Não obstante não ser uma criança quando abracei a aventura de ter um blogue (49 anos), ainda assim reconheço que não estava preparado para o que viria a assistir durante estes quase 18 anos que por aqui ando.
Passado que é todo este tempo fiquei com a ideia de que a blogosfera parece-se com um estádio de futebol. Eu explico... Se num determinado estádio com milhares de adeptos presentes alguém puser em causa a seriedade da mãe de um jogador ou de um árbitro, nenhum destes conseguirá processsar judicialmente o autor ou autores das ofensas. Mesmo com centenas ou quiçá, milhares de testemunhas.
Na blogosfera acontece mais ou menos o mesmo quando os comentadores surgem a atacar um determinado postal sob a capa de anonimato. Se se pudesse (eu creio ser possível, mas ninguém está para se dar ao trabalho) descobrir quem enche as caixas de comentários dos diversos autores com ofensas muitas vezes vis e sem sentido, será que teriam a coragem de o fazer?
Podemos não concordar com tudo o que se escreve na blogosfera, mas ousar ofender e vilipendiar quem tem a coragem de usar um nome e mostrar-se ao mundo através de um blogue, só porque o pode fazer de forma anónima sem ter que assumir a responsabilidade do que escreveu parece-me o roçar da mais baixa cobardia.
Sei que há gente em que esta forma de dizer mal é o seu momento alto do dia. Pessoas tristes, incapazes de fazer algo de louvável pela sociedade. Autênticos parasitas...
Também eu fui neste tempo que por aqui andei assaz atacado por a(s)nónimos. Mas de mim levaram sempre resposta, nivelada por cima. Provavelmente muitos deles nunca perceberam. Problema deles...
Mas se eu até gozava com esses estúpidos e imbecis comentários, muitos autores sentiam-se defraudados, enganados e acima de tudo ofendidos. A tal ponto que alguns desistiram de escrever muuuuuuuuito antes da queda desta plataforma.
E foi pena porque tinham óptimos espaços e que por causa de gentinha imbecil, mal educada, mal formada e pior que tudo invejosa, abandonaram tudo.
Posto isto quero deixar aqui um abraço solidário a quem já foi vítima de maus comentadores anónimos.
Remato com a certeza de que, felizmente, há comentadores que mesmo sendo anónimos contribuem no bom sentido para o debate e discussão dos temas abordados. Para estes o meu aplauso, para os outros a minha profunda vaia!
Estive indeciso em como principiar este postal, mas desta vez vou ser curto e grosso: o Campo Pequeno não é minimamente uma razoável sala de espectáculos.
O preço do aluguer desta sala deve ser muito baixo, porém os portugueses podem ser pobres, mas não são burros nem imbecis.
Ofereceram-me bilhetes para ir ver o "Cats" àquela sala, que em tempos teve outros artistas, mas que algumas associações embicaram em fechar por motivos taurinos. Bom mais uma vez a liberdade de uns contra a liberdade de outros!
Voltando ao conhecido musical fico com vontade de o ver outra vez. Todavia para ser fantástico teria de ser em Londres onde provavelmente as salas estarão preparadas para este tipo de actividade. Agora no Campo Pequeno é que "nunca-jamais-em-tempo-algum".
Nada daquilo é feito para deixar os espectadores felizes. Nada. E já tinha notado isso quando em Maio do ano passado ali assisti a um outro musical.
O "Cats" é um espectáculo que merece ser visto em toda sua plenitude, desde o chão do palco até ao cimo. No meu caso só vi parte das perfomances porque, como a plateia está toda ao mesmo nível, as filas mais de trás não vêem nada. Ou só parte!
Mais sorte tiveram os que ficando, quiçá, mais longe do palco, por estarem na bancada e num nível mais alto puderam apreciar melhor o musical. O som continua a ser sofrível. Por vezes estava muito alto para logo a seguir cair nos decibéis. E não era de propósito, certamente!
O resultado não foi o melhor e este musical merecia um local com outro impacto e outra qualidade de som.
Conheço diversas salas de espectáculo em Lisboa, mas a do Campo Pequeno será a pior de todas. É tão mázinha que mete dó!
Resumindo... se alguém tiver um bilhete para ir ao Campo Pequeno ver um qualquer concerto ou espactáculo, aconselho a que venda quanto antes.
