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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A seu tempo virá... uma resposta!

A Sarin puxou por mim, desafiou-me. Como não gosto de virar a cara a uma salutar bravata, nem que esta seja somente por palavras e ideias, respondi-lhe pedindo que comentasse este meu postal que publiquei em Setembro último.

Ora vai daí que aquela menina também não se nega a nada e pumbas... respondeu a preceito no seu espaço através deste longo postal que irei ler com muita calma e que será, obviamente, sujeito a uma resposta minha.

Estas trocas de galhardetes são fantásticas e não obstante termos ideias, conceitos e desejos diferentes, aprendo sempre muito com esta menina.

Mais uma vez muito obrigado, Sarin!

Sinto-me um privilegiado da escrita!

Viver é uma aventura!

Já o escrevi antes: vivemos tempos bizarros. Tão bizarros e há um ano impensáveis.

Por tudo o que agora nos rodeia, pelos receios, as dúvidas, as incertezas para o dia de amanhã.

Hoje somos todos muito mais frágeis. Fisica e psicologicamente porque paira por cima das nossas cabeças uma permanente tristeza.

Quase me atrevo a dizer que vivemos tempos de guerra. Uma guerra contra um inimigo que não conhecemos, que não vimos, mas que tememos muito acima das nossas capacidades.

Os números de infectados, de internados, de mortos e recuperados sobem e descem qual oceano alterado. São os ventos da pandemia originários em tempestades de vírus. Que ninguém controla, que ninguém segura e perante os quais ninguém ousa fazer prognósticos de melhoria.

Hoje, mais do que nunca, cada dia que passa por nós é uma enorme vitória. Não nos esqueçamos diso!

O Ano Novo!

Há muito que deixei de comemorar com pompa e circunstância a festa da mudança de ano. No fundo, no fundo só estamos a virar mais uma folha no calendário das nossas vidas. Como viramos todos os dias, semanas ou meses.

O ano de 2020 ficará, certamente, marcado nos nossos corações pelas piores razões. Mas não será por mudarmos de ano que tudo se tornará melhor como num passe de mágica. Nada se alterará e vamos ter que manter uma vida estranha, sem festas, reuniões, almoços ou jantares numerosos.

No entanto quando era jovem as passagens do Ano foram sempre importantes, acima de tudo pelas festas em que participei. E acreditem que as aproveitei ao máximo!

Todavia hoje nada me cativa já que gosto de viver somente um dia de cada vez e no sossego dos meus mais chegados e da minha casa.

A verdade é que a idade também deu um vincado contributo para esta antagónica visão nestes dias que ora se aproximam. Prefiro ver e ouvir o concerto de Ano Novo de Viena de Austria (estou curioso para perceber quantos pessoas lá estarão!!!), ou manter uma conversa inteligente à volta da mesa.

Finalmente e independentemente do pensamento de cada um o Ano Novo é assim uma espécie de algodão doce dos nossos dias: muito grande e bonito mas não enche barriga.

Os avisos...

Gostaria de saber a quem serve e para que serve os avisos coloridos que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera emite?

É que os incêndios continuam, as árvores caem sem se saber porquê e as pessoas continuam a dormir ao sol na praia.

Um governo sem ideias.

Não bastava o imposto sobre o património quando surge novamente a ideia da geringonça em acabar com o sigilo bancário.

Mais uma vez o PS a reboque do BE. O partido de António Costa vive das ideias de um partido que até nem está num governo. Enfim… isto é política à portuguesa! O BE manda e o PS obedece…

Ouvi a deputada Mariana Mortágua dizer que é preciso ter coragem para tirar aos mais ricos. Se colocarem em prática este pensamento pode vir a acontecer uma de duas coisas: ou os tais ricos saem todos de Portugal e o governo não buscar um “tusto” ou então vendem ao desbarato todo o património e com o dinheiro vão para as Caraíbas passar férias prolongadas.

Nesta confusão há algo que a esquerda ainda não percebeu: o património de cada um é na maioria das vezes herdado. Com esta medida a desertificação vai crescer pois ninguém quer ser dono de pedaços de terra com um valor predial exagerado e sobre o qual vai pagar um imposto estúpido e idiota, sem ter daquele qualquer rendimento.

