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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Elas andam aí! Algumas...

Sou dos que consideram as trotinetas electricas como uma praga. Tal e qual um virus mau que se instala no corpo da gente.

Todavia o problema não é o equipamento em si, que por muito que se pense ou julgue não tem vida própria, mas unicamente os seus utilizadores.

A verdade é que as trotinetas atapetam em alguns locais todo um chão, inibindo os traseuntes de passarem e são por isso um verdadeiro transtorno.

Ainda por cima numa cidade, por exemplo, com tanto idoso como é Lisboa, parece-me pouco simpático alguém usar o equipamento e depois largá-lo no sítio mais incrível.

Numa rede social bem conhecida alguém criou uma página para mostrar os locais onde utilizadores depositam as ditas trotinetas.

Como se pode ver aqui.

 

Chove na capital!

Já por aqui fui dizendo que a cidade de Lisboa e os seus utentes não foram habituados a conviverem com a chuva.

Primeiro a própria urbe que não está preparada nem foi pensada para dias de intempérie e muito menos para horas seguidas de pluviosidade. A maioria das sargetas não escoam o que origina muitos locais de grande concentração de água, com os evidentes congestionamentos no trânsito citadino. Depois a impermebialização é tanta que a água, que podia entrar nalgumas terras se existissem, vai engrossar as torrentes já de si enormes.

A tarde de hoje na cidade foi terrível por causa do temporal, de tal forma que foi quase com sorte que consegui escapar a algumas inundações.

A edilidade lisboeta entretanto continua muito mais preocupada em alterar a toponímia da algumas velhas artérias, em vez de fazer o seu real trabalho de cuidar de quem anda pela cidade.

Depois admiram-se das desgraças que aqui e ali vão surgindo!

Autocarro para onde?

Quando vou a uma qualquer povoação portuguesa costumo estar atento aos transportes públicos locais. Especialmente por causa dos destinos que indicam.

Obviamente como estrangeiro na cidade ou vila não conheço onde são os sítios, mas há quem conheça.

Lisboa não foge também a este “drama” toponímico e imagino o que é que pensarão aqueles que veêm alguns estranhos destinos dos autocarros.

O mais curioso será sem dúvida o Senhor Roubado. Todavia que dizer de Buraca ou Picheleira? E de Santos ou Beato?

Podemos também encontrar destinos como Poço do Bispo, Braço  de Prata ou Boa-Hora, Graça ou Prazeres este último um local onde estranhamente há um enorme… cemitério.

Termino com a referencia ao local do Rato bem perto da Estrela que fica encostada à Lapa.

Para alguém de Lisboa parecem nomes perfeitamente normais, mas será assim para os visitantes da cidade?

Eu no Mundo!

Volto a assunto do qual já aqui falei por diversas vezes e que se prende com os turistas em Lisboa. A Baixa Pombalina quase parece a Praça de S. Marcos em Veneza.

Evolui naquelas ruas um número tão elevado de turistas que daqui a uns tempos os portugueses é que são os estranhos.

Tive de ir tratar de umas compras à rua da Madalena para depois ir à Rua do Carmo, a tal artéria que os meus amigos de Almada imortalizaram numa bela canção. O que equivale dizer que palmilhei toda a Rua de Santa Justa, desde a Rua dos Fanqueiros onde começa, até ao elevador com o mesmo nome.

Mais ou menos pela rua Augusta parei para dar fé do ambiente. Nesse instante dei conta da quantidade de turistas que fotografavam. Para cima, para baixo, para a esquerda, para a direita, quase parece um exercício de aeróbica.

Mas fiquei deveras preocupado com a minha imagem só de pensar em quantas fotos, por esse mundo fora, irei aparecer.

Ainda por cima hoje, que nem uma gravatinha ranhosa usei!

Como arrefeceu na cidade!

Cheguei cedo a Lisboa. Como sempre.

Distribuí a minha malta pelos diversos locais de trabalho e finalmente estacionei no local devido, perto do meu trabalho.

A manhã acordava com muito movimento e ar fesco, todavia ainda assim agradável.

Entrei no "Open Space" onde me cruzei com as senhoras da limpeza. Liguei o computador, esperei que arrancasse, vi os mails e decidi por último tomar o pequeno-almoço.

Demorei precisamente meia-hora. O suficiente para perceber que a cidade fora, num ápice, totalmente invadida por um nevoeiro húmido e por muito frio. De tal forma que em muito pouco tempo as minhas mãos ficaram geladas.

O curioso é que no final da manhã levantou-se o nevoeiro, surgiu o sol, mas o frio não amainou. Bem pelo contrário... este veio para ficar.

Os meus dedos enregelados que o digam.

 

Na minha cidade VIII - Táxista desembaraçado!

São nove da manhã. Estou num dos centros financeiros da cidade, paredes meias com a Avenida da Liberdade. Após o meu pequeno almoço tenho que ir a uma caixa automática fazer pagamentos.

À porta um colega fuma um cigarro.

Cumprimentos para cá, larachas para lá eis senão quando reparo numa situação estranha que se passa ali mesmo ao pé: uma mulher com três crianças pequenas encontra-se num meio de uma passadeira à conversa com outra senhora.

Não se preocupou com os carros. De todo! Mais uma que considera a passadeira o prolongamento do passeio.

É meio-dia e meia hora. Somos seis num táxi. Tivemos sorte de apanhar um desses com muitos lugares. O trânsito àquela hora está autenticamente um caos. São os transeuntes, na maioria turistas, os já célebres "tuk-tuk", os autocarros, os centenários electricos tudo junto com destino às zonas mais turisticas da cidade, curiosamente local para onde tentamos ir.

