Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A (in)justiça da opinião pública

A Operação Marquês voltou à ordem do dia. Parece que desta vez, e finalmente, o Ministério Público deduziu acusações contra o Ex Primeiro Ministro, José Sócrates e mais uma datas de “artistas desta bola lusa”.

Mas antes de tudo se encaminhar para a barra do tribunal muitos avanços e recuos virão a lume. Todavia há, desde o início desta trama, uma espécie de mau estar quanto às supostas acusações contra José Sócrates.

O curioso é que esta postura de dúvida e incerteza não seja usada, por exemplo, para Ricardo Salgado. Dito de outra maneira os mesmos que defendem a presunção da inocência para com JS, são os mesmos que consideram Ricardo Salgado culpado antes mesmo do julgamento e do trânsito em julgado.

E quem diz Ricardo Salgado diz todos os outros elementos chamados à liça.

Portanto, e antes de mais, deixem os tribunais fazerem o seu trabalho. A justiça pode demorar, mas vem. Custe o que custar, doa a quem doer.

Felizmente que opinião pública não tem voto nem influência nesta matéria.

Durão e Sócrates: os porreiros!

Então vamos lá a ver se eu entendo… Durão Barroso deixou de ser Primeiro Ministro em Portugal para poder ajudar a “Comissão Europeia”. Aqui esteve dois mandatos e Portugal gostou muito disso… Não era “porreiro pá”?

Passado o tempo devido Durão Barroso sai de Presidente da CE e envereda por dar umas aulas aqui e ali, pois que a vida continua e há que fazer por ela.

Surge então a notícia do convite feito pela Instituição Goldman Sachs para integrar esta instituição como CEO não-executivo.

Pronto foi a bomba… Toda a gente se virou contra o homem e até a própria CE lhe retirou o estatuto de ex-Presidente só porque acharam que há ou houve conflitos de interesses entre o tal Banco e a dita Comissão.

Sinceramente a mim nada disso me interessa:

1º - porque não sou eu que lhe pago o vencimento como CEO do tal banco multinacional;

2º - o trabalho que ele realizou na CE foi muitas vezes elogiado (li eu…) por diversos sectores;

3º - porque me cheira a “dor-de-corno” por parte dos seus opositores, que agora surgem como cogumelos.

Naturalmente que o Doutor Durão Barroso não necessita que eu o defenda publicamente mas como detesto “linchamentos políticos” cheira-me que esta campanha entronca numa espécie de vingança de alguma esquerda ressabiada tendo em conta os casos do ex-PM José Sócrates. Com esta campanha bem orquestrada, numa hipotética candidatura a Belém, ficarão ambos em pé de igualdade.

Nestas coisas da política profissional nada é deixado ao acaso, de tal forma que o futuro é pensado a dez anos.

Ou como é que acham que Marcelo Rebelo de Sousa ganhou as eleições Presidenciais?

Só uma ideia!

Não vi toda a entrevista que o antigo PM, José Sócrates, deu à TVI. Mas do que vi e ouvi transpareceu a ideia de que ele é (mais) uma vítima.

Até pode ser... mas creio que a forma e a altura para aparecer na TV tornou-se numa tentativa desesperada de convencer o pópulo luso de que está inocente.

Diz a Constituição que se deve presumir a inocência de um arguido até o processo transitar em julgado. O que JS veio fazer à televisão suscita-me assim muitas dúvidas quanto à sua presunção e criou, uma vez mais, novos embaraços a António Costa e consequentemente ao PS.

A hora de regresso definitivo à política activa por parte de JS aproxima-se!

E a passos largos!

 

 

A justiça da opinião pública!

Em meados da década de 2000 surgiu um caso que apaixonou e dividiu a sociedade portuguesa: uma menina de meses fora indevidamente (pelo menos não foram seguidos todos os pressupostos legais) adoptada por um casal sem filhos. Após uma longuíssima batalha judicial a criança acabou por ser entregue ao pai biológico. Falo deste caso porque a determinada altura o casal de adopção pensou que o julgamento da opinião pública seria suficiente para lhes dar razão. Um erro que lhes poderá ter custado a vitória no dito processo.

Plasmando estes acontecimentos já quase perdidos no passado semi recente, temos que José Sócrates pretende também que a opinião pública influencie as decisões judiciais. Um erro, que já se vê, lhe pode sair muito caro.

Desde o início deste processo que tenho a sensação que o ex-primeiro Ministro sente que deve estar acima da lei. Porém não creio que um juiz envie alguém para a prisão sem estar plenamente convicto da culpabilidade do arguido.

E a romagem ao Estabelecimento Prisional de Évora, qual santuário político, por parte de algumas figuras públicas relevantes, mais tem cimentado a ideia a Sócrates de que deveria estar em liberdade.

As eleições legislativas aproximam-se a passos largos. Da prisão, sempre que falar ou escrever, todos o vão ouvir e ler! Em prisão domiciliária JS perderia muito do fulgor de intervenção que tem vindo a ter. Detido, Sócrates apresentar-se-á sempre como uma vítima de um erro judicial ou de forma mais radical vítima de uma cabala assumindo-se como um preso (quase) político.

Daqui a vontade expressa do ex-PM de não querer ficar em prisão domiciliária. O problema é que todos nós estamos a pagar o sustento de um tipo que, segundo a dados da acusação, é suspeito, entre outras coisas, de branqueamento de capitais, que não me parece ser perigoso para a sociedade civil.

Mas isto sou eu que não percebo nada de Direito, contudo gostaria de ver melhor justiça!

De regresso... à política!

