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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Quatro dias depois!

Foram quatro longos dias fora da cidade quase sem telemóvel e acesso à internet muito limitado. Como também não vi televisão...

Resultado: tudo o que aconteceu neste país e arredores passou-me olimpicamente ao lado.

Entretanto aproveitei no Sábado à noite para participar na procissão das Velas em Fátima. Um momento de fé que me encheu de alegria.

Um fim de semana prolongado com muitos quilómetros percorridos e demasiadas horas de trabalho.

 

O vulcão!

No Hawai o vulcão Kilaueu entrou em erupção e todos os dias surge mais uma fenda donde saem gazes e lava.

Portugal, actualmente país na crista da onda, não pretendeu ficar atrás e deste modo entrou em actividade um vulcão de nome José Sócrates.

Também este fenómeno teve algumas brechas donde sai agora muito veneno e demasiada lama.

O melhor acessório para o homem!

Hoje dei conta que há algo para um homem que é diariamente muito, mas muito importante.

Poderão achar que é um telemóvel ou uma qualquer viatura de topo de gama. Nada disso...

Provavelmente pensarão num tablet ou quiçá num portátil. Definitivamente não.

Pronto, pronto... é roupa, dirão outros. Aquelas camisas que não amarrotam ou uma gravata bonita de uma alfaiataria de renome... Morno digo eu...

Sapatos são sapatos... Também não!

Finalmente... não vale a pena ameaçarem-me que se vão imolar pelo fogo que eu digo...

O acessório mais importante do homem é... o bolso. Seja nas calças, casaco ou simples camisa!

Sem ele ou eles o homem sente-se quase despido, incapaz de raciocionar. Pior se aqueles estiverem rotos. Ui... aí é a desgraça completa.

No bolso cabe tudo: o telemóvel, as chaves do carro, a carteira, algumas facturas com diversos meses ou até anos, muitas moedas e porque não um ou outro meio contraceptivo.

Em tempos houve uma tentativa de colocar numas bolsas toda esta panóplia de objectos, mas pelo que percebi foi somente uma mui breve moda que de forma célere caiu em desuso.

O bolso está para o homem como a mala está para as senhoras.

Portanto... viva o bolso!

 

Na loja do senhor A.

Aproxima-se o fim-de-semana. E como qualquer dos meus fins-de-semana anteriores este também não vai servir para descansar.

Manias...

Assim já me estou a preparar para cavar a terra, enterrar o lixo durante meses colocado num compostor, para finalmente poder plantar os tomateiros (já com atraso, eu sei!), pimenteiros, curgetes e mais algum cebolo.

Ora, todas estas plantas são compradas na loja do senhor A. Um homem sui generis. Baixo, robusto, de lustrosa calvície tem uma linguagem muito própria roçando muitas vezes o vernáculo. Esteja quem estiver na loja, o A. despeja o que sente com a mesma facilidade que faz as contas às plantas que cada um compra.

Uma das suas características é o seu asco aos nossos políticos. Destes tem a pior opinião possível e fala deles com azedume.

Logo pela manhã fui à loja buscar as plantas para dispor durante o fim-de-semana. A loja estava cheia a aguardei a minha vez. Quando me viu e conhecendo-me, apressou-se a despachar-me. Com ele tive então este diálogo:

- Bom dia amigo!

- Bom dia senhor A. Venho buscar a minha encomenda.

Na sua voz rouca indica:

- Vá ali ao fundo ter com o "jaquim"...

- Já agora só mais uma coisa que eu preciso...

- Diga.

- Tem sacos com estrume?

- Tenho sim senhor.

- É de quê?... De...

Nem me deixou acabar a pergunta:

- É m... de político. Da melhor. Vinda directamente da Assembleia de ladrões - disse a rir.

- Ó senhor A. isso não se diz. Então! Há lá gente séria, com toda a certeza... - tentei contrapor.

- Nenhum político português é sério... Se o fossem não estavam onde estão - continuou ele.

- Um saco é de que tamanho? - tentando desviar o sentido do diálogo.