Uma grande e boa amiga enviou-me esta manhã uma mensagem que dizia: "O melhor do Ano Novo são os Velhos Amigos"!
Gostei muuuuuuito da frase e agradeci-lhe convenientemente.
Mal sabia eu que hoje, ou melhor, neste fim de tarde iria aproveitar a tal frase fantástica e dar-lhe uma nova roupagem tendo em conta o que assisti.
Realmente não é nada de mui grave e que venha com isso mal ao Mundo, todavia passam os anos, os governos, mudam-se as mentalidades, mas o português em certas coisas mantêm-se fiel aos seus princípios.
Entre muitos que a população lusa gosta, um deles ensarilha-me a cabeça e prende-se com a pontualidade ou a falta dela.
Quando trabalhava e tinha um horário rígido sempre cheguei a horas ao local de trabalho. Depois quando passei a ter um horário mais aberto ainda assim gostava de estar cedo no meu gabinete.
Mas devo ser uma excentricidade lusa já que neste país raras são as pessoas que chegam a horas. Ou dito de outra maneira: a malta julga que chegar 15 minutos ou meia hora mais tarde que a hora aprazada é ser pontual.
Bom o pior é que este vício velho mantem-se no Ano Novo. Daí o título deste postal.
Hoje fui assistir ao Concerto de Ano Novo no CCB. Uma tradição familiar já com alguns anos e que os velhotes agradecem a quem ofereceu. O espectáculo estava marcado no bilhete para as 17 horas.
A tempo e horas saí de casa em busca de um lugar para o carro e ainda com folga temporal para chegar. Quando me sentei na cadeira que me calhara em sorte, faltavam cerca de 8 minutos para as cinco da tarde.
A imagem supra foi feita depois das 17 horas e enviada a diferentes amigos e à qual anexei esta mensagem: "Concerto de Ano Novo com vícios velhos. Era para começar às 17 horas. Pois ainda está assim. E já são 17 e 02. Ai, aí!"
E pronto... o concerto começou muito depois deste envio de mensagens, já tinha o telemóvel desligado.
Todos temos em casa armas. Um exemplo simples e muito comum será uma simples faca de cozinha. Basta esta ter uma lâmina com tamanho superior a uma mão travessa para passar a ser considerada uma arma branca. Mas não é por ela existir que andamos por aí a matar gente, não é?
Da mesma linha de pensamento as redes sociais tornaram-se por, demasiadas vezes, horríveis armas. Perigosas pela agressividade e acima de tudo pela impunidade.
No entanto esta ideia de se estar escudado de qualquer responsabilidade não deixa de ser... quase criminosa. As pessoas que já viram o seu caracter assassinado por "hatters" são mais que muitas e em algumas com consequências devastadoras. Mas ninguém foi responsabilizado...
Há uns anos escutei alguém afirmar que certo líder político só era primeiro ministro porque a blogosfera o teria levado ao colo. O que na altura me custou imenso acreditar. Todavia com as actuais e trucidantes redes sociais já acredito piamente que um qualquer político possa chegar onde quer, apenas valendo-se de uma forma de comunicar (quase) imbecil.
Há um ditado popular que diz: o que nasceu torto jamais se endireita. Porém as redes sociais não creio terem nascido tortas... foram "apenas os patetas que as entortaram! Em proveito próprio.
Entram na política pela pior porta, mas vá lá saber-se porquê acabam no topo dos seus países tomando o poder de assalto, através de umas teorias demagógicas.
Fomentam a guerra, a desordem e culpam sempre os outros.
Vendem a "alma ao Diabo" para conquistarem o Céu que nunca viram.
Matam, ferem e magoam sob a capa de uma justiça que ninguém lhes pediu.
Alimentam-se de estúpidas guerrilhas e recuperam velhas teorias que os antepassados se negaram a seguir.
Esta gente, infelizmente, cresce a olhos vistos e sem que ninguém os consiga parar.
São os novos ditadores deste século que ainda só viveu um quarto do seu tempo.
Hoje fui a um supermercado comprar diversas coisas quando de repente deparo-me com este pedaço de erro! Ou má publicidade!
