Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Barulhos, pós e demais obras!

Há doze dias que a minha casa é palco de martelos electricos desde as da manhã até perto das 17 horas. O que equivale dizer que todos temos que nos levantar mais cedo que o costume. Bem... eu levanto-me sempre cedo até porque, como já referi, não gosto muito de dormir.

A moradia parece um daquelas casas abandonadas onde o lixo e o pó imperam mesmo com as janelas e estores completamente fechados.

Houve necessidade destes trabalhos antes que o inverno mais rigoroso chegasse, já que algumas paredes mesmo após o Verão ainda mantinham alguma humidade. Portanto a fim de evitar males maiores...

Parece que hoje, finalmente, os martelos electricos calaram-se para sempre. Agora seguira o reboco para logo a seguir começarem a colocar as peças de mosaico. Obviamente que haverá sempre a necessidade de um rebarbadora para limar alguma aresta mas o pior do barulho já terá passado.

Curioso é que a minha neta até com o bater dos martelos dormia a sua fantástica sesta.

Mulher valente, digo eu!

E agora?

No início de Julho escrevi este postal onde decidi entregar-me nas mãos de diversos médicos a fim de perceber como estaria a minha saúde.

Comocei por Otorrino, depois oftalmologia, ortopedia, urologia e finalmente Gastro.

Muitos exames, muitas análises, muito dinheiro gasto até que hoje a médica de Gastro me comunica que durante os próximos dois meses não poderei comer carnes vermelhas (vaca e porco) nem beber qualquer espécie de álcool. Nada, "nothing", "rien du tout", "nichts".

Se as carnes vermelhas podem facilmente ser substituídas por peru, frango, coelho ou borrego, já aquele copito à refeição será insubstituível.

Daí a pergunta deste texto:

E agora como posso comer as belas sardinhas sem um branquinho?

E agora como posso comer um belo caril de galinha sem um tinto?

E agora como posso comer castanhas sem uma jeropiga saborosa?

E agora como posso brindar num qualquer aniversário sem um conhaque francês?

Pois é... e agora?

Abstencionista empedernido!

Como aqui já assumi fui dos quase quarenta e muito por cento de abstencionistas. Todavia num postal lá atrás expliquei porquê. Vale o que vale!

Entretanto, no fim de semana prolongado no início deste mês, fui mais uma vez à Beira--Baixa. Ao fim do dia, princípio de noite passava quase sempre no café, mais que não fosse para rever alguns amigos e por vezes escutar umas estória que alimentam o meu espírito para outros desafios.

Bom... naquele dealbar de noite encontrei-me ao balcão pedi uma mini e fiquei ali a ver o futebol que passava da televisão. Como sou surdo, o barulho assim em conjunto incomada-me. Assim escontei-me o mais possível para o fundo da pequena sala. Porém já lá estava o Tó, um antigo GNR aposentado e agora meio alcoólico.

- Boa noite Tó.

- Boa noite - respondeu-me educadamente.

Entre futebol e umas minis lá fomos dizendo umas larachas. Ou melhor ele falava eu abanava com a cabeça concordando, mas noventa por cento das coisas que ele foi debitando eu não as ouvi. Até que acabou a bola na televisão e a sala do café ficou quase deserta.

Finalmente consegui ouvi-lo, para a determinada altura perguntar:

- Como foram as aleições cá na aldeia, Tó?

- Ganhou o que lá estava... Agora como independente! - respondeu.

- O que interessa é que trabalhe em prol da aldeia...

Ui o que eu disse. De um momento para o outro o Tó abre a bocarra e começa a disparar impropérios  a torto e a direito contra os políticos locais e não só. Creio mesmo que deve ter decorado um compêndio de calão, daquele mais requintado, tal foi a abundância de asneiras.

Senti-me atrapalhado por ter desbloqueado aquela alma para depois conseguir dizer:

- Tó, tem calma. Não vale a pena enfureceres-te contra eles. Da próxima vez votas noutros candidatos.

Resposta rápida mais ébria que sóbria:

- Eu não votei neles...

Para depois rematar assim:

- Eu nunca votei na minha vida, nem sei como isso se faz.

Vacinados apresentem-se!

