Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Nova (des)Ordem Mundial!

Naquele Verão de 2003, enquanto Portugal literalmente ardia devido a incêndios florestais, eu gozava de uma invulgar paz, numa bucólica cidade austríaca situada à beira de um lago manso e rodeada de montanhas escarpadas e verdejantes. Um pedaço de paraíso muito longe do inferno luso.

Recupero esta memória com a profunda consciência que a paz daqueles dias, e que hoje ainda por lá se mantém, poderá estar em causa. Tudo por culpa de um nova (des)Ordem Mundial.

O Mundo está tão diferente, tão tenebrosamente amedrontado que não temos verdadeira noção do alcance das acções que os novos ditadores deste século vão semeando.

Há quem afirme, e com alguma razão, que a Europa nunca esteve tanto tempo sem conflitos armados de grande escala. Todavia olvidam a guerra dos Balcãs com claras intervenções das Nações Unidas. Mas na essência percebo do que falam.

Só que a tal (des)Ordem que vos falo poderá culminar numa espiral muito violenta que resultará obviamente num eventual conflito armado à escala Mundial. Com os incontáveis custos… que neste momento ninguém consegue avaliar.

Espanta-me por isso esta visão tão egocêntrica destes novos políticos. São pequenos “reis-sol” que justamente pretendem tempo de antena e poder.

Desde os Estados Unidos à Turquia, passando pela Venezuela e Coreia do Norte, estes novos tempos ameaçam com velhos tempos, ainda infelizmente na memória de muitos.

Portugal como ínfimo país, mas associado à U.E. e à Nato, dificilmente passará pelos “intervalos da chuva”. Mesmo que nos queiram convencer do contrário.

Face ao que escrevi, proponho este pensamento: será que estamos claramente conscientes do que o futuro próximo nos reserva?

A estupidez!

Como alguém pode vir dizer publicamente que uma bomba é mãe... de qualquer coisa? Sendo certo que a expressão em inglês é aproveitada para tal, porque MOAB significa "Massive Ordenance Air Blast" e não "Mother Of All Bombs".

É óbvio que percebo a piada já que os russos têm uma bomba que é... o pai (FOAB) das bombas não nucleares.

Seja como for as palavras mãe e pai têm demasiado valor para serem usadas como progenitoras de qualquer coisa destrutiva.

Os meus receios quanto a Trump começam a ter fundamento. Dispara para todos os lados e vai criando (ainda mais) inimigos. Não imagino onde isto irá parar.

Como disse o meu filho mais novo esta bomba foi um aviso sério para alguns países que tentem ameaçar os Estados Unidos.

A estupidez no Mundo está a crescer...

Veremos onde isto irá parar... se parar!

 

 

O ano de 2016

Por esta altura é frequente fazer-se um balanço dos acontecimentos mais relevantes do ano. Não costumo fugir também às contas.

Politicamente falando tivemos dois acontecimentos semelhantes, todavia com resultados diferentes. Se Marcelo Rebelo de Sousa quase não necessitou de fazer campanha eleitoral para se tornar o 20º Presidente desde a Implantação da República, no outro lado do Atlântico, e após uma campanha deveras renhida, Donald Trump vence as eleições face a uma Hillary pouco consistente e sempre demasiado crente nas sondagens, que lhe atribuíam a vitória com alguma folga.

Mas o ano de 2016 trouxe-nos uma vez mais o flagelo dos atentados. Não contando com os inúmeros ataques em zonas de guerra, contei catorze atentados só no ano de 2016. Sendo os piores em Nice com 84 mortos e em Orlando com meia centena de vítimas mortais.

O mais recente foi já esta semana em Berlim. Com 12 mortos...

O ano de 2016 originou também mais refugiados, mais gente que prefere morrer no mar a tentar uma vida melhor para si e para os seus, a ter que ficar numa qualquer cidade e engrossar o número de civis mortos numa estúpida guerra.

O homem jamais aprende! Dificilmente algum país ganhará actualmente uma guerra. Porque as guerras de hoje não são para serem ganhas somente para serem combatidas.

O fracasso da Paz europeia

O triste atentado de ontem à noite em Nice leva-me a colocar uma questão e para a qual não obtenho qualquer resposta: até quando estes constantes morticínios?

Cada vez mais começamos a perceber (e a temer!) que o nosso inimigo pode ser aquela pessoa que está sentada ao nosso lado no metro e vai brincando com o telemóvel ou simplesmente vai lendo um livro. Ou o jovem que passou por nós a correr devidamente equipado com roupagem de atleta e de repente se transforma numa bomba humana... só porque sim!

Este problema que vai alastrando pela Europa é assim responsabilidade de quem?

Curiosamente e regressando por breves instantes à Final do Euro2016 dei por mim a rever algumas imagens de sofredores por Portugal em alguns países lusófonos. Isto quer dizer que, não obstante a nossa passagem como colonializadores, restou todavia um factor de ligação a este rectângulo por parte desses povos. Algo que não vejo nas antigas colónias Francesas, por exemplo.

É mais ou menos sabido que o Estado Islâmico convive mal com a liberdade e com a democracia ocidental. Basta perceber o estatuto das mulheres de lá e cá... quão diferentes! Depois há todo aquele fanatismo religioso que lhes retira qualquer discernimento humano. Sei que a nível dos católicos também há gente adepta do radicalismo religioso... mas jamais capazes duma barbárie como a que aconteceu ontem em Nice.

Não sei que solução se deverá dar para este gravíssimo problema. O que sei é que as sociedades modernas conforme estão montadas, fracassaram. E este fracasso vai naturalmente fazer crescer radicalismos ainda mais extremistas.

Portanto e de uma forma velada a Europa está em guerra. E se noutras batalhas conhecíamos o inimigo no campo de batalha... hoje ele almoça a nosso lado sem que realmente o saibamos!

 

Um abraço único!

Os americanos adoram ter dias para tudo. E de tudo fazem filmes e propaganda.

O dia do veterando é um desses eventos (nem imagino qual seja a data!!!).

Correm depois na internet, uns pequenos filmes de militares americanos que regressam ao seu pais após meses e anos de ausência em teatros de guerra.

Se de alguma forma estes excertos fazem parte de propaganda, o certo é que nesses breves instantes podemos observar como as pessoas reagem à chegada inesperada de um ente querido. Especialmente os filhos...

E é aqui que noto a grande diferença... Um abraço entre um pai e os seus filhos é deveras diferente de todos os outros. Não tem a ver com ser homem ou mulher... mas um abraço sincero e genuíno entre um pai e um filho é um momento único e muito especial.

Eu já experimentei esse abraço. Sempre que o meu pai regressava de África após mais uma campanha militar!

 

 

Uma dura verdade!

Como aqui já referi há um rebento novo na família. Um varão ainda muito pequeno e indefeso.

A mãe inexperiente, como é normal nestes casos, tem recebido o incondicional apoio de muita gente, sejam dos avós directos e dos indirectos (o nosso caso!), para além do pai, obviamente.

Mas hoje perante a figura sempre terna e pictórica duma mãe a amamentar o seu filho, lembrei-me de quantas crianças, da mesma tenra idade daquele inocente, estarão por esse mundo fora entregues à incerteza do minuto, hora, dia seguinte, seja por falta de alimentação, de cuidados médicos ou somente por falta de segurança do local onde estão, palco de tantas e tantas vezes de guerras e disputas.

O mundo visto assim à luz desta natureza parece injusto. Demasiado injusto para ser verdade.

Mas infelizmente é!

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D