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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Não sabem, não escrevam!

Custa-me ver plataformas de informação entregues a redactores que cometem erros de ortografia do mais básico que há. Não aceito...

Tenho perfeita consciência que o português de hoje, escrito e falado, está a anos-luz do tempo em que eu aprendi a ler e essencialmente a escrever. Tudo por culpa de programas escolares facilitistas, de acordos ortográficos horríveis e, principalmente, pelas novas tecnologias que criaram um léxico muito próprio.

No entanto nada disto invalida que um redactor, jornalista ou seja lá o que lhe queiram chamar, não consiga distinguir entre as formas verbais  "desenvolve-se" e "desenvolvesse".

Como podemos constatar no exemplo infra.

erro_portugues.jpg

Pior... Não haverá na plataforma um chefe de redacção ou um revisor que leia o texto antes de este ser publicado? Ou será que o próprio responsável não sabe ver a diferença?

Finalizo com o sentimento de que se não sabem escrever... não escrevam.

O(s) dono(s) da verdade

Ficou prometido à Sarin escrever um texto, em forma de resposta, às questões formuladas por esta bloguer. As perguntas são pertinentes, mas reconheço que as respostas podem ser diversas. E provavelmente todas elas a roçar a verdade.

Este postal é meramente uma opinião, claramente assente na minha visão de e para que serve o jornalismo nas suas diversas e actuais formas.

No actual momento ser director de um jornal, de programas de televisão ou até de uma rádio não é de todo fácil. O escrutínio é muito grande e demasiado assertivo. Tudo é colocado em causa e todas as palavras escritas ou ditas devem ser medidas sob determinadas matrizes.

Nunca gostei de jornalismo sensacionalista. Vender desgraça alheia parece-me do mais vil jornalismo (ou será jornalixo???). No entanto há jornais (sê-lo-ão???) que primam por noticiar “… o horror, a tragédia, a ignomínia”, como diria um antigo repórter televisivo. O pior é que continuam a vender…

Depois as televisões que entram pelas nossas casas, que retiram às nossas refeições de família o direito ao diálogo, têm outrossim uma força que ninguém consegue combater… Talvez a internet consiga desviar as atenções das desgraças televisivas.

Com esta panóplia de opções um Director de informação televisiva terá de lutar a cada segundo, minuto, hora para que a sua opção de notícia seja mais relevante que a do canal da concorrência. Da mesma forma os jornais (especialmente os diários) vivem o mesmíssimo dilema.

Paralelamente os jornalistas, que cada vez ganham menos, concorrem uns contra os outros, não para fazerem bom jornalismo para unicamente para mostrarem o tal “… o horror, a tragédia, a ignomínia” de que falei acima. E quanto mais sangue houver para mostrar… melhor. Quantas vezes leio títulos de primeira página em letras garrafais que enganosamente corresponde a uma brevíssima notícia de meia dúzia de linhas? Entretanto alguém comprou o jornal… O culpado, sinceramente, nem é o jornalista que é quase sempre um prestador de serviços a ganhar menos que o ordenado mínimo. Mas os gestores que continuam a gerir um jornal como se fosse uma simples fábrica de conservas.

Entremos agora num Admirável Novo Mundo, que não sendo o de Aldous Huxley, é já considerado um novo poder. Falo justamente deste universo da blogosfera.

Aqui cada um pode ser o que quiser. Falar do que bem lhe convier, analisar, criticar e acima de tudo comentar o que se lê. Constato todavia a quantidade de comentários que se escrevem sob a capa de anónimos, como se quem comenta tivesse receio das suas próprias palavras os das consequências delas. Muitos não terão contas nas plataformas, mas poderiam, se assim o entendessem assinar no final do escrito com um mero nome.

Esta estranha troca de galhardetes entre bloguers e comentadores anónimos parece-me muito pouco salutar já que jamais imaginamos se diversos comentadores anónimos não serão apenas o mesmo, numa bizarra tentativa de fazer “jogo duplo”. Já acredito em tudo…

Criticar o que está mal, opinar sobre um tema, denunciar algo menos bom será sempre salutar e necessário. Mas no fundo, no fundo o problema não está no que se escreve, mas como ele é entendido.

Ou como diz o ditado: “sou responsável pelo que digo não sou pelo que tu pensas”.

Controvérsia poética!

Foi notícia de primeira página num jornal diário a errada atribuição da autoria de um poema a Sophia de Mello Breyner Andresen.

Segundo o autor do texto, a filha da poetisa tenta desassociar o escrito da suposta autora. Todavia parece um trabalho árduo já que numa pesquisa rápida na Internet este poema está (quase) sempre atribuído à primeira mulher vencedora do Prémio Camões.

Voltando ainda ao texto do jornalista, este refere que o poema é “…fraquinho…” entre outros epitetos desvalorizando obviamente os versos. Não sou um especialista na escrita da poetisa nascida no Porto e portanto não posso avaliar se o poema teve ou não o cunho de Sophia.

