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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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O eterno Caval(h)eiro de Rosa!

Enquanto Morfeu reinava a "ceifeira" levou o mais polivalente dos actores que passaram pela sétima arte. Sean Connery morreu nas Bahamas enquanto dormia.

Reconheço que sempre gostei deste actor. É daqueles que nunca enganou e mesmo em filmes medíocres o actor escocês destacava-se sempre pela positiva.

Liga-se a este actor a primeira saga de James Bond, que começou nos anos 60 e continuou até ao presente século. Não sendo eu um enorme apreciador destas sagas, tenho de admitir que Connery foi, de todos aqueles que incorporaram o agente secreto britânico, o actor que deu mais carisma e qualidade.

Vi muitos filmes com Sean Connery. Todavia há um que gosto especialmente até porque considero que a adaptação do livro para o cinema foi muito bem conseguida. Chama-se "O Nome da Rosa"!

Partiu um dos grandes "Intocáveis" do cinema.

A sétima arte perdeu uma das suas figuras maiores.

Que descanse em Paz!

Um salto para a eternidade...

com uma visão clara!

São incontáveis as vezes que ouvi esta música enquanto jovem,

para nos anos 90 poder escutar esta banda ao vivo no velhinho estádio de Alvalade, quando servia de suporte aos Bon Jovi. Naquela altura achei mesmo um escândalo pois os Van Halen mereciam um espectáculo dedicado. Mas enfim...

Eddie Van Halen morreu hoje aos 65 anos vítima de um cancro na garganta, deixando um conjunto de discos e músicas imperdíveis.

Dar um salto para aternidade não é para todos. Mas o guitarrista da banda americana fê-lo com muita competência.

Entretanto ontem morreu, aos 80 anos, Johnny Nash. A música por estes dias tem deixado partrir demasiada gente. Ainda por cima grandes músicos.

Deixo aqui o tema de maior sucesso do cantor americano.

Que ambos descansem agora em paz! 

 

De Quino para o Mundo: Mafalda!

Numa edição publicada em 1983 pela editora Dom Quixote sob o título "13 anos com a Mafalda", pode ler-se na contracapa a seguinte frase proferida pelo escritor Julio Cortázar "Não importa o que eu penso da Mafalda. Importa o que a Mafalda pensa de mim".

Creio que ninguém conseguiu descrever tão bem o poder da figura criada por Quino (Joaquin Salvador Lavado) em 1962, como aquele escritor argentino.

Soube que faleceu o humorista desenhador aos 88 anos.

Quando um escritor morre deixa os seus livros, as suas obras e as pessoas que por cá ficam vão lendo, gostando ou desgostando. 

Só que Quino deixou-nos a Mafalda para além de outros livros. Mas aquela não é só uma personagem criada pelo lápis assertivo do humorista argentino. Mafalda é tudo aquilo que sempre gostaríamos de dizer e nunca o podemos fazer. Mafalda é a menina que vive dentro de cada um de nós sempre pronta para questionar tudo e todos. Mafalda é o exemplo acabado de como se pode ser adulto sem nunca deixar de ser criança. E deste modo Mafalda passa para o lado das figuras eternas.

Finalmente tentei nos diversos livros que tenho da Mafalda encontrar uma prancha que traduzisse o que atrás escrevi. Não consegui porque é a soma das partes que dá o todo da menina que não gostava de sopa.

Obrigado Quino por nos teres deixado a Mafalda! E descanse em PAZ.

Ennio Morricone por fim no Paraíso!

Morreu o enorme Ennio Morricone. Aos 91 anos!

Se há pessoas que nunca deveriam desaparecer do Mundo, este compositor italiano, deveria ser uma delas. Ennio compôs dos melhores temas, das melhores músicas que o cinema já teve.

É quase infidável a lista de filmes em que Morricone participou com as suas belas melodias. Que a sétima arte ficará agora mais pobre é certo, pois dificilmente haverá um compositor que conseguisse somente com a sua música colocar um cunho tão pessoal nas suas fantásticas melodias.

Lamento profundamente o seu desaparecimento, mas de uma coisa tenho a certeza: Ennio Morricone irá tocar agora as suas belas e comoventes músicas de cinema no Paraíso.

Irredutivelmente... no Céu!

Em Outubro último, ainda o Mundo era um local aparentamente normal, fez 60 anos que uma revista de BD lançou o seu primeiro fascículo.

