Conforme vou avançando na idade mais consciente fico de que a vida é um segundo. Mais, estou cada vez mais ciente que não vale comprar bravatas, zangas, guerras para chegarmos mais longe pois no dia seguinte à nossa morte será o primeiro dia em que seremos esquecidos.
Dito isto não entendo esta "foçanguice" (como se dizia no meu tempo de escola), pelo poder e pelo dinheiro! Talvez seja tempo de explicar a alguns que: 1 - ninguém é eterno: 2 - ficar na história deverá ser sempre pelos melhores motivos.
Portanto reconheço que estou nos antípodas deste Mundo e desta sociedade onde o poder gera dinheiro e o dinheiro gera poder numa mistura demasiado explosiva e em que o menos apto, o mais pobre, o menos capaz irá pagar sempre a factura desta mistura.
Trump, Putin, Netanyahu, Kim Jong-un só para dar uns exemplos serão as figuras proeminentes de um Mundo à beira de um colapso grandioso e com consequências terríveis para todos nós.
Provavelmente cada um destes péssimos chefes mundiais julgarão que basta a demonstração de força para que os seus adversários se subjuguem á vontade deles. Porém não esqueçamos que a Mãe Natureza é muito rica em lições para o ser humano e basta perceber porque o leão é considerado o rei da selva para temermos o pior.
Cuidemos então de nós e dos nossos e deixemos o dinheiro e o poder que aquele acarreta e que transforma qualquer ser humano num qualquer esgoto.
Cuidemos do ambiente, e da nossa Natureza. Cuidemos de quem nos cuidou e acima de tudo cuidemos daqueles que um dia poderão cuidar de nós.
Rico não é ter mais que todos os outros, mas apenas ser mais que muitos!
Pois... como escutei um deste dias a alguém os cisnes negros desta nova era podem ser improváveis, mas não são impossíveis.
Paira sobre a Europa Ocidental e de forma muito perigosa, uma ameaça de novo conflito armado. Para já ninguém consegue parar Putin. Nem as conversações diplomáticas, muito menos Trump ou os ucranianos.
A paz que sobreveio após a II Grande Guerra e que ainda perdura está, neste momento, presa por um fio!
Agora... o que não entendo quem ganhará com este eventual conflito armado.
A invasão da Ucrânia por parte da Rússia, se bem que não concorde, percebe-se! O regime político ucraniano tendencialmente afecto à Europa Ocidental com a ideia de pertencer à Nato e à União Europeia poderia tornar-se uma ameaça à própria soberania da Rússia.
Av+ Guerra Fria do século passado, não passou disso mesmo... um conflito mais ideológico e financeiro que armado. Porém desta vez as posições estão a extremar-se e o rearmamento de alguns países europeus é já uma realidade.
Todavia ainda vamos a tempo de tudo sanar! Basta que as pessoas se sentem em redor de uma mesa e conversem e apresentem cada um os seus argumentos.
Jamais se assinará uma paz sem cedências! Esta é uma verdade sem retorno e que todos os países deveriam perceber!
Estou plenamente convicto que a Palestina mais tarde ou mais cedo será um país com os mesmos direitos de todos os outros países. E não digo isto por ser de esquerda ou de direita.
Ou melhor creio que se a Palestina tivesse sido invadida pela Rússia (nesta altura do campeonato Mundial de guerras qualquer razão serviria!), provavelmente os que até agora defenderam a Palestina como um estado independente ficariam em silêncio. Mas isto sou eu a desviar-me do assunto que aqui me trouxe.
Portugal fez muito bem em reconhecer a Palestina como Estado soberano. O que Israel tem feito na faixa de Gaza e arredores deveria ser mundialmente condenado. Todos sabemos o que aconteceu aos judeus aquando da Segunda Guerra Mundial, mas em pleno século XXI tentar fazer algo semelhante por Israel parece-me algo profundamente horrível e condenável.
A Palestina merece o seu lugar, o seu espaço na história do Médio Oriente e do Mundo. Dar a mão a esta gente não é estar contra ninguém, mas apenas a favor da paz.
Uma paz que se pretende duradoura e assente em compromissos de ambos os lados e devidamente monitorizados por equipas da ONU ou outras quaisquer organizações de paz.