Sou um leigo no que se refere à medecina. Há quem, sem nunca ter frequentado uma escola quanto mais uma faculdade, considere que sabe mais que os médicos que muito estudaram. Perante esta gente eu, pura e simplesmente, calo-me. Mas note-se que há muita malta medicamente "sabichona".
Salto agora para a questão da vacinação contra aCovid-10. O governo propaga por todo o lado que a população lusa está 85 por cento vacinada. O problema não é a realidade das vacinas administradas, mas somente a utilização da forma verbal do ser ou estar.

Uma coisa é aqueles valores corresponderem ao número de pessoas que já foram vacinadas, outra e saber se a população continua ainda vacinada... O que me parece claramente diferente. 

Será que as pessoas que receberam a vacina em Dezembro passado continuam vacinadas? Será? Hummm! Posso duvidar? Até porque, quer queiram, quer não, o conhecimento científico desta estirpe ainda me parece estar no início.

Posto isto seria fantástico que o actual governo obrigasse as pessoas a irem aos postos de vacinação e fizessem testes de forma a perceber se estão (ainda) imunes.

Digo eu e reafirmo que não percebo nada de medicina!

Há dias assim!

Não obstante a minha serotonina estar sempre em alta, hoje não há nada que me valha. Nem comprimidos nem mezinhas populares...

A minha neta endossou cá para o "je" a sua constipação que a afectou a semana passada. Assim desde ontem que tenho uma torneira na cara em vez de um nariz, a minha voz nem para cantar fado vadio e o corpo está a pedir aconchego em Vale de Lençóis.

Há dias assim... chatos!

Mas amanhã será mais um para ser vivido. Constipado ou não!

Tolerância zero!

Ouvi que hoje as autoridades do trânsito tinha ordem de tolerância zero para o excesso de álcool e de velocidade.

Portanto um dia óptimo para andar na estrada, especialmente para quem, como eu, anda devagar e não bebe em dia de viagem.

Saí de casa, bem perto de Lisboa, pelas cinco horas da tarde com destino à aldeia beirã que viu nascer a minha mulher há mais de seis décadas. Levava muita coisa, acima de tudo dois conjuntos de portões em ferro para serem arranjados, após mais de 40 anos a servir diariamente a família.

No caminho combinei com o mestre do ferro entregar na sua oficina perto de Vale de Prazeres, os ditos portões. Como ainda parei para reabastecer de víveres para o fim de semana em Castelo Branco (adoro aquele hipermercado, com tão poucos clientes) já cheguei à aldeia do serralheiro bem de noite.

A carrinha trazia para além dos portões uns metros de mosaico, uma lata de tinta e mais uns tarecos.

Descarreguei o material, conversámos sobre o que era necessário fazer e regressei à estrada. O problema é que chegado perto da passagem de nível deparei com um agente de autoridade que me mandou parar.

- Boa noite, a sua carta e documentos da viatura, sff.

- Boa noite senhor agente, com certeza - respondi eu calmamente, já que quem não deve não teme.

Entreguei a documentação que conferiu. Depois pediu-me para sair e fez-me o teste do álcool. Soprei, soprei e finalmente:

- Já chega - disse o guarda.

A seguir diz-me:

- O senhor tem aqui um problema...

- Eu? Como pode ser possível... Não me diga que deu excesso de álccol?

- Não, nisso esteja descansado... está tudo bem. Deu apenas excesso de fome!

O som das obras!

As obras cá em casa recomeçaram esta semana. Após as pinturas interiores vêm as obras exteriores. Estava projectado ser antes das pinturas, mas o empreiteiro não teve qualquer hipótese. Assim aproveita-se este sol e calor de um Verão tardio para fazer o que é devido antes das chuvas (se vierem!).

Bom... isto para dizer o quê? Que (não) sabe bem acordar de manhã com o som de um martelo eléctrico em função.

Mas o mais curioso é que a minha neta dormiu uma sesta de duas horas ao som horrível daquelas ferramentas.

As crianças são fantásticas pois adaptam-se a tudo... Até a mim!

Promessas só promessas!

Quando a pandemia começou e tivemos que nos confinar em casa, ums das enormes queixas prendeu-se com a ausência de afectos.

