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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Governar… a família!

Decididamente ainda não entendi a admiração das pessoas por neste governo haver relações familiares entre as equipas nos diversos ministérios. Pior … admira-me que alguns partidos da oposição critiquem este governo esquecendo passados recentes.

Eu acrescentaria que apoio estas medidas de juntar no governo a família. Deste modo em vez de se estragarem muitos lares estragar-se-iam muito menos casamentos e relações.

Dou um exemplo: o pai Ministro está num Conselho dos mesmos e à sua frente tem uma Ministra que é a sua filha. Ora menos uma preocupação para um pai que assim sabe onde anda a filha com todas as conveniências que isso apresenta.

Outro exemplo: o Ministro sai de casa para ir para o seu gabinete e pergunta à mulher se ela pretende boleia. Ela responderia que não pois o motorista viria buscá-la dali a uns minutos. Resultado: tanto marido como esposa sabem onde andaria o outro e sem haver desconfianças.

Tudo isto dará um governo muito mais coeso e muito mais estável porque os próprios elementos estão mais focados na suas actividades do que em pensar: onde andará a minha mulher a esta hora ou e esposa a perguntar a si mesma: onde andará aquele malandro do meu marido?

Com estas preocupações parte do foco dos governantes seria desviado do que realmente interessa.

Finalmente não há no governo ninguém da minha família? È que ando a precisar de ganhar mais uns cobres.

Não há coincidências... na política!

Ontem li algures que a Auto-Europa se preparavava para sair de Portugal. Não imagino se é ou foi verdade essa intenção, mas que li, li!

O que sei é que no dia seguinte, quer dizer hoje, os estivadores, governo e patronato chegaram a um acordo para o diferendo no Porto de Setúbal.

Podem considerar que foi uma oportuna coincidência. Podem chamar o que acharem de melhor. Mas eu só acredito no que quiser.

E desde já assumo que não creio em coincidências.

Não há coincidências!

A prisão de oito pessoas alegadamente envolvidas no roubo das armas de um paiol em Tancos no dia de hoje, não me parece ser algo que decorreu das normais investigações. Há aqui qualquer coisa que não consigo deslindar.

O PR de vez em quando falava do caso e exigia que se descobrisse tudo sobre o que aconteceu em Tancos e respectivos envolvidos.

Se olharmos para a Justiça com a acesa polémica da não recondução da Procuradora Joana Marques Vidal, podemos perceber que poderá haver aqui uma troca de favores entre Marcelo e Costa.

(Tu deixas cair a Joana e eu deixo cair Tancos). Imagino que possa ter sido este o acordo entre S.Bento e Belém!

Porque na nossa (mui pobre) política o que parece é!

E as coincidências... só mesmo no Euromilhões!

 

Duas ou três coisas… apenas!

Estamos em Maio.

O mês das flores, de Maria, das mães, do coração, do Pirilampo Mágico.

Entretanto a época balnear parece já terá iniciado em algumas praias.

O Verão, portanto, aproxima-se. E com este o terror dos incêndios. Que começa com uma batalha entre Estado e empresas prestadoras de serviços de extinção de incêndios. O costume, enfim!

Face a estes dados fico sem perceber:

1 – quem irá combater os fogos, por via área, neste Verão?

2 – quem irá ajudar os Bombeiros no combate terrestre?

3 – a quem compete a campanha para poupar água?

O governo aguardará pelos eventos para os ir gerindo, numa espécie de governação “à vista”. Prevenir e acautelar parecem ser palavras abolidas do principal léxico governativo.

Porque as limpezas dos matos à volta das povoações já eram obrigatórias, muito antes das tragédias do ano passado. Mas claro o que realmente interessa à geringonça é fazer de conta… que tudo está sob seu controlo.

Governar... conflitos!

Ultimamente há uma enorme batalha verbal por causa da Lei do Arrendamento local. Mais uma vez o Governo vem a terreiro tentar colocar uma bucha neste problema enquanto não rebenta outro.

É assim que neste país se tem governado desde 1974, fará amanhã 44 anos. Ninguém pensa a longo prazo... é tudo feito em cima do joelho e daí advém uma anormal incapaciadde de se resolverem a maioria dos problemas nacionais.

Repito que hoje são as rendas, mas amanhã poderá ser a cultura da batata em Freixo-de-espada-à-Cinta ou o problema da pera rocha no Bombarral. O que conta é que este governo vá atamancando as soluções. Com o invulgar beneplácito da esquerda trauliteira.

O problema das rendas não é de agora. Vem de muito longe e foi constantemente empurrado com a barriga de forma a que seja o próximo PM a resolver um problema cuja solução ninguém conhece.