- Quarenta litros e custa 3.90... Uma pechincha vindo donde vem. - insistiu.

Percebi que estava a perder uma batalha e portanto achei por bem calar-me, não fosse a conversa descambar por caminhos ínvios.

Paguei as plantas e saí.

Quanto ao estrume... ficou lá com ele.

Auto-estrada do disparate

Já há muito que tenho a ideia de que Portugal tem demasiadas auto-estradas. A construção destas vias circulatórias originaram muito investimento público e muita dívida, que agora estamos todos a pagar. Mas pronto está feito e não podemos devolver...

Também é sabido que aquelas são extremamente caras. E quando maior é a classe do veículo mais valor de portagem é acrescentado. Por exemplo na Ponte 25 de Abril um dos meus carros, que é da classe 2, paga mais do dobro do outro que é da classe 1.

No entanto parece-me que há alturas em que os responsáveis das auto estradas só se preocupam com as receitas oriundas das portagens ou das parcerias e dão pouca importância àquilo que devia ser o mais importante: informação assertiva, atempada e correcta. 

Já há uns tempos que andava desconfiado que na A23 a informação estaria incorrecta. Ou se não estava algo de estranho se passaria.

No Domingo de Páscoa confirmei a minha desconfiança.

Entre Abrantes e a A1 há uns painéis de informação da distância para algumas povoações que irão surgir. A verdade é que descobri que as diferenças para as mesmas povoações vai variando conforme nos vamos aproximando.

Reparem neste belíssimo exemplo... numa estrada com mais casos.

A23_Quilometros.jpgA23_Quilometros_1.jpg

Será que há mais erros destes, nessas lusas autoestradas?

 

A tecnologia na ponta dos dedos

O título oferece a ideia de ir falar desses telefones inteligentes ou algum "ai" qualquer coisa. Pois, desenganem-se meus amigos... desenganem-se.

A estória é outra e reza assim:

Hoje fui a uma agência de uma Instituição Bancária fazer um depósito em numerário. A maior parte deste ia em notas de 20 euros.

Esperei uns breves minutos que me atendessem e quando me cheguei à caixa, comuniquei à jovem o meu intuito e dei-lhe o número da conta de destino do dinheiro. Enquanto a senhora acedia aos dados, recontei à mão o dinheiro a depositar, não fosse faltar algum. Estava todo.

Entreguei o numerário à senhora que acto contínuo, colocou as notas numa máquina. Que as deveria ter contado... Mas não contou. A determinada altura o equipamento parou.

A bancária retirou o tampo, abriu o equipamento e finalmente encontrou algumas notas. Mas faltavam mais... Outros cacifos abertos e mais notas... Algumas já em mau estado.

Parecia que estavam todas agora. Montou toda a parafernália e reiniciou o sistema.

No entanto, ou fosse da operadora ou fossem das notas ou, quem sabe, de alguma bruxaria meio estranha, a verdade é que a máquina voltou a não aceitar o dinheiro.

Resultado: a jovem teve de contar o dinheiro à mão.

A verdade é que desde que me aproximei do balcão haviam passado perto de dez minutos. Para contar um conjunto de notas que eu antes havia contado em 15 segundos.

A tal tecnologia na ponta dos dedos.

 

Ao telefone com...

Certo dia em plena Baixa Pombalina eu e a minha mulher fomos abordados por um jovem que após algumas questões nos levou para um gabinete onde falámos sobre... férias! Bom assunto...

A verdade é que o tema não eram férias verdadeiras, mas unicamente a tentativa de vender férias partilhadas. Após duas horas chatas e aborrecidas abandonei o local sem adquirir nada.

As empresas deste sector mudaram entretanto de estratégia e passaram a atacar os eventuais futuros clientes através de um telefone fixo, quase sempre associando um prémio como chamariz.

Ora um sábado estava eu descansado em casa quando tocou o telefone. Atendi, era uma voz feminina e seguiu-se o seguinte diálogo:

- Boa tarde, estou a falar com... (disse o meu nome)

- Exactamente. Quem fala?

