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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Dezembro... o mês das emoções!

Hoje é o primeiro dos últimos! O primeiro dia do derradeiro mês do ano de 2023.

Mas é outrossim o mês do Natal, que deveria, repito deveria, ser uma época de alegria, de partilha e acima de tudo de... Paz!

- Paz num Mundo que não pára de se guerrear;

- Paz nos corações dos soldados da vida;

- Paz nos espíritos permanentemente rebeldes;

- Paz nos dias que vamos desfolhando em cada folha de calendário.

O Dezembro é para os católicos o mês do Advento. Um mês de um novo ano litúrgico e que nos remete para a nossa vida resumida nos passos que demos, nas palavras que (mal ou bem) proferimos, nos gestos que assumimos.

Um mês de alegria infantil com a luz, embrulhos, enfeites e mais uma panóplia de artefactos que enchem os nossos olhos.

Dezembro... o mês da consciência de que vivemos num planeta recheado de contradições e perante as quais somos totalmente impotentes para as reverter.

Finalmente não esqueçamos os desvalidos sejam eles sem-abrigo, idosos ou simplesmente gente que vive a vida no limite da incerteza.

O último mês do ano... Dezembro! Um mês de emoções... Todavia nem sempre pelos melhores motivos!

A gente lê-se por aí!

O chamariz da Paz!

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia é no actual contexto mundial assunto permanente em todas as reuniões de alto nível. Imagino eu!

Mas nestas coisas da política internacional nem sempre o que parece é (quase nunca!).

Vejo alguns presidentes de países a chegarem-se à frente no sentido de encontrarem meios e fórmulas de obterem a paz. Reparem que quem conseguir mediar este conflito de forma a alcançar o fim da guerra, ficará não só nos anais da história Mundial como angariará um enormíssimo prestígio para si e consequentemente para o País.

Notei isso com a visita do Presidente chinês Xi Jinping à Rússia. Como percebi a mesma ideia, logo no início do conflito, em Erdogan da Turquia, se bem que os interesses deste seriam também meramente locais. Agora escuto o actual Presidente Lula da Silva ao mostrar uma vontade de estar no centro das grande decisões internacionais. E o fim da guerra pode ser (será certamente) uma delas.

O problema porém está do outro lado da guerra, onde dois contendores estão olimpicamente de costas voltadas para a paz.

Os ditadores jamais serão eternos!

Mesmo com esta idade ainda estou para perceber o que leva um ditador a assumir uma guerra... só porque sim! Bom mas há quem saiba e perceba disto mais e melhor que eu... Portanto adiante!

O Mundo está repleto de pequenos e grandes ditadores que manuseiam a vida das suas populações (e dos outros) a seu bel-prazer. E nem necessitam propriamente de dinheiro pois há sempre quem tenha algum graveto disponível para alimentar confrontos bélicos.

Putin é um desses ditadores, muito no seguimento do que foi Brejnev ou Josef Stalin. Há também Nicolás Maduro seguindo as pisadas de outro ditador como foi Hugo Chávez. Na ilha de Cuba reinaram vários ditadores da família Castro depois de um outro de nome Fulgencio Batista.

Depois temos a Coreia do Norte, a Republica Popular da China ou Mianmar (antiga Birmânia) todos estes países liderados pela força.

Em África raros são os países onde a democracia é uma realidade (nem sei se haverá algum realmente democrático!)

Perante estes factos tenho dificuldade em entender as ditaduras, nomeadamente as assumidas por uma só pessoa. Será que não percebem que um dia terão de morrer, como qualquer um de nós?

Ficar na História será a ideia de muitos deles. Todavia esta disciplina tudo fará para que aqueles desapareçam da memória e fique apenas um breve resíduo!

Dois momentos e duas palavras de 2022

Estamos a dias de um Novo Ano. Não tenho por hábito fazer um levantamento do melhor e do pior que acontecxeu no Mundo.

Mas este ano de 2022 abro uma excepção para referir dois momentos que me tocaram profundamente.

- O primeiro, como não poderia deixar de ser, foi o início da guerra na Ucrânia que se denrola longe deste rectângulo, mas num ápice pode entrar pelas nossas casas. Uma guerra estúpida e imbecil como são todas as guerras. Não imagino onde e quando este conflito irá parar, mas tenho algum receio... no futuro!

- O segundo foi a morte da Rainha de Inglaterra, Isabel II. Alguém que conseguiu permanecer em cena durante muitos anos sem nunca se desviar do propósito de manter a sua "comunidade" unida em torno da sua "real" personagem.

Finalmente as duas  palavras deste ano de 2022 com a mesma carga serão:

- guerra - porque existe e é real

- paz - porque se procura e não há meio de ela se tornar realidade.

Oito meses de guerra!

Há oito meses iniciava-se um confronto bélido entre a Rússia, comandada por ex-agente da KGB, e a Ucrânia , liderada por um ex-humorista. Uma guerra para a qual não se vê fim à vista.

Todos as guerras são estúpidas, já cantava Boy George e os seus Culture Club nos anos 80, e esta no coração da Europa parece ser ainda mais imbecil que todas as outras.

Se Putin pensava que iria invadir a Ucrânia sem custos, então deveria ter pensado melhor. É que para além de estar agora (quase) só no Mundo, a Rússia perdeu muito do seu poder económico com a questão do gás e do petróleo, pois deixou de ter clientes para os seus produtos energéticos.

