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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Algo está a mudar!

O Sporting Clube de Portugal foi um dos clubes que participou na primeira edição da Taça dos Clubes Campeões Europeus a convite de uma revista de desporto francesa, L'Équipe, que organizou o certame. Estávamos no longínquo ano de 1955.

O Sporting não só participou como foi o primeiro clube a marcar golo através de João Martins.

Entretanto desde esse ano até hoje muita coisa mudou. Mudou o Mundo, a sociedade, o desporto, os clubes, as Associações e até o negócio. Da carolice de alguns daquele tempo para o ultra profissionalismo de agora houve um longuíssimo caminho percorrido

Demos então um salto de 70 anos para esta noite, quando o mesmo clube que inaugurou a competição, bateu-se contra o campeão em título, o PSG, onde militam três portugueses, vencendo por 2 a 1.

A verdade é que se se parece um facto inédito também é verdade que começa a ser recorrente esta postura de verdadeiro campeão por parte do Sporting.

Convém não esquecer que há pouco mais de um ano este clube bateu em sua casa o poderosíssimo Manchester City por um concludente 4 a 1.

É verdade que o passado fica no museu, mas provavelmente é tempo de começar a entender outros meandros.

O Sporting não é apenas o clube do Zé da Europa, de Luís Figo ou principalmente de Cristiano Ronaldo. Lentamente quase como não quer a coisa o Sporting Clube de Portugal começa a querer aproximar-se dos maiores da Europa.

Algo parece estar finalmente a mudar para melhor no clube e na sociedade leonina.

O mérito deste incremento clubístico deve-se acima de tudo a uma nova visão estratégica. Pode nem sempre dar os resultados desejados em pouco tempo, mas a tenacidade e a paciência são umas das características dos leões.

O 25 de Novembro!

Como calculo o tema desta semana dos candidatos à Presidência da República passará provavelmente pela questão do 25 de Novembro.

A esquerda (leia-se PCP ou CDU) estará na frente de batalha contra alguma comemoração ainda que oficial enquanto o PS e restantes partidos do centro-direita apoiarão todas e quaisquer iniciativas para o relembrar.

Vivi esse dia. Mais, por essa altura escutavamos lá em casa e quase em surdina uma estação que emitia da Alemanha e em português, noticiários sobre Portugal muuuuuuuuuuito mais cedo do que saberia no País. Foi ali que altura escutei alguns observadores, sobre um caminho que Portugal trilhava no sentido de uma eventual guerra civil que, felizmente para todos, nunca se concretizou.

Por esse tempo a Direcção Geral da Comunicação Social, sediada no Palácio Foz, havia criado uma editora própria chamada "Terra Livre" e com ela lançou alguns livros, hoje verdadeiras peças de coelcção, dos quais tenhos vários exemplares, sendo que um deles chama-se precisamente "25 de Novembro".

25_novembro.jpg 

Uma coligação de cartoons publicados em diferentes jornais da época mostrando um país completamente em roda livre, sem qualquer controlo político ou militar.

Recupero hoje esse livro porque nele podemos perceber com exatidão o que foram aqueles dias que antecederam o 25 de Novembro. Uma publicação sem qualquer conotação política apenas a compilação de desenhos e notícias, pura e simples.

Não sei se o 25 de Novembro será uma data histórica a exigir comemorações oficiais, mas o curioso vem agora quando descobri um cartoon mostrando os vencedores políticos e militares da acção armada.

Reparem bem nas figuras...

25_novembro_2.jpg 

Por fim a justiça ou injustiça a este dia não é para ser feita neste tempo, mas pela própria História.

A guerra já começou?

Não sou historiador nem para lá caminho. Também tenho consciência que no meu tempo de escola a História de Portugal e do Mundo era explicada de forma diferente do que será hoje.

Visto que não sou um especialista em factos antigos e respectivas razões que originaram longas e sangrentas bravatas, tenho vindo com a idade a tomar sentido que como tudo ocorre. Ou ocorreu!

Pelo que vou percebendo os historiadores gostam amiúde de colocar uma data precisa num determinado acontecimento e a partir dai assumirem que foi nesse instante que uma guerra, uma conquista ou uma derrota principiaram. Aceito essa teoria tendo em conta o passado mais ou menos longínquo.