Eu também não tenho nenhuma, valha a verdade. Mas fico com a ideia de que se um dia fizerem um atentado em Lisboa (espero que nunca aconteça) o valor das rendas, ora tão inflacionado, baixará exponencialmente. Nessa altura novos equívocos surgirão para o governo, que estiver em funções, tentar solucionar.

Ainda e sempre os fogos!

No pouco tempo que andei na escola tive um professor que um dia disse aos alunos, já não me recordo a que propósito: “Errar é humano, permanecer no erro é estupidez”.

Esta máxima, que não era obviamente da sua exclusiva autoria, acompanhou-me todo este tempo. Tenho, por isso, tentado aprender com os erros cometidos, de forma a não os repetir.

Já andava desconfiado que este professor não havia sido mestre de nenhum dos actuais políticos portugueses, tal é quantidade de erros que constantemente se comentem. Repetidamente. Mas este fim de semana tive a certeza disso.

Após os trágicos acontecimentos de Pedrogão Grande eis que é a vez da Sertã se ver também abraçada por diversos incêndios de grandes dimensões.

Não obstante até agora não terem existido vítimas, a verdade é que os bombeiros e a Protecção Civil não conseguem dar conta do recado. Isto é: os erros cometidos em Pedrogão Grande continuam a perpetuar-se nestes novos fogos.

Não percebo nada das técnicas para apagar incêndios, todavia custa-me aceitar que perante a evidência da história se voltar a repetir, o Estado ou a Protecção Civil não tenham reforçado os meios de vigília das nossas florestas.

Cada vez estou mais desconfiado que há demasiados interesses paralelos nestes fogos. Culpam-se muitas vezes os madeireiros, mas por este andar até esta profissão desaparece, tal é a velocidade com que se queimam florestas.

Depois não se admirem, que daqui a uns anos, Portugal seja uma continuação do deserto do Saahra.

Já faltou mais.

Novidades, novidades... só amanhã!

À falta de mais demissões governamentais e militares, à ausência de culpados nos fogos de Pedrogão Grande e Castanheira de Pêra, nada melhor para a impressa que… falar do passado.

Este passado remonta a 2016, há um ano precisamente. O dia em que Portugal passou a ser um país com direito a “tempo de antena” nas televisões de todo o mundo, porque um jovem guineense conseguiu a proeza de marcar um golo contra a poderosíssima França na final no Euro2016. E com este remate Portugal conquistou um troféu que lhe fugiu naquela célebre final com a Grécia, em Lisboa, já lá vão uma dúzia de anos.

Desta vez calhou à equipa gaulesa perceber que os jogos só se ganham depois do árbitro apitar para o final do jogo e não por antecipação.

Mas hoje toda a gente recorda aquele Domingo e os dias frenéticos que se seguiram. Como se este país hoje não tivesse mais nada com que se preocupar.

Reconheço que aquele jogo marcou, e de que maneira, a sociedade lusa. Porém o que veio depois não pode nem deve ser esquecido, sob pena de voltarmos a ser novamente um país sem credibilidade. Os acidentes acontecem… aqui e em qualquer lugar do Mundo. Ninguém está imune.

No entanto, convém lembrar que os erros do passado não podem nem devem repetir-se. Não é só de profilaxia que necessitamos. Há a urgente necessidade de assumpção de culpas por parte de alguém. De livre vontade ou impostas. Não se pode empurrar constantemente os problemas e as culpas com a barriga.

Num casamento dito normal os cônjuges casam também com a família do outro. Isto é, os problemas do outro lado são outrossim nossos.

De mesma maneira que os governos não podem nem devem desculpar-se com atitudes de anteriores governações. Quando assumem a governação carregam sempre essa herança. Acontece a todos.

Por isso, será bom que o Governo passa a governar, a assumir as suas responsabilidades em vez de assobiar para o lado ou a ir de férias.

Luso política

Regressei ontem aos manuscritos e hoje continuei. As palavras desenhadas, os traços tortos, as emendas (muitas)!

Mas passemos ao que realmente é importante...

Gosto pouco de ser gozado. Mas o que esta geringonça que nos governa está a fazer é isso mesmo: gozar com o Zé Povinho.

Imaginem que o lider do PSD era ainda o Primeiro Ministro e deixaria que a CGD despedisse trabalhadores e fechasses balcões? Estão a imaginar?

Qual seria a reacção dos partidos ditos de esquerda? Que acções tomariam? E a CGTP, que faria? E o Sindicato da classe?

Bom demasiadas perguntas para uma sociedade muito egocêntrica e um governo que pretende somente gerir as suas relações internas.

