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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

37a9m25d - #19

Brincadeiras de crescidos

Quando estive na Tesouraria e sempre que nos deslocávamos com dinheiro na cidade íamos de carro da empresa com um motorista e um guarda, ambos devidamente armados, não fosse o demo tecê-las.

Deste modo havia uma relação muito próxima entre nós, os caixas, e eles, os guardas.

Certa manhã fui destacado para ir fazer caixa no Balcão na Avenida da República. Fui à casa-forte levantar o dinheiro que coloquei numa mala que tínhamos para o efeito. Notas de diversos valores, moedas e alguma documentação foram depois levados pelos seguranças até à carrinha.

Já na viatura falou-se de futebol e mais futebol, que era quase sempre o tema comum a todos os colegas.

O trânsito corria sereno com os sinais luminosos a gerirem a coisa. À entrada do cruzamento da Tomás Ribeiro com a Avenida Fontes Pereira de Melo o sinal ficou vermelho e a carrinha parou. À nossa frente os peões atravessavam a avenida, uns depressa outros mais lentos.

Estava um dia primaveril e o condutor levava o vidro aberto. De súbito alguém se aproximou da janela e disse:

- Mãos no ar, isto é um assalto.

Ainda não palavras não eram ditas e uma “fusca” estava encostada ao nariz do suposto assaltante. Fora o próprio motorista que a erguera.

- Calma, calma – disse o eventual atacante – estou a brincar!

- Eh pá… não voltes a fazer isso que pode acontecer uma desgraça – devolveu o motorista já de sorriso na boca.

Assustei-me no início para logo perceber que fora apenas uma brincadeira. Por fim tentei perceber quem era o atacante em conversa com os meus colegas.

- Este tipo é polícia e faz gratificados à nossa porta. E ao conhecer-nos quis pregar esta partida.

Na verdade fiquei naquele dia vacinado contra os colegas dos serviços de segurança. Percebi que não eram gente para brincadeiras… de gente crescida!

Dúvida (quase) existencial!

Decidi por iniciativa própria deixar de comer pão. Tenho a sensação, para não dizer a certeza, de que o pão é um ingredientes que me brinda com peso.

Ultimamente o meu pequeno almoço era quase sempre pão em torradas. Com muuuuuuuuuuuuuita manteiga, por vezes completado com geleia ou doce de pêssego. Ainda por cima não me bastava uma... mas sim uma série delas (por vezes perdia-lhe o conto!).

Claro está que a balança denunciou esta minha postura gulosa, acrescentando mais uns quilos aos muitos  (em demasia) que já tenho.

Perante esta evidência de peso achei por bem cortar, para já, com o pão substituindo-o por flocos de fibras com frutos.

Ora é então aqui que reside a minha imensa dúvida que espelho no título. Que devo fazer: aquecer o café com leite na taça e depois colocar lá dentro os flocos ou deito os cereais no fundo e depois é que deito o leite e o café quentes?

Respostas pretendem-se.

37a9m25d - #17

Desencontros

O João Sabino foi um antigo colega da Tesouraria. Quando entrei na empresa era ele o chefe.

Afável, simpático, tinha sempre uma palavra de conforto para alguém que ao fim do dia assumia ter perdido dinheiro na caixa.

A sua postura tão cavalheiresca fez com que angariasse um título: “Gentle John”. Porém, diziam os que o conheciam melhor, que o João perdia toda a sua conhecida compostura ao volante do seu automóvel. Há até uma estória em que num sábado foram todos almoçar para perto de Arruda dos Vinhos numa quinta e no caminho alguém se queixou que o carro tinha qualquer coisa de estranho, ao que o condutor João respondeu que não deveria ser nada. Quando pararam tinha um furo… e uma jante desfeita.

Entretanto na tesouraria aconteceu um episódio muito curioso e que ficou célebre envolvendo Sabino e outros colegas.

Havia no Serviço uns armários com metro e meio de altura. Serviam essencialmente para arquivo, mas tendo em conta que se encontravam no corredor das caixas de pagamentos eram colocados em cima deles os comunicados sindicais ou nas Comissões de trabalhadores, alguma correspondência privada, um telefone de uso comum e o livro de ponto.