Compreendo que o "marketing" seja uma (quase) ciência no sentido de se vender produtos sem qualidade ou ideias sem interesse a qualquer um. Mas isto não é "marketing". Diria que é publicidade enganosa.
Digo-o porque sei quanto custa um litro de azeite, sei quanto custa a apanhá-lo e mais que tudo sei que a qualidade deste jamais se comparará àquele que sai do próprio lagar. Nem falo do meu... pois seria ser juiz em causa própria!
Mas sete euros e meio por sete decilitros e meio de azeite feito com azeitona tratada e depois de passar por todos os filtros e mais alguns não me parece nada uma pechincha.
Deixem-me contar-vos uma estória que aconteceu comigo recentemente. O ano passado apareceu na aldeia um jovem em busca de azeite para comer. Acabou por ir até à casa dos meus pais e teve a oportunidade de escolher entre azeite novo e velho. Levou um garrafão de cada.
Semanas mais tarde confessava-me que a sogra não gostara do nosso azeite porque não sabia... a azeite! Dito de outra maneira provavelmente a senhora estaria habituada a comer azeite com muita acidez (sim sabe mais ao dito!!!) e quando provou um que tinha menos de meio grau de acidez (o extra virgem)... considerou que não prestava.
Não obrigo ninguém a apreciar o meu azeite, era o que mais faltava. Todavia gosto pouco de ser enganado e ainda menos de ver as pessoas serem enganadas debaixo de um rótulo de oportunidade única!
Bem vistas as coisas nem imagino quanto teriam de pagar por um litro do meu ótimo azeite, feito de azeitonas colhidas sob calor, frio, chuva e muuuuuuuitas canseiras!
Já por aqui referi o meu imenso gosto pelo tempo de praia. O Sol e o mar são as principais forças que me levam até um areal para desfrutar desta relação. Gosto de longas caminhadas à beira mar, de sentir o astro-rei a aquecer-me, de ler um livro e acima de tudo de dormitar estendido numa toalha.
Só que, como tudo na vida, há na praia situações que não aprecio, diria mesmo que detesto. Se algumas ninguém consegue controlar, outras há que não posso fazer nada mas que me irritam na mesma.
Eis ora a lista:
- Vento. Esta é daqueles fenómenos naturais que ninguém manda, mas chateia-me estar a ser sovado selvaticamente pela areia;
- Os fumadores. Sei que há a tal de liberdade. Mas se há liberdade para os fumadores conspurcarem tudo em seu redor eu também deveria ter a liberdade de não ser fumador passivo;
- Os jogadores de bola. Esta maltinha são daqueles que jogam em qualquer metro quadrado. E nem se preocupam na possibilidade de magoar alguém;
- O chapéu de Sol com vida. Este ano foram diversos os casos de chapéus que sairam do seu lugar e alguns até foram parar dentro de água. Um desses acertou-me, por sorte, no pé... E se fosse num olho? Pois;
- O luso-francês. Aquele emigrante que há um par de anos partiu para terras gaulesas e agora chega cá de "vacances" e só sabe falar a língua de Victor Hugo, olvidando a sua lusa origem.
Portanto sem esta mão cheia de eventos a praia seria um local perfeito.
Este ano automobilisticamente falando principiou mal já que no dealbar de Janeiro bati noutro veículo. Óbvia parvoíce minha! Como tenho seguro contra todos os riscos acabei "apenas " por pagar a franquia de 250 euros. E mais tarde o aumento do preço da apólice.
O ano avançou e em Maio fiz um contrato de assistência com a marca de forma que em futuras revisões apenas pagasse peças com desgaste (pastilhas de travão, escovas dos pára-brisas, pneus p.e.) já que óleos, filtros e outras coisas estariam incluídas.
Ora bem entreguei o carro na oficina da marca para a costumada revisão e esperei o telefonema ao fim do dia para o ir buscar. Na verdade o telefone tocou e era o costumado C. a ligar-me. Porém não tinha boas notícias para me dar. O motor perdia óleo, coisa muuuuuuito pouca, mas convinha mudar a tampa.
Não fiquei feliz com a notícia, mas mandei reparar. Entretanto mais um problema... Como não havia peças em stock entregaram-me um carro de substituição, enquanto aguardava a nova peça. Foi quase um mês com um "chasso" que mal aguentava uma subida. Enfim...
