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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Ennio Morricone por fim no Paraíso!

Morreu o enorme Ennio Morricone. Aos 91 anos!

Se há pessoas que nunca deveriam desaparecer do Mundo, este compositor italiano, deveria ser uma delas. Ennio compôs dos melhores temas, das melhores músicas que o cinema já teve.

É quase infidável a lista de filmes em que Morricone participou com as suas belas melodias. Que a sétima arte ficará agora mais pobre é certo, pois dificilmente haverá um compositor que conseguisse somente com a sua música colocar um cunho tão pessoal nas suas fantásticas melodias.

Lamento profundamente o seu desaparecimento, mas de uma coisa tenho a certeza: Ennio Morricone irá tocar agora as suas belas e comoventes músicas de cinema no Paraíso.

Irredutivelmente... no Céu!

Em Outubro último, ainda o Mundo era um local aparentamente normal, fez 60 anos que uma revista de BD lançou o seu primeiro fascículo.

Lá dentro, entre muitos heróis e aventuras, apareceram duas personagens que haveriam de mudar o gosto de muita gente pela nona arte.

Falo, como calculam, de Astérix e Obélix, dois indomáveis gauleses que tinham como  único intuito infernizar as guarnições romanas ao redor da aldeia. No entanto estes irredutíveis aldeões só receavam que o "Céu lhes caísse em cima da cabeça".

Esse mesmo Céu recebeu hoje o desenhador-mor daquela dupla, o francês Albert Uderzo, a um mês de fazer 93 anos.

A Banda Desenhada perdeu uma referência, mas ficaram cá os heróis.

Que descanse em paz!

uderzo.jpg

Um "covano" que parte!

Marcou definitivamente o meu gosto pela bela e boa música popular.

Ouvi-o vezes sem conta através dos cd's que tenho dele.

Não sendo um ribatejano já que nasceu em Lisboa, ainda assim cresceu nos Riachos pequena povoação ribatejana perto da cidade de Torres Novas.

Cantou muita coisa, mas tendo eu as minhas próprias raízes em Minde não posso deixar de publicar este video onde este cantautor cantou em minderico.

Pedro Barroso morreu na passada segunda feira aos 69 anos de idade.

A música e o país perdem uma enorme referência musical. Diria insubstituível.

Que descanse em Paz.

 

O último grande... resistente!

Partiu o último dos grandes actores de Hollywood, de seu nome Kirk Douglas.

A aplicação IMDB faz ao homem de personalizou “Spartacus” uma belíssima e justa homenagem.

Quase que se poderia dizer que Kirk nasceu com o cinema quando decorria a primeira Guerra Mundial. Mas foi já com 30 anos que se iniciou na sétima arte com “O Tempo Não Apaga” de Lewis Mileston.

A imensidão de filmes que fez tornou-o numa verdadeira lenda, não obstante não ter ganho qualquer Óscar a não ser o de 50 anos de carreira em 1996.

Pai de Michael Douglas, o actor principal de “The champion” de 1949 nunca foi uma estrela baça. Bem pelo contrário, interventivo e lúcido, sempre se mostrou um verdadeiro anti-herói.

Trabalhou com os melhores realizadores de cinema: Billy Wilder, Vicente Minelli, Stanley Kubrik e muitos outros. Também ele passou pela produção e realização mas com menor sucesso.

Kirk Douglas foi sempre um resistente… Até perante a morte.

Morreu aos 103 anos!

kirk_douglas.png

A gente sente-te por aí!

A 17 de Novembro de 2019 Marta Elle respondia assim a um comentário meu a um seu texto:

M_elle.jpg

Entre nós tudo começara em Agosto deste mesmo ano:

M_elle_1.jpg

Não chegámos a trocar 100 comentários no seu blogue, mas cedo percebi uma coragem indomável para enfrentar o seu pálido futuro.

