Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Otorrinolaringologia? Check!

Após muito pensar decidi (sinceramente não decidi nada, fui empurrado!) deixar-me ser observado por médicos de diversas especialidades.

Iniciei com ortopedia, cujo médico me mandou fazer exames que entretanto já me sujeitei, mas falta a consulta final.

Depois passei para o meu otorrino. Mais exames e testes, Também já realizados.

Seguiu-se a consulta de gastro e mais uma bateria de exames e análises requeridas. Que se realizarão somente em Setembro e alguns só em Novembro.

Entretanto já marquei Urologista para Setembro assim como Oftalmologia para o mesmo mês.

Finalmente só tenho conclusões de Otorrinolaringologia. Ontem o médico comunicou-me que estou mais surdo, algo que já sabia! Do ouvido direito então não oiço nada. Do esquerdo tenho um defice nos sons agudos mais ou menos na zona onde se instala a voz humana. O que equivale dizer que não oiço a voz da minha mulher. O que por vezes nem é nada mau!

Portanto: Otorrinolaringologia? Check.

Maneta precisa-se!

Pelo que li, ontem discutiu-se o Estado da Nação da Assembleia da República. Felizmente passou-me ao lado e sinceramente, mesmo que tivesse tempo, não o perderia a ver esta gente.

Há muitos anos um amigo referindo-se a outro e em tom de brincadeira dizia: o tipo é um mentiroso de primeira que cada vez que diz uma verdade cai-lhe um braço… e ainda tem os dois!

Olho para os nossos políticos e apetece-me aplicar a mesmíssima frase. Só que em tom sério!

Creio já o ter referido que temos um senhor PR a fazer de PM, um PM a fazer de PR com o governo em total roda livre, nunca se responsabilizando por nada do que acontece em Portugal. Só se for uma coisa óptima… E aí chegam-se logo à frente.

Já nem falo da pandemia, porque desta o governo não tem mesmo culpa nenhuma. Falo dos inúmeros casos que envolvem alguns dos ministros (e não só!) deste governo. Obviamente que seria até fastidioso enumerá-los pois são tantos, mas a realidade é esta mesmo.

Piamente quero acreditar que o senhor PM tem entre mãos uma espécie de rebanho para o qual não tem cães de guarda à altura de colocar os animais no sítio certo. Pelo que vou lendo cada ministro(a) diz o que quer e lhe apetece. Decide a seu bel prazer e nem dá conhecimento a ninguém.

Tudo isto acontece, no fundo, porque andam todos muito preocupados com a evolução da economia deixando para trás problemas de somenos! Ou provavelmente até não!

Entretanto o tal estado da Nação foi discutido no hemiciclo de S. Bento por um conjunto de deputados que não representam metade dos eleitores lusos. E ainda acham que podem falar pelos portugueses.

É por estas e outras que vejo a democracia cada vez mais em perigo! Uns porque não fazem, outros porque querem fazer...

Dizem eles a acenar com ambos os braços!

Há mais Marias na Terra!

Porque será que quando ouvimos alguém a chamar por um nome igual ao nosso pensamos sempre que é "cácagente" e viramos normalmente a carra para o sítio donde veio o chamamento?

O mesmo acontece quando vamos no carro e alguém apita... Lá ficamos nós a pensar: "seria para mim?"... "não conheço o carro..." e outras ideias absurdas e semelhantes.

Não sou diferente dos outros e de vez em quando lá olho pelo retrovisor do carro e maneio a cabeça para perceber quem me chamou. Mas já fui pior... Agora tento não ligar e continuo a minha caminhada... seja a pé ou de carro.

Curiosamente hoje fui a uma consulta de manhã e três exames de tarde a um hospital particular. Máscara no "trombil", boina à lavrador na cabeça, óculos escuros e eis-me no a estacionar o carro. Saio calmamente (ainda tinha tempo), fecho o carro e estou a dirigir-me para os elevadores quando oiço chamar pelo meu nome...

Nada fiz, nem olhei... "Há mais Marias na Terra", pensei com os meus botões. Só que desta vez era mesmo para mim pois alguém reconheceu-me por detrás da máscara (decididamente sou inconfundível!!!).

Um antigo colega que não via há muuuuuuuuuuuuuuuuuitos anos, estava já de abalada quando eu cheguei. Nada de abraços nem apertos de mão, mas gostei de o rever e fiquei com a ideia de que é preferível olhar quando ouvimos o nosso nome, mesmo que possa não ser para nós!

Nada de dúvidas...

Eu, o eterno desconhecido!

No início deste mês escrevi este postal onde me predispunha a entregar a minha saúde nas mãos dos médicos. Porém é necessário ter cuidado com esta classe pois não são de fiar porque... quem diria... também morrem!

Seja como for já fiz análises (parecem que estão boas!), uma série de RX's e uma ressonância magnética à coluna.

Como a Medicina não é, de todo, a minha área de interesse sempre que faço exames nunca vou ler os resultados. Aquilo é uma linguagem tão inapropriada para um leigo que se for ler o que lá diz posso ficar a pensar diversas coisas e a maioria estranhas.