O abandono das propriedades vai obviamente crescer exponencialmente. Veremos então!

Entretanto a quebra do sigilo bancário tem a imbecilidade de colocar todos os portugueses no mesmo saco. Ou melhor… o Estado não presume a inocência conforme está consagrado na Constituição e considera que todos os contribuintes são criminosos.

Se a AT considerar que alguém com um IRS baixo apresentar um património elevado pode, com a devida autorização judicial, perceber o que aconteceu ao contribuinte. Mas só nestes casos… Não de forma generalizada. Até porque a AT não é de fiar quanto a fugas de informação!

O PR teceu publicamente críticas a esta última ideia. Veremos o que nos reserva o futuro próximo até porque não acredito que Marcelo Rebelo de Sousa, numa eventual teimosia governamental quanto à quebra do sigilo bancário, não envie o diploma para o Tribunal Constitucional.

Receio que estejam a querer fazer deste país um exemplo de como não se deve governar. O apoio parlamentar pode ser fantástico, mas deixa num só partido (neste caso o PS) o ónus de tudo o que correr mal num futuro próximo.

Temo novo resgate. Temo mais austeridade, temo mais incompetência socialista.

O futuro de Portugal parece-me muito negro. Tão negro quanto o foi com os governos anteriores de Passos Coelho, Sócrates, Guterres ou Cavaco..

Ideias... para uma noite de Verão

Vivemos numa época moderna e em que temos acesso a todo o tipo de informação e quase (sempre) em directo.

Procuramos constantemente um mundo melhor para nós e para os que nos hão-de seguir.

Desejamos obviamente paz e sossego.

Gostamos de passear e sentir a água fria do mar aspergida pelas ondas que baterem nas rochas.

O sol, esse belo companheiro das férias, também faz parte de nós, assim como a chuva, o vento...

 

Mas raramente olhamos à nossa volta. O cego que se desorientou e necessita de achar o caminho, o sem-abrigo que apenas quer um sorriso que lhe aqueça a alma ou o desempregado que deseja apenas trabalhar.

Todos eles passam por nós e nem reparamos, nem percebemos que estão ali, à nossa beira e que bastava que estendêssemos a mão para que o dia deles fosse diferente.

 

Estamos tão próximos uns dos outros! E ao mesmo tempo tão distantes!

Coisas de Verão - 2

Está uma daquelas noites que só apetece sair.

 

Sem vento na minha zona (o que é raro!!!), sabia-me bem agora uma esplanada à beira-mar, uma cerveja fresca, com uma boa companhia para conversa e... mais nada!

 

O problema é que amanhã é dia de trabalho!

Passado, presente e futuro

 

Muitas vezes dou por mim a relembrar no meu já longo passado. E acabo, quase sempre, por perguntar a mim mesmo: e se eu nesta altura da minha vida tivesse feito isto... ou aquilo?

 

Esta pergunta advém de eu há trinta e dois anos ter optado pela empresa onde ainda hoje trabalho em prejuízo de ser FP. Curiosamente um destes dias encontrei um amigo de longa data, que não teve grande escolha e na altura acabou mesmo numa repartição de Finanças. Hoje é chefe de Repartição, mas tem sofrido, e de que maneira, com os cortes introduzidos pela troica e Passos Coelho. as adivinhar é impossível...

 

Neste instante não calculo quantos anos me faltarão para me reformar. Tanto podem ser 5, 10 ou 15. E provavelmente só nessa altura saberei avaliar o benefício da minha escolha quarenta anos antes.

 

A juventude actual não entende como um acto praticado agora pode vir a influenciar o futuro a médio e a longo prazo. Não lhes levo a mal, porque também já pensei como eles. Hoje, com o peso dos anos, tenho uma visão mais abrangente e quiçá mais realista do mundo que nos rodeia.

 

Porque a vida é mesmo assim: feita de esperanças sempre renovadas e consciências cada vez mais lúcidas.

 

E não me tentem convencer do contrário!

 

 

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