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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Tempo de matar!

Estou muito longe de entender as mentes deturpadas que ultimamente apareceram associadas a crimes violentos, quer seja a mulher que com a conivência e colaboração do namorado, matou a mãe adoptiva, quer seja a mulher de Luís Grilo recentemente detida por suspeita de ter morto o marido.

Em ambos os casos denoto uma frieza e, quiçá, algum rancor por parte dos autores plasmados na violência com que foram executados. Para além de haver uma mulher e um homem envolvidos… A vida não é uma série de televisão. Ou provavelmente até pode ser, mas sem “finais felizes”.

O dinheiro, o poder, o amor, a vingança serão os grandes móbeis para este género de crimes. Todavia no século em que tudo é escrutinado, quer por onde andemos, quer naquilo que fazemos, cometer um crime desta natureza, parece-me condenado ao fracasso. E ainda bem acrescento.

Agora caberá aos tribunais julgarem e condenarem os culpados. De forma célere e competente. Pois só assim se fará verdadeiramente justiça. O país e as vítimas (mesmo que mortas) assim o exigem.

Não há coincidências!

A prisão de oito pessoas alegadamente envolvidas no roubo das armas de um paiol em Tancos no dia de hoje, não me parece ser algo que decorreu das normais investigações. Há aqui qualquer coisa que não consigo deslindar.

O PR de vez em quando falava do caso e exigia que se descobrisse tudo sobre o que aconteceu em Tancos e respectivos envolvidos.

Se olharmos para a Justiça com a acesa polémica da não recondução da Procuradora Joana Marques Vidal, podemos perceber que poderá haver aqui uma troca de favores entre Marcelo e Costa.

(Tu deixas cair a Joana e eu deixo cair Tancos). Imagino que possa ter sido este o acordo entre S.Bento e Belém!

Porque na nossa (mui pobre) política o que parece é!

E as coincidências... só mesmo no Euromilhões!

 

Em prol da verdadeira justiça!

Não conheço a futura Procuradora Geral da República, nem sei se tem alguma tendência política. Entretanto ouvi ou li, já não sei bem precisar, que foi ou é amiga de José Sócrates. Portanto gente claramente descomprometida…

No início de 2015 considerei a ainda PGR como uma das figuras nacionais do ano de 2014, essencialmente pela sua postura e serenidade, associada a uma competência a todos os níveis louváveis.

É por demais evidente que o PS nunca gostou da senhora Procuradora. Naturalmente que a Operação Marquês contribuiu, e de que maneira, para este desamor por parte do partido liderado por António Costa.

Mas no meio deste salsifré de cadeiras, admira-me que o Presidente da República tenha entrado no jogo político do PS. Calculo que o Professor MRS não deseje alimentar guerras com os socialistas, pois só assim poderá pensar numa reeleição.

Todavia o PR não deve entender o seu magistério unicamente à luz da distribuição de beijos e abraços pelo povo. É necessário não se deixar enredar em tricas políticas e palacianas. O eleitorado que votou no Professor de Direito, pode até nem ser letrado, mas não é parvo, nem idiota.

Convém não esquecer!

O silêncio dos inocentes?

O número 2 do artigo 32º da Constituição da República Portuguesa diz textualmente o seguinte: “Todo o arguido se presume inocente até ao trânsito em julgado da sentença de condenação…”

Ao invés deste diploma a opinião pública é lesta em julgar e condenar aqueles que ainda não o foram pela justiça. Acrescento que esta postura não se trata de verdadeira justiça, mas pode deformar e de que maneira a vida futura do ou dos visados, mesmo que sejam declarados inocentes.

Trago este tema no seguimento do que tem vindo a lume sobre o antigo Ministro da Economia de José Sócrates, Manuel Pinho. As acusações que pairam sobre este antigo governante podem ser graves, mas é necessário que o Ministério Público faça o seu trabalho, antes de se assumirem condenações prévias.

Não bastava já a Portugal termos algumas feridas expostas com os casos José Sócrates e Ricardo Salgado, para agora surgir mais este conjunto de suspeitas sobre alguém que era, segundo li, um mero testa-de-ferro do Grupo Espírito Santo.

Muita gente critica o silêncio de Manuel Pinho. Eu acho que ele faz muito bem. Na verdade o antigo governante, que nunca foi uma sumidade em comunicação – relembro a sinalética taurina em pleno hemiciclo parlamentar e que lhe valeu a demissão, faz bem em manter-se calado. Não que esta postura o iliba, mas pelo menos não o enterra (ainda) mais.

Termino com a sensação de que, neste momento, as suspeitas que recaem sobre o antigo Ministro, são o pior que podia acontecer a José Sócrates.

Centeno vermelho

Em Dezembro passado neste meu texto assumia que um dos inimigos do actual Presidente do Eurogrupo seria Mário Centeno como Ministro das Finanças do Estado Português.

Quando escrevi aquele texto tentei que o humor fosse evidente, mais que um eventual jogo de interesses. Porém muito mais cedo do que eu julgaria Centeno vê-se a braços com um problema por ele criado.

Diz o povo que "à mulher de César não baste ser séria, tem de o parecer", Da mesma forma o Ministro das Finanças deveria ter cuidado com as relações que mantém. Não ponho em causa a sua seriedade como governante, mas este caso com um jogo no Benfica poderia e deveria ter sido evitado.

Todos os governantes têm consciência de que as suas vidas, a partir do momento que assumem uma pasta, deixam de ser deles e passam a ser do domínio público. Por muito que lhes custe e não o desejem, mas é o preço a pagar pelo lugar que ocupam.