Leiam por exemplo esta frase:

"Pequeno nódulo de Schmorl no planalto somático inferior de L3, com alterações degenerativas Modic tipo I e II à periferia".

Jamais imaginei que tivesse montanhas dentro de mim quanto mais planaltos... Depois o tal de "nódulo"... imagino que seja um bicho daqueles capaz de me devorar em menos de nada... Mais, não conheço esse tal de "Schmorl" de lado nenhum... nem o "Modic" que parece nome de futebolista!

Portanto das duas uma:

- ou estou prestes a dar o berro;

- ou estes nomes devem ser dos parafusos e porcas que apertam os meus ossos!

Deixando para lá a parvoíce das palavras supra, sou um mero leigo nestas andanças médicas e ligo muito pouco (diria que quase nada!!!) a este léxico tão inapropriado. Acho que os relatórios deveriam ter no final uma palavra só para definir o estado do paciente.

Sugiro algo deste género: apto ou inapto.

Bastaria para perceber se estou a horas, dias, semanas de morrer ou se ainda poderei ver os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Amanhã mais consultas e exames...

Azar, sorte e bom-senso!

Há quem considere o azar e quiçá ao invés a sorte como factores em que uma data de seres maléficos - no caso do azar - e benéficos - na questão da sorte - se junta para engendrarem algo contra ou a favor de alguém. Uns até dizem que é uma questão de alinhamento dos astros.
Não sei se deverei, aqui e agora, dizer a verdade ou deixá-los pacificamente na ignorância...
Passado este introito meio louco para não dizer parvo, esclareço que a minha visão de sorte e azar não se prende com forças exteriores, mas tão-somente com bom-senso ou a falta dele. Por exemplo se alguém tiver um acidente de carro por andar acima do limite de velocidade aquele não teve azar, pois faltou-lhe o tal discernimento para perceber o perigo que corria.
Da mesma forma e usando um pouco de “futebolês” digo que a sorte dá muito trabalho. A sorte é demasiadas vezes associada ao jogo. Mas poderia ser ligada à própria vida que nos vai escorrendo pelas mãos.
Bom quero com tudo isto dizer que sorte e azar podem ser faces de uma mesma moeda, que todos os dias, quase sem sabermos, atiramos ao ar no intuito curioso e estranho de a esse gesto estar ligado o nosso destino, quando no fundo seremos cada um de nós, na nossa pobre existência, os únicos responsáveis pela forma como a moeda cairá!

Um susto daqueles!

Hoje quando regerssava a casa apanhei trânsito de tal maneira que andei minutos naquele pára/arranca tão chato.

Esta fila fez-me viajar muitos anos ao passado, talvez perto de 30. 

Naquele sábado tive de atravessar a Ponte sobre o Tejo no sentido Lisboa/Almada. Era Verão e a ponte só tinha duas faixas para cada lado o que equivale dizer que apanhei fila muito antes da avenida da ponte. 

Pela experiência calculei que teria perto de duas ou mais horas de trânsito. A passo de caracol lá fui andando... devagar... muito devagar. Deu até mesmo para cumprimentar um agente que estava ali de serviço a ajudar no trânsito e que eu conhecia do meu trabalho, quando ele fazia guarda ao edifício.

Estava eu nesta lentidão, quando ouvi atrás de mim uma sirene que parecia ser da polícia. Espreitei pelo retrovisor e vi que uma moto tentava passar apressadamente por entre os carros, trazendo as luzes acesas. Disse para comigo:

- Pronto já percebi... há acidente em cima da ponte.

Entretanto o polícia da BT aproximou-se, chegou a meu lado e, tendo eu o vidro aberto, disse-me num tom que não admitia dúvidas:

- Siga-me!

Fiquei sem pinga de sangue... O meu corpo tremia e as mãos suavam não do calor matinal, mas do espectro do que me estaria para acontecer! Portando vai daí toca a seguir a moto...

Ainda me lembro da forma como aquele desviava os carros da frente para que eu o seguisse... Cheguei a andar a 80 quilómetros no meio dos outros veículos que se afastavam repentinamente. Nem imagino o que terão pensado de mim...

Chegado ao fim da Ponte o polícia trava, espera que eu o apanhe e ordena:

- Pode seguir, faça boa viagem!

Ups! Como?

Segui caminho, fiz o que tinha a fazer, regressei a casa, mas nem contei a ninguém o que me havia acontecido.

Na segunda-feira seguinte já no trabalho reencontro o polícia que cumprimentara na fila ao que ele me devolveu:

- Gostou da boleia...

Foi aí que se fez luz... Porém o susto que apanhei naquela manhã jamais o esqueci.

"Dura lex sed lex"

Goste-se ou não da disciplina "Cidadania e Desenvolvimento", certo é que esta faz parte do ensino e a exemplo das outras disciplinas devem os alunos ter aproveitamento positivo se quiserem transitar de ano.

