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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O cuidado é sempre pouco!

Imaginam quantos anos medeiam entre a cassete e a pen? E quanto espaço cada um arrumava?

tecnologia.jpg

Diria que em termos de história da humanidade pouco mais de 20 anos é um micro segundo. Mas em termos de tecnologia será muuuuuuuuuuito tempo.

Na minha casa guardo estas preciosidades. A cassete que serviu (não esta obviamente) para jogar por exemplo no Sinclair no dealbar dos anos 80, a disquete de 8 polegadas já estava descontinuada quando abrecei a informática, mas a de 5 e 1/4, ainda utilizei.

À direita da disquete mais pequena está um disco SATA de um velho computador contendo 250 Gigabites de espaço de memória. Note-se que a disquete de 8 polegadas da foto arrumava cerca de 800 Kbites de informação.

Já a pen creio ter apenas 128 Gigabites, mas note-se o espaço que ocupa.

Hoje ninguém necessita disto. Anda tudo nas nuvens a pairar por aí, mesmo com este calor, que guardam tudo e mais alguma coisa sem a necessidade de levarmos algo no bolso ou no computador.

Problema? A segurança...

Actualmente há máquinas dedicadas a tentar obter todas e quaisquer senhas. Nomeadamente nos acessos a contas bancárias. Portanto cuidemos dos nossos acessos porque o que se vê na foto supra já só serve para museu!

Pirataria informática: uma forma de luta?

Antes de desenvolver o tema sobre a pirataria informática assumo que sou totalmente contra este tipo de actividade. A informática na sua génese é uma criação de um produto que depois será comercializado. Da mesma maneira que são os livros, discos ou filmes. Portanto diria que deveria estar sob a alçada dos direitos de autor. Todavia não sou jurista e nada sei de leis sobre assunto.

A pirataria informática é quase uma indústria paralela tantas são os sítios da Internet que disponibilizam conteúdos supostamente gratuitos que na origem seriam principescamente pagos. Mas é neste litígio de valores que assenta, provavelmente, a maior razão da pirataria.

Se pegarmos na SportTv temos valores que variam entre os 20 euros por mês para o mais básico até aos 40 euros com direito a tudo e "mais_um_par_de_botas"!

Vinte euros por mês dá 240 euros por ano o que equivale a quase metade do ordenado mínimo nacional. Ora se alguém conseguir aceder aos mesmos conteúdos por exemplo por 60 euros anuais (isto é quatro vezes menos) parece quase tentador que se deixe a plataforma legal para passar para a pirataria.

Se juntarmos a tudo isto canais com filmes... passaremos a estar perante um enorme dilema: pirataria sim ou não?

Deste modo, se bem que como já referi acima, não concorde com esta forma ilegal de ver televisão, também me parece uma espécie de forma de luta contra os preços, por vezes, exorbitantes que pedem pela visualização de certos canais.

Não seria mais sensato as empresas baixarem os preços para angariarem mais clientes? Provavelmente ganhariam menos individualmente, mas acabariam por sair beneficiados porque teriam mais gente a assinar as suas plataformas.

Entretanto no vastíssimo mundo dos jogos on-line há um pouco de tudo: acessos gratuitos e outros bem pagos. Mas tenho a ideia que neste as opções são muito maiores porque há muito mais escolha. Logo a pirataria é menos usual.

Não imagino como será daqui a uns anos, contudo fico com a ideia de que a pirataria veio para ficar... E por muito mais tempo do que se julgava!

A nossa língua!

Na minha escrita nunca fui adepto dos estrangeirismos, só se não tiver outra solução. Usar palavras oriundas de outras línguas não me parece uma forma escorreita da língua portuguesa evoluir.

Todavia também tenho consciência que a era da informática veio trazer à nossa língua vocábulos para os quais não temos uma tradução real. A própria palavra “internet” será, porventura, o primeiro exemplo.

Com esta veio “software”, “hardware”, "email", “server”, “pc” de (personal computer), “slot” ou “sim (leia-se sime)”.

Até nesta área recente da blogosfera, cuja palavra “blog” é a contracção de duas palavras “web” e “log”, surgem estas influências de estrangeirismos. Tal como a expressão “post” em vez de postal quando nos referimos a um texto publicado.

Temos o “streamming” e o “facebook”, o “world wide web” e o “instagram”, o “twitter” e o “google”.

Há outrossim o “print” e o “scanner”, o “usb” e a “drive”. Já para não falar dos extintos “cd´s” ou dos “blueray”.

Portanto um conjunto de vocábulos comummente usados e que, como já referi, raramente temos tradutor à altura, nesta língua que foi de Camões.

Por este lado sempre que não tenho uma palavra que possa substituir a original oriunda no estrangeiro tento aportuguesá-la. Um exemplo é o “feicebuque” que uso sempre que me refiro àquela rede social ou mesmo a palavra "blogue".

