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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Sabedoria (im)popular

A sabedoria lusa está carregada de ditos, máximas e demais frases, que nos deixam quase sempre a pensar.

Entre muitos temas escolhi somente um para falar (façam a fineza de ler... escrever!) hoje e que se prende com a nossa alimentação. Vejam lá se conhecem isto:

- gordura é formusura;

- o melhor tempero é a fome;

- comer e conversar o mal é começar;

- laranja de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata;

e termino com esta:

- perdoa-se o mal que faz para o bem que sabe!

Provavelmente haverá mais, porém neste momento é o que me ocorre. 

Pegando na última ideia diria que esta será, quiçá, a mais perigosa de todas as máximas da nossa sabedoria, pois é com base nela que muitos de nós não cuidamos, como deve ser, da nossa alimentação.

Comer algo que nos fará mal só porque sabe bem parece-me um tanto atípico e acima de tudo perigoso. Deixem-me exemplificar com o meu exemplo: há anos uma médica especialista da áerea de Gastro avisou-me que me estaria vedado comer certos alimentos.

Nomeou uma série deles e no fim ainda acrescentou que nunca mais deveria beber bebidas brancas (não, não estou a falar de leite!). Assim tenho feito, de tal modo que as minhas análises ganharam juízo (eu também!!!). No entanto há alturas em sinto falta daquele petisco ou daquele digestivo. A opção pela manutenção da minha saúde é mais importante que os segundos que demoraria a comer ou a beber qualquer coisa proíbido e que rapidamente desapareceria corpo adentro, com óbvias más consequências.

Posto isto finalizo com certeza de que a sabedoria popular nem sempre tem razão!

A gente lê-se por aí!

A democracia em perigo!

Por vezes tenho medo dos meus pensamentos. É verdade, tenho medo... pronto!

Receio essencialmente que alguém os oiça, até porque posso sem querer e mesmo que seja de forma quase silenciosa verbalizar algum deles.

Isto para dizer que daqui a dois meses estaremos a comemorar o meio-século daquele que foi um golpe de esatado. A revolução dos cravos foi apenas um epíteto aproveitado pelo PCP para dar nome à sua ideia política. Que como todos sabemos nunca vingou neste País de gente preguiçosa, invejosa e de brandos costumes.

Hoje tenho mais cuidado com o que digo e escrevo, não vá eu ofender algumas alminhas que há meio século ainda nem existiam, nunca souberam o que foi viver sob a ditadura e muito menos o que foi a censura. Falam e escrevem, eles e elas, considerando que têm sempre razão olvidando que há outras opiniões e visões e que podem não coincidentes com eles. Então ofendem-se com isso!

Tenho a certeza que a democracia lusa tal qual como foi criada ou inventada pode não ser perfeita. Como nenhum regime político o é! Mas até há uns tempos convivia bem com ele. Todavia sinto-me cada vez mais apertado num espartilho de pensamentos e acções que me leva a sentir que é a hora de termos um novo 25 de Abril.

Que até pode ser a 24 ou a 26 do mesmo mês! Ou de outro mês qualquer!

Estado de graça

A expressão "estado de graça" tão conhecida no nosso léxico é geralmente usada nas actividades desportivas ou na vida política. Não vou aqui dissertar sobre o seu significado pois toda a gente sabe o que quer dizer.

Mas será que esta ideia se pode aplicar nas relações inter-pessoais, isto é, nas nossas relações com a família, amigos mais ou menos coloridos também poderá existir o tal "estado de graça"?

Bom... diz-me a experiência de vida que sim, que todos temos momentos eufóricos nas relações com os outros, para de um momento para o outro tudo se esvair. Ou como define o Dicionário Priberam:

"estado de graça", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2024, https://dicionario.priberam.org/estado%20de%20gra%C3%A7a.
 

Estadogeralmente temporárioem que se recebe a benevolência ou a simpatia de outrém.

Uma das diversas circunstâncias da vida onde o "estado de graça" tem tendência a desaparecer será nos casamentos. Muitos fazem-no como escapatória a um passado familiar penoso, para rapidamente perceberam que tudo foi um erro, que com o matrimónio nada melhorou...
O ser humano é um animal estranho, muito complexo e na maioria das vezes insensato. Talvez por isso fascinante quando o tentamos desvendar.

A gente lê-se por aí!

O professor do futuro!

À questão muitas vezes formulada por outrém, se já me arrependi de alguma coisa no meu passado, posso assumir que não me arrependo nada do que fiz nem do que não fiz. Porque todas as minhas acções foram decididas, muitas vezes, sem ter verdadeira consciência das consequências dos meus actos. Era novo, inexperiente e acima de tudo ingénuo.