Uma das conhecidas calçadas de Lisboa tem dois sentidos para os carros, mas somente um para os electricos. O táxi começa a subir a rua mas a meio há uma carrinha a descarregar. Impossível passar.

O táxista é paciente e estranhamente não apita. Todavia o pior estaria para chegar... Duzentos metros mais acima a rua alarga, mas há carros estacionados no sentido descendente e em segunda fila está outro carro. Mesmo à nossa frente um electrico não consegue passar. Os carros no sentido descendente estão parados porque não conseguem contornar o que está mal parado. Há que recuar de forma a dar espaço ao transporte público de passar.

Ao lado do nosso táxi uma menina tenta recuar o carro no sentido ascendente. Por diversas vezes que o tenta. Enerva-se e deixa descair o seu veículo batendo no da frente (o tal que está indevidamente parado e atrapalhor tudo isto!). O "nosso" táxista decide, á boa maneira marialva, salta do táxi, tira a menina do carro e retira a viatura do local.

Entra no táxi todo contente. Finalmente seguimos viagem. Com imenso prazer assistimos sem querer a mais um belíssimo retrato humano da nossa cidade.

Gosto de saber o que como!

Definitivamente não sou pessoa para enormes experiências gastronómicas. Digam o que disseram só gosto de comer o que faz mal, seja carne ou peixe! E nunca vegetariano ou macrobiótico e muito menos vegan.

Enfim… tenho consciência que um dia terei de morrer e deste modo prefiro fazê-lo após uma boa refeição. Porque isto de partir para o outro lado saudável, não dá gozo nenhum e é obviamente um grande desperdício.

É com base nestes meus (parvos) argumentos que continuo a “alargar” o meu raio de acção, com a ideia fixa de que os três números na balança chegarão um dia!

Isto de se gostar de cozido à portuguesa ou de um arroz de galo tem os seus custos (leia-se pesos!). Já para não falar de um arroz de lampreia ou de lavagante. Se juntarmos a tudo isto um pargo assado no forno ou uns chocos de Setúbal ou uma caldeirada de Sesimbra, tudo certamente muito bem regado… temos um comensal de bom gosto (mas com pouco dinheiro!!!).

Abordei este tema porque a cidade de Lisboa está cada vez mais pejada de restaurantes de todas as espécies e origens, perante os quais me surge um imenso cepticismo. Desculpem lá a coisa…

Não é que os produtos lá confecionados não sejam de primeira qualidade, nada disso, mas sinceramente, comer coisas que não sei o que são torna-se-me muito difícil.

Adoraria a cidade assim... sempre!

Lisboa por estes dias de festas é uma cidade transitável. O movimento é reduzido, os transeuntes que se atiram para a estrada são em menor número, os táxistas conseguem até ser simpáticos e até dão passagem num cruzamento.

Fica então a pergunta: porque não somos assim durante todo o ano?

Se não posso nem devo pedir que haja menos carros nas estradas, já que há mais gente a trabalhar após as curtas férias, pelo menos podiam todos portar-se como se fosse sempre a época de Natal.

Provavelmente a sinistralidade diminuiria, tal como o desgaste dos carros e dos condutores citadinos.

Fica a ideia. E um desejo!

 

Baixa Pombalina, tempos novos?

Durante anos trabalhei na Baixa de Lisboa. Um local cosmopolita tanto em pessoas como em lojas, de todos os géneros e para todos os gostos... e bolsas.

Bom... depois houve o incêndio do Chiado... no Verão de 1988. E este golpe foi realmente fatal.

Grande parte das grandes empresas (leia-se bancos) acabaram por fugir da Baixa e deste modo, o que fora durante dezenas de anos, o centro financeiro do país transferiu-se para outros locais, alguns deles até para fora da cidade..

Lentamente toda aquela área foi assim definhando, não obstante as tentativas de reanimar a zona rainha do Chiado: Os Grandes Armazéns! Com relativo exito...

Mas a Baixa é muito mais que a rua Garrett e ruas envolventes. Desde o Tejo até ao Rossio e desde a rua do Cruxifixo à rua da Madalena, há um conjunto de pequenos negócios que a evolução dos (novos) tempos tem vindo a encerrar.

A maioria dos prédios acabaram por ficar devolutos o que originou naturalmente enormes e radicais intervenções nos edifícios.

São estas intervenções que estão a determinar o fim da Baixa. Hoje todos aquelas lojas, comércios, locais históricos e não só, que durante anos conhecemos, estão todos transformados em hotéis. E há para todos os gostos e carteiras.

Hoje soube que a cervejaria Caracol que me recordo desde muito miúdo, fechou também. Porque naquele lugar vai nascer, imaginem... um hotel!

O charme da Baixa desapareceu. Olvidando ainda algumas lojas que tentam resistir a esta nova invasão, certo é que a Lisboa está a perder, dia a dia, a sua normal identificação. As casas de souvenirs e os restaurantes de qualidade duvidosa são outra doença na Baixa.

Um verdadeiro casamento entre a cidade e o rio jamais se fez, E agora parece-me demasiado tarde.

O pior é que, se um dia alguém coloca uma bomba nesta cidade o turismo, que agora literalmente invade e alimenta a capital, desaparece num ápice.

Lisboa deixou há muito de ser a "Menina e Moça" de que falava Ary dos Santos. Hoje a Baixa passou a ser uma idosa a quem fizeram uma (má) operação plástica.

 

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