Todavia nos dias que hoje correm uma longa guerra, principia no momento que a população anónima, mesmo que de um país não directamente envolvido, percebe que mais tarde ou mais cedo haverá enormíssimos confrontos bélicos e que estes entrarão pela casa dentro não só via televisão ou internet, mas infelizmente de forma real e de maneira muito violenta.

Estamos perto desta assumpção... muito perto mesmo! E não me admiraria nada que a Europa, mais breve do que julgava ou desejava, venha a pegar em armas.

Haja alguém que perceba que caminhos andamos a trilhar, para que um destes dias não venha a ser tarde demais! 

A minha versão proletária!

Tenho pelo direito à greve o maior dos respeitos. Não sei se é resquícios da minha costela proletária... mas enfim reconheço que a greve bem estruturada e pensado pode servir para os trabalhadores conseguirem mais proventoss.

Só que em Portugal (e provavelmente noutros países) a greve ao trabalho pode ser, e é muitas vezes, instrumentalizada por sindicatos reféns de algumas forças políticas. A greve faz-se não por justas regalias mas porque serve de arma contra os diferentes governos.

Peguemos num pouco da história dos últimos anos e veremos que logo a seguir ao 25 de Abril os sindicatos abriram diversas bravatas contra o patronato usando como arma de arremesso a greve. Muitas empresas acabaram por sucubir outras aguentaram-se com maior ou menor dificuldade. E até ao 11 de Março de 1975 as greves sucediam-se em todos os sectores, deixando o país completamente sem rumo e sem capacidade de resposta.

Só que com a ascensão ao poder da esquerda personalizada no General Vasco Gonçalves originando o conhecido Verão Quente de 1975 alimentado pelo PREC, acabou por criar a ideia de que a greve deixaria de ter o valor que sempre lhe haviam atribuído. Recordo os cartazes colados nas paredes pela mesma organização que defendia a "unidade sindical" com o slogan "Não à greve pela greve!". Um sinal evidente de que a greve, tantas vezes usada pela Intersindical como forma de luta passava a ter menos valor.

Durante o meu tempo de activo laboral também fiz greve. Fui sindicalizado pelo recentemente falecido Mouta Liz, que era meu colega de trabalho e um ferveroso sindicalista. Certa altura neste caminho de trabalho o Sindicato a que eu pertencia convocou uma greve ao trabalho. No dia anterior à greve fui assediado por alguns colegas para aderir à forma de luta.

Acabei por aderir, mas ao invés de outros saí de casa e estive sempre à porta da empresa desde manhã até à tarde, numa prova que não usara o dia para outra actividade. Fizera greve sim, mas convicto da nossa razão. A verdade é que mais tarde vim a saber que antes da greve o acordo estaria selado entre as partes, mas que aquela forma de luta fora somente um teste à capacidade de mobilização do Sindicato.

Os anos passaram, as politicas laborais alteraram-se e hoje, mais do que nunca, a greve deixou de ter aquele valor de forma de luta por mais direitos, para se tornar uma demonstração de descontentamento político. Paralelamente os sindicatos têm vindo a perder força já que têm cada vez menos sócios o que acaba por enfraquecer as ditas organizações.

Finalmente continuo a pensar que a greve faz sentido desde que estejam todos (leia-se diferentes sindicatos) a lutar pelos mesmos direitos e não cada sindicato a pensar unicamente nas suas próprias demandas.

Do Japão para... a nossa história!

A centenária história de Portugal não se baseia somente em eventos fantásticos, vitórias assombrosas ou episódios assaz dramáticos.

A batalha de Aljubarrota, os Descobrimentos Portugueses, o terramoto de 1755 ou as vitórias lusas sobre as tropas napoleónicas são apenas meros exemplos de momentos onde se mostrou a coragem de que somos feitos.

Porém a nossa história tem muitos eventos que formaram, para o bem e para o mal, o povo que vive neste rectângulo à beira-mar plantado.

Há tempos um antigo colega e amigo brindou-me com este livro. escrito pelo sobrinho, sobre a vinda e estadia em Viça Viçosa de uma embaixada de quatro jovens japoneses que vieram tomar contacto e conhecimento com a sociedade, cultura e fé europeia.

Vila_vicosa_japao.jpg 

Nesta obra podemos perceber como o poder religioso tinha mais impacto que o próprio poder régio. Como a "Sereníssima Casa de Bragança" que sediada em Vila Viçosa parecia ter um poder muito grande. Ouso mesmo dizer que maior que o próprio rei Filipe I.