Li que infelizmente já partiu. Espero que pelo menos tenha ido em paz, não só com os outros, mas consigo mesmo.

Pelo meu lado dedico-lhe este humilde texto do qual a Marta irá provavelmente rir, esteja lá onde estiver, da mesma maneira que riu nos comentários supra.

Rezarei por ela.

Patxi Andion - um luso castelhano

Li que morreu num acidente de viação Patxi Andion.

Por acaso nunca tive a oportunidade de o ver actuar em Portugal, mas sempre gostei de o escutar aquela voz rouca mas muito bem timbrada e inconfundível.

A música castelhana perdeu um dos grandes canta-autores.

Que descanse em paz, seja lá onde estiver.

Provavelmente "muy" perto de Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira ou Áry dos Santos.

José Mário Branco!

Soube agora que morreu José Mário Branco.

A música de intervenção portuguesa definitivamente ficou mais pobre.

Desde o 25 de Abril de 1974 (porque antes não o conhecia, sabe-se lá porquê...) que me habituei a escutar as belas canções de intervenção de JMB.

Partiu mais um cantautor. Depois de Adriano Correia de Oliveira em 1982, de Zeca Afonso em 1987, foi a vez de José Maria Branco. Para minha imensa tristeza.

Termino com uma canção que sempre gostei ouvi-lo cantar. A letra é de Camões...

Entretanto ficarei por cá a escutá-lo...

 

Quarenta e um!

Soube da morte do empresário Alexandre Soares dos Santos. Aos 84 anos.

Bonita idade acrescento!

Curiosamente apanhei esta tarde uma entrevista que o falecido deu à TVI em Fevereiro passado.

Uma conversa serena, franca e mordaz com o jornalista Sérgio Figueiredo e que me deixou extasiado. Um homem deste nunca devia ter direito a morrer.

Os temas variaram, entre os trabalhos da Fundação e as ideias para o futuro. Do crescimento do grupo, das relações entre Estado e sociedade civil, das alegrias e tristezas, das doenças que teve, à educação que acha essencial para o desenvolvimento do país. Da sua fé cristã (mais que católica!!!), da alegria de viver, dos valores que foi transmitindo à sua família. Valores estes que considerou ser a maior riqueza que deixa aos seus herdeiros.

Um homem de mente lúcida, aberta e preocupada com o outro. Um pouco na senda do malogrado PM sueco, Olaf Palm, que pretendia acabar com os pobres.

Alguém que nunca renega o seu passado mais humilde e usa este como força é naturalmente alguém com enorme carácter.

Já no final da entrevista dizia que a maior alegria dele era no Natal e na Páscoa estarem 42 pessoas reunidas à volta de uma mesa.

Infelizmente este ano serão apenas 41!

 

Mordillo – o humor sem palavras

Um dos meus desenhadores preferidos morreu sábado passado aos 86 anos. Mas só hoje o soube, primeiro através do Delito de Opinião, confirmando mais tarde nalguns sítios de informação.

O desenhador que não usava palavras para a crítica tinha um humor fantástico.

A nona arte perdeu um dos seus génios maiores. Provavelmente irá agora devolver a “bota”.

 

Agustina: a mulher que morreu criança!

Soube que faleceu Agustina Bessa-Luís.

A escritora nascida em Amarante em 1922 era acima de tudo uma artífice, com uma escrita rendilhada e muito trabalhada, qual filigrana de ourives minhoto.

A mulher que "nasceu mulher e morreu criança" como ela disse de si própria, deixou uma obra fantástica. Muito reconhecida em Portugal e no estrangeiro, Agustina deleitou-nos com os seus livros, contos, peças de teatro e muitas outras obras.

Coincidentemente li no início deste ano "Os meninos de ouro" livro com o qual venceu o seu primeiro Grande Prémio de Romance e Novela da APE, em 1983.

Portugal perde hoje um dos maiores vultos da Língua Portuguesa.

agustina_foto.jpg

 

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