Finalmente a tal chamada com a notícia: o seu carro está pronto! Lá fui eu, num ápice, buscar o meu companheiro. Mas faltava outra má notícia: quase dois mil euros de reparação!
"Vão-se os anéis ficam os dedos" pensei para comigo.
Um par de dias mais tarde alguém me avisou: o carro faz um barulho estranho! Não quis acreditar e andei com ele assim mais uns tempos. Até que percebi nitidamente o ruído e lá vou eu para a oficina.
No dia seguinte lá chegou o veredicto: um problema nos injectores, vai ser necessário mudá-los mais a distribuição.
Já sei que uma distribuição é aquela despesa que ninguém quer ter porque é sempre uma pipa de massa e vai daí perguntei se dariam orçamento para o arranjo. Com certeza mas só daqui a uns dias porque não temos peças e nem sabemos os preços.
"Outra vez? Já é galo" - pensei!
Entretanto no dia seguinte chegou aquela "óptima" notícia em que percebemos que o reembolso do IRS e mais 759 subsídios irão todos para o carro.
Aceitei o arranjo e aguardei com outro chasso ainda pior que o anterior. Decorreu mais de um mês e 2 mil quilómetros, para finalmente poder entregar o caracol.
Carro nas unhas não fiz grandes viagens até porque só para a semana é que irei de férias (espero eu!). Hoje fui a Lisboa tratar de umas coisas e no regresso noto uma sinalética no mostrador. Fui ao computador de bordo mas aquele não dava qualquer sinal. Temi o pior!
Chegado a casa telefonei para a assistência da marca e rapidamente apareceram. Parece que um sensor qualquer deu sinal errado e daí mostrar o tal sinal.
Resumindo estou agora tão confiante neste meu carro como num ladrão numa joalharia!
Quando em casa oiço a palavra "supermercado" todos os meus alertas internos se acendem naquela luz vermelha, quase sempre assinalando perigo.
São diversas as razões que me levam a detestar uma ida... "às compras".
Mas antes de esplanar as minhas razões assumo que se for sozinho até nem será mau de todo, pois se me pedem para trazer três coisas, por exemplo, pão, leite e cenouras é óbvio que é isso que trago e não 3333 coisas.
Bom... a primeira razão tem a ver com a hora do acto, geralmente acontece numa altura em que a fome se aproxima. O resultado parece óbvio e acaba sempre por se comprar coisas a mais, não necessariamente desnecessárias (passe o pleonasmo!).
A segunda prende-se com os produtos e a sua duvidosa qualidade. A quase obrigação de comprar produtos da marca da casa, porque não há de outras marcas irrita-me olimpicamente.
A terceira razão advém daquela subtileza das pessoas das caixas em tentarem vender... solidariedade. Calculo que os "caixas" a isso sejam obrigados, mas a carteira é minha. Pois... mas há quem vá sempre nesta conversa dos... coitadinhos!
Finalmente o povoléu que adora passear-se no estabelecimento, acompanhado da família até ao 35 grau. Nada gastam, mas enpatam...
Como automobilista prefiro andar mais um ou mais quilómetros para fugir aos centros urbanos que atravessar uma cidade em pleno dia. Tudo por causa das passadeiras de peões que, como todos sabem, são para mim horríveis.
É verdade que este meu despeito advém de um acontecimento (leia-se atropelamento) que eu causei numa passadeira vai para mais de uma dezena de anos. Um momento que marcou a minha vida para sempre, não obstante o peão ter ficado bem (esteve uns dias em observação no hospital de Santa Maria, mas saiu sem mazelas).
Todavia há algumas que não posso evitar, como por exemplo ao fim da minha rua onde há uma passadeira sempre com muita gente a passar.
Ora um destes dias parei nessa zebra rodoviária para permitir que uma mãe a atravessasse em segurança, levando uma criança pela mão. Enquanto percorriam os três a quatro metros da rodovia, o menino olhou para mim e fez-me adeus sorrindo, num agradecimento que me envergonhou, já que não o costumo fazer quando sou peão.
Fiquei a matutar naquele gesto tão genuíno e tão puro e concluí que mesmo com esta idade ainda tenho muito para aprender! Mesmo que seja cidadania!