escrita. Basta perceber que tem talvez uma das mais dificeis profissões do Mundo: educar!
Finalmente hoje a Marta brindou-me com esta análise muito bem esgalhada e assertiva. É sempre bom percebermos que quem nos lê fica melhor que quando principiou. No fundo é isto que nos leva a escrever. Obrigado Marta.
Agora é aguardar novos comentários e postais, mesmo que seja para dizer mal.
Como já foi por aqui divulgado, no início deste mês dei luz a mais um livro de contos. A exemplo do que fiz com os anteriores logo no dealbar do mês principiei a distribuí-los de forma gratuita aos meus amigos de escrita e obviamente a alguma família assim como a amigos aqui de casa.
Mas se "santos de casa não fazem milagres" já que os que comigo convivem não ousaram fazer qualquer comentário, os de fora já principiaram a falar deste meu novo livro.
A primeira que eu tive conhecimento foi a Maroussia que em breves e mui tocantes palavras falou deste autor e do novo livro. Aguardo obviamente uma análise mais profunda à leitura, pois é sempre importante para quem escrever sentir o pulsar da sua escrita plasmado nas palavras dos outros.
Nesse mesmo dia a minha amiga de longa data Maria do Cantinho da Casa agradecia publicamente a oferta, embrulhada numa promessa. Fico a aguardar as tuas sensações deste pedaço de escrita.
Não ficaram por aqui as reacções e já quase no fim do mês a Romi do blogue Desabafos escrevia um bonito pedaço de prosa no seu espaço tão intimista quão agradável.
Entretanto meava Maio quando a Anita acusa a recepção do meu livro no seu fantástico blogue Não me canso disto. Esta referência escapou-me quando esgalhei este postal esta manhã, mas creio que ainda venho a tempo de pedir desculpa e reconhecer o meu erro. Desculpa Anitra, mas tens de dar desconto a este pobre de Cristo. É que a idade também já conta.
Já está Maio a fechar cortinas quando a muito competente e sensível artista plástica Olga Cardoso Pinto do blogue A cor da escrita escrevia um fantástico postal recheado de bonitas palavras. Um enormíssimo bem-hajas.
Remato com uma verdadeira análise. Escrita pelo meu bom amigo João-Afonso, célebre e viajante escritor e dono de um mais competentes blogues o Jam sem Terra. Revi-me nas suas fantásticas palavras e cuidou de me elogiar de uma forma que me acresce assaz responsabilidade. Obrigado companheiro de escrita, muito obrigado.
Nota final para o meu editor que num mail muito sucinto, mas nem por isso menos importante escreveu isto:
«Pela noite dentro» foi o meu livro de cabeceira nestes últimos dias. Gostei muito, tem recortes literários de muito mérito e a vida da aldeia está superiormente evocada. Os meus parabéns!
Devido ao meu mais recente livro e sobre o qual já aqui perorei, um antigo colega e amigo colocou-me uma questão e que se prendia com a razão do título do livro.
Um bom título é quase sempre uma porta aberta para o sucesso. E tanto posso estar a falar de um livro, um quadro ou simplesmente um artigo mesmo que seja de opinião.
Eu gosto de um bom título, daqueles que nos captam logo a atenção. Então se houver um jogo de palavras tanto melhor.
O título do meu livro não tem nenhum dos epítetos que referi acima, mas conta muito do que foi a construção desta pouco mais de centena e meia de páginas.
"Pela noite dentro... e outros escritos" não corresponde à ideia de todos os textos terem sido escritos madrugadas fora. Alguns reconheço que sim, mas a maioria foram pensados e alinhavados na minha cabeça em muitas noites de insónia e pouco repouso.
A noite trás-me calma e serenidade suficientes e necessárias para conseguir retirar de dentro de mim todas as palavras e sentimentos, de forma a que uma estória faça sentido.
Para mim e principalmente para os outros!
Todavia demora tempo este trabalho. Retiro, recoloco, volto a apagar ene vezes palavras e frases. Para que tudo fique perfeito (para demasiadas vezes não ficar).