Hoje e pegando no estúpido atentado de há dez anos em Paris e na consequente palavra de ordem da li saída diria que actualmente "Todos somos Palestinianos!"
Nenhum político gosta da verdade. Seja em Portugal, China, Burkina Fasso ou Estados Unidos.
Porque a verdade acarreta consigo sempre ou quase sempre uma certa responsabilidade de insucessos. Nenhum candidato a um governo dirá que irá cortar nas pensões, mesmo que as razões para tal sejam demasiados válidas. Tal como não assumirá qualquer subida de impostos.
Ora do lado de lá do Atlântico o actual Presidente dos Estados Unidos, em plena campanha, jurou a pés juntos, logo que tomasse conta do País terminaria com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Decorrendo já alguns meses a guerra não sõ não terminou como parece estar em crescimento.
Por outro lado Israel continua a sua política invasora e destrutiva na faixa de Gaza, para recentemente entrar em conflito com o Irão, arrastando consigo para o conflito também os Estados Unidos.
Tudo somado já demos conta de como Trump continua a mentir. E jamais deixará de ser um mentiroso. Só que este tem um problema bem mais grave: acredita piamente nas suas próprias mentiras.
Tenho andado a pensar em que estado estarão os dirigentes do PCP agora que Putin parece estar emparelhado com um acéfalo Trump.
Quando há três anos principiou a invasão da Ucrânia por parte da Rússia os países ocidentais correram a colocaram-se ao lado de Zelensky contra Putin. Mas houve quem considerasse a intervenção militar russa como legítima. Diziam que a Ucrânia era chefiada por alguém da extrema-direita e assaz perigosa.
Um dos partidos em Portugal que nunca criticou esta intervenção foi obviamente o PCP, talvez crente que Putin poderia, um dia, fazer renascer paulatinamente a ex-URSS e a respectiva visão política pensada por Lenin.
Passado este triénio bélico e com Donald Trump a apoiar agora Putin e a criticar o Presidente ucraniano, o partido liderado por Paulo Raimundo deve viver momentos assaz bizarros. O PCP tem por hábito estar sempre no lado inverso da lógica política e quem sabe se é por isso que tem vindo a perder deputados.
O que equivale dizer que o PCP vai ter de rever, e de que maneira, a quem entrega os seus apoios, pois de uma momento para o outro tudo se transforma. Ou como diria um antigo Presidente de um clube de futebol: o que hoje é verdade, amanhã é mentira.
Sinceramente creio que Paulo Raimundo deveria perceber mais de futebol!
Se a eleição de Trump trouxe alguma coisa de bom à Europa (repito se!!!) é a pressa com que a maioria dos países europeus de juntaram e reuniram para encontrarem uma solução rápida para uma guerra que nunca deveria ter principiado. E já tem três anos!
Observo estas andanças, resoluções, acordos e desacordos entre Putin, Trump, União Europeia e demais países e pergunto-me qual deles é o mais radical? Recordo que no início da guerra da Ucrânia o presidente russo acusava o presidente ucraniano Zelensky de ser um elemento da Direita. O curioso é que Putin parece dar-se agora às mil maravilhas com um quase lunático chamado Donald Trump defensor até à sua triste medula de medidas anti democráticas.
Será que é desta vez que a guerra entre a Rússia e Ucrânia chega ao final?
Não defendo nem nunca defendi que uma guerra seja o derradeiro meio para dirimir um conflito e muito menos numa altura em que, por esse Mundo fora, crescem cada vez mais mentes deturpadas quanto à política e ao futuro. Sejam estas de esquerda ou de direita.
Portanto gostaria que todos, sem excepção, se entendessem de uma vez por todas. Até porque se um dia houver um conflito bélico a nível Mundial poucos certamente ficarão cá vivos e saudáveis.
Será que alguém já pensou nisso? Obviamente que sim! Mas é provável que julguem que tal nunca irá acontecer.
Sempre pensei que quando chegasse a esta altura da minha vida, iria ter uma vida mais calma, mais repousante. Pois é... enganei-me redondamente!
Para além de andar todos os dias numa roda viva por causa dos que me são queridos como são os netos, filhos, pais começo a sentir algumas fundadas preocupações com o meu futuro e essencialmente o futuro dos mais novos.
