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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Crónica de um mascarado!

Lisboa, 9 horas de uma terça feira em tempo de calamidade.

O parque de estacionamento está vazio!

As pessoas usam, quase todas, máscara. De todos os géneros e feitios!

Os seguranças do prédio onde hoje fui trabalhar não têm máscaras colocadas. Admirei-me!

O meu andar estava completamente às escuras!

O café da máquina está cada vez pior!

Tive de sair por volta das onze da manhã para tratar de um assunto pendente!

Na rua as esplanadas já estavam abertas.

Algumas já com clientes à volta de uma mesa sem distanciamento social! E sem máscaras!

Os fumadores raramente usam protecção!

Há quem coloque a máscara sob o nariz! Muitos...

Vi crianças muito divertidas com as máscaras colocadas.

Não vi um polícia!

Há quem se afaste de mim por óbvia segurança! Tento fazer o mesmo!

Encontrei um velho colega e amigo!

Não nos cumprimentámos com o costumado aperto de mão!

Agora somos todos mais parecidos uns com os outros!

Regresso ao carro por volta do meio dia!

Tiro a máscara que, definitivamente, não gosto de usar!

Somente porque não dá com o tom da minha pele!

Um lagarto à solta!

Estávamos nos anos 70. Eu teria talvez 12 ou 13 anos de idade e fazia parte de um grupo de escuteiros. Certo fim-de-semana fomos todos, divididos em patrulhas, acampar na Costa da Caparica.

Após um dia repleto de actividades chegou a noite e fomos todos dormir nas pequenas tendas que havíamos montado. Só que a noite foi de muita chuva e forte trovoada com vento a acompanhar o que fez com que, a determinada altura umas das tendas rompesse e os escuteiros acabaram dentro daquela onde eu tentava dormir.

Se o espaço era pouco para quatro imagine-se para oito.

Com a continuação da trovoada foi então decidido pelos chefes sairmos daquele lugar e procurar abrigo numa velha cabana que estava fechada, mas tinha um alpendre razoável. Mesmo debaixo de copiosa chuva transferimos os cobertores e sacos cama para o tal telheiro e lá nos estendemos pelo chão.

A determinada altura acordo sem saber a razão e olho à minha volta. A madrugada parecia querer acordar o que foi suficiente para ver algo estranho no colega à minha direita: um lagarto verde olhava para mim. Estava completamente assente na face do meu companheiro que dormia profundamente e preparava-se para passar por cima de mim. Muito devagar levantei-me e saí do lugar. Não que tivesse medo do bicho, mas preferi que ele fosse à vidinha dele sem interferência humana.

Mal me levantei o réptil saiu rapidamente do lugar e entrou na chuva.

Quando todos finalmente acordaram e finalmente contei a história ninguém acreditou. Ai se houvesse um telemóvel naquele altura?

Nota: este relato foi-me aconselhado escrever pelo Robinson, neste postal. Já lá vão dois anos!

Livros e traduções!

Não sou de todo um poliglota.

Falo o inglês suficiente para ter uma conversa mínima com um turista em plena Baixa Pombalina. Desembaraço-me razoavelmente bem com o francês, sei dizer desculpe e esferográfica em alemão e sou um especialista em... portinhol.

Ora com tantas valências linguísticas tenho para com as traduções, especialmente com as anglo-saxónicas e as gauleses, um olhar deveras crítico.

Após muitas semanas a ler Tieta de Jorge Amado, obra que quase necessitou outrossim de tradutor, tal a quantidade de expressões locais que autor utilizou, saltei para um escritor norte-americano.

Ainda agora comecei a ler as primeiras páginas e já noto o uso de algumas palavras que não obstante existirem no nosso léxico demonstram alguma tentativa de "americanização" da nossa língua. Soam mal...

Já em tempos me apercebi que em alguns livros de BD, especialmente de origem francesa, as traduções para a língua de Camões, eram de muito baixo nível, roçando por vezes o mau gosto.

Não sei se os tradutores são caros ou sabem pouco da língua original. Ou pior... se pretendem influenciar um texto com uma péssima tradução.

 

Estou numa bravura...

... que nem me quero aturar!

As coisas que me acontecem que não lembra ao diabo... Ainda por cima quando a culpa é inteiramente minha. Quase me apetece imolar-me pelo fogo com o que me aconteceu.

Há uns tempos um disco externo pifou e eu fiquei sem metade das coisas: fotografias, bases de dados e textos que fui escrevendo ao longo de muitos anos.

Comecei então a dividir as coisas. Mais... abri umas contas numa nuvem e coloquei lá muitos dados. Mas como estou sempre a escrever rapidamente aquela ficou desactualizada...

Hoje uma das minhas pen's deixou de funcionar. Morreu totalmente. E não obstante estar em na época Pascal ainda assim não creio que ela ressuscite.

Poderia ter evitado este problema, mas como sou teimoso que nem uma mula (desculpa Mulita!) agora vou-me agarrar... a nada! Bastaria fazer semanalmente um backup...

Estou numa bravura comigo mesmo que nem tenho paciência para me aturar.

Desculpem qualquer coisita hoje!

Olh'á mala!

As senhoras são na sua maioria muito mais arrumadas que os homens. Então em casa... é assim uma espécie de normalidade com a qual nós maridos, companheiros, namorados ou outros temos de viver diariamente.

