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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Tempo de ditadores

Preocupa-me o crescente ressurgimento de ditadores. Se alguns são já sobejamente conhecidos como é o caso de Raul Castro, que sucedeu ao seu irmão Fidel sem quaisquer eleições democráticas (a voz do povo em Cuba não conta para nada!), outros vão-se erguendo e mostrando ao Mundo o pior dos seus regimes.

Começo certamente por Nicolas Maduro que sucedeu ao malogrado Hugo Chavez. Independentemente das razões e do que cada um possa desculpar ao actual Presidente da Venezuela, a verdade é só uma: a Ditadura existe e brevemente prevê-se que seja muuuuuito pior.

Entretanto do outro lado do Mundo, na Coreia do Norte, Kim Jong-un lidera um país com punho de ferro, olvidando todos e quaisquer direitos humanos. Prepara-se para uma guerra sem a verdadeira consciência no que se vai meter e o que pode originar.

Bem mais perto, entre a Europa e a Ásia, temos agora Erdogan, um conservador turco com diversos assomos ditatoriais. Tal como Maduro, levou a sufrágio alterações que foram aceites e aprovadas e que originou a assumpção de (ainda) mais poder.

Depois temos Putin e Trump. Duas faces de uma mesma moeda, com igual intuito (dominar a seu bel-prazer o mundo), mas diferentes maneiras de agir (ou talvez não!!!).

Obviamente que não esqueço a China e outras ditaduras espalhadas por esse Mundo fora e de quem quase ninguém fala.

Tudo junto preocupa-me o futuro deste planeta. Caminhamos a passos largos para uma outra guerra à escala Mundial com consequências imprevisíveis.

A paz e a liberdade são direitos mundialmente consagrados. Bastava que se lesse a Carta Internacional dos Direitos Humanos, que diz expressamente no seu primeiro artigo:

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Há, no entanto, quem interprete aquela Carta, com quase 70 anos, de forma enviesada, dando assim azo a posturas ditatoriais e sempre em nome dos mais elevados interesses do povo que, na maioria das vezes, não sabe o que lhe irá acontecer.

A praia é de todos?

À entrada da praia, que por estes dias quentes vou frequentando, há um suporte onde vão morando pequenos cones vermelhos de plástico. Estes utensílios apenas servem os fumadores que neles podem depositar as cinzas e as beatas dos cigarros que vão fumando. De forma gratuita!

Não obstante esta simpatia oferecida pelo concessionário da praia, a realidade mostra que os fumadores não se preocupam grandemente com os outros utentes e continuam a fazer das areias das praias os seus imensos cinzeiros.

Cada pessoa tem o direito de ter o vício que achar por bem. Só que este vício não deverá chocar com os direitos daqueles que não os têm. É uma simples questão de cidadania e quiçá... de liberdade.

Dito de outra maneira os fumadores, neste país, evidenciam mais direitos que os outros. O que me parece realmente bizarro pois tenho todo o direito a uma praia limpa e sem pontas de cigarros espalhados pelo areal. Eu também pago impostos…

Consciente que esta é uma luta inglória e com um derrotado à partida - eu, enquanto puder não me calo.

Nem deixo de escrever sobre este assunto!

O Povo português!

Recebo com frequência nos meus mails uma quantidade de textos, slides e ligações a blogues ou notícias, dando conta de um grupo de homens e mulheres que não passam de uns burros chapados e idiotas empedernidos e a quem dão o nome de portugueses. Claro está que os únicos lusos inteligentes e esclarecidos são aqueles que escrevem e divulgam tais barbaridades.


Fico obviamente admirado com aquilo que escrevem maldizendo este pobre povo. Um povo que dividiu com a Espanha o mundo ao meio, que achou o Brasil, que encontrou uma forma mais rápida de chegar à Índia, que não fosse por terra, que levou as espingardas ao Japão, que expulsou as tropas napoleónicas. Enfim coisas… corriqueiras da nossa história!

 

Este povo que agora é tão criticado por ter votado neste governo é o mesmo que no 25 de abril veio para a rua gritar vivas à liberdade, que encheu as estradas no 1º de Maio livre, que aceitou milhares de retornados após negociações ruinosas com as ex-colónias. Este povo burro foi o mesmo que votou em Ramalho Eanes para primeiro presidente eleito democraticamente e em Sampaio, votou em Soares e em Cavaco também para o mais alto cargo da nação. Este povo lorpa foi o mêsmo que elegeu Soares para PM ou Durão Barroso, que deu duas maiorias absolutas a Cavaco Silva e uma a José Sócrates. Que elegeu Guterres e Passos Coelho.

 

Este povo tão imbecil é o mesmo que votou através de referendo a favor da descriminalização do aborto e disse não à regionalização. Foi também este povo que veio para a rua apoiar a luta timorense contra a Indonésia ditatorial.

 

Pois é… parece então que este povo não é tão burro assim! Apenas alguns iluminados é que ainda não entenderam isso!

Onde pára a liberdade?