Porque há uma enormíssima diferença entre redigir ou escrever. Na primeira juntas as palavras para conseguires frases! Na outra juntas os sentimentos para saírem emoções anormalmente enfeitadas.
O meu mais recente livro já anda por aí! Literalmente!
É que hoje enviei, via CTT, para um grupo de bons amigos o "Pela noite Dentro... contos e outros escritos". É certo que já aqui havia falado dele de uma forma mais detalhada, mas num contexto absolutamente diferente, um pouco à laia de ante-estreia!
Bom... dito isto agora vai ser o tempo de embrulhar dezenas de volumes, escrever moradas e entregá-los numa qualquer estação dos Correios, de forma a que eles cheguem aos seus destinatários. Um trabalho moroso, mas que tem de ser feito... pois de outra forma o livro não chegaria a ninguém já que não os vendo... apenas partilho.
Alguns dos meus amigis mais aborrecidos ainda têm a coragem de me perguntar porque não entrego os originais a uma editora com distribuição. A resposta será, até ver, sempre a mesma: eu não quero vender livros, apenas partilhá-los!
É nesta partilha que encontro a minha própria felicidade interior que tanto me anima a escrever. Apraz-me oferecer, não cultura, porque não ouso a tanto, mas apenas leitura.
Hoje como há uns dias, não penso em voltar a publicar livros neste formato. Não se prende com uma questão financeira, mas de capacidade pessoal, até porque alguns dos contos deste livro foram escritos há muitos anos!
Por fim quero agradecer a todos, todos, todos que me estimulam diariamente a escrever. No fundo este livro (e os anteriores!!!) é mais vosso que meu!
Já me passava esta data não fosse alguém amigo, numa conversa quase privada, chamar à atenção para este dia.
Ora nada melhor para comemorar este dia que apresentar ao Mundo o meu próximo best-seller! Estou a brincar pois nunca será um livro com esse epíteto porque não está obviamente preparado para tal!
Posto isto apresento o meu terceiro livro. Quem diria há alguns anos que estaria agora já a finalizar uma trilogia de contos. Nem nos meus mais atípicos sonhos!
"Pela noite dentro... Contos e outros escritos" foi a consequência (quase) normal dos que o antecederam. Cada um dos anteriores tem características próprias bem diferentes deste agora, sem bem que o tipo de escrita não defira muito.
Ora se tudo tem um princípio também é sabido que tudo terá um fim. Assim sendo sinto que esta será a minha última aventura neste género de prosa, já que o meu desejo futuro será escrever e talvez publicar um romance. Só que para tal necessito de tempo (onde é que ele está???) e muita, muita pesquisa.
Assim fica para já esta trilogia de pequenas estórias, este último com direito a prefácio escrito por uma amiga há quase meio século e que escreve muito mas muito melhor que eu. A capa e contracapa são da excepcional ilustradora Olga Cardoso Pinto (que cuidou de desenhar as capas dos anteriores) enquanto a revisão coube a Isabel Bolsa, também ela uma boa amiga.
Aqui fica a capa e contracapa deste meu novo livro, que sendo minimalista é, acima de tudo, assaz assertivo.
Há muitos anos li algures um texto que falava de Eça de Queirós e da maneira como o enorme romancista do Realismo português cuidava dos seus textos.
Ao que dizem Eça era tão perfecionista na sua escrita que corria atrás dos seus escritos mesmo quando estes iam para a tipografia. E até aí tentava amiúde alterar aquela palavra ou sei lá uma vírgula.
Não sou Eça, e mesmo eu escrevendo, estou a teramilhões de quilómetros de distância daquele escritor tanto na quantidade de obras, mas acima de tudo na qualidade destas. Nestas coisas não há como assumirmos a nossa humildade.
No entanto sofro da mesma doença na tentativa de perfeição dos meus textos.
Tenho comigo já a prova do meu próximo livro. Mas as emendas que tenho feito são tantas que de repente lembrei-me de Eça. Como disse alguém escrever são 10 por cento de inspiração e 90 de transpiração.
Estou agora nos tais 90 pontos percentuais. Para que todos consigam ler como deve ser os outros dez!
