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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Será peta*?

Há uma organização internacional que defende os direitos dos animais e que segundo o que consegui apurar têm feito um trabalho meritório. Até aqui tudo muito bem.

O problema é que aquela organização está a tentar que alguns ditos e provérbios populares sejam abolidos ou substituídos por outras expressões que não envolvam animais. Porque pode susticar violência...

Ao que parece o PAN com um único deputado na AR associou-se à ideia. O que equivale dizer que expressões como: “A galinha da vizinha é melhor que a minha” ou “A cavalo dado não se olha o dente” poderão vir um dia a serem abolidas do nosso léxico normal.

Isto à primeira vista cheira a uma brincadeira, mas parece que é algo sério, tanto mais que no sítio da organização não-governamental já têm as expressões de substituição. Imagine-se!

Normalmente sou um defensor dos animais. Não maltrato nenhum, nem mesmo aqueles que me podem prejudicar. O caso dos javalis é disto sintomático pois estes primos dos suínos são uma espécie selvagem em grande desenvolvimento, capazes de andarem quilómetros em busca de comida e que estragam todas as culturas que atravessam.

Tenho o maior respeito pela vida selvagem e deixo os bichos que encontro geralmente em paz no seu lar, seja uma cobra, um lagarto, um sapo ou um mero rato.

No entanto jamais deixarei de usar expressões como:

A porca torce o rabo;

Pegar o touro pelos cornos;

Galo de campo não quer capoeira;

Quem quer bom cão escolhe-lhe a raça;

O gato tem sete vidas;

Matar dois coelhos com uma só cajadada;

Vozes de burro não chegam ao céu;

Tirar o cavalo da chuva;

A curiosidade matou o gato.

Estou mesmo a imaginar, por exemplo, o que irão usar os britânicos como expressão quando no seu país chover muito, substituindo o conhecido dito “Está a chover cães e gatos”!

Portanto esta perspectiva para o nosso português corrente é somente mais que uma “montanha que pariu um rato”!

 

* contracção de People for the Ethical Treatment of Animals / expressão do léxico português que significa mentira

Orgulhosamente sós!

Leio e oiço muitos a lamentarem a saída da Inglaterra da União Europeia. Uns dizem que a Europa nunca mais será a mesma, outros diabolizam a situação prevendo a futura queda da União Europeia, outros ainda acham que isto faz parte de um qualquer jogo sujo e que a PM britânica ainda irá recuar. Seja o que for, a verdade é que a partir de 29 de Março do ano que vem a Inglaterra passará a outro patamar de relações.

Mas querem saber uma coisa… não me importo nada. Senão vejamos:

- a Inglaterra é o único país da Europa onde se conduz à esquerda;

- bebem chá às cinco da tarde, quando já deviam estar a beber uma imperial (ou pint);

- inventaram o futebol mas os outros países é que ganham as provas;

- têm uma língua onde se fala ao contrário.

Ora assim sendo e bem feitas as contas quem tinha razão era mesmo o antigo presidente De Gaulle que nunca gostou que os ingleses se tivessem juntado à Europa continental.

Portanto companheiros ingleses fiquem por aí “orgulhosamente sós” que vou ali comprar um carro alemão e já volto!

Desapareceu!

Desapareceu da costumada morada onde residiu durante alguns anos, uma caixa Multibanco local onde tantas vezes fui levantar o meu dinheiro, pagar as minhas contas ou tão-somente fazer uma transferência.

Há quem afirme que ela foi levada e há quem também confirme de que antes de partir já havia morrido.

Seja uma coisa ou outra, a verdade é que não foi só esta caixa que eu vi desaparecer ultimamente. Muitas outras deixaram de existir.

Sinais dos tempos ou meras questões de logística financeira por parte dos Bancos?

Autocarro para onde?

Quando vou a uma qualquer povoação portuguesa costumo estar atento aos transportes públicos locais. Especialmente por causa dos destinos que indicam.

Obviamente como estrangeiro na cidade ou vila não conheço onde são os sítios, mas há quem conheça.

Lisboa não foge também a este “drama” toponímico e imagino o que é que pensarão aqueles que veêm alguns estranhos destinos dos autocarros.

O mais curioso será sem dúvida o Senhor Roubado. Todavia que dizer de Buraca ou Picheleira? E de Santos ou Beato?

