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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Sempre focado!

Este é um daqueles postais que deveria ter escrito há mais ou menos um mês. Não o fiz na altura faço-o agora como adenda.

Repito a ideia de que quando principiei a escrever na blogosfera estava longe de perceber onde me tinha metido. Fui escrevendo normalmente e publicando sem qualquer assiduidade e interacção com eventuais leitores.

Quando transferi para a SAPO o meu blogue rapidamente percebi que as coisas haviam mudado e que principiava a exibir de uma maior troca de comentários com outras pessoas.

Foi nessa altura que entendi que deveria juntar toda a informação sobre a minha escrita num ficheiro, qual base de dados. Se bem o pensei, melhor o fiz e hoje posso dizer que tenho a informação (quase) completa sobre aquilo que escrevo. E também sobre as reacções que fui tendo ao que publiquei e ainda publico (leia-se comentários).

Dito isto afirmo com uma anormal segurança que já publiquei neste espaço mais de 5 mil postais. Que receberam perto de 30 mil comentários e mais de 3500 reacções.

Muita gente me pergunta porque tenho isto assim organizado? Respondendo com sinceridade reconheço que também não sei, até porque não sou um especialista em estatísticas. Todavia estou a pensar em revisitar cada texto que publiquei e tipificá-lo, de forma a ser mais fácil consultar.

Sei que será um trabalho árduo. Da mesma forma que tenho consciência que um dia tudo isto será atirado para o lixo pelos meus descendentes. Não importa... Enquanto eu tiver algo onde me focar não andarei por aí a gastar dinheiro em raspadinhas ou ver aquelas estúpidas reportagens sobre a morte, em condições muito estranhas, de um melro num quintal, em Alguidares de Cima.

Seria bom que todos, mas todos mesmo, tivessem na vida um foco sobre o qual se debruçarem e empenharem (e não estou a falar apenas de trabalho). Provavelmente existiriam muito menos doenças mentais, já que o ócio e a preguiça parecem ser terrenos propícios para o desenvolvimento daquele género de doenças.

Eis-me então sempre focado! Pelo menos enquanto tiver tino!

Teoria de conspiração!

Quando a ex-PGR, a Doutora Joana Marques Vidal saiu em 2018 após seis anos de um trabalho de enormíssimo mérito, para ser substituída pela actual Procuradora, a Doutora Lucília Gago, logo pairou sobre esta nomeação do Presidente Marcelo, após proposta do Governo, um clima de suspeição de ligações políticas a António Costa, da qual aquela figura nunca se livrou. Até há uns meses…

Adoro uma boa teoria de conspiração. A sério! E quanto mais rebuscada for, melhor.

Ora bem quando o antigo PM, Doutor António Costa se demitiu de Chefe do Governo, originando o que todos nós  hoje sabemos, por causa de um certo parágrafo colocado num despacho pela actual Procuradora-Geral da República, fiquei muito desconfiado da atitude repentina do então PM.

Na verdade o parágrafo acrescentado pela PGR seria razão mais que suficiente para que Costa colocasse o lugar à disposição. Mas tendo em conta o que agora se sabe, fica a ideia de que o texto aposto, tinha mesmo essa intenção: a saída de António Costa.

Recordemos que naquele tempo (parece que foi há séculos!!!) diversos Ministros andavam nas bocas de todo o Mundo e não era pelas melhores razões: Galamba foi o expoente máximo, mas o actual lider socialista também teve de sair ainda antes do chefe do governo. Isto é, Costa parecia estar cada vez mais limitado na sua acção política até porque escasseava gente minimamente competente para Ministros. Recordemos, mais uma vez, que AC, nessa altura, acumulou diversas pastas.

Perante tudo isto e voltando à senhora Procuradora a pergunta que me suscita é a seguinte: porque é que a Doutora Lucília Gago trairía a confiança que Costa nela depositara para Procuradora, através de um parágrafo?

A resposta parece simples e surge agora! Ao que li o antigo PM não é já visado na Operação Influencer após decisão da Relação de Lisboa. Todavia o MP irá continuar a investigar. Pudera... há que lavar a cara!

Portanto se toda esta recambolesca estória fosse um limão, arriscaríamo-nos a ter um fruto muito bonito que depois de espremido não daria uma gota de sumo. Uminha!

Na minha rebuscada teoria de conspiração diria então que AC terá solicitado à senhora Procuradora que fizesse algo que o obrigasse a abandonar o Governo! O homem estava realmente cansado de governar e, acima de tudo, gasto com tanta parvoíce ministerial. E depois havia (ou ainda há?) aquele lugar europeu… à sua espera!

Portanto bastou um simples parágrafo… geral para que tudo desmoronasse!

Na política, tal como na vida a verdade pode ser também uma questão de interpretação!

Telefonista precisa-se!

Desde há cerca de uma semana que o meu telemóvelo é assediado diariamente por chamadas oriundas... dos confins do Mundo. Sempre que atendo lã vem uma voz num linguajar que não é de Camões e acto instantaneo desligo a chamada.