Provavelmente com aquilo que sei hoje muitas daquelas decisões seriam tomadas de forma diferente. Porque na verdade actualmente não serei a mesma pessoa do meu, já longínquo, passado. Mas é normal que assim seja. A idade, a experiência, a vida vai-nos permanentemente mostrando outros horizontes.

Hoje sou um homem maduro, bem consciente das minhas actuais limitações físicas e até psicológicas. Se em alguns casos serei mais paciente, noutros a minha postura extremou-se. Mas certamente não serei só eu que me tornei assim. Todos nós, conforme vamos avançando na idade e através dos eventos que se atravessam no nosso caminho, aprendemos a lidar melhor (ou se calhar até na) com as situações.

Faz parte da nossa vivência. O que realmente não podemos ter é receio do futuro. Nada sabemos sobre ele, é certo, mas ainda assim com o lastro do nosso passado conseguiremos iluminar o futuro.

Digo eu!

Olhó Natal!

Este tempo de Natal e festas pode tornar-se estranho e por vezes enviezado. A partir do dealbar do mês de Dezembro é frequente desejarmos as Boas Festas incluindo nestas, obviamente, o Natal!

Porém as pessoas podem até nem gostar do Natal por diversas razões pessoais, podem professar religiões que não comemoram esta festa ou simplesmente estarem-se olimpicamente borrifando para estas festas.

Deste modo custa-me desejar aos outros as, tão normalizadas, boas festas ou um bom Natal. Porque posso estar a obrigar os outros a responder-me sem que seja esse o seu verdadeiro desejo. Mas se nada disser poderei estar a ofender alguém que pensará simplesmente que sou mal educado, por nem desejar as Boas Festas!

Mas sendo eu católico não deveria ter este tipo de discurso e considerar que o tempo de Advento deveria ser igual para todos. Todavia reconheço que a fé envolve muitas formas e diferentes credos. Deste modo não posso pensar que a verdade estará só do meu lado.

Enfim o Natal deveria ser um momento de partilha, mas acima de tudo uma época de tolerância especialmente perante aqueles que são diferentes de nós!

Perdoar é o melhor caminho?

Há quem se zangue por tudo e por nada. Costumo até dizer destas pessoas que já nasceram zangadas com o Mundo.

Este tipo de gente têm quase sempre um verbo fácil que ofende e magoa o outro. Depois quando caem em si vêm a correr pedir desculpa pelo ocorrido e acima de tudo pelas palavras proferidas.

Tal como as pedras atiradas a alguém e que não podem ser revertidas também as palavras não podem ser retiradas. E por muito arrependimento que se apresente a verdade é que não há volta a dar: está dito, está dito!

Pode-se assumir que com um pedido de desculpas tudo ficará bem como dantes? Em teoria diria que sim, na prática diria que não. Por muito que tentemos perdoar o outro,  a verdade é que na maioria das vezes não esquecemos o que nos disseram.

Onde é que neste mundo de relações cabe então o perdão? Ou será que não cabe?

Perdoar é um acto de enorme altruísmo. Fomos roubados, injustamente acusados, vilipendiados para no fim perdoarmos a quem nos fez mal, nos ofendeu? Será justo?

Percebo pouco de justiça, mas uma coisa tenho a certeza e que se espraia nesta ideia simples: quem não tem capacidade de perdoar nunca viverá totalmente feliz. As bravatas interiores serão sempre momentos tristes e complicados. Que nos consomem interiormente!

No entanto é preciso dizer que perdoar não é esquecer!

A gente lê-se por aí!

Portugal: sangue novo precisa-se!

A visão miserabilista dos portugueses sempre me assustou e confundiu. Esta filosofia arcaica e bacoca acaba quase sempre por se plasmar naquela horrível expressão: "coitado"! Como se nesta palavra estivessem todas as mágoas lusas e as respectivas desculpas para aquilo que não somos.

Por isso quando temos alguém que por seu mérito consegue ir além desta mediocridade lusa ficamos logo a pensar não na competência, mas em factores pouco límpidos... No fundo, no fundo a tal de inveja a que se referia já Camões no fim dos seus Lusíadas!

Somos um povo estranho. Mistura de muitas raças e credos, escorraçados de muitas terras acabámos por ficar aqui porque... havia o mar! Este mar que muuuuuuuuitos séculos mais tarde haveria de ser partido e dividido entre Portugal e a nossa vizinha Espanha. Outras ideias!