 

Todos, sem excepção, têm o direito de reclamar e dizer o que acham bem ou mal. Terá sido quiçá a maior conquista que nos trouxe o 25 de Abril de 1974. Porém a liberdade, que durante tantos anos nos foi suprimida, não é de todo um valor absoluto.

 

Mas há quem não pense assim, infelizmente! Há uma franja de portugueses que se sente no direito de dizer o que quer, quando quer e onde quer. E se alguém os proíbe clamam aos quatro ventos pela tal liberdade, olvidando claramente a dos outros.

 

Os episódios de hoje, com elementos do governo, são exemplos evidentes dessa falta de respeito pela liberdade. Viver em democracia tem (também) destes custos: saber escutar e aceitar as diferentes opiniões. Doutra forma viveríamos em ditadura…

 

Estas atitudes pouco democráticas obrigam-me a colocar a seguinte questão: e se aqueles que agora inibem os governantes de falar estivessem no governo e alguém os não deixassem discursar, que diriam?

 

Posso, como eles, não concordar com a forma como estes governantes estão a gerir este país, mas merecem o meu respeito como democrata que sou.

 

Já aqui referi que a liberdade não é um valor absoluto mas sobressai duma relação entre o respeito e a dignidade de cada um. E como a pessoa é um só único e diferente dos demais, com naturais desejos e vontades, encantos e desencantos, alegrias e tristezas, não se pode exigir que todos vejam o mundo da mesma forma e da mesmíssima maneira.

 

A liberdade é portanto, um bem demasiado precioso, para ser desperdiçado!

 

 

Tu escreves, eu decido!

Nota prévia: este texto não se refere a NINGUÈM da plataforma SAPO.


 

É ponto assente pela maioria dos portugueses, que vivemos em democracia desde o 25 de Abril de 74. Porque votamos, porque falamos, porque somos livres. Só que se esmiuçarmos bem, percebemos que há constantemente atentados às liberdades.

 

Por exemplo quem está no poder “gosta” de sentir que a televisão pública lhe é favorável. E mesmo noutros canais, distantes da esfera do Estado, há pressões. Lembrem-se do caso Marcelo no tempo do Governo de Santana Lopes, ou o exemplo de Manuela Moura Guedes no de José Sócrates, só para referir os que originaram alguns “engulhos” aos governos da época.

 

Só que no contexto da blogosfera há também censura. E da grande! Obviamente me dirão que um blogue é responsabilidade de certa pessoa e por isso tem o direito de decidir o que quer ver ou não publicado no seu espaço.

 

Pois tudo muito bem, só que isso pode indiciar uma forma de pré-censura. Vejamos um exemplo:

Alguém escreve uma notícia no seu próprio blogue que não corresponde minimamente à verdade. Nos comentários outrém ajuda à festa fazendo análises mais ou menos pejorativas ao tema da notícia. Todavia quando um comentador contrapõe com a verdade dos factos através de comentários, estes são pura e simplesmente suprimidos e jamais publicados.

 

Porque há gente que se acha senhor de toda a verdade. Porque se tomam como impolutos e incorruptíveis, acabam, no instante em que delimitam os comentários, por se tornarem piores que os mais horríveis ditadores.

 

Para os "iluminados" a liberdade só deve existir desde que todos alinhem pelo mesmo diapasão.

 

Para mim isso é censura. E da mais vil!

Os Santos Populares

Lembro-me como se fosse hoje o que eram os Santos Populares no meu tempo de juventude: fogueiras na rua… alegria… balões… gente que passeava calmamente, rindo e brincando.

 

Hoje os mesmos Santos Populares comemoram-se em restaurantes típicos com sardinhas a preços que nem a tróica aprova. Depois há os carteiristas, que no meio da confusão de tanta gente nas estreitas ruas vão rapinando mais carteiras que o Estado nos retira em impostos todos os dias.

 

Ainda me recordo dos miúdos a pedirem um tostão para o Santo António tal qual como no filme O Pátio das Cantigas com Vasco Santana.

Adorava de voltar a sentir esse tempo e essa sensação de… liberdade, não obstante vivermos em tempo de ditadura. Hoje que vivemos supostamente em completa liberdade, tenho medo de sair à rua mais que uma certa hora. Ando no Metro sempre receoso de chegar à estação sem a carteira ou o telemóvel.

 

Nos restaurantes de antigamente de bancos corridos e toalhas de plástico aos quadrados, vinham os pratos para a mesa mal lavados e nós com os guardanapos acabávamos por limpar o resto. Ninguém morria por isso e até a comida sabia melhor…

Actualmente temos autoridades, que ainda não sei bem se já fizeram alguma coisa, que não fosse prejudicar quem anda a lutar pela vida de forma honesta. Eles são toalhas de papel, copos todos especiais, condições para a cozinha tal e qual um restaurante fino.

 

Por tudo isto já não saio de casa.

 

Para quê? Pelo menos cá dentro a ASAE não põe os pés.

 

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