Se alguns números vêm com indicativos da Lua, Marte ou do planeta AXJ-13, outros parecem tipicamente de operadores nacionais! E mesmo que bloqueie esses contactos, no mínimo manhosos, logo outros surgem com a mesma assiduidade.

Portanto a partir de agora só atendo os números que tenho na minha lista telefónica. Fora isso temos pena mas vão directamente para o lixo.

O que contei até agora são factos, pura e simples. O que me atemoriza é perceber quem é esta gente (marcianos não são de certeza) e o que é que pretendem com estas ligações... E pior é tentar entender como chegarm a este meu número, já que não tenho algumas das conhecidas redes sociais (o feicebuque raramente é usado e no  instagram nunca tive conta).

Sou uma pessoa simples e de vida tão banal, sem qualquer tipo de interesse, não entendo porque desejam tanto falar comigo!

Será que tenho de contratar uma telefonista?

Há emoções...

... a falar mais alto.

Hoje ou melhor este fim de tarde, início de noite, o meu foco não estava na minha vida pessoal, mas lá no Minho, terra de um amigo meu onde o meu Sporting jogava um jogo com atraso de... 77 dias.

Não pago canais de futebol. Razões minhas que agora não interessa! E daí não assisti ao jogo em directo na TV. Mas ia escutando via rádio o relato da Antena 1. Ao intervalo com o Sporting a ganhar apenas por um a zero, pensei melhor e desisti também de escutar o relato. O meu pobre coração não resiste a tantas emoções.

Por isso hoje não escrevo mais nada.

Como disse no início deste postal há emoções que falam mais alto. Eu sei que isto é uma doença ou uma loucura. Mas ninguém é perfeito, pois não?

Deixem-me viver esta doidice!

Aproximam-se... novas!

Gosto da palavra "novas" que os antigos tanto usavam quando desejavam referir novidades!

Então por aqui brevemente teremos novas... Páginas para ler. Quem quiser, obviamente!

O meu primeiro livro foi muito bem aceite por quem o recebeu. A maioria das pessoas até conheciam as histórias nele contidas, mas compiladas em livro pareceram ter outro sabor. Para eles e para mim!

O pior nestas coisas de escrita é sentirmos que o bichinho se infiltrou dentro de nós, de tal forma que não desejamos parar. Quem por aqui vai passando já deve ter deparado com alguns textos onde referi o início desta aventura de... escrever. O que equivale dizer que tenho muita coisa redigida, muita mesmo que nunca viu a luz do dia. Ou porque são textos fraquinhos, fraquinhos ou porque hoje já não fazem sentido e requerem uma ida ao esmeril literário.

Portanto no fim do ano passado iniciei a compilação de mais textos. Que verão brevemente a luz do dia!

Mas é agora que o meu coração treme. Se publicar um livro isolado pode ser (e foi!!!) uma aventura fantástica, já a ousadia da edição de um segundo livro eleva a minha própria fasquia para um nível muito mais exigente. 

Enfim... já falta pouco! Porque o tempo muitas vezes... passa depressa demais! 

Saudades...

1Foto1texto

Resposta a este desafio!

 

Este Verão antecipado, mesmo que seja por poucos dias segundo já apurei, remete-me para a fotografia abaixo.

sardinhas.jpg 

Adoro uma bela sardinhada. E não me preocupa se há batatas ou salada. Desde que haja sardinhas, pão e bom vinho fico nas minhas "sete quintas".

Há muitos, muitos anos na aldeia havia festa. Daquelas com arraial e tudo o que se espera e deseja nestas festarolas. A determinada altura deu-me a fome. Já trabalhava e assim graveto era algo que não me faltava. Juntei-me mais uns amigos e enquanto eles pediram frango assado, este pobre de Cristo pediu sardinhas.

Comemos até nos fartarmos, noite dentro. Consciente do meu estado etílico, que não sendo nada grave ainda assim era mais parvo do que o costume, nem saí do meu lugar para um pézinho de dança.

Já madrugada pedi a conta e quando chegou "a dolorosa" conferi que havia comido duas dezenas de sardinhas e bebido duas dúzias de "mines". Uma bestialidade, confesso!

Saltando para a actualidade já sinto saudades deste petisco.

Candidatos a... desgovernar!

Criei há tempos um grupo no uotessape, que após diversas e interinas nomenclaturas ficou finalmente renomeado como "Os desgovernados". Talvez uma ténue referência à ausência de governo na altura em que foi criado.

O grupo nesta altura já conta com uma dúzia de elementos das mais diversas origens, sejam eles da área artística, jurídica, engenharia, saúde, empresariado e até da parvoíce  (este sou eu, obviamente).

A maioria no activo, outros naquela fase de descanso a que pomposamente apelidam de... reforma!

Bom... perante este naipe de ilustres personagens alguém lançou hoje a ideia de lançarmo-nos na vida política e abraçar um projecto de verdadeiro desgoverno.

Considerei a iniciativa como algo com pernas para andar e fiquei a matutar que pastas cada um dos desgovernados assumiria. Tão pouca gente para tanto que há a fazer!

Pela minha parte assumiria a dificílima pasta da Alegria, Boa Disposição e demais Parvoíces.  Só assim resistiria a tanta desgovernação anterior!