Mas desse tempo áureo restou apenas uma tristeza profunda ao qual deram o pomposo nome de Sebastianismo. Que tem perdurado até à actualidade.

Portugal necessita de gente nova, que sonhe coisas novas que nunca foram sonhadas. Que coloque a palavra esperança no seu espelho todas as manhãs. Necessitamos de gente corajosa que prefira perder um milhão de euros a abdicar de uma boa ideia.

Não troquemos um lugar no Mundo por um Mundo no seu lugar!

 

Tempos estranhos!

Vivemos tempos muito estranhos. E não estou a falar unicamente do Covid.

Pairam sobre a sociedade em geral diversas ameaças e perante as quais ninguém parece ter qualquer intenção de se resguardar ou pelo menos de alertar a restante população.

Afirmam os especialistas que a história do Mundo é mais ou menos ciclica. O que equivale dizer que aquilo que aconteceu há cem anos pode voltar novamente a surgir. Noutros moldes é certo, mas muito semelhante.

Na verdade têm vindo a surgir pelo Mundo uns iluminados, adeptos de discursos inflamados e que através das suas palavras assentes em promessas completamente absurdas e imbecis vão colhendo cada vez mais apoiantes.

Tudo porque o terreno que ora pisamos é propício a estes desmandos políticos. O que equivale dizer que esta verborreia é tida, por alguns, quase como um grito de revolta.

Seria bom que a esquerda e outros partidos democráticos, portugueses e não só, percebessem rapidamente o que está em causa em Portugal, na Europa e no Mundo. E arrepiassem rapidamente caminho.

Para depois não se virem desculpar com as "direitas", quando, no fundo, no fundo foram as esquerdas que criaram o lamaçal onde os outros agora caminham.

As ditaduras começam a surgir no horizonte. As palavras escritas, proferidas são demasiadas vezes mal interpretadas originando censuras prévias ao velho estilo pidesco. As imagens (ou a falta delas) não servem para informar, mas para politizar. A democracia é um antro de gente (quase) inútil.

Por tudo isto não se admirem que os "Trumps" desta vida ganhem força e surjam como salvadores de pátrias.

Os tempos que vivemos são estranhos.

E temerosos!

Alimentação equilibrada é o quê?

Leio muitos textos envolvendo alimentação, provavelmente em demasia. Uns são a favor da dieta mediterrânica, como é essencialmente a portuguesa, outros a defenderem uma alimentação mais vegetariana e outros ainda com diferentes opções das anteriores.

Porém todos têm um ponto em comum: aconselham uma dieta equilibrada. Só que tudo serve para o tal equilibrio... depende apenas de quem o apresenta.

É, portanto, com este último parágrafo que a coisa começa a complicar-se, tendo por base as tais diferentes visões.

Fico assim sem saber o que devo ou não comer. O que me fará mal ou o que devo comer sem qualquer problema ou restrições.

Face ao que descorri atrás concluo que se colocar num prato da balança um quilo de carne ou peixe e no outro prato outro quilo de legumes, farei uma alimentação, literalmente, equibrada.

Será assim?

Santa Páscoa!

Calculo que para muitos de vós a Páscoa seja apenas um conjunto de dias que culminam numa espécie de boda... com a família, Mesmo com esta pandemia tenho a certeza que o almoço de hoje será naturalmente diferente.

No entanto para mim a Páscoa convida-me ao pensamento e à introspecção. Como católico esta é altura em que a vida Eterna vence a Morte terrena, simbolizada pela cruxificação de Cristo (a Morte) e a sua Ressurreição (a Vida Eterna).

Não tenhos grandes dotes teológicos para explicar a aplicação destes dois conceitos nas nossas vidas de hoje. Mas ainda assim tentarei algo.

Há gente que passa pela vida de forma quase incógnita. Nada fez pelo outros, nada construiu, por nada lutou. Assim quando desaparecer jamais será lembrado (a Morte terrena).

Entretanto há aqueles que vivem a vida num frenezim. Ajudam, falam, refilam, estendem a mão a quem precisa (na maioria das vezes nem é de dinheiro que se fala!), bravatam por uma ideia, constroem, assumem-se, enfim, como gente viva. Um dia quando deixaram este mundo terreno serão ainda lembrados por muito tempo por aquilo que fizeram, que foram, pelo exemplo e postura.

Terão então ganho a Vida Eterna.

Posto isto desejo a todos que aqui vieram uma Santíssima Páscoa.

Todavia não se esqueçam de serem alguém.

Para conquistarem e Eternidade.

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