Os ditadores ou tiranos são geralmente pouco inteligentes. Valem-se de algum verbo mas essencialmente da força contra os outros, não contando que do lado de lá poderá haver quem de maneira inteligente consiga refrear os ímpetos violentos.

Entretanto as sansões que os oligarcas russos têm sofrido, especialmente nas suas contas bancárias, as constantes baixas nas tropas e a dificuldade em ter o povo a seu lado, estão a encostar Putin contra a parede.

Obviamente que o Presidente russo jamais teria coragem, quanto mais humildade, para perceber e assumir que esta guerra estava perdida ainda antes de ter início. Mas já teve tempo e oportunidade de refrear os seus ímpetos bélicos.

O futuro pode ser negro, muito negro e seria bom que alguns donos deste Mundo (leia-se grupo Bilderberg) percebessem quanto antes que esta guerra jamais terá um vencedor!

Só derrotados!

E se reciclássemos as pessoas?

Todos os dias vou ao caixote de reciclagem aqui da rua deitar o lixo. Um dia os plásticos, no dia seguinte o papelão sendo o vidro aquele que menos reciclo porque nada tenho para tal.

Estava eu neste vaivém quando me lembrei da guerra e me veio à ideia a questão que intitula este postal: e se as pessoas pudessem ser recicladas?

Não falo obviamente de lhes tirar idade (isso queriam todos!!!), mas tão-somente transformar alguns seres humanos que por aí andam e que só fazem... o que não devem.
Como seria bom que os Putins, Maduros, Bolsonaros e demais energúmenos que por aí pululam pudessem ser reciclados. Não os queria rejuvenescidos, apenas reciclados em gente útil ao Mundo.

Tenho consciência que este texto é um mero exercício de imaginação, mas ainda assim sinto que se fosse possível uma reciclagem humana este Mundo tornar-se-ia um local muito mais aprazível para se viver!

Nem falo do mortal humano sem cargos de destaque, mas demasiado carregado de invejas, hipocrisias, mentiras e demais raivas. Também este necessitava de uma boa reciclagem.

Inclusivé eu!

Em Sábado de Aleluia...

Quando pensamos que a nossa boa vida de antigamente iria regerssar à normalidade, eis novo acontecimento para adiar aquela nossa vontade.

Há uns anos Portugal acorda com uma geringonça política que criando alguma estabilidade social, deixou o país economicamente pior do que estava, pelo menos os estudos de entidades isentas assim o afirmam.

Ainda não refeitos desta solução governativa, o PS ganhou as eleições em 2019 rasgando então o acordo com a esquerda que mais tarde devolveria esse não acordo com o chumbo do orçamento para este ano, obrigando na eleições antecipadas e originando uma maioria absoluta por parte do partido liderado por António Costa.

Entretanto a esquerda caiu nas eleições para valores mínimos o que traduz um pouco a ideia de que o povo não gosta muito de jogos políticos.

A meio deste trajecto surge uma pandemia, desvalorizada no dealbar pelas nossas entidades de saúde para logo a seguir pararem o país. Portanto desde 2020 que vivemos muito ao sabor das linhas vermelhas e verdes da pandemia. Com as óbvias consequências a nível económico, social e laboral.

Entra 2022 e no dia 24 de Fevereiro a Rússia entra na Ucrânia. Não bastava os últimos anos atípicos já referidos e somos brindados com uma guerra sangrenta, estúpida e aberrante, quase às nossas portas.

Chegámos à Páscoa e a guerra parece não dar tréguas. O Mundo vive suspenso sobre o que virá a seguir e nós mantemos a nossa postura procupada, não por aquilo que se passa lá fora, mas por aquilo que não se passa nas nossas vidas.

Somos um povo genuinamente obnóxio.

Repetir a história

Recentemente tem vindo à minha memória uma das imagens da minha juventude e que se prende como acordo de PAZ em Paris que envolveu os dois Vietnams (norte e sul) e os Estados Unidos.

A imagem que me refiro via-a no já extinto jornal "A Capital" quando regressava a casa vindo da escola. Como andava sempre com dinheiro à conta para o autocarro nunca comprei o dito vespertino, mas guardei a capa até aos dias de hoje.

Recordo, se a memória não me atraiçoa, que podia ler-se no jornal a palavra "PAZ" em letras garrafais, acompanhada de duas mãos que se apertavam selando um acordo e que ocupavam toda a prineira página.

Quando vou lendo o que se passa actualmente na Ucrânia gostaria de ver repetida essa história que eu acima evoquei.

Será que algum dia conseguirei?

Parece que foi ontem!

A invasão da Ucrânia.

Já decorreu um mês!

Parece que foi ontem que o Covid passou para terceiro plano porque a invasão da Ucrânia ganhou a titularidade dos boletins noticiosos.

Trinta dias de guerra que nasceu na cabeça de um ser vivente, mas que não é um ser humano. Cidades destruídas, famílias afastadas, lares abandonados, civis mortos sem dó nem piedade, onde as crianças acabam por ser as maiores vítimas, milhões de pessoas a fugirem para outros países.

Um mês já decorrido! Um mês de lágrimas, de penúria, de ataques sobre ataques sem fim à vista.

Quanto tempo mais será necessário para que este flagelo termine? Quantas pessoas terão de pagar com a vida as imbecilidades de governantes sem escrúpulos nem alma?

O mundo não precisa desta guerra. Nem desta nem de nenhuma outra.

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