Mas nestas coisas de direitos de autor e apócrifos fico sempre de pé atrás, porque não percebo porque alguém que escreve um texto deixe que a autoria do escrito seja atribuído a outrém sem que isso o melindre. Só se houver segundas (más) intenções, o que não parece ser o caso.

Há, no entanto, nesta história algo estranho, aspectos que não consigo compreender. Primeiro a forma como este poema aparece ligado à Sophia, depois a sua imensa proliferação.

Fica somente uma questão: não poderia a poetisa ter somente escrito um poema menos bom aos olhos dos especialistas?

Quem anda pela escrita nem sempre é feliz nos seus textos. Faz parte da vida!

Com NAO não há leitor!

Não costumo comprar jornais para ler. Sejam eles generalistas ou temáticos. Nem sequer revistas.

Todavia nos últimos dias e por causa do internamento hospitalar do meu pai tenho diariamente comprado um jornal do grupo Cofina mais propriamente o CM, para lhe oferecer.

Passei os olhos pelas gordas sem grande interesse até que a determinada altura deparei com a notícia da decisão de que todas as publicações do grupo adoptariam o NAO, a partir de 1 de Janeiro próximo.

Obriguei-me a ler a notícia e percebi que o Acordo está implementado há 10 anos e segundo declarações de um responsável do grupo editorial “… é inegável que a sua aceitação está estabilizada e é irreversível”.

Se já não gostava de algumas destas publicações pela dificuldade em perceber o interesse nas notícias que transmitem, desta vez ficarão definitivamente rasgadas das minhas opções por terem optado por esta via do AO.

No mínimo considero que deveriam dar aos autores o direito de escolheram sob qual o Acordo é que desejam escrever e não impor uma vontade com a qual os autores provavelmente nem concordam.

Mas têm de aceitar!

Fuga para a frente!

Só vi a reportagem da TVI sobre a reconstrução no concelho de Pedrogão Grande, porque fui notificado via feicebuque para o fazer.

Bom... em primeiro lugar direi que se aquilo que foi dito naquela investigação jornalística, se for verdadeiro, parece-me um caso obvio de justiça. Mais... não teria o PR sempre tão lesto em aparecer, obrigação de fazer mais perguntas? Ou outras perguntas?

Ou propor ao Ministério Publico uma investigação aprofundada aos casos?

Bom não sei se o fez. O que sei é que o actual Presidente da edilidade o fez segundo o "SOL".

Depois de ver a reportagem e olhar para o encavacado do Presidente de Pedrogão, que respondia de forma quase institucional às questõies formuladas pela jornalista Ana Leal, esta sua atitude de comunicar ao Ministério Público com a paralela participação crimical contra os jornalistas da estação de televisão parece mesmo uma fuga para a frente.

Não imagino onde poderá parar esta investigação. Ou se calhar até imagino mas não quero dizer!

 

Sem papas na língua

Escutei hoje a entrevista que Manuela Moura Guedes deu, um destes dias, a um canal de televisão. A antiga deputada do CDS denunciou publicamente muitos casos, que estava a investigar, enquanto jornalista de investigação.

A forma como MMG foi corrida do canal televisivo pareceu-me demasiado grave para ser verdade.

Umas das declarações que mais me chocou teve a ver com a questão da justiça portuguesa e de como esta esteve refém do Governo de José Sócrates.

Segundo MMG, tanto o procurador-geral da República da altura, o Doutor Pinto Monteiro, como a procuradora Cândida Almeida pouco fizeram no célebre caso "Freeport", que envolvia directamente na altura o PM, aquando da sua função como ministro com a pasta do ambiente.

Mas a antiga "pivot" do canal de Queluz não ficou por aqui e lançou diversos ataques, essencialmente à classe política pela forma como esta não deseja alterações à actual lei eleitoral.

Assertiva e sem papas na língua MMG foi igual a si própria e disparou para diversos alvos. Nomeadamente falou dos contractos do Estado com entidades privadas (PPP's, Portucale, Submarinos...).

Verdade ou mentira certo é que ninguém veio a terreiro desmenti-la.

O que me parece sintomático!

Quando a notícia...não o é!

As imagens correram Mundo. Prédios desmoronavam-se como verdadeiros castelos de cartas à frente de todos. Entre aqueles uma escola com crianças lá dentro.

Foi mais um sismo no México de grande intensidade. Com muitas vítimas mortais, perto das três centenas. Demasiadas.

Mas o que mais foi sobressaindo desta tragédia prendeu-se com a possibilidade de uma menina de 12 anos estar ainda viva debaixo dos escombros da tal escola.

Televisões, rádios e jornais iam fazendo crer que a menina ainda estaria com vida. Eu próprio vi alguém a fazer descer garrafas de água no meio dos escombros.

