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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Pobreza franciscana... os nossos debates!

Quase a comemorar meio século de democracia, fico com a ideia de que esta é um conceito em vias de extinção. Hoje como o Mundo e a nossa sociedade estão a ser formatados, a ideia genuína do bem comum quase desapareceu. E uma das razões prende-se com a dificuldade dos lideres partidários falaram, a sério, dos problemas das sociedades. A sério e a fundo...

Isto percebe-se muito bem nos debates televisivos, pois o tempo para falar realmente dos problemas da nossa sociedade é tão escasso que quase nem merece a pena ver um debate. Também os representantes dos partidos são culpados porque, em vez de exporem as suas propostas para o futuro, passam o pouco tempo que têm a atacar políticas antigas ou outros partidos. A conclusão primeira que se tira disto é: não votes em mim pelo que apresento, vota por aquilo que sou contra!

Tenho vindo a dar alguma atenção aos encontros televisivos. A primeira irritação é aquele cronómetro indicando o tempo gasto por cada responsável político, a falar! Depois vem aquele discurso contra a tróica, ou a Europa, o Euro em vez de se esclarecer verdadeiramente o que se pretende para o futuro.

Li que até as sapatilhas da Mariana Mortágua foram mais faladas que as soluções que apresentou. Isto mostra que as pessoas já não querem ouvir estes políticos e que preferem saber mais da vida dos famosos ( oque comem, bebem, vestem, etc.).

É usual escutar-se referindo os políticos: são todos iguais, são farinha do mesmo saco! Diria que é quase verdade!

Mas... e muitos de nós não seremos outrossim iguais a tantos outros?

Finalmente estes debates só demonstram que a estamos muito longe de sermos um país evoluído e competente. Daí estes debates a roçar o sofrível!

O nosso (mal tratado) símbolo

Portugal será uma das nações mais antigas da Europa, se retirarmos a este dado as antigas províncias ultramarinas (que surgiram 300 anos após o tratado de Alcanizes)!

Desde sempre aprendi a respeitar a nossa bandeira que é o maior símbolo da nossa história. Estudei na escola primária que cada cor, cada figura que ali se encontra corresponde a algo ligado ao passado luso.

Será sem qualquer dúvida uma bandeira complicada: o verde representando os campos de batalha onde se lutou pela independência (referência óbvia e lógica às batalhas de S. Mamede e mais tarde à de Aljubarrota), o vermelho referia-se ao sangue de todos aqueles que morreram ao serviço de Portugal. A esfera armilar recorda-nos a nossa expansão Ultramarina e no fundo a branco o escudo de Portugal com os setes castelos conquistados aos Mouros.

Imagino que nada disto se ensine hoje às crianças! Também considero um certo exagero na minha altura sabermos todos estes detalhes (mais tarde na vida viria a perceber o porquê desta informação!!!). No entanto ~, quer queiram quer não ela faz paret de todos nós.

Recentemente percebi que o símbolo luso fora um tanto alterado. Das cores fortes e pujantes passou.se para um desenho policromático sem gracinha nenhuma!

bandeira.jpg

Fica assim a ideia de tentar-se olvidar a riquíssima história de Portugal substituindo-a por simples figuras geométricas nada apelativas.

Recordo àqueles que detestam o passado glorioso de Portugal que quem não honra a sua história jamais observará um futuro promissor!

São nestes pormenores que tudo começa a ruir!

O futebol que nos alegra!

Parece que o nosso país volta a estar em euforia pois foi um dos escolhidos para organizar o Mundial de Futebol em 2030.

Por este lado a minha alegria equivale a... zero!

Com tantas vidas estragadas por causa dos aumentos das taxas de juro (notem a quantidade de casas que há agora à venda!), com a questão da contagem de tempo dos professores que originaria um maior gasto do orçamento e a consequente abertura de um precedente para que outras classes viessem também reclamar, com Serviços de Urgência a fechar por falta de médicos que não querem fazer horas extraordinárias, repito com tantos problemas e vamos gastar mais uns milhões com a Organização de um Mundial.

Gostaria de saber quanto é que a FPF pensa despender com o futuro evento. Mais... quanto irá sair dos cofres do Estado e consequentemente de todos nós?

O mesmo Estado que para uns é um "mãos-largas" e para outros são só cativações!

Contudo enquanto existirem portugueses a alinhar nestes "futebóis" está-se bem! Mas depois quem se trama são sempre os mesmos!

Manhã de praia!

Cheguei à praia as nove e meia da manhã!