Falta assim arregimentar mais gente para este desgoverno, de forma a apresentar um programa de acção onde a amizade, a cumplicidade e fraternidade sejam verdadeiros pilares para um bom desgoverno!

Vem connosco desgovernar também!

Sabedoria (im)popular

A sabedoria lusa está carregada de ditos, máximas e demais frases, que nos deixam quase sempre a pensar.

Entre muitos temas escolhi somente um para falar (façam a fineza de ler... escrever!) hoje e que se prende com a nossa alimentação. Vejam lá se conhecem isto:

- gordura é formusura;

- o melhor tempero é a fome;

- comer e conversar o mal é começar;

- laranja de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata;

e termino com esta:

- perdoa-se o mal que faz para o bem que sabe!

Provavelmente haverá mais, porém neste momento é o que me ocorre. 

Pegando na última ideia diria que esta será, quiçá, a mais perigosa de todas as máximas da nossa sabedoria, pois é com base nela que muitos de nós não cuidamos, como deve ser, da nossa alimentação.

Comer algo que nos fará mal só porque sabe bem parece-me um tanto atípico e acima de tudo perigoso. Deixem-me exemplificar com o meu exemplo: há anos uma médica especialista da áerea de Gastro avisou-me que me estaria vedado comer certos alimentos.

Nomeou uma série deles e no fim ainda acrescentou que nunca mais deveria beber bebidas brancas (não, não estou a falar de leite!). Assim tenho feito, de tal modo que as minhas análises ganharam juízo (eu também!!!). No entanto há alturas em sinto falta daquele petisco ou daquele digestivo. A opção pela manutenção da minha saúde é mais importante que os segundos que demoraria a comer ou a beber qualquer coisa proíbido e que rapidamente desapareceria corpo adentro, com óbvias más consequências.

Posto isto finalizo com certeza de que a sabedoria popular nem sempre tem razão!

A gente lê-se por aí!

A guerra das rosas!

1foto1texto

Resposta a este desafio!

O título deste postal remete-nos para 1455, em Inglaterra, onde se iniciaram umas bravatas naquelas terras de sua Majestade. Mas obviamente não é de batalhas que venho aqui falar, mas apenas de uma luta entre as rosas do meu jardim que principiaram com este Sol a arrebitar.

Esta é uma vulgar rosa... cor-de-rosa. Mas é tão bonita que deduzi que ficaria bem neste desafio. Depois desta que já teve, por aqui, os seus momentos de fama e glória, venho com esta pujante e bonita... rosa.

Espero que gostem!

Rosa_rosa.jpg

A idade é um...?

Costuma-se dizer que a idade é apenas um número. Tenho de concordar já que sou diariamente confrontado com gente muito mais nova que eu em idade porém muito mais velha em ideias e preconceitos. Tal como dou conta do contrário onde acções e pensamentos são de alguém muito novo embutido num corpo de idoso. Portanto temos de tudo um pouco na nossa actual sociedade.

Recuemos agora mais de meio século e aterremos nos finais dos anos 60. O Woodstock acabara de acontecer e eu tinha acabado a escola primária, libertando-me de uma vez por todas das garras da professora Maria Delfina que mais me prejudicou que ajudou, naquele dealbar de vida escolar!

Entrei numa escola em Almada, para frequentar o Ciclo Preparatório que correspondeu a dois anos, antes de optarmos pelo Liceu, Escola Comercial ou Escola Industrial (outros tempos de verdadeira Educaçáo, pedindo já desculpa aos actuais elementos deste ramo tão importante da nossa actual sociedade pela forma quase saudosista como referi aquele tempo!).

Da minha casa à escola eram uns bons quilómetros. Assim aos 10 anos, fizesse sol, chuva ou frio, lá ia eu apanhar um autocarro. Nesse tempo vivia no Laranjeiro mesmo encostado ao Feijó e todos os dias, manhã cedo, andava perto de um quilómetro para apanhar um autocarro que me deixaria na Cova da Piedade.

Naquela paragem havia sempre muita gente, mas eu só apanhava o autocarro que viesse ou de Paio Pires ou do Seixal porque eram os únicos que cobravam apenas meio-bilhete a quem tivesse menos de 12 anos. Nesse tempo custava cada viagem quatro tostões (hoje 0,0019951916 euros). Parece irrisório, mas ao fim do mês era dinheiro. Portanto havia que poupar. Outros tempos!

Regressemos agora aos dias de hoje e a uma viagem rápida que fiz a Lisboa. Poderia ter optado pelo Metropolitano, mas preferi o comboio. Fui a uma máquina e investiguei os tipos de bilhetes que apresentavam quando descobri a tipologia "Idoso". Uma explicação breve dizia que quem tivesse mais de 65 anos pagaria metade do bilhete. Assim fiz e na verdade ida e volta custou 1,80 euros enquanto um bilhete normal simples custa 1,75 euros (não é metade mas quase!!!).

Posto todo este vai-vem temporal, aceito que a idade será mesmo um número! Ou será mais assertivo dizer que a idade é apenas um valor?

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