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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Mordillo – o humor sem palavras

Um dos meus desenhadores preferidos morreu sábado passado aos 86 anos. Mas só hoje o soube, primeiro através do Delito de Opinião, confirmando mais tarde nalguns sítios de informação.

O desenhador que não usava palavras para a crítica tinha um humor fantástico.

A nona arte perdeu um dos seus génios maiores. Provavelmente irá agora devolver a “bota”.

 

Agustina: a mulher que morreu criança!

Soube que faleceu Agustina Bessa-Luís.

A escritora nascida em Amarante em 1922 era acima de tudo uma artífice, com uma escrita rendilhada e muito trabalhada, qual filigrana de ourives minhoto.

A mulher que "nasceu mulher e morreu criança" como ela disse de si própria, deixou uma obra fantástica. Muito reconhecida em Portugal e no estrangeiro, Agustina deleitou-nos com os seus livros, contos, peças de teatro e muitas outras obras.

Coincidentemente li no início deste ano "Os meninos de ouro" livro com o qual venceu o seu primeiro Grande Prémio de Romance e Novela da APE, em 1983.

Portugal perde hoje um dos maiores vultos da Língua Portuguesa.

agustina_foto.jpg

 

O Samba de luto!

Soube hoje que morreu ontem aos 72 anos no Rio de Janeiro, Beth Carvalho, a raínha do samba do Brasil.

Há quarenta anos, andava eu ainda no liceu, tive um amigo e companheiro de estudos de origem brasileira. Numa época em que brasileiros... só os conhecíamos das telenovelas, o José Carlos era deste modo uma espécie de extra-terrestre, tendo deste modo um especial e involuntário condão de despertar paixões assolapadas no eterno feminino.

No entanto era um profundo conhecedor de música brasileira e foi com ele que aprendi a gostar de grandes bandas e cantores brasileiros. Donde se destacou obviamente Beth Carvalho.

Deixo aqui um dos temas que ouvi na altura e que, curiosamente, se podia adaptar à realidade financeira de Portugal.

Escutem então a rainha do samba.

 

O cinema mais pobre!

Morreu Bertolucci.

Aos 77 anos o realizador de cinema de “O Último Tango em Paris” e de outras películas recentemente envolto em alguma polémica, partiu para outras paragens.

Não tendo sido um dos meus realizadores preferidos reconheço que foi um homem arrojado. De todos os filmes que realizou e que vi talvez o “O Último Imperador” seja aquele que mais gosto.

No entanto “1900” foi, na altura do seu lançamento, muito aplaudido.

O cinema é feito de gente serena e quase sempre bem aceite, mas outrossim de realizadores polémicos, generosos e empenhados. Tudo isto pudemos ver no realizador italiano.

Agora é tempo de o eternizar! Postumamente… como sempre!

Já passaram 10 anos!

Faz hoje precisamente 10 anos que partiu um homem fantástico.

Foi uma pessoa boa, amigo do seu amigo,  que adorava a família e com quem aprendi muito.

Acima de tudo com a sua forma de estar na vida. Combativo quando achava que tinha razão, ia até ao fim numa luta sem nunca perder a compostura e a noção do razoável.

Fui tristemente testemunha das suas últimas palavras.

Morreu em paz como um simples círio cujo pavio desaparece, mas rodeado dos mais próximos.

Deus teve misericórdia dele e levou-o para ao pé de si sem dor sem sofrimento.

Há 10 anos tive que vestir um defundo pela primeira vez. Ainda por cima o meu sogro e bom amigo J.

Porque a vida nem sempre nos dá o que desejamos mas sempre o que necessitamos, aquele fim de tarde início de noite ficou gravado no meu espírito para sempre.

Obrigado por tudo o que me ensinou, pela mão amiga sempre estendida para ajudar, pelo carinho sempre demonstrado.

Faz-me ainda (muita) falta!

 

Partiu a voz eterna!

Se há vozes que perdurarão para sempre, a de Charles Aznavour é uma delas. A exemplo de Edit Piaf (por quem o franco-arménio teve uma paixoneta, segundo as más línguas), a voz do cantor de "She" e de centenas de outras canções marcou não uma geração mas muitas gerações. Será mesmo impossível falar-se de música, compositores e artistas e não referir-se Aznavour.

Ele não foi uma mera lenda... Ele foi a voz que iluminou tantos e tantos corações e espíritos por esse Mundo fora.

Morreu hoje aos 94 anos (que linda idade!).

O Céu ficará certamente bem melhor com este Embaixador da ONU."

"Merci bien Charles" 

Hei-de continuar a ouvi-lo por aí!

C-aznavour.jpg

A última corrida louca de Burt Reynolds!

Nunca foi um actor... daqueles.

Nem fez graaaaaandes filmes, daqueles inesquecíveis. Nem nunca ganhou um Óscar, não obstante ter sido nomeado  em 1999, como actor secundário.

Mas era um actor de quem todos gostavam.

Se não me engano o primeiro filme que vi com ele foi "A Corrida mais Louca do Mundo" onde contracenou com Roger Moore, Farrah Fawcett, Dom De Luise e Sammy Davis Junior.

Partiu hoje aos 82 anos após uma corrida louca contra a doença e demasiados excessos.

Independentemente de tudo Hollywood perdeu uma figura mítica e muito, muito querida.

B_Reynolds.jpg

Para sempre Aretha!

De uma forma pouco ortodoxa diria que morrer é fácil, independentemente de quem somos. O que vale mesmo perceber é quanto de nós perdura na memória dos outros.

A título de exemplo avançaria com a ideia de que o Elvis Presley não morreu e ainda se encontra vivo, algures.

Ora este desejo de alguns em que alguém se mantenha vivo mesmo depois de morrer é a tal memória que me referi atrás.

Arelha Franklin será obviamente um destes exemplos. Viveu e cantou o respeito que todos deveríamos ter uns pelos outros. Para além de muitas outras canções que marcaram uma América repleta de contradições.

A Rainha do Soul irá permanecer no espírito de muitos amantes das suas convicções, das suas músicas, da sua voz, por muuuuuuuitos anos.

Porque o artista partiu, é certo, mas não morreu a sua arte.

E esta é que realmente conta.

E

 

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