A polémica está instalada porque há pais que não concordam com a disciplina e muito menos com a possibilidade dos seus educandos ficarem retidos por não terem aproveitamento.

Pegando no meu exemplo diria que sofri do mesmo problema quando fui aluno. A minha queda para o desenho e trabalhos manuais naquela altura era muito grande. Só que não tinha onde cair (podem rir, se quiserem!!!)!

Na realidade chumbei um ano escolar (era assim que se dizia na altura) por não ter notas positivas a desenho. Sinceramente nunca percebi porque tinha que fazer aquela disciplina para a qual nunca demonstrei qualquer capacidade. Mais... nunca senti necessidade dela na minha vida futura de estudante e mais tarde como trabalhador. Porém tive de a fazer... senão não passaria de ano.

Neste sentido estranho que os pais se metam na vida escolar concordando ou discordando das disciplinas obrigatórias. No meu tempo o Encarregado de Educação que tivesse uma atitude destas, provavelmente, sairía radicularizado pelos outros pais.

Mas hoje todos têm direito a contestação! Nem que seja pelas coisas mais absurdas!

Mas a lei é para ser cumprida! Ponto!

A minha memória e a da Jacinta!

Sempre me senti dono de uma memória, diria que de elefante! Mas reconheço que cada vez mais aquela é mais selectiva, já que neste momento só me recordo das coisas boas.
Não imagino se é o meu subconsciente a mandar na memória, se é a idade ou unicamente a vontade que tenho de me lembrar de momentos que me fizeram feliz.

Outra das características da minha memória é a estranha tendência para decorar números. Sejam eles de telefone, números de contribuinte ou números de matrículas dos carros.

Mas na minha longa caminhada da vida acabei por encontrar alguém bem pior (ou será melhor???) que eu. A Jacinta (nome fictício) tinha uma cabeça para memorizar numeros... fantástica. Quando eu estava no activo e sempre que pedia uma intervenção externa no computador de alguém, tinha que indicar o número de património do equipamento, que era geralmente constituído por uma série de 10  algarismos. Pois é, agora calculem que cada utilizador tinha a seu cargo um equipamento, mais um monitor, em alguns casos impressoras locais, já para não falar de ratos ergonómicos e outros periféricos. Portanto muito material...

Se multiplicarmos por cada empregado departamental era uma lista longuíssima de números.

A Jacinta tinha as funções similares às minhas, todavia no seu departamento, que era o maior da empresa com centenas de utilizadores. A verdade é que ela sabia de cor os números de todos os equipamentos... Fossem estes de um director ou de um contínuo.

Mas a estória mais curiosa aconteceu comigo mesmo, quando certo dia deixei o carro na garagem da empresa com as janelas abertas. A meio da manhã a segurança da empresa enviou um mail para todo o edifíco a comunicar que havia uma viatura com a matrícula x com os vidros abertos. Acto contínuo e depois de ler a mensagem telefona a Jacinta para a segurança e diz que o carro é do José, isto é, meu!

Portanto era sobejamente conhecida esta característica da Jacinta, que originou até apostas, tendo ela ganho todas!

Gente curiosa... é o minímo que se pode dizer.

Entreguei-me!

Reconheço que posso incorrer num erro, mas não gosto de andar na estranha dança de médicos. Conheci muita gente que ao primeiro ligeiro sintoma de dor, espirro, fosse o que fosse, aparecia logo defronte de um médico em busca de tratamento.

Nunca fui desse clube semi alarmista.

Porém, com o caso do meu amigo que em menos de um mês se foi embora, para enorme tristeza minha, e tomando em consideração a minha idade terei de concordar com aqueles que me estáo sempre a alertar para ir fazer exames de rotina.

A semana passada consultei um otorrino que me mandou fazer exames para ver até que ponto está a minha surdez. Hoje fui fazer análises e amanhã tenho consulta de ortopedia. Também já marquei Gastro e Urologia e não sei se ficarei por aqui.

Chegou portanto a hora de me entregar nas mãos dos médicos. Veremos como sairei deste confronto, Só espero e desejo que sejam competentes.

Agricultura... dura!

Falar da minha horta e sobre o trabalho que ela dá parece uma coisa complicada.

Pois... parece! Porque não é nada complicado. Nem duro!

Porque duro, duro foi esta manhã!

Estava programado para hoje a apanha das batatas na aldeia. Por esta razão saí de casa ainda de madrugada para poder chegar a horas.

A meio da manhã o aspeto de metade do chão de batatas era este,

20210626_095536_resized.jpg

A outra metade estava assim.

20210626_095550_resized.jpg

Assim ao meio dia tinhamos a faina terminada. Com mais de cem sacos de batatas apanhados.

Regressámos a casa extenuados e sedentos. Assim que cheguei sentei-me no varadim da casa dos meus pais e tirei os sapatos velhos. Este foi o estado em que encontrei as minhas pernas e os meus pés,

20210626_121843_resized.jpg

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D