Em frente deles como já referi abriam-se pequenos gabinetes ou caixas como gostávamos de chamar.

Certo dia “Gentle John” estava a ler algum comunicado sindical ou quiçá a conferir quem assinava o livro de ponto… Sabe-se que estava de costas para o corredor. De súbito entra o Armando sempre no seu ar divertido e tagarela  e vendo aquela figura de costas dá-lhe uma valente palmada na calva.

Apanhado de surpresa o chefe Sabino vira-se e dá de caras com Armando que vendo o chefe como vítima da sua brincadeira parva ficou sem pinga de sangue.

- Desculpe chefe João… Confundi-o com outro colega… Peço imensa desculpa…

Quando “Gentle John” se preparava para aceitar as desculpas eis que sai da caixa defronte o Alípio que naquele seu ar sempre sério pega numa nota de mil escudos e entrega-o a Armando:

- Tomas lá os mil paus da aposta…

O outro devolve:

- Qual aposta?

- Então não te lembras da aposta que fizemos em que se desses uma palmada no chefe eu teria de te dar 1000 escudos? Ei-los…

Armando tremia. O chefe nem sabia o que dizer. Alípio meteu a nota no bolso do colega.

- Chefe… isto é mentira, eu não apostei nada. Ele é que está a inventar.

João Sabino olhava para ambos e tentava perceber quem falaria mais verdade. Armando continuava:

- Chefe foi um acidente… Nunca apostaria nada com ele… Peço imensa desculpa mas não foi por querer…

Enquanto João Sabino coçava a careca atingida, Armando tremia e Alípio ria... sorrateiramente!

Mais um desafio da...

... Ana.

A mulher mais desafiadora dpo charco pediu para escolhermos uma palavra dos dias 1 a 7 de Outubro. Pois bem... não me sentindo atraído por aquilo que aí virá, também não pretendi faltar ao encontro.

Assim sendo eis as palavras que escolhi para cada dia:

1 de Outubro - Acreditar

2 de Outubro - Mercê

3 de Outubro - Rebaixo

4 de Outubro - Molar

5 de Outubro - Estopada

6 de Outubro - Leptologia

7 de Outubro - Desarme

Estas palavras foram escolhidas totalmente ao acaso. Aguardemos serenamente o próximo capítulo.

Donaldices ou crendices?

Cá por casa sou normalmente conhecido pelo inventor das teorias de conspiração, especialmente ligadas à política.

Na verdade há muito que deixei de acreditar nos políticos, sejam eles lusos ou estrangeiros. A política não é actualmente a acção de trabalhar em prol do bem comum (leia-se população), mas somente laborar em favor de alguns reencaminhando alguns benefícios para benefício próprio.

Tenho este introito para fazer a ponte para o caso do presidente dos Estados Unidos da América e a sua recente infecção por coronavirus. Assim que eu soube desta notícia comentei com os meus botões: não havia melhor altura…

Se não vejamos:

- o debate entre Trump e Biden foi um “bidon” de trampa (desculpem-me desde já a baixeza da linguagem!!!):

- as sondagens, que valem o que valem, mas ainda assim podem ser uma referência, dão vantagem ao candidato democrata;

- não há vacina eficaz ao invés do que o actual Presidente afirmava e as mortes de americanos por covid-19 sucedem-se (perto de sete milhões e meio de infectrados e mais de 200 mil  mortes).

Ora pegando nestes factores e a um mês das eleições americanas nada melhor para Trump que fazer-se de vítima do vírus. Com esta atitude ele tenta:

- dizer ao povo americano que não está imune;

- que a doença não parece ser tão má quanto a pintam já que ele a teve e saiu dela (o internamento foi só para americano ver!;

- desviar as atenções da nomeação da nova juíza do Supremo Tribunal e do caso dos impostos não pagos;

- vitimizar-se perante os adversários políticos.

Desta forma Donald Trump vai tentando ganhar algumas simpatias em sectores menos favoráveis, de forma poder renovar o seu mandato.