... E houve corrida na ponte 25 de Abril acabei por adiar para amanhã o meu regresso à belíssima cidade da Amadora que tem várias coisas boas: as estradas para sairmos de lá!
Um fim de semana (estou aqui na minha casa da Aroeira desde sexta-feira) muito chuvoso e frio. Por isso a lareira trabalhou muitas horas queimando quilos de lenha.
Desde as férias que não passava um Domingo assim: com calma, serenidade e alguma escrita, nomeadamente emendar o meu próximo livro após uma revisão cuidada, competente e profissional.
Posto isto deu para fugir dos casos da nossa triste política que quase diariamente surgem a público.
Desta vez sem desafios associados com alguns inéditos e outros, que não sendo novos, novos, foram pouco ou nada divulgados. Neste momento não tenho qualquer previsão para a sua publicação, até porque há diversas entidades envolvidas como será a ilustradora, a revisora e até terá, desta vez, um prefácio escrito por uma amiga de longuíssima data. Portanto ainda muito trabalho pela frente...
Entretanto hoje recebi uma visita de alguém que viveu na casa ao lado da minha durante muitos anos e já não nos víamos há muitos anos nomeadamente a partir do falecimento da mãe e a ida do pai para um lar..
Uma breve troca de elogios (estás na mesma, não te fazes velho...) acabámos por falar do que cada um ainda faz. Ele, reformado como eu, estava muito ocupado por ser tesoureiro de umas comunidades religiosas a que pertence. Por este lado falei-lhe dos meus netos, da minha vida agrícola, dos meus pais e obviamente da minha escrita. Aqui ele abriu o olho e perguntou-me:
- Tu escreves livros?
- Já escrevi dois e estou a finalizar o terceiro.
A determinada altura pergunta-me quanto ganhava em escrever os livros. Dei uma gargalhada e devolvi a resposta dizendo que os meus livros são todos oferecidos. Espantado com a minha resposta voltou a questionar-me:
.- Tu escreves, editas e depois ofereces os livros?
- Exactamente!
- Qual o interesse?
Ora foi aqui que me calei. Não respondi nem ousei fazê-lo, porque considerei que a resposta que lhe desse não o convenceria. Entretanto meteu-se outra coisa na conversa e acabei por não lhe dar qualquer resposta.
No entanto a sua questão colocada assim deixou-me a matutar: "qual o interesse?" perguntou ele!
E eu sem uma resposta a preceito.
"Caneco", pensei para mim... terei de achar uma resposta para esta questão!
Obviamente que o meu próximo livro também será oferecido. Porém espero até ao seu lançamento encontrar a verdadeira resposta.
Comecei hoje a percorrer os primeiros trilhos que me levarão à publicação do meu terceiro livro. Aqueles trilhos apenas querem significar a recolha de textos já escritos, alguns há muito tempo, outros nem por isso, e a respectiva compilação para calmamente fazer uma revisão crítica ou, quiçá, reescrevê-los.
Para já, e ainda não recolhi todos, já tenho 130 páginas para reler e editar!
Porém as coincidências tem relação com um outro postal que alguém escreveu, mas já lá iremos. Entretanto o que convém realçar aqui e agora são ainda as reacções ao meu livro publicado em Maio passado.
Já havíamos entrado no Outono quando o Francisco reservou um pedaço deste seu postal para falar também do "Des(a)fiando Contos". Um agradecimento que ainda não fizera publicamente, não por esquecimento, mas porque necessitava de o entroncar com outro postal. Este mesmo que agora assino.
Ora as tais coincidências que falo no título deste postal prendem-se então com um encantador naco de prosa que muito me lisonjeia. A MJP é uma amiga, vai para uns anos, oriunda destas andanças de escrita. Comentário para cá, comentário para lá, originaram a cimentação de uma enorme amizade.
Assim esta menina não pretendeu deixar os seus créditos por mãos alheias e vai também de botar opinião sobre o meu livro acima referido.
Um texto que surgiu neste mesmo dia em que começa a dita minha caminhada para um terceiro volume... Daqui a referência às coincidências... Ou talvez não sejam!