Contudo o que mais me custa é tanta gente escrever com estes e muitos outros estrangeirismos como se todos soubessem o significado. Então quando se referem a tipos de música… noto um certo exagero!

Talvez o problema seja unicamente meu, mas se escrevesse um texto em Charales do Ninhou (aquele linguajar tão próprio de Minde) a maioria não “penetraria na piação”*.

Como eu por vezes não entendo o que outros escrevem!

 

- * “perceberia a conversa

De pequenino...

Diz a sabedoria popular que é "de pequenino que se torce o pepino". Todos saberão o que este dito pretende dizer.

Poderia aqui enumerar uma quantidade de figuras conhecidas que iniciaram as suas actividades em idade infantil... Quiçá Mozart possa ser o expoente máximo dessas crianças precoces.

Só que nesta casa há já quem tente tornar-se também precoce. Coincidentemente todos os que foram criados neste lar seguiram a via informática. Posso mesmo acrescentar que o meu filho mais novo, com pouco mais de dois anos, já acedia a um computador. Obviamente não sabia o que fazia, mas que estragou muitos Windows foi verdade, de tal forma que formatei o computador ene vezes. Perdi-lhes o conto...

Entretanto e seguindo os passos do pai, do tio e dos primos mais velhos, a minha neta iniciou-se outrossim na informática. E certamente não foi hoje que se iniciou...

Com 10 meses!

de_pequeno.jpg

Estou numa bravura...

... que nem me quero aturar!

As coisas que me acontecem que não lembra ao diabo... Ainda por cima quando a culpa é inteiramente minha. Quase me apetece imolar-me pelo fogo com o que me aconteceu.

Há uns tempos um disco externo pifou e eu fiquei sem metade das coisas: fotografias, bases de dados e textos que fui escrevendo ao longo de muitos anos.

Comecei então a dividir as coisas. Mais... abri umas contas numa nuvem e coloquei lá muitos dados. Mas como estou sempre a escrever rapidamente aquela ficou desactualizada...

Hoje uma das minhas pen's deixou de funcionar. Morreu totalmente. E não obstante estar em na época Pascal ainda assim não creio que ela ressuscite.

Poderia ter evitado este problema, mas como sou teimoso que nem uma mula (desculpa Mulita!) agora vou-me agarrar... a nada! Bastaria fazer semanalmente um backup...

Estou numa bravura comigo mesmo que nem tenho paciência para me aturar.

Desculpem qualquer coisita hoje!

Memórias ou vagas lembranças?

Começa a ser difícil decorar tantas senhas para entrar em qualquer sítio na internet. Ele é no Portal das Finanças, nos diferentes mails, até no próprio PC ou no meu banco.

Depois há o sítio da Segurança Social, o sítio do BdP para ver as minhas dívidas, do meu clube, do operador do meu telemóvel... eu sei lá que mais.

Ah esqueci-me daquela empresa que entrega comida em casa que eu escolhi no computador.

O problema é que no trabalho passa-se precisamente o mesmo. Para cada aplicação é-me exigido uma senha. Ainda por cima as regras para a construção da senha obriga a uma data de parâmetros.

Enfim estou (ou estamos todos?) tão dependente de senhas que um destes dias dá-me o fanico e ninguém sabe da minha vida.

Não tenho memória para tanta senha. Já só começo a ter vagas lembranças.

Antigamente é que era bom!

Não, não vou fazer uma apologia do passado! Nem tecer rasgados elogios ao que é agora velho...

Mas passo a explicar!

Há uns anos li algures um texto simples em que referia que a escrita tinha tendência para perder parte do seu interesse (não eram estas as palavras mas apenas o sentido). E a culpa era dos meios informáticos. Acrescentava ainda, esse texto, que parte dos escritores deixavam de ter o histórico dos seus livros, porque trocando o manuscrito pelo digital desaparecia uma das partes mais belas da escrita: a evolução.

Durante muito tempo considerei esta teoria uma perfeita aberração. Pudera, nessa altura carregava pesados blocos de papel onde depunha os meus escritos. Depois rasurava e voltava a escrever. Punha setas, colocava asteriscos enfim emendava sem parar... E ficou para posteridade!

A verdade é que a vida obrigou-me a repensar as minhas formas de trabalhar e hoje raramente uso o papel para escrever seja o que for! Está tudo no portátil e em periféricos. Este texto que ora escrevo já foi sujeito a dezenas de emendas sem que ninguém note. Com o papel nada disso seria possível.

Pensando bem, deixámos de ver a evolução dos nossos textos para ficarmos unicamente com a versão final. Obviamente que podemos gravar diversas versões mas isso seria fastidioso e poderia dar azo a confusões.

Tenho que dar razão à tal teoria!

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