Segundo o que li ontem num jornal diário, o ex-primeiro ministro José Sócrates, vai participar na próxima campanha às eleições europeias.

 

O que equivale dizer que o antigo líder do PS vai dar uma mão (e que mão!!) a Francisco Assis. A meu ver este regresso de JS não é de todo inocente nem altruísta. Creio sim que Sócrates vem uma vez mais para a rua, para uma avaliação à sociedade (leia-se eleitorado), afim de perceber se tem lastro para uma eventual corrida a Belém.

 

O seu espaço como comentador da RTP começou com enorme audiência mas depressa perdeu espectadores. Ainda assim mantém aquela rubrica de opinião na RTP1.

 

António José Seguro como é já habitual, vai pautando a sua actuação ao sabor das indicações do actual governo. Foi preciso que Paulo Rangel lançasse, em pleno congresso do PSD, a questão sobre o candidato do PS às europeias para Seguro horas seguidas apresentar Assis. Quando deveria ser a oposição a marcar o tempo de intervenção política.

 

José Sócrates sabe que o povo não esquece! Nem o que ele fez enquanto primeiro ministro, deixando o país a um passo da bancarrota, nem o que este governo vai-se obrigando a fazer. E a actuação deste último poderá ser um capital que JS pode acumular a seu favor.

 

Dentro do Partido Socialista o regresso de Sócrates à politica de intervenção será sempre vista como uma ameaça à actual (má) liderança de Seguro. E basta que o PS não ganhe as próximas eleições europeias de forma categórica, como é provável, para o actual lider socialista sentir atrás de si o bafo de António Costa, claramente apoiado por José Sócrates, ou quiçá de um outro militante de peso.

 

Os ventos sopram para já a favor de Sócrates.

Ainda sobre a morte de Eusébio! - Parte II

 

Por causa do texto anterior um amigo de longa data enviou-me um video com as declarações do antigo primeiro-ministro José Sócrates, sobre o falecimento do Rei Eusébio. E... apenas acrescentarei que daquela personagem já nada me espanta.

 

Não bastava ter tirado um curso de Engenharia ao Domingo, vem agora provar que na infância o seu tempo de férias era dedicado aos estudos. Provavelmente detinha algum atraso em relação aos seus colegas de escola.

 

 

Talvez agora se perceba muitas das suas decisões!

 

E o Eusébio não merecia que gente desta viesse falar dele, publicamente. O Pantera Negra foi sempre muito mais importante para Portugal, que qualquer PM que tenha passado por São Bento!

 

 

Um pé em S.Bento e outro em Belém

 

Ainda não entendi muito bem este regresso de José Sócrates à ribalta.

Se for para dizer mal do governo, todos dizemos.

Se for para dizer mal da economia, todos sabemos.

Se for para falar contra o Vítor Gaspar, todos falamos.

Então para que servirá? E esmiuçando a pergunta, a quem servirá este retorno?

Demasiadas questões para um homem. Alguém que durante seis anos governou este país como quis, deixando-o em tal caos financeiro que durante décadas iremos arcar com as consequências.

Cheira-me que há aqui uma tentativa de colocar Seguro em alerta permanente. Por outras palavras… acredito que Sócrates vai querer liderar uma oposição a este governo (que na realidade ainda não houve), deixando António José muito inSeguro.

Numa tentativa de teoria da conspiração, avançaria com a ideia de que o ex-PM está a fazer a cama para António Costa se deitar nela, assumindo a liderança do partido. O reverso da medalha seria o actual presidente da edilidade ulissiponense tudo fazer para levar Sócrates para Belém. Ou alguém tem dúvidas que é, neste momento o grande desafio do PS?

O Partido Socialista não pretende ser governo para já, isso é sabido! Não quer, mais do que já esteve, estar envolvido nestas más políticas perpetradas pelo governo de Passos Coelho. Assim longe dos centros de decisão, no Largo do Rato, vão-se entretanto contando algumas espingardas de forma a perceber quem dentro do PS terá um futuro luminoso.

E claro José Sócrates vai ter uma palavra muito importante a dizer.

As gafes dos outros...

O país ficou atónito com as declarações de Cavaco Silva na passada sexta-feira. E tem razão para isso.
Um antigo PM, ex-ministro das finanças e ex-professor da Faculdade não pode declarar que não sabe quanto é a sua reforma. Pode naturalmente não saber ao tostão quanto recebe, mas tem com certeza conhecimento do valor da sua pensão duma forma global. Dizer que a reforma não lhe chega isso pode, se for verdade qual é o problema? Cada um é que sabe onde gasta o seu dinheiro. Desde que não fuja ao fisco. E ninguém tem nada com isso.
Mas ao Presidente cabe, no mínimo, ter cuidado com o que diz e acima de tudo como o diz. E se é sabido por todos, que o actual PR não tem o dom da palavra, pelo menos de forma espontânea, cabia aos seus assessores reservarem-no a mais um vexame escudando-o na expressão:
- Não faço comentários..
Mas o que eu venho aqui lembrar é que a todos toca, de quando em vez, a sineta da desgraça das palavras. Lembram-se da enorme gafe do PM na altura José Sócrates?
Curiosamente nessa altura não vi ninguém fazer petições a pedir a demissão do PM, nem peditórios, nem outras campanhas vis.
Não estou aqui a defender o PR, nem a desculpá-lo, Longe disso.
Mas parece-me estranho que muita gente só repare no “argueiro nos olhos dos outros”.

Para os mais desmemorizados eis aqui as palavras "inconvenientes" de José Sócrates.

 

 

 



Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D