Um pequeno livro recheado de inúmernos pormenores, onde se mostra como no fim do século XVI, Portugal era um país bem diferente daquele que durante muitos anos nos foi apresentado nas escolas.

Vila Viçosa parecia ser à época o centro da vida social e cultural de Portugal sem qualquer influência do Rei entronado. A embaixada nipónica esteve oito dias em Vila Viçosa onde foi recebida com toda a pompa e circunstância. E é destes breves, mas preenchidos dias que fala este bom naco de prosa, evidenciando o exemplo da boa hospitalidade e diplomacia lusa.

Esta foi a minha leitura dos últimos dias de praia.

Valeu bem a pena!

A história fará justiça!

Hoje é para mim um dia triste, não que tenha partido alguém próximo, mas porque o que escrevi aqui há dias efectivou-se.

No dia seguinte à comemoração dos 119 anos do Sporting, encerra o blogue “Sporting-És a nossa fé”. Um espaço único e de enormíssimo fervor clubístico na blogosfera desta plataforma SAPO.

Porém o que mais me entristece não é só o espaço encerrar, mas não haver da parte do Sporting Clube de Portugal ou de alguns dos seus dirigentes um simples obrigado ou outro agradecimento qualquer por aquele pedaço de história do clube que nunca se apagará.

Ali se debateram ideias, filosofias, táticas, jogadores e até presidentes. Falou-se de tudo um pouco ou se calhar até muito. Sem receios, sem tabús e sem censura. Porque o bem do Sporting esteve, está e estará sempre primeiro.

Estranho, por isso mesmo, o mutismo por parte de uma direcção do clube, quiçá temendo que quaisquer palavras deles sejam mal interpretadas pelos escribas daquele espaço. Creio que é precisamente o contrário e quando reescreverem a história do Sporting envolvendo estes 20/30 anos mais recentes, jamais poderão olvidar, com a devida justiça, o fórum qualitativo que foi o “És a nossa fé”.

Esforço, dedicação, devoção e glória” foi tudo o que ali sempre se encontrou.

Hoje é para mim um dia triste!

O José Luís!

Soube ontem, já tarde, que o meu antigo colega do BdP José Luís Martinho Mouta Liz havia falecido.

Sobre ele guardo uma frase lapidar proferida na altura por alguém colega e militante de outro partido. Disse então: se este tipo fosse do PS teria uma carreira política brilhante.

Quando o conheci já ele andava nas costumadas bravatas sindicais. Porém foi ele que levou o meu pedido de inscrição no Sindicato ao qual ainda hoje pertenço. Isto de ser "apadrinhado" por uma figura quase histórica não é para todos.

Como calculam jamais professei as suas ideias políticas, mas com ele assisti a um caso paradigmático. Estávamos nós a contar notas num serviço a que cahamavam recontagem, quando ele aparece. Se a maioria dos colegas não apreciavam de todo a sua forma de fazer política, outros havia que o idolatravam. A determinada altura um dos colegas sentados à frente de uma máquina para contar dinheiro entrou em debate político com o Mouta Liz. Aquilo parecia querer azedar, mas a determinada altura percebi que ambos já concordavam um com o outro. Noto apenas que o adversário da altura fora filho de um antigo Ministro de Salazar. Fiquei ali com a certeza que os extremos acabam sempre por se tocar.

Lembro-me bem de ele ser detido na Tesouraria e do reboliço que isso causou, mas também recordo as declarações de antigos colegas que observavam que Mouta Liz antes do 25 de Abril costumava ir a Londres às compras ao Marks & Spencer.

Todavia o caso mais extraordinário foi naquela noite em que eu juntei todos os colegas que haviam passado pela Tesouraria para um jantar no restaurante da antiga FIL em Lisboa. A noite estava agradável e ainda faltavam alguns colegas. Estava eu na varanda do restaurante quenaso de súbito entra no estacionamento uma viatura que trazia a sigla "FM", que significa "Funcionário em Missão (Internacional) e é utilizada para identificar veículos pertencentes a funcionários de organizações internacionais que estão em missão em Portugal".

Pois é, o nosso "suposto terrorista e tesoureiro da FUP", passados os anos de bravatas jurídicas era agora funcionário da embaixada de Angola, país para onde emigrara em busca de melhor vida.