Este ano tenho notado uma anormal afluência à Praia da Rainha. Calculo que se prenda com as dificuldades que as pessoas têm tido em cumprir com os seus compromissos financeiros, o que leva a terem de abdicar daquelas férias no Algarve e escolherem umas das praias da Caparica.

Certo é que se juntarmos o calor quase tórrido dos últimos dias dá uma mistura explosiva e que termina na praia hipercheia ainda muuuuuuuuuuuuito antes do meio-dia.

Chapéu, saco das toalhas, cadeira e mais uma parafrenália de brinquedos para a miúda é a minha sina... todos os dias! Depois descarrego tudo na areia, mais ou menos longe das pessoas e monto este estaminé. Por fim é aquela parte dos protectores solares na pele não vá o Sol pregar das suas... como se ele estiveesse preocupado com isso!

A minha neta quer logo ir à água e portanto lá vamos nós a reboque da cachopa. Quando finalmente regresso à toalha e ao meu chapéu... ups... onde está ele. Finalmente lá o encontro rodeado de outros tantos irmãos.

Quase num ápice a praia encheu. E o pior é que os veraneantes adoram ficar quase uns em cima dos outros (não aprenderam nada como COVID!), deixando pouco espaço para estender umas reles toalhas.

Associado a esta quase invasão temos gente de todas idades, sexos, tamanhos e gorduras. Muitos com uma linguagem pouco feliz, com conversas da treta, música aos berros e para piorar... naqueles três metros de areal que sobra... "bora jogar à bola"!

A fauna humana que encontro actualmente nesta praia é assaz diferente dos anos anteriores... Tão diferente que quase me sinto tentado a escolher outro local.

Temo, no entanto, que o panorama seja semelhante nas praias vizinhas.
Pelas onze e meia costumo regressar a casa. Mas o movimento de entrada continua a superar o espaço do areal...  Um destes dias rebenta!

O que vale é que a maré, nesta semana, está a descer!

A (não) cidadania ao volante!

Em termos gerais ou normais como lhe queiram chamar o povo português é boa gente. Obviamente que há sempre alguns mais parvos que outros, mas faz parte.

Gostamos de ajudar, especialmente se isso nos trouxer satisfação pessoal.  Gostamos de bem receber quem nos visita, de preferência estrangeiros a quem muitos adoram enganar. Gostamos de festas, beber e comer alarvemente. E finalmente adoramos ser aquilo que não somos!

No entanto neste mundo luso, do Minho ao Algarve, há algo que não nos enobrece e continuamos a ser imbecis, com as consequências que vamos assistindo quase todos os dias. Falo da nossa má cidadania automobilística.

Temos muito que aprender com alguns países na nossa Europa. Mas não seremos únicos já que testemunhei casos como os nossos em Itália, principalmente no sul, e em Espanha onde, por exemplo, o sinal laranja... é para acelerar!

Em Portugal não se pode andar devagar... Se o fazemos arriscamo-nos a sermos vilipendiados e a nossa família até à décima geração por condutores que se consideram donos da estrada.
Aquilo são buzinadelas, sinais de luzes, um constante esbracejar... quase desesperado, para no fim ultrapassar o carro mais lento uma via mais larga e ficar ao lado no semáforo vermelho.

Gostraria realmente de perceber o que passa na cabeça de muito portugueses... Fora do carro sáo gente pacata, serena e sempre bem disposta, mas basta entrarem num carro para encontrarem um "onofre" que os liga para a posição... besta!

Mas são tantos... então nas filas de trânsito... ui... Há quem lhes chame carinhosamente os... desembaraçados!

A mim irritam-me.

Breve consideração!

Sobre o meu mais recente (e único) livro!

Já o disse e em primeira instância o meu livro recentemente publicado não será para vender. Somente para brindar os meus amigos, familiares e outras pessoas que, não sendo nem uma coisa nem outra, tornaram-se importantes na minha vida.

Por isso ontem quando ofereci o meu livro à minha dentista ela ficou muito admirada e fez a pergunta sacramental: é sobre quê este seu livro?

A minha resposta veio até calma já que o meu espírito estava revoltado. Respondi: é sobre parvoíce! A médica riu e ficou sem mais argumentos.

Entendo que cada um tenha uma preferência em temas de leitura. Eu não fujo a esta regra. Mas se um certo autor me oferecer um livro não tenho lata para fazer mais perguntas, apenas agradecer convictamente a oferta. Não é que aquela questão me afecte, mas deixa-me com a triste estranha sensação de que o livro será somente mais um a encher uma estante, sem ser lido.