Porém de repente... tudo não passou de uma mentira. Não havia criança, nem nunca houve e ainda se está para perceber como começou este enredo.

Sendo o México a capital das telenovelas de "faca e alguidar", não me admirou que um qualquer canal televisivo do país tivesse criado um evento deste tipo. O pior é que muitas outras cadeias de televisão, na maioria estrangeiros, também tivessem caído nesta espécie de armadilha televisiva.

Parece que alguns elementos do próprio governo mexicano chegaram a confirmar a existência da dita criança.

Resumindo, não bastava já a desgraça que a Mãe Natureza ofereceu ao pobre povo, ainda veio esta não notícia ensombrar, de forma vil e infame, os mexicanos.

Não imagino qual a origem deste caso, mas seria bom que as televisões em futuras reportagens deste tipo confirmassem "in loco" a existência de algum acontecimento mais estranho.

É desta maneira que se perde credibilidade. E nada é pior, para o jornalismo, que a desconfiança.

 

 

A opinião não é uma arma!

Há uns tempos li numa publicação semanal um artigo onde o autor considerava que a blogosfera se tornara num poder imenso, com capacidade de manipular as pessoas. Chegou mesmo ao ponto de acusar alguns autores de conseguirem fazer eleger este ou aquele governo só através das opiniões transmitidas nos seus próprios blogues.

Nem sei o que dizer… mas considero esta teoria uma autêntica… imbecilidade. Mas adiante.

É certo que posso ler algo com o qual concordo e numa conversa de amigos dizer: Fulano de tal no seu blogue tem também a mesma ideia que eu. Todavia estas últimas palavras não representam um forçar de opinião apenas uma concentração de ideias semelhantes. Que vale o que vale!

Quando comecei a escrever não enveredei pela coluna de opinião. Só muito mais tarde, num jornal regional, é que me meti pelos caminhos de explanar as minhas ideias sobre o que me rodeava. Como tenho feito agora neste espaço. Mas nunca, repito nunca, pretendi alterar a ideia ou opinião de quem quer que fosse sobre um qualquer assunto.

Seria deveras desconfortável que daqui a algum tempo alguém me viesse comentar dizendo que com o que escrevera o havia influenciado numa decisão para a sua vida. Mesmo que tivesse sido uma boa decisão… é um risco desnecessário que não desejaria, nem gostaria de correr.

A blogosfera é uma plataforma curiosa, interactiva e em constante mutação, mas é necessário salvaguardarmo-nos para casos extremos.

Porque a minha opinião é somente… uma ideia. Nada mais!

Eleições americanas: todo o Mundo à espera!

As próximas eleições americanas têm tido muito tempo de antena (talvez demasiado?) nas televisões e nos jornais nacionais. Tudo porque o candidato republicano Donald Trump tem feito o possível (e o impossível) para mostrar ao mundo o pior da sociedade americana.

Ao invés, do lado democrático, Hillary vai lutando estoicamente contra uns escândalos que minam a sua campanha. Todavia as sondagens, que há pouco tempo davam vantagem ao nova-iorquino, parecem ter virado a favor da ex-Primeira Dama. Certamente que a fuga de alguns republicanos para a falange contrária, ajudaram ao descalabro de Trump.

Mas Donald parece não ligar às sondagens e continua a dar tiros no próprio pé com algumas (imbecis) atitudes e declarações (patetas). Veremos até onde chegará o candidato republicano. Na América, como  sabemos, tudo é possível!

Regressando ao tempo que é dedicado às eleições americanas, a realidade é que uma eleição neste nosso rectângulo, à beira-mar plantado só interessa a este país. Ao contrário das nossas, as eleições nos Estados Unidos interessam ao Mundo inteiro.

Ética e profissionalismo!

Irrita-me olimpicamente que alguém diga: sou muito católico.

Como se a fé em que cada um acredita ou não fosse algo mensurável. Ninguém pode dizer que fulano é mais católico que cicrano e menos que beltrano.

Há assim nestas espécies de teorias quantitativas algo profundamente errado. Os valores não se medem... exibem-se ou não.

Trago aqui este tema muito por causa das notícias que alguns telejornais apresentaram sobre a visita do Papa Francisco ao México. Entre diversas coisas disseram que o México "... é um dos países mais católicos do Mundo."

Como pode o México ser mais católico que Espanha ou a China? Ou menos que a Rússia ou a Namíbia?

Eu percebi o que os tais canais noticiosos pretenderam dizer... Mas quem tem a responsabilidade de dar uma informação deve ter o cuidado de não deixar azo a que apareçam diferentes interpretações das notícias que transmitem!

Não é somente uma questão de forma mas uma questão de conteúdo! E acima de tudo de ética e profissionalismo...

Que infelizmente tenho vindo a constatar, que no caso do (nosso) jornalismo, é justamente cada vez menor!

 

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