Esta minha teoria poderá ser tão idiota quanto outras que já alimentei, mas que creio que é possível, isso creio.

O que esta pandemia fez de mim...

Hoje estou completamente de rastos ao fim de um dia de trabalho. Vim à aldeia beirã, de onde é natural da minha mulher e onde temos uns pequenos terrenos que cuidamos com esmero e vontade.

Desde há uns anos que aproveitamos esta época para cá vir para fazer umas limpezas na casa, que este ano esteve mais tempo fechada que o costume e deste modo mais vulnerável ao pó e à bicharada, mas outrossim para podar as videiras antes da campanha da azeitona.

Ora o que aconteceu é que no fim deste dia o meu corpo parecia que tinha sido atropelado por um... TGV. Não há um pedaço de mim que não doa. Quiçá possa exceptuar o cabelo e alguma unha... Tudo o resto...

Fiquei a pensar o porquê desta diferença tão grande para o ano passado. Após muito matutar acredito que a razão esteja nesta pandemia que nos confinou e ainda confina.

Na verdade nunca fui um atleta profissional. Nem sou um adepto fundamentalista do exercício físico. No entanto enquanto estive no activo e fora destas doenças, todos os dias fazia aproximadamente cinco quilómetros a pé, que percebo agora me deu alguma maior estaleca para outras actividades, nomeadamente agrícolas. Com o regresso aos confinamentos e tomando em consideração que passei a tomar conta de uma neta, achei por bem desviar-me das caminadas matinais (não fosse o Diabo tecê-las!).

Certo é que estou um farrapo, fisicamente falando e estou desertinho para regressar à cidade de forma a repousar. Nem quero pensar o que será daqui mais umas semanas quando se iniciar a campanha da azeitona... Até lá tenho de me capacitar que irei sofrer muito. 

Tadinho dele!

A actual pandemia tem origem no tal de Coronavirus com origem na China e todos o receamos. E com razão já que há milhares de vítimas e infectados por todo o Mundo 

Todavia e com as mais recentes notícias sobre infectados passei de forma humilde a ter mais respeito pelo virus... Diria mesmo que alguma compreensão e solidariedade.

É que ter de aturar um energúmeno como o Trump não deve ser nada fácil... Mesmo para um bicho daqueles...

Tadinho do virus!

Obras em casa! - #2

Já estive mais longe de me imolar pelo fogo. Estou a pé desde as sete da manhã a arrumar as coisas nos seus lugares, após uma semana de pinturas de somente dois quartos: o meu e o que foi durante anos dos meus filhos e que passará brevemente a ser da minha neta.

Mas o que retiro deste dia é uma conclusão breve e sucinta e que se resume numa breve questão: para que quero eu tanta coisa?

Bom, cada vez penso mais em desfazer-me do que é superfluo, já que os descendentes não vão querer as minhas roupas, nem dar uso a qualquer dos móveis que enchem quartos e salas.

E tenho de lhes dar razão. Há coisas em que mexo somento quando assumo nestas andanças.

Desde as sete da manhã até perto das 10 da noite parece demasiado tempo, mas foi aquilo a que tive direito. Já ouvi dizer que para o ano haverá mais...

Dessa vez é que me vou imolar com gasolina...

Obras em casa!

Não sei se é um mito, mas sempre ouvi dizer que quando um cigano deseja mal a quem diz: espero que tenhas obras em casa.

Então desde o início desta semana que tenho a casa virada do avesso por causa de pinturas. Assim o meu quarto e o ex-quarto dos meus filhos foram sujeitos a pinturas.

Ora bem para que tal acontecesse tive de tirar aquilo que fosse mais pequeno dos quartos: quadros, mesas de cabeceira, cómodas, cortinados, lustres e até os espelhos das tomadas e interruptores foram retirados.

Agora tenho a sala, escritório e cozinha atafulhadas de mobílias. Acabaram-se já hoje as pinturas e portanto amanhã recolocam-se as mobílias.

Mas neste momento a confusão dentro de casa é imensa. Ando sempre à procura de qualquer coisa.

Portanto o cigano tinha toda a razão!

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