Conheço muitas outras estórias sobre ele, mas a sua morte obrigar-nos-á a esquecê-las.

E ainda bem!

Memória selectiva

É sabido que a memória do ser humano é uma coisa assim para o estranho.

Enquanto num computador, quando guardamos alguma informação fica tudo lá sem haver qualquer expurgo, a memória humana pode ou não guardar a informação. Depende unicamente daquilo que a pessoa tem interesse.

Exemplifiquemos... Nunca usei a minha memória para guardar datas históricas. Sei lá em que dia e ano morreu um qualquer rei português. Ou uma rainha. Nem em que data principiou uma determinada guerra ou revolução. Sei a do 25 de Abriu porque a vivi... fora isso não sei nem pretendo saber.

Mas ao invés sei de cor um conjunto de números de telefone de uma série de gente. Família e amigos, assim como sei datas de aniversário da toda a malta cá de casa e demais amigos

Porém conheço quem saiba todas as datas das vicissitudes dos nossos reis e rainhas, episódios reais e demais eventos supostamente históricos. Mas pasme-se não consegue decorar o pin do telemóvel ou do cartão multibanco. E muuuuuuuuuuuuuuito menos uma simples senha de acesso à caixa de correio electrónico.

Tenho por isso a certeza que a memória é algo muito selectivo.

Basta perceber o chorrilho de casos que os adeptos do Sporting e Benfica se lembraram do antigamente. Até Domingo ninguém se lembrava de quase nada!

25 de Abril!

Hoje 25 de Abril do ano da Graça de 2025 andam nove homens a trabalhar para mim (cinco a cortar mato na aldeia e quatro a pintar a casa e os gradeamentos).

Ainda os avisei deste dia de comemoração da Liberdade, mas a resposta que recebi foi de que, para eles, seria um dia normal de trabalho.

Passaram 51 anos desde essa quinta-feira de 1974.  Hoje a maioria das pessoas vêem este dia apenas com mais um feriado, ainda por cima este ano à sexta-feira...

Da mesma forma que olho para o 5 de Outubro sem ponta de euforia, muitos portugueses olham para o 25 de Abril sem qualquer reacção.

Será o peso da história sobre os anos ou o povo está cada vez mais distante dos verdadeiros factos?

O meu número 17!

Tinha 17 anos quando, pela primeira vez, um texto meu apareceu publicado no extinto Jornal de Almada. Estávamos em Novembro de 1977 e ainda não passara um ano sequer sobre o 25 de Novembro e pouco mais de três sobre o 25 de Abril.

Portugal era então um país completa e politicamente à deriva com algumas forças partidárias a tentarem que o rumo político fosse um tanto diferente do que seguiu. Tudo era mal organizado e rodava em quase roda livre. Porém e em relação â escrita tudo era válido e não tinhamos medo de escrever o quer que fosse. Ao invés de hoje que temos de ter muito cuidado com o que vamos debitando não nos vá cair um processo em cima!

Perguntam o porquê deste entróito quase histórico? Na verdade tudo isto para fazer a ponte aos 17 anos deste blogue. Mais um número primo na minha vida...

Dezassete anos será na vida de um ser humano uma pequena parte daquilo que alguém poderá viver! O meu pai já soma 92 anos e ainda quer viver muitos mais! Portanto 17 é coisa pequena.

Noto com alguma tristeza que a blogosfera tem vindo a decair de actividade muito por culpa de umas quaisquer redes sociais que raramente ensinam alguma coisa de útil aos seus utilizadores, bem pelo contrário.

Não obstante esta triste constatação continuo a ser, quiçá, um resistente e mantenho aquela disciplina de todos os dias publicar um postal. Reconheço que por vezes não é fácil, mas até agora tenho conseguido escrever diariamente qualquer coisa. Nem que seja uma mera parvoíce.

Posto isto Muito Obrigado a quem me lê, a quem me comenta ou simplesmente a quem vem aqui para se divertir à minha custa.

Escrever num blogue assemelha-se ao pescador que lança a linha ao mar em busca de algum distraído peixe. Umas vezes pode aparecer um robalo daqueles que os mentirosos adoram gabar-se de ter apanhado, mas a maioria não apanham nada. Todavia aquele tempo ali gasto vale por muito nas suas vidas.

É assim que também penso sobre a minha escrita.

A gente lê-se por aí!

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