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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Candidatos a... desgovernar!

Criei há tempos um grupo no uotessape, que após diversas e interinas nomenclaturas ficou finalmente renomeado como "Os desgovernados". Talvez uma ténue referência à ausência de governo na altura em que foi criado.

O grupo nesta altura já conta com uma dúzia de elementos das mais diversas origens, sejam eles da área artística, jurídica, engenharia, saúde, empresariado e até da parvoíce  (este sou eu, obviamente).

A maioria no activo, outros naquela fase de descanso a que pomposamente apelidam de... reforma!

Bom... perante este naipe de ilustres personagens alguém lançou hoje a ideia de lançarmo-nos na vida política e abraçar um projecto de verdadeiro desgoverno.

Considerei a iniciativa como algo com pernas para andar e fiquei a matutar que pastas cada um dos desgovernados assumiria. Tão pouca gente para tanto que há a fazer!

Pela minha parte assumiria a dificílima pasta da Alegria, Boa Disposição e demais Parvoíces.  Só assim resistiria a tanta desgovernação anterior!

Falta assim arregimentar mais gente para este desgoverno, de forma a apresentar um programa de acção onde a amizade, a cumplicidade e fraternidade sejam verdadeiros pilares para um bom desgoverno!

Vem connosco desgovernar também!

Deixai-os trabalhar!

Compreendo que a esquerda portuguesa ande ressabiada com a derrota nas passadas eleições. Ainda por cima os sucessivos ataques a um líder político só tiveram o condão de o tornar mais conhecido e com isso angariar tantos votos que a Assembleia da República vive perrmanenetemente sobre um vulcão pronto a explodir.

Mas será bom dizer que a culpa deste estado de coisas não é certamente da direita, que apenas fez o trabalho de casa. Foi a esquerda que durante oito anos deixou que o país caminhasse para um caos social nunca visto. A oposição fez apenas o trabalho que lhe competia.

Por muito que tentem arranjar desculpas, a verdade é que os portugueses não são burros nem parvos. Tivesse o PS com o apoio meio velado da restante esquerda, governado com competência, provavelmente outro PM estaria sentado em S. Bento. 

No futuro próximo tudo servirá para atacar o actual governo, mas faz parte do jogo político. O que importa é que os novos ministros e secretários de Estado se mostrem à altura dos desafios que têm entre mãos. Porque de outra forma continuaremos a marcar passo sem sair do lugar.

Portugal tem diversos problemas para resolver e já: habitação, saúde, educação, segurança nacional. Será bom que o foco esteja na solução destas situações.

Espero que Marcelo Rebelo de Sousa encoste o indicador aos outros partidos e lhes dè sinal evidente que os próximos tempos não serão para brincadeira política!

"Habemus" governo!

Finalmente já se conhecem os nomes do próximo governo. O XXIII desta república.

Poucas surpresas nos nomes, sendo que a maior delas seja a quantidade de mulheres como ministras (ao todo serão sete num governo de 18 pastas).

A partir de terça feira irão todos trabalhar para fazer deste país um local melhor para se viver. Seja para jovens e menos jovens! Ricos e pobres.

As criticas irão agora chover de todos os sectores políticos ainda antes de alguém poder fazer algo. É sempre assim!

Por mim dou o benefício da dúvida a todos. E só espero e desejo que nenhum deles seja envolvido em escândalos ou em processos judiciais como em casos recentes. Necessitamos de gente que aja, que ponha este motor a trabalhar, que retire as pessoas das depressões políticas que têm vivido nos últimos meses e anos.

Acima de tudo que este governo nos coloque a todos no caminho saboroso e renovado da esperança!

Expliquem-me devagarinho!

Há uma horas liguei uma das televisões para ir ver a Final da Taça de Portugal em Voleibol. Naquele instante estava a dar um noticiário (não imagino em que canal estaria) sobre a visita ao museu da resistência em Peniche de António Costa.

Em rodapé pude ler: António Costa, Primeiro-Ministro cessante.

Até aqui nada de extraordinário... a não ser ter nascido ali uma ligeira dúvida e que foi a seguinte: se AC é um PM cessante e se Luis Montenegro ainda não iniciou funções, quem estará a governar este rectângulo?

Eu sei que somos gente pacata e de brandos costumes, mas ainda assim necessitamos de ordem. Portanto expliquem-me lá (devagar de preferência) quem está ao leme desta velha nau?

Chega de abstenção!

As noites eleitorais são óptimas para percebermos, não as eventuais consequências dos resultados, mas como cada comentador, provavelmente pago a peso de ouro, disserta sobre os dados que tem.

Ontem à noite enchi-me de coragem e fui vendo e ouvindo o que cada um pensava sobre os mais recentes resultados eleitorais. A determinada altura percebeu-se que poderia haver um empate entre a AD e o PS, com as hostes laranjas a calmarem um pouco, imagino eu!

No entanto o tema maior da “soirée” eleitoral foi o crescimento exponencial do Chega. Um partido que se afirma como sendo de direita e visivelmente radical (eu prefiro chamar de arruaceiro!). Bastaria lembrar a forma como o seu líder transformou os debates televisivos, para percebermos que estávamos presentes um voraz demagogo, vendedor de banha da cobra sem graça e sem princípios.