António Costa já veio a terreiro defender o seu homem de mão. Nem podia ser de outra forma, sendo que se não o fizesse poderia colocar em causa o lugar do "Ronaldo" das Finanças Europeias.

As notícias das investigações policiais no gabinete de Mário Centeno já surgiram na impresa europeia da especialidade. Veremos agora o que nos reservará o futuro próximo.

Entretanto seria bom que a justiça, de uma vez por todas, fosse célere com as investigações.

 

Vírus convenientes

Li e ouvi há pouco que as escutas da Operação Marquês não se encontram em condições audíveis devido a um (ou provavelmente mais) vírus informáticos.

Ora bem estranho que de um momento para o outro as escutas feitas pelas autoridades não estejam nas melhores condições.

Tanto texto transcrito que eu por aí e de um momento para o outro tudo está infectado.

Ó ignomínia como podes estragar assim o acesso à verdade?

Justiça e cultura

Já vi um bocado de tudo na vida e não coloco as mãos no lume por ninguém. Nem mesmo por mim.

Todavia ainda há coisas que me espantam. É o caso ou não-caso do cantor popular Tony Carreira.

Sei quem é, mas nunca escutei nenhuma das suas músicas e portanto não sei nem posso julgar se houve ou não plágio.

Posto isto e segundo fui lendo por aí, há duas conclusões a retirar deste conflito de interesses. A primeira prende-se com o autor que afirma a pés juntos que não fez plágio.

Ora se acreditarmos no que diz, como aceita dar dinheiro, à laia de compensação, para as aldeias afectadas no último Verão pelos fogos? Diz o povo e bem “Quem não deve não teme!”. Será que deve ou será que teme? Ou ambas? Ou nenhuma das duas?

O segundo ponto vai directo para a justiça, que envolvida neste caso deveria, em face dos dados que tem, acusar ou ilibar o cantor. Aceitar uma doação parece-me no mínimo estranho, originando que futuros casos de usurpação de direitos de autor sejam minimizados com uma qualquer oferta a uma instituição. Ou dito de uma forma, quiçá mais assertiva, o crime pode compensar.

O direito à criação de conteúdos culturais mesmo que muito básicos e simples deveria ser sempre bem defendido e jamais usurpado. Seja pelas entidades competentes (SPA, DG das Artes, etc.) seja pelos próprios tribunais.

A cultura merece (também) uma justiça a preceito.

A (in)justiça da opinião pública

A Operação Marquês voltou à ordem do dia. Parece que desta vez, e finalmente, o Ministério Público deduziu acusações contra o Ex Primeiro Ministro, José Sócrates e mais uma datas de “artistas desta bola lusa”.

Mas antes de tudo se encaminhar para a barra do tribunal muitos avanços e recuos virão a lume. Todavia há, desde o início desta trama, uma espécie de mau estar quanto às supostas acusações contra José Sócrates.

O curioso é que esta postura de dúvida e incerteza não seja usada, por exemplo, para Ricardo Salgado. Dito de outra maneira os mesmos que defendem a presunção da inocência para com JS, são os mesmos que consideram Ricardo Salgado culpado antes mesmo do julgamento e do trânsito em julgado.

E quem diz Ricardo Salgado diz todos os outros elementos chamados à liça.

Portanto, e antes de mais, deixem os tribunais fazerem o seu trabalho. A justiça pode demorar, mas vem. Custe o que custar, doa a quem doer.

Felizmente que opinião pública não tem voto nem influência nesta matéria.

Fogo de injustiças!

Os incêndios já fazem parte do nosso dia a dia. As televisões carregam e sobrecarregam os tempos dos noticiários com imagens, algumas delas simplesmente dantescas, de matas e casas a arder, com a evacuação de aldeias, com um conjunto de episódios muito para além do que poderíamos sonhar nos nossos piores pesadelos.

Na mesma correria de notícias surge a informação de suspeitos detidos por fogo posto. São então presentes a juízes que, na maioria dos casos, os enviam para casa até aguardarem julgamento.

Há nesta (não) justiça algo profundamente errado. Ou sou eu que estou a ver mal?

Como pode um juiz deixar em liberdade alguém que cometeu um crime desta envergadura? O mais certo é voltar a fazer…

Se, entretanto, o criminoso arranjar um advogado com alguma experiência acaba por ser internado num qualquer hospício e solto passado pouco tempo.

O conceito de justiça dos compêndios difere, e muito, da realidade. Cada vez mais… É tempo de se olhar para a justiça com um cuidado redobrado de forma a evitarem-se males maiores.

Neste sentido seria bom, de uma vez por todas, que o Ministério Público passasse a ter um código penal específico para os incendiários, com uma moldura penal na medida exacta do crime cometido e que poderia passar muito bem pela prisão perpétua (esta gente não merece viver em liberdade!!!).

Termino com a infeliz ideia de que em Portugal a justiça jamais servirá a quem mais precisa dela.

A morte que veio do Céu

Sinceramente não entendo como foi possível o trágico acidente na praia de São Joâo, na Costa da Caparica.

Não sei como se pilota um avião, mas imagino que deverá haver procedimentos de segurança quanto às pessoas que estão em terra. Digo eu...

Ora esta tarde um homem e uma criança morreram porque um piloto não soube colocar o avião no mar? Faz algum sentido?

Eu sei que os acidentes podem acontecer, mas aterrar na areia quando provavelmente o poderia fazer dentro de água é que me parece ser mais que um acidente, é azelhice e muita irresponsabilidade.

Pronto mais um caso para a nossa morosa justiça resolver. Daqui a uns... sei lá 30 anos devermos ter as responsabilidades atribuídas.

Nessa altura, todavia, já ninguém se lembrará do caso da "Morte que veio do Céu".

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