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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Menos uma "pedra rolante"!

Há gente que nunca devia morrer. Charlie Watts deveria ser um deles! Especialmente por tudo o que deu à música.

Vi-o actuar em 1990 em Alvalade num concerto memorável e do qual guardo religiosamente o bilhete de ingresso.

Já perdi o número de vezes que escutei Rolling Stones, mas aquela bateria soa sempre como um destaque inesquecível.

Tinha 80 anos! Que descanse em paz!
E mais não sei dizer!

Partiu e nem me despedi...

Há dezanove dias escrevi este postal.

Hoje pela manhã recebi a triste notícia que o Zé havia partido para sempre.

Sinceramente não sei o que escrever quando o meu melhor amigo se foi embora. Faltam-me as palavras, sobram as emoções e as recordações. 

Quase 40 anos de amizade que se foi cimentando com o passar do tempo.

Deveria ser este o momento crucial para escrever aquele texto, juntar todas as palavras que aprendi e dedicá-las numa prosa inesquecível. Todavia falta-me a necessária competência.

Ficam estas... simples porém profundamente sentidas.

Ainda por cima nem pude despedir-me dele.

Que descanse em Paz!

Há livros eternos!

Há muuuuuuuuitos anos dois amigos jornalistas oferecerem-me, pelos meus 25 anos, uma colectânea de um dos meus poetas preferidos.

JLBorges.jpg

Um gesto normal entre amigos!

Só que a partir de ontem passei-o a incluir naquelas obras inesquecíveis e eternas. E tudo porque na sua primeira página há duas dedicatórias escritas por esses meus amigos.

Soube apenas ontem que um deles partiu definitivamente já no passado mês de Maio. Dele guardo então a tal dedicatória que ora reproduzo,

CSP_ded.jpg

para além de muitos almoços, jantares e jogos de futebol. Para além de diversas tertúlias...

O Carlos Santos Pereira passou pela vida num ápice. Pela minha e certamente pela vida de todos com quem ele lidou.

Obrigado por tudo o que ensinaste, companheiro!

Descansa em paz, seja lá onde estiveres.

O que ia escrever antes de...

Não gosto de demagogia. Muito menos de alguém que já tem uma pasta muito difícil neste governo e que é a senhora Ministra da Saúde.

Lí as suas declarações e achei no mínimo tristes e demagógicas. Ao invés do que disse sobre as vulnerabilidade dos mais fragéis eu tenho a noção que este virus não tem qualquer preocupação demagógica e ataca os que estiveram na sua zona de acção.

Escrevo ciente das excepções, mas ao mesmo tempo com a experiência do que foi ser infectado.

Era para escrever muito mais sobre isto, mas entretanto soube do falecimento repentino de Jorge Coelho e tudo se alterou.

Se bem que não partilhasse das suas ideias políticas reconheço que era um homem empenhado e de uma visão estratégica invulgar.

Lamento a sua morte e só espero e desejo que descanse em Paz.

Um Entrudo sem graça!

Hoje, dia de Carnaval, tinha a intenção de escrever sobre a tradição aqui de casa, mas que este ano não se realizou por razões óbvias e que se prenderia com a feitura de um saborosíssimo “Cozido à Portuguesa”. Fez-se unicamente o “Caldudo”, um doce beirão!

Alterei a minha ideia inicial após saber que Carmen Dolores havia falecido. Sei que já tinha uma idade muito bonita, porém foi uma perda para a cultura portuguesa, nomeadamente para a “arte de Talma”.

Um ano de 2021 que já nos levou cantores (p.e. Carlos do Carmo) e outros grandes actores não poderia ficar pior sem que nos retirasse outrossim uma grande, grande referência da cultura.

A minha relação próxima com o gosto do teatro vem desta senhora que ora nos deixou. Era miúdo, mas vi diversas vezes o Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett. Uma peça de teatro que me deixava sempre em êxtase, essencialmente pela actuação de Carmem Dolores.

Muitos anos mais tarde tive a sorte e o privilégio de a conhecer pessoalmentee aproveitei aquele momento para lhe comunicar que o meu gosto pelo teato adviera dela.

Acabei nesse dia muito feliz e que guardo para sempre como um momento sublimado na minha pobre existência, por escrever um postal e que publiquei neste espaço.

Que podem ler aqui.

Que descanse em Paz!

A morte de um grande actor!

Partiu António Cordeiro! Um actor que sempre se mostrou diferente dos demais companheiros da sua arte!

Entre vários trabalhos dele não me esqueço de Claxon e mais tarde na série Major Alvega.

Nunca percebi o meu apreço por este malogrago actor. Era um artista diferente que sempre primou pelo humor muito bem conseguido.

(ver a partir do minuto 12.00)

Doente há muitos anos a sua partida foi uma esmola... essencialmente para ele.

Que descanse em paz. Bem estava precisado!

Um exemplo de homem!

Foi meu director durante uns anos. Acabei mesmo por lhe comprar um carro, o primeiro que tive com mudanças automáticas.

Assumiu-se, já com alguma idade, homossexual. Mas independentemente da sua opção sexual sempre se mostrou um enormíssimo gestor.

Dizia ele: tudo o que se passa neste Departamento é culpa minha já que sou o Director.

Uma postura pouco vista em gestores, nomeadamente quando gerem empresas de cariz estatal! Outro exemplo prende-se com um erro de gestão, que a certa altura, cometeu.

Um dia decidiu nomear alguém para chefiar um certo serviço. Neste havia uma pessoa mais apetrechada e muito mais competente para tomar as rédeas do serviço, mas foi preterida. Desta decisão de gestão sairam algumas consequências, sendo que o serviço foi o mais prejudicado.

Todavia, anos mais tarde o departamento foi reformulado com novas funções e a pessoa preterida foi chamada à presença do director. Este iniciou a conversa com uma assumpção de culpa:

- Há anos tive um mau momento de gestão e fui injusto para consigo. É chegada a hora de emendar esse erro! Deste modo convido-a a chefiar o novo serviço que vai iniciar-se. Aceita?

A colega aceitou.

Admirei a coragem deste homem ao assumir um erro. O que nos tempos que correm não parece fácil.

Soube hoje que apareceu morto em casa. 

Uma estrela no céu!

Não sei se Carlos do Carmo foi ou seria crente em alguma religião. Todavia não acredito que o Céu (se existe) não vá buscar esta voz para acrescentá-la ao seu coro celestial. Uma estrela que, ao invés do poema, partiu cedo demais.

Carlos do Carmo abandonou-nos esta madrugada no dealbar de um ano que se quer e deseja diferente. Já está a sê-lo...

Tive o previlégio de o conhecer e falar com o rei do Fado no âmbito do meu antigo trabalho. Pareceu-me um homem sereno, bem com a vida e consigo mesmo. Um cantor sem par na música portuguesa. Humilde, sensato e sensível colocou Portugal na órbitra do mundo cultural, através do fado que tão bem soube interpretar.

Saiu de cena pela porta grande, mostrando também com este gesto que sabia muito bem qual o seu lugar na vida.

A lucidez intelectual é apanágio de muitos poucos. Mas Carlos do Carmo foi um deles.

Fica agora a sua voz e as suas canções. Mas fica sobretudo a sensação de que há homens que nunca deveriam partir.

Descanse em PAZ!

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