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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Gastar vamos?

Já por aqui fui dizendo que durante alguns anos fui do género tão luso de “gastar vamos”. Tivesse eu naquele tempo poupado algum hoje teria provavelmente um pé de meia razoável. Mas não o fiz e de nada me vale agora vir aqui lamentar.

Hoje sou uma pessoa bem diferente pois só gasto o que posso. A minha reforma não sendo doirada é, ainda assim, suficiente para não ter dificuldades, mas também é certo que não esbanjo dinheiro.

Como não tenho vícios também ajuda a controlar as minhas despesas.

A minha experiência de vida ensinou-me que quanto menos eu ganhar mais vontade tenho em ter coisas caras que o meu orçamento não comporta. Parece assaz estranho, mas é verdade!

Se juntarmos a esta gulodice por coisas impossíveis uns cartões de crédito temos uma mistura quase explosiva a que muita gente não resiste.

Talvez por esta filosofia estar já enraizada no espírito lusitano é que se percebe que algumas empresas do sector telefónico vendam equipamentos recentes por valores altíssimos, quando a maioria dos compradores não conseguirá usufruir do aparelho em todas as suas valências ou se comprem férias em locais paradisíacos a pagar em x prestações ou aquela consola que amanhã será substituída por uma mais moderna.

Só que o pior destas (más) opções não tem só a ver com as dívidas contraídas e que provavelmente nunca serão pagas, mas com a colocação das próprias famílias num limbo demasiado perigoso, retirando a estas os recursos mais elementares como alimentação, vestuário ou educação.

Não é primeira vez que falo desta nossa novel postura. Depois de uma época em que os nossos pais foram ensinados a poupar hoje vivemos tempos opostos com uma juventude nada preocupada com o dinheiro e muito menos com o seu futuro e descendentes.

Com um ex-PM a assumir nos seus tempos aúreos que as dividas não se pagavam… não admira!

Contas às costas!

Em Fevrereiro deste ano coloquei aos leitores neste postal uma questão que me pareceu pertinente, tendo em conta o que me acontecera nesse dia.

A realidade é que continuo a achar moedas no chão, essencialmente cêntimos, o que equivale dizer que as pessoas olham para esta moeda com algum desprezo e quiça mesmo descuido.

Aproveito este tema para fazer a ponte para o que aqui me trás hoje e que se prende com a ileteracia financeira (expressão ora tão em voga!!!).

É certo que durante muitos anos ninguém falou ou escreveu sobre a (in)capacidade de muitos em lidarem ou gerirem os seus dinheiros. Este total desconhecimento acabou por criar num futuro mais ou menos curto, graves problemas às pessoas e respectivas famílias.

O "gastar vamos" surgiu assim como catapulta para muitas falências familiares, com as respectivas consequências de perda de casa, carro e até emprego.

Hoje há uma maior preocupação por parte das entidades reguladoras em chamarem à atenção aos que olham o dinheiro como algo que existe para esbanjar em vez de poupar. Até as instituições financeiras tentam salvaguardar-se obrigando os devedores a apresentarem reais garantias de pagamento em vez de meros jogos de intenções como foi outrora.

Ser "maltês de bronze, ganhar dez e gastar onze", como soi dizer-se, é muito fácil. O que custa é pagar as dívidas e honrar os compromissos. Para isso é necessário ter consciência que não se pode gastar mais do que se ganha ou recebe!

Seria bom que ensinássemos já as nossas crianças a gerirem os seus próprios e parcos dinheiros! Talvez assim um dia possam também gerir melhor o nosso país!

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