Vivemos tempos obnóxios assentes em demasiadas incertezas. Os Estados Unidos que foram, durante muitos anos, o garante da paz na Europa tudo por causa de uma Guerra Fria que terminou sem vencedores nem vencidos, parece ter mudado de trincheira e é ora um foco de problemas tanto para o Velho Continente como para o resto do Mundo.
Entretanto a Rússia e a Ucrânia continuam numa guerra sem tréguas e sem ganhador à vista. No Médio-Oriente os conflitos mesmo esporádicos vêm-se mantendo, para gáudio (óbvio) dos fabricantes de armas e dos extremistas religiosos.
E já nem falo da Coreia do Norte sempre pronta a dar "um ar da sua graça", do problema de Taiwan e da China ou dos permanetes conflitos no coração de África.
Preocupo-me por tudo isto que os meus netos venham a herdar um sentimento de medo que eu sinceramente nunca tive em Portugal.
Tudo somado concluo que este Mundo está realmente muito diferente de há alguns anos. Para pior.
Remato com uma questão simples: como chegámos a este ponto?
Estamos a poucos dias da tomada de posse de Donald Trump. E esta tomada de poder pelo mais polémico candidato que há memória nos Estados Unidos pode originar, para já, duas reacções.
A primeira prende-se com o prometido fim de guerra na Ucrânia, ideia que me surge como quase impossível, basta pensar que do outro lado existe outro louco. A segunda prende-se com uma eventual batalha comercial com a China, com consequências imprevisíveis.
Não tenho qualquer tendência a ser analista politico, mas tendo em conta a minha idade, o que já vi e vivi, ao que terei de somar o que aprendi, diria que os próximos tempos vão ser bem curiosos, acima de tudo por aquilo que se poderá ganhar ou perder com esta nova entrada de Trump na Casa Branca.
Obviamente que os olhos do Mundo estarão quase todos virados para Washington e para aquilo que sairá da cabeça e das mãos do próximo Presidente americano.
Porém e por aquilo que já foi capaz Trump de fazer ou de não fazer, temo que os próximos tempos não nos tragam bons ventos.
Seguindo assim a ideia lançada ao Mundo por muitas entidades logo cedo coloquei na minha varanda uma fralda branca do meu neto mais novo.
Um simbolismo duplo: a alvura que corresponde a uma trégua permanente e ser uma fralda porque neste Mundo tão guerreiro há milhões de crianças a sofrerem, sem o desejarem, com as agruras dos senhores da guerra.
Calculo que esta iniciativa não nos leve a lado nenhum e até seja motivo de troça pelos enormes defensores dos conflitos, mas ainda assim caberá a cada um de nós mostrar como nos sentimos neste Universo.
A PAZ obviamente não interessa aos donos do Mundo, já que a industria do armamento tem muita força e por isso dificilmente os políticos conseguirão reverter as situações de conflito.
Mas cuidado... muitos de nós também enchemos os nossos corações de guerras. Muuuuuuuuuuitas! Demasiadas!
Cada dia que passa neste conturbado Mundo, mais nos aproximamos de um final catastrófico.
Creio que tudo pode ser resolvido se algyuns dirigentes dos países ora em conflito pretederem a paz. O problema é que as fábricas de armamaneto espalhadas por esse Mundo fora precisam trabalhar e is seus proprietários mais ainda de ganhar dinheiro.
A guerra nunca será uma boa maneira de vivermos neste Mundo. Mas a verdade é qiue muitos de nós não vivemos em paz connosco mesmo!
É na política, é no futebol, é nas famílias, é no trabalho... as bravatas sucedem-se e nós sem capacidade de inverter a marcha dos acontecimentos.
Portugal é tão pequeno e tão ínfimo neste canto do Mundo que dificilmente alguém viria aqui atacar-nos... só porque sim! A nossa vizinha Espanha historicamente nossa arquirival durante centenas de anos nem pensa invadir-nos pois só arranjaria mais problemas para cima de si. Já basta Barcelona, País Basco e outras províncias.
Portanto quando a guerra começar a sério (diria que agora são apenas exercícios militares) irá demorara algum tempo até aqui chegar.
Todavia estou plenamente convicto que não estaremos a salvo. Seja na cidade. seja no campo.