Quem escreve e publica fá-lo no sentido de que alguém irá, um dia, ler o que publicou. Ou não será assim?

Provavelmente aquando da publicação do meu trigésimo livro já não exiba destes pruridos! A tudo nos habituamos!

Irritações!

Quando assumo um compromisso é para cumprir (leia-se pagar!).

Da mesma maneira gosto que as empresas a quem contratei serviços cumpram plenamente a sua parte.

Tenho um contrato com uma operadora de tv por cabo, internet, telefone e telemóvel há quase 23 anos. Durante todo este tempo nunca falhei um pagamento até porque este é feito por débito directo na minha conta.

Como nem sempre estou em casa acontece que a operadora corta-me o acesso à internet. Poderia até pensar que era uma coincidência, mas assim que ligo para a assistência, passados uns minutos tudo fica activo e a trabalhar! Pior... já não é a primeira vez, nem a segunda!

Ora se eu pago todos os meses e quase de forma religiosa a minha factura porque não posso ter permanentemente disponível o serviço?

Irrita-me esta situação. Da próxima vez vai uma queixa para a ANACOM. Olá se vai!

Não irá dar em nada, mas pelo menos chateio...

O drama e o horror... nas compras!

Se há local onde eu não aprecio ir é ao supermercado, vulgarmente denominado de grande superfície. E não gosto por diversas razões.

A primeira prende-se com a forma como tentam ludibriar o consumidor, já que aquele esquema de mudar as coisas de lugar não é feito por questões logísticas de espaço, mas unicamente para o cliente andar em busca do que quer e acabar na maioria das vezes por comprar produtos dos quais não necessita só porque… passou por eles.

A segunda razão baseia-se na quantidade de produtos com a “marca da casa” em vez daqueles que costumo usar e que são obviamente de outras marcas, mas sei de antemão qual a qualidade. Irrita-me a atitude do tentar impingir o que não queremos.

A terceira revela-se nos clientes que passeiam por entre carros vazios de compras e prateleiras repletas desejosas de ocuparem o espaço no carro. Mas o pior de tudo é a quantidade de pessoas que entram num supermercado para acompanharem um só comprador. Aquilo é a árvore genológica toda presente, começando no idoso e rabugento avô, acabando no também rabugento bisneto acabado de nascer.

Os supermercados são locais para fazer compras e sair, não é o Museu de Arte Antiga!

Já nem falo dos nossos sempre tão "jolies" emigrantes...

A chatice das compras!

Detesto ir às compras. Nomeadamente quando tenho de ir a um hipermercado para comprar os produtos para mais uns meses. Há que pensar nesta pandemia e na continuação de alguns confinamentos...

Porém por esta altura do mês o movimento de clientes pareceu-me relativamente pequeno, quiçá por ser quase fim de Janeiro e os gastos do Natal terem sido eventualmente avultados.

Sempre que recorro a fazer este género de compras palmilho quilómetros no estabelecimento, porque nunca sei onde estão as coisas. Ou pior... pois percebo que alteraram o sítio dos produtos desde a última visita.

Compreendo que a estratégia de mudar de lugar os produtos pode culminar por parte de alguns incautos em compras de coisas que não estavam a contar adquirir, mas é necessário fazê-lo tão amiúde?

Finalmente outra coisa que me irrita é o papel que se gasta na emissão da factura. Não entendo porque é necessário sair aquele rolo de papel ainda por cima em duplicado... Já alguma vez alguém terá conferido as compras que foram cobradas? Pelo meu lado nunca conferi!

Decididamente fazer compras não faz parte do meu ADN!

(As compras feitas online raramente correspondem ao que se pretende!).

Não sabem, não escrevam!

Custa-me ver plataformas de informação entregues a redactores que cometem erros de ortografia do mais básico que há. Não aceito...

Tenho perfeita consciência que o português de hoje, escrito e falado, está a anos-luz do tempo em que eu aprendi a ler e essencialmente a escrever. Tudo por culpa de programas escolares facilitistas, de acordos ortográficos horríveis e, principalmente, pelas novas tecnologias que criaram um léxico muito próprio.

No entanto nada disto invalida que um redactor, jornalista ou seja lá o que lhe queiram chamar, não consiga distinguir entre as formas verbais  "desenvolve-se" e "desenvolvesse".

Como podemos constatar no exemplo infra.

erro_portugues.jpg

Pior... Não haverá na plataforma um chefe de redacção ou um revisor que leia o texto antes de este ser publicado? Ou será que o próprio responsável não sabe ver a diferença?

Finalizo com o sentimento de que se não sabem escrever... não escrevam.

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