Podemos também encontrar destinos como Poço do Bispo, Braço  de Prata ou Boa-Hora, Graça ou Prazeres este último um local onde estranhamente há um enorme… cemitério.

Termino com a referencia ao local do Rato bem perto da Estrela que fica encostada à Lapa.

Para alguém de Lisboa parecem nomes perfeitamente normais, mas será assim para os visitantes da cidade?

Lojas das manifestações!

O direito à indignação é algo que deverá assistir a todos. O direito a dizer o que nos parece mal é uma ideia com sentido. O direito a manifestar é um direito assumido.

No entanto…

Sugiro que para as manifestações citadinas haja uma espécie de loja. Como há a do cidadão…

Reservar-se-ia um espaço aberto (p.e. o terreno da antiga Feira Popular!!!) com pequenos quiosques representativos das milhares de entidades contra se quer gritar e finalmente reunia-se lá o pessoal com as respectivas palavras de ordem e gritava-se a plenos pulmões a revolta.

Com isto poupa-se muito dinheiro e chatices. Primeiro porque já nenhum português liga a manifestações, segundo não se pararia o trânsito na cidade o que é sempre uma enorme chatice, terceiro as televisões teriam acesso directo e em cima do acontecimento.

Hoje assisti a mais uma manifestação. Eram pouco mais de 100 pessoas de bandeira vermelha no ar, gritando as normais palavras de ordem. Só que ao seu redor todo o trânsito estava parado causando enormes filas e embaraços a quem andava na estrada.

Quem passava a pé nem ligava tal é a quantidade de protestos quase diários na cidade.

Com um recinto apropriado e dedicado à manifestação todos ficariam a ganhar!

Onde está o Verão...?

... De São Martinho!

É uso por esta altura o Astro-Rei brilhar num momento muito especial a que o povo chamou de Verão de S. Martinho.

Mas a intempérie veio e alagou tudo ao redor da cidade de Lisboa. No entanto cá em casa cumpriu-se mais uma tradição: comeram-se as castanhas e bebeu-se jeropiga. Mesmo sem sol!

O ano agrícola anda estranho, muito estranho. De tal maneira que durante o passado recente encontrei figueiras com muitos figos por amadurecer. Já para não falar dos dióspiros que tardam em ficarem cosmestíveis.

Já não há tradições como antigamente?

 

Destravado ou distraído?

De vez em quando vou assistindo a estranhos eventos, tendo como alvos os condutores citadinos.

Esta tarde, num parque de estacionamento subterrâneo de uma grande superfície dei conta do fenómeno seguinte:

uma viatura atravessada na faixa de rodagem da entrada do estacionamento.

Admirei a situação pela forma bizarra onde se encontra o carro.
Primeiro pensei que fosse mesmo "nabice" de condutor. Depois alguém me alertou para o caso da viatura estar destravada e ter "escorregado" até ali.

Fica assim a dúvida proposta no título deste postal...

 

p_estacionamento_fxrodagem.jpg

 

Leslie - Tempestade ou furacão?

Segundo as mais recentes informações foi no distrito de Coimbra que Leslie fez os maiores estragos.

Admito que sim, nomeadamente pelas imagens que já pude cer.

Todavia a Leslie também fez das suas um pouco mais a Sul.

Especialmente em Lisboa, ali para os lados de São Bento, onde varreu 4 ministros e uma série de secretários de Estado para fora do Governo.

Fica então a dúvida se foi mera tempestade ou foi mesmo um furacão.

 

Será de familia?

Tenho uma tia que celebrizou na família a seguinte saída: "Quem me dera morrer para me estender!"

Percebo cada vez melhor o sentido desta frase, já que são nove e meia da noite de um Domingo de Outono e ainda tenho tanta coisa para fazer...

Tal como ela, que sempre vi com algo na mão a trabalhar, também passo o estupor do fim de semana numa roda viva.

Reparem... isto não é um problema de hoje nem de ontem.

Há mais de trinta anos num quetionário Proust respondi que aquilo que mais gostaria de ter era um fim de semana para descansar.

Evoco finalmente aqui uma outra tia, irmã mais velha da primeira acima mencionada entretanto já falecida, que durante muitos e muitos anos jamais a vi parar um segundo. De manhã à noite.

Parece sina, herança ou virus familiar...

Será?

 

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