- Sou a ...(disse o nome dela) e estou a falar da empresa... (deu o nome da empresa). Conhece?

- Não!

- A razão deste telefone é para lhe comunicar que acaba de ganhar um prémio...

- Oh óptimo - respondi eu (ela não reparara no meu sorriso sarcástico!).

- Mas este prémio terá de ser levantado no dia... (disse o dia) até às... horas (referiu as horas)!

O meu silêncio manteve-se inalterado e deste modo do outro lado perguntaram:

- Ainda aí está?

- Sim sim...

- Podemos contar consigo então?

Foi a vez de vender a minha ideia:

- Bem... para já agradeço o prémio que naturalmente não mereço...

- Com certeza que merece... - interrompeu.

Continuei:

- Neste mundo nada é de borla, minha senhora. Tudo tem um preço. Depois gostaria de saber como descobriram o meu número - calei-me para que ela respondesse.

- O seu número foi escolhido à sorte na lista telefónica.

- Mas como não participei em nenhum concurso não me sinto em condições justas de receber tal prémio.

- Ah mas o prémio está aqui guardado para si...

- Minha senhora... - a minha anormal calma provavelmente desorientou-a - Graças a Deus não necessito de nada, tenho tudo. Mas como não pretendo ser desagradável para a vossa empresa peço que envie, na próxima segunda feira, o prémio para a Santa Casa da Misericórdia de ... (disse o nome da povoação), pois eu ligarei para a Instituição a avisar da vossa entrega.

Desta vez o silêncio veio do outro lado da linha.

- Ah... não pode ser assim, tem de ser o senhor a vir cá levantar.o prémio.

- Minha senhora... na segunda feira vou pedir a alguém da Santa Casa que vá à sua empresa levantar o prémio por mim. Diga lá então a morada se fizer favor?

- Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!

(Não sei porquê mas nunca mais me ligaram. Será que a minha sorte fugiu?)

 

 

O novo PDM

Há quem afirme categoricamente que a história nunca se repete. Até posso assinar por baixo mas fico sempre com a ideia de que há eventos muito semelhantes que decorreram separados por centenas de anos.

Todos nos lembramos do que foi a política portuguesa nos anos oitenta com o surgimento do PRD colado e a reboque do antigo Presidente da República, António Ramalho Eanes.

Para quem não se recorda ou ainda era menino e moço, acrescento que o PRD chegou a ser a terceira força política no hemiciclo de S. Bento, com 45 deputados. O seu primeiro líder foi Hermínio Martinho, um engenheiro agrónomo, ribatejano, mas que tinha pouca experiência política. Após o partido ter dado diversos tiros no pé, foi oficialmente extinto em 2000.

Como é por demais evidente o actual Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, tem tido uma presidência muito associada à sua imagem de homem do povo. Não lhe fica mal essa posição, porém é também necessário perceber que o PR deverá ter uma postura mais estadista e menos populista.

Aparentemente Marcelo não pensa assim e deste modo continua a surgir em tudo quanto é lado, desde que lhe dê grande visibilidade. E depois há as “selfies”…

Com estes dados é obvio que Marcelo, se se recandidatar a um novo mandato, irá fazê-lo em modo passeio – ainda mais que na primeira eleição -, mesmo que apareçam alguns candidatos de última hora, tal é o lastro de simpatia que tem angariado nos últimos dois anos e que atravessa toda a sociedade política portuguesa.

Ora bem, com tanta gente a seguir o simpático Presidente, e pegando no que aconteceu nos anos oitenta, que eu referi no início deste postal, é bem provável que MRS, após a sua saída de Belém, constitua um novo partido onde se integrarão todos aqueles que hoje o idolatram e seguem.

Avanço já com a sugestão de uma sigla: PDM. Não, não é o Plano Director Municipal de um qualquer concelho, mas a contracção do nome do tal novo partido e que corresponderá a Partido Do Marcelo.

Fica a ideia.

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