Muito se especulou na noite passada sobre de que maneira o Chega conseguira o desiderato de alcançar quase meia centena de deputados.

Transferência de votos da AD para o Chega? Provável, mas não explicaria tamanho incremento. Especialmente em zonas em que outros partidos teriam mais força. O caso mais paradigmático foi no “reino” (obrigado João-Afonso!!!) dos Algarves onde o Chega conquistou o distrito.

Já era muito tarde quando me deitei, mas fiquei a pensar na coisa. Era impossível, por exemplo, o eleitorado do PCP ter passado para o Chega. Para mim não entendia essa ideia. De todo!

Não sou politólogo, sociólogo nem mero comentador. Contudo penso pela minha cabeça e a minha professora primária ensinou-me a fazer contas. Vai daqui peguei num papel, fiz umas pesquisas breves na internet e apanhei estes dados:

1 – em 2022 o número de eleitores votantes foi de 5 389 705:

2 - em 2024 votaram 6 140 289 eleitores;

3 – a diferença apurada é de 750 584 votos expressos.

Agora peguei na votação no Chega:

1 – em 2022 o partido liderado por Ventura teve 385 573 votos;

2 – na votação de ontem recebeu 1 108 764 votos:

3 – a diferença entre ambas as votações é de 723 191.

 

De súbito olho para estes resultados e tudo se fez luz! Mas daquele intensa. Percebi que o crescimento do Chega não advinha de transferência de eleitores que haviam votado noutros partidos (como nunca acreditei!!!), mas simplesmente... da abstenção.

Como se explica então isto? Fácil, muito fácil!

Retirando os doentes a maioria dos abstencionistas são gente que não acredita neste sistema eleitoral ou pior que tudo, mas provavelmente com alguma razão, não se revêem em nenhum dos actuais partidos.

Ora o Chega, desde o seu início tem um discurso truculento e disparando contra todos os políticos em actividade. Uma opção que se percebe agora que teve o seu êxito. Se juntarmos a esta postura bravia, a assumpção pública por parte dos lideres dos outros partidos de jamais de coligarem ao Chega, ficou criada a mistura propícia para os abstencionistas deixarem de o ser e mostrarem o que pensam da nossa classe política.

Se pensarmos quem voto no Chega foi como quase não votar, porque Ventura jamais fará parte de uma solução governativa, seja à esquerda ou à direita.

Quanto ao resto dos resultados continuo a lamentar apenas a queda do PCP, por contraponto ao Livre que se tem mostrado um partido bem competente.

Finalmente cabe agora a Belém resolver este imbróglio.

Bombas de hidrogénio... e lítio!

Rebentaram as bombas!

Muitas serão, provavelmente, as vítimas políticas destas explosões.

Em primeiro lugar o já demissionário Primeiro-Ministro, Doutor António Costa! Depois João Galamba e nem será necessário dizer porquê! O próprio Presidente da República, que em 2017 quase demitiu em directo uma Ministra, após os trágicos incêndios desse ano, não o conseguindo fazer com o actual Ministro das Infraestruturas e finalmente o Partido Socialista que ficará sem líder durante algum tempo.

Uma travessia no deserto que muitos partidos têm sofrido!

Esta situação não é nova! Já em 2011 José Sócrates havia colocado o seu lugar à disposição de Cavaco Silva cabendo agora, ao mais alto magistrado da Nação, decidir qual será o melhor caminho para Portugal.

O Professor Marcelo tem diversas opções para resolver esta crise, sendo que a aprovação do OGE para 2024 poderá criar alguns problemas e engulhos às soluções.

Todavia há muito que se esperava esta implosão governamental! Os sucessivos casos políticos não auguravam nada de bom!

Agora temos o futuro! E é este que me preocupa! Definitivamente!

Se o Presidente optar por dissolver a AR e convocar eleições acredito que a Direita saia reforçada no próximo acto eleitoral, atirando a esquerda para um secundarismo muito perigoso.

No entanto se tal acontecer e a esquerda perder a força que tem actualmente na AR, não culpem a Direita (e muito menos Pedro Passos Coelho!!!) do estado a que chegou o país político. Mais... arrisco mesmo a dizer que tudo isto terá começado (e mal) com a tal de "geringonça".

Repare-se no exemplo da TAP que deixou de ser um "parceiro estratégico para o país", como era em 2020, aquando da forçada nacionalização a pedido dos partidos da geringonça (PCP/BE/PS) para se tornar descartável e (mal) vendável em 2023! E já nem falo do novo aeroporto de Lisboa.

São estas e outras contradições que atiraram este governo para o charco político! Um charco podre, mas onde muita gente meteu as mãos!

E sujou-se!

Se eu fosse primeiro-ministro...

... nem que fosse por um dia?

Penso muitas vezes nesta ideia... Qual seria a primeira decisão que tomarias e que ainda ninguém tomou?

Sinceramente diria que acabaria com todos os institutos. Alguém faz ideia de quanto se gasta para manter todos os institutos