Lá dentro, entre muitos heróis e aventuras, apareceram duas personagens que haveriam de mudar o gosto de muita gente pela nona arte.

Falo, como calculam, de Astérix e Obélix, dois indomáveis gauleses que tinham como  único intuito infernizar as guarnições romanas ao redor da aldeia. No entanto estes irredutíveis aldeões só receavam que o "Céu lhes caísse em cima da cabeça".

Esse mesmo Céu recebeu hoje o desenhador-mor daquela dupla, o francês Albert Uderzo, a um mês de fazer 93 anos.

A Banda Desenhada perdeu uma referência, mas ficaram cá os heróis.

Que descanse em paz!

uderzo.jpg

Um "covano" que parte!

Marcou definitivamente o meu gosto pela bela e boa música popular.

Ouvi-o vezes sem conta através dos cd's que tenho dele.

Não sendo um ribatejano já que nasceu em Lisboa, ainda assim cresceu nos Riachos pequena povoação ribatejana perto da cidade de Torres Novas.

Cantou muita coisa, mas tendo eu as minhas próprias raízes em Minde não posso deixar de publicar este video onde este cantautor cantou em minderico.

Pedro Barroso morreu na passada segunda feira aos 69 anos de idade.

A música e o país perdem uma enorme referência musical. Diria insubstituível.

Que descanse em Paz.

 

O último grande... resistente!

Partiu o último dos grandes actores de Hollywood, de seu nome Kirk Douglas.

A aplicação IMDB faz ao homem de personalizou “Spartacus” uma belíssima e justa homenagem.

Quase que se poderia dizer que Kirk nasceu com o cinema quando decorria a primeira Guerra Mundial. Mas foi já com 30 anos que se iniciou na sétima arte com “O Tempo Não Apaga” de Lewis Mileston.

A imensidão de filmes que fez tornou-o numa verdadeira lenda, não obstante não ter ganho qualquer Óscar a não ser o de 50 anos de carreira em 1996.

Pai de Michael Douglas, o actor principal de “The champion” de 1949 nunca foi uma estrela baça. Bem pelo contrário, interventivo e lúcido, sempre se mostrou um verdadeiro anti-herói.

Trabalhou com os melhores realizadores de cinema: Billy Wilder, Vicente Minelli, Stanley Kubrik e muitos outros. Também ele passou pela produção e realização mas com menor sucesso.

Kirk Douglas foi sempre um resistente… Até perante a morte.

Morreu aos 103 anos!

kirk_douglas.png

A gente sente-te por aí!

A 17 de Novembro de 2019 Marta Elle respondia assim a um comentário meu a um seu texto:

M_elle.jpg

Entre nós tudo começara em Agosto deste mesmo ano:

M_elle_1.jpg

Não chegámos a trocar 100 comentários no seu blogue, mas cedo percebi uma coragem indomável para enfrentar o seu pálido futuro.

Li que infelizmente já partiu. Espero que pelo menos tenha ido em paz, não só com os outros, mas consigo mesmo.

Pelo meu lado dedico-lhe este humilde texto do qual a Marta irá provavelmente rir, esteja lá onde estiver, da mesma maneira que riu nos comentários supra.

Rezarei por ela.

Patxi Andion - um luso castelhano

Li que morreu num acidente de viação Patxi Andion.

Por acaso nunca tive a oportunidade de o ver actuar em Portugal, mas sempre gostei de o escutar aquela voz rouca mas muito bem timbrada e inconfundível.

A música castelhana perdeu um dos grandes canta-autores.

Que descanse em paz, seja lá onde estiver.

Provavelmente "muy" perto de Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira ou Áry dos Santos.

José Mário Branco!

Soube agora que morreu José Mário Branco.

A música de intervenção portuguesa definitivamente ficou mais pobre.

Desde o 25 de Abril de 1974 (porque antes não o conhecia, sabe-se lá porquê...) que me habituei a escutar as belas canções de intervenção de JMB.

Partiu mais um cantautor. Depois de Adriano Correia de Oliveira em 1982, de Zeca Afonso em 1987, foi a vez de José Maria Branco. Para minha imensa tristeza.

Termino com uma canção que sempre gostei ouvi-lo cantar. A letra é de Camões...

Entretanto ficarei por cá a escutá-lo...

 

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