Estão a imaginar então uma casa repleta de homens, filhos incluídos? É roupa, livros, mochilas por todo o lado, já para não falar de computadores e outros periféricos.

Foi assim na minha casa durante anos. Agora vive-se uma estranha ausência. É a vida!

Mas as damas não são totlmente perfeitas e também têm as suas desarrumações, olá se têm...

Chamam-se malas, carteiras, pochetes ou quejandos. Naqueles buracos (há quem lhes chame escritórios ambulantes) consegue-se encontrar um pouco de tudo. E vou escusar-me a entrar em detalhes porque seria altamente fastidioso.

Ao invés das malas das senhoras, as caixas de ferramentas dos homens estão anormalmente muito arrumadas. Curioso não é?

Quase sempre separadas por função, num instante se consegue descobrir a ferramenta necessária para uma qualquer eventualidade.

No meu caso assumo que a minha caixa é, quiça, demasiado pesada para uma senhora. Mas no seu interior há um mundo... que não sendo um escritório, assemelha-se por vezes a uma boa oficina.

Vamos lá entender estas cabeças...

Definitivamente estou infectado!

Não, não se preocupem que não é o vírus chinês. Tadinho do bichinho... não lhe queiram mal...

Sinto-me todavia sintomático de boa disposição, alegria, vontade de regressar rapidamente ao mundo exterior.

Estou também carregadinho, até aos ossos, de esperança em dias renovados.

Sinto-me por isso vacinado contra o desespero, a tristeza e a dor da distância.

Finalmente comunico que estou profundamente infectado de uma força da Natureza a que se chama… vida!

Cuidem-se.

A gente lê-se por aí!

O Primo Dalton!

Averell, o terrível membro da perigosa quadrilha Irmãos Dalton, que o belga Morris imortilizou em dezenas de livros de Banda Desenhada, e que viveu nos belos tempos do "far west", deixou para a posteriedade semente. Má...

Quem conhece a tenebrosa vida daquele criminoso sabe que Averell foi o maior inimigo... de tudo o que era comida. E seus recipientes. Daí e não só ser conhecido por... "Imbecil" Dalton, o que não corre muito a favor dos imbecis.

Ora actualmente nos Estados Unidos há pelo menos um sucessor daquele perigoso meliante. Chama-se Donald Trump e consegue ser ainda mais imbecil que Averell. Há quem julgasse impossível tal estado...

Ocorreu-me esta parecença por causa da sugestão de Trump em dar injecções de desinfectante aos infectados com Covid19. Talvez pudesse experimentar nele mesmo... E com uma seringa das farturas que leva maior dose.

O Dalton Averell era um idiota chapado, mas é somente uma figura de ficção, bem castiça e humorada, ao invés do seu actual primo, o Presidente dos Estados Unidos que é real, pateta e sem qualquer graça.

Máscaras: sim ou não?

Tenho lido e escutado diferentes opiniões sobre o uso de máscaras durante este tempo de pandemia.

Oiço doutas personagens que afirmam a pés juntos que a máscara só serve aos infectados de forma a não alastrarem o vírus. Logo a seguir leio um especialista que afirma sem rebuço que as máscaras deveriam ser usadas por todos.

Ora bem para o comum dos mortais, como eu, fico na dúvida se devo ou não usar aquele estranho acessório…

Para já não estou a usar. Primeiro porque só saio de casa para ir ao pão e mesmo nesta deslocação é a minha mulher que sai do carro… Segundo… falarei abaixo!

Assim quando tiver que sair de casa seja for desconfinamento ou por um motivo de força maior, desconfio que não irei usar a dita máscara, porque:

- nenhuma delas dá com o meu tom de pele;

- não fazem “pandam” com as minhas gravatas nem com a minha restante roupa,

- receio ser confundido com alguém que não gosto.

Portanto eu só vou usar máscara… por decreto!

Cultura popular?

Tenho sempre grande confiança na cultura popular. Uma cultura e um conhecimento feito à base de séculos de  experiências vividas.

Nada de teorias estrambólicas baseadas em estudos mais ou menos duvidosos, somente sabedoria. E da boa!

Para esta altura que hoje vivemos, a Páscoa, há um célebre adágio. Todavia com as sabidas e tenebrosas alterações climatéricas muitos dos ditos, adágios ou provérbios populares deixam de ser coerentes com a realidade.

Porém este ano as coisas ganharam novos e diferentes contornos e a lengalenga para esta altura pascal que diz "Para o ano ser de louvar, Natal na praça e Páscoa ao lar" está anormalmente actualizada, já que durante os ultimos dias choveu o que agrada, e de que maneira, aos campos.

Mas só um aparte... não há necessidade de levar o adágio tão à letra!

Isto está a complicar-se...

Isto do confinamento começa a apresentar os seus efeitos secundários e que parecem ter alguma gravidade, a saber:

- Não sei a quantos estamos do mês de Março;

- Começo a ter vontade de passar a ferro;

- Deixei de tentar perceber o dia da semana;

- Já iniciei a fazer uma trança com o meu cabelo;

- Aqueles programas de fim de semana na televisão pública começam a tornar-se apetecíveis;

- Já vi 5 vezes todas as temporadas da "Casa de Papel";

- Passei da página 50 do Ulisses de James Joyce;

- Principiei a comer pão com bolor;

- Já gastei uma fortuna em telecompras;

Por agora creio ser tudo...

Ah... vi três bezerros poisados na minha varanda!

Acham que devo ficar preocupado?

 

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