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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Uma questão de opção!

A maneira como cada pessoa gere as suas contas é da sua inteira responsabilidade.

Enquanto uns procuram dar razão à expressão "gastar vamos" outros há que procuram o dito "poupar vamos". Mais uma vez a decisão é individual e não devem ser atribuídas culpas a ninguém se as coisas correrem bem ou mal (quase sempre correm mal!).

Pondo as coisas no devido contexto estou a referir-me a famílias com um rendimento razoável e mais ou menos certo no final do mês. Obviamente que excluo desta equação todas as pessoas que recebem abaixo do salário mínimo (normalmente reformados e/ou pensionistas).

Li há pouco uma notícia orriunda do Banco de Portugal (BdP) onde este entidade aconselha as pessoas a terem algum dinheiro vivo em casa, para uma eventualidade de falhas dos sistemas de pagamentos e/ou levantamentos electrónicos. Uma ideia que não é original pois o próprio BCE já o havia aconselhado.

Ora os valores mínimos variam entre os 70 euros por cada adulto e 30 por criança. Isto é para um casal com dois filhos, por exemplo, serão 200 euros que a família terá de retirar ao orçamento familiar. A própria DECO dizia que as famílias deveriam tentar poupar entre cinco a dez euros mensalmente para constituirem essa carteira fiduciária.

Um esforço para muita gente, para outras famílias talvez um exercício menos esforçado. Porém o que conta é a necessidade de se ter algum dinheiro em casa, acima de tudo para pagar alguma compra urgente.

Entretanto muitos dirão que não conseguem poupar tanto dinheiro, face às despesas que têm normalmente. Só que as tais ditas despesas envolvem na maioria das vezes demasiados vícios, sendo alguns destes muito caros, mas que ninguém quer abdicar.

Manter contas equilibradas não é uma tarefa fácil, mas tornar-se-á muito mais difícil se não conseguirmos controlar os nossos gastos...

Tudo é uma questão de opção!

"Já lhe dei o meu cartão?"

A frase/pergunta do título deste postal remonta aos anos setenta aquando da entrada nas nossas casas da primeira telenovela brasileira chamada "Gabriela, Cravo e Canela" do escritor, jamais nobilizado, Jorge Amado.

Lembrei-me desta frase no passado Sábado quando me encontrava na fila para pagar combustível e reparei que a senhora que me precedia teve de se valer de um quinto cartão para poder pagar a despesa feita.

Também eu tenho vários na carteira, mas nunca tive essa necesssidade de rapar de uma série deles para que um pudesse pagar a minha dívida.

Quando trabalhava encontrei diversos casos de pessoas com seis, sete cartões e até mais, todos eles de crédito. Com um pagavam o crédito do outro e assim sucessivamente, até à altura em que os rendimentos... não chegavam para pagar as dívidas.

A literacia financeira dos nossos ancestrais avós (poupar para uma eventualidade) foi modernamente substituída pela ideia do "gastar vamos"! Com as tristes figuras que muitos fazem.
Neste caso não sei se a senhora teria algum problema com cartões ou apenas buscava um onde pudesse encaixar a despesa. Todavia fico sempre desconfiado quando dou conta de casos onde as pessoas assentam a sua normal vida numa filosofia tão popular como é a do popular "maltês de bronze: ganha dez e gasta onze"!

Continuo a dizer que é necessário ensinar as crianças, desde o básico, que o dinheiro também serve para... poupar!

O preço da esperança

Tenho alguma relutância em falar do assunto que envolve finanças pessoais porque muita gente ao ler este postal tenderá a discordar comigo pois no que concerne à gestão fiduciária pessoal, sou muito espartano. Ao invés de quando era jovem... (a idade serve para isso... ensinar).

Esta manhã fui ao pão a uma pastelaria a 500 metros de casa. Estava eu na fila para pagar o pão adquirido e à minha frente quatro senhoras queixavam-se do aumento de preços, eventual prenúncio de uma escalada da inflação. 

Não tomei nota de que produtos estariam a falar, quiçá combustíveis, mas calmamente chegaram à caixa. Cada uma, deste poquer de damas, pagou a sua despesa, mas todas acrescentaram a despesa do pequeno-almoço diversas raspadinhas (eu sei, eu sei o que estarão a pensar sobre esta minha demanda!). Vejo-as depois cá fora a raspar freneticamente e a deitarem todos os talões sem prémio num caixote para tal.

O curioso (ou talvez não) é que nenhuma delas se queixou do preço do jogo cujo valor desconheço totalmente.

Porque no fundo, no fundo o preço da esperança de uma vida melhor nunca será demasiado elevado.

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