Nada de beijos, abraços e outros cumprimentos.

A desgraça, o desânimo, a tristeza alastrou-se a muita gente. Todavia ficaram as constzntes promessas de que quando isto melhorasse regressariam os afectos.

Pois é... promessas só promessas.

Na verdade ainda não recebi nem os beijos nem os abraços nem outros afectos que durante tanto tempo me prometeram.

E tenho tantos para receber.

Depois queixam-se das promessas não  cumpridas dos políticos.

Negócio na feira

Por causa das pinturas cá de casa, que já aqui havia divulgado, tive de retirar muitos objectos da minha sala. Para além de centenas de livros, medalhas e molduras com fotografias acabei por perceber que passamos a vida a juntar coisas para as quais nunca daremos uso.

No meu caso há uma explicação: a maioria delas têm um componente afectivi já que me foram oferecidas por amigos ou familiares. Todavia outras comprei-as em feiras de velharias, a maioria na Feira da Ladra.

É desta feira bisemanal e de um negócio que fiz que hoje vos venho falar.

Todavia o primeiro negócio que ali assisti foi com o meu pai quando nos anos setenta por ali andou em busca de um selim para uma égua que o meu avô havia comprado. Lembro-me que encontrámos uma que na altura pediram dois contos, ou mais ou menos 10 euros  na moeda corrente, e que após muita volta à feira acabámos por levar para casa. Recordo este caso porque na altura, quando o meu pai foi buscar o selim, o vendedor ter dito:

- Se eu soubesse que queria comprar teria pedido mais dinheiro.

Muitos anos mais tarde sou eu que numa manhã cedo de terça feira entro no Largo de Santa Clara. Vou calcorreando as ruelas olhando aqui e ali alguns objectos mais invulgares, perguntando preços apenas por curiosidade.

Entretanto alguns dos vendedores já me conhecem e ao ver-me passar apontam para este ou aquele objecto.

Estava eu neste meu caminhar lento quando dou de caras com a dona A. uma senhora idosa com uma loja bem perto da Praça do Chile e que adorava estar na feira a vender. Naquela manhá encontrei-a a limpar uma caixa de charão em tons cinzentos.

- Bom dia d. A. como está?

- Bem e o senhor?

- Também, obrigado.

Para logo lançar:

- Que bonita caixa, essa...

Gesto automático entrega-me a caixa.

- É para mim? Obrigado... - disse a rir, para logo questionar - Quanto quer por ela?

- Cinco contos, para me estrear.

Devolvi a caixa.

- Não ando a roubar. Isso é muito caro.

Sem mais segui o meu caminho. Andei mais de uma hora pela feira para voltar à dona A. onde a caixa dormia agora no chão entre muitas coisas velhas.

Insisti:

- Pensei que já a tivesse vendido...

- Quanto dá por ela? - avançou então.

"Temos negócio" pensei eu. Agora bastava regatear o preço.

- Eu nem digo o que ofereço porque a senhora ofende-se...

- Vá lá quanto dá por ela?

- Dois contos.

- Isso nem pensar... é pouco.

- Então para a semana dona A. - devolvi eu.

No momento em que lhe viro as costas diz:

- Mais 500 escudos e fica com ela.

Parei, retirei o dinheiro da carteira paguei-lhe e trouxe a caixa para casa.

Esta.

Charão.jpg

De novo em bolandas!

Agora é a vez da casa onde vivo normalmente passar pela fase das pinturas. Na verdade o ano passado foram dois quartos e o escritório. Este ano vão ser a sala, corredor e cozinha.

O problema é que a minha sala, sendo grande também tem muita coisa. Resultado disso é a trabalheira que já estamos a ter a tirar as coisas da sala e espalhá-las por outros locais.

Estas pinturas criam uma enormíssima confusão na casa.

Na outra casa de que falei aqui e aqui eu pude tirar do primeiro andar para baixo e mais tarde de baixo para cima. Desta vez fica tdo no mesmo andar.

Ainda há tanta coisa para sair... e já estamos assim!

Na cozinha,

20210913_190247.jpg

e no escritório.

20210913_190327.jpg

20210913_190359.jpg

Faltam imagens das centenas de livros empilhados também na cozinha!

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D