Custa-me perceber que tanto PCP e o BE olhem para este caso sem um queixume, uma advertência, uma ameaça de greve ou acções de rua. A triste subjugação do poder!

Critiquei neste espaço muitas vezes PPC, mas sou agora confrontado com ideias e posturas em tudo semelhantes ao anterior governo, para não dizer iguais.

Enfim, Portugal necessita, de uma vez por todas, de gente séria na política. A sério!

 

País de doidos!

Definitivamente este país não existe.

Comecemos então pelas novidades que foi o acordo na Consertação Social. Assinado nos direitos por todos, recusados nos deveros por alguns.

O PSD que era a favor agora diz-se contra... só porque sim! O Governo considera uma vitória, a esquerda radical uma derrota. O senhor Presidente da República diz que sim mas que também... enfim, as confusões do costume.

A economia lusa continua a não crescer o que seria desejável. O que prova que este e outros governos foram mentindo, escondendo, olvidando ao povo português tudo o que puderam, no que a conts diz respeito.

Como disse hoje José Miguel Júdice num canal televisivo, nenhum político dirá a verdade se esta não lhe for conveniente. "Touché!"

E assim, um destes dias acordamos para uma realidade tão dura e tão áspera que fará com que o tempo de PPC, tenha sido de vacas gordas.

"De Espanha nem bom vento nem bom casamento" diz o povo. Desta vez há que acrescentar "nem bons ares nem boas águas" já que a polémica sobre Almaraz ainda vai dar muito pano para mangas.

Novamente Portugal foi ludibriado pelos espanhóis, algo semelhante à velhíssima Questão de Olivença, fez em 2015 duzentos anos.

Entretanto o nosso PR continua na crista da onda... desta vez sem prancha como ele tanto gosta. Em Belém passámos de alguém austero, para o seu oposto. No entanto diz o bom-senso que é no meio que está a virtude.

O Novo Banco daqui a pouco passa a Velho tal é a demora em dar uma solução ao caso.

O país vai assim, após as recentes festas, continuando a rir, até ao dia em que acordar do sonho e perceber que vive num pesadelo.

E aí acaba-se o sorriso deste país de doidos, Sem cura possível!

Um governo sem ideias.

Não bastava o imposto sobre o património quando surge novamente a ideia da geringonça em acabar com o sigilo bancário.

Mais uma vez o PS a reboque do BE. O partido de António Costa vive das ideias de um partido que até nem está num governo. Enfim… isto é política à portuguesa! O BE manda e o PS obedece…

Ouvi a deputada Mariana Mortágua dizer que é preciso ter coragem para tirar aos mais ricos. Se colocarem em prática este pensamento pode vir a acontecer uma de duas coisas: ou os tais ricos saem todos de Portugal e o governo não buscar um “tusto” ou então vendem ao desbarato todo o património e com o dinheiro vão para as Caraíbas passar férias prolongadas.

Nesta confusão há algo que a esquerda ainda não percebeu: o património de cada um é na maioria das vezes herdado. Com esta medida a desertificação vai crescer pois ninguém quer ser dono de pedaços de terra com um valor predial exagerado e sobre o qual vai pagar um imposto estúpido e idiota, sem ter daquele qualquer rendimento.

O abandono das propriedades vai obviamente crescer exponencialmente. Veremos então!

Entretanto a quebra do sigilo bancário tem a imbecilidade de colocar todos os portugueses no mesmo saco. Ou melhor… o Estado não presume a inocência conforme está consagrado na Constituição e considera que todos os contribuintes são criminosos.

Se a AT considerar que alguém com um IRS baixo apresentar um património elevado pode, com a devida autorização judicial, perceber o que aconteceu ao contribuinte. Mas só nestes casos… Não de forma generalizada. Até porque a AT não é de fiar quanto a fugas de informação!

O PR teceu publicamente críticas a esta última ideia. Veremos o que nos reserva o futuro próximo até porque não acredito que Marcelo Rebelo de Sousa, numa eventual teimosia governamental quanto à quebra do sigilo bancário, não envie o diploma para o Tribunal Constitucional.

Receio que estejam a querer fazer deste país um exemplo de como não se deve governar. O apoio parlamentar pode ser fantástico, mas deixa num só partido (neste caso o PS) o ónus de tudo o que correr mal num futuro próximo.

Temo novo resgate. Temo mais austeridade, temo mais incompetência socialista.

O futuro de Portugal parece-me muito negro. Tão negro quanto o foi com os governos anteriores de Passos Coelho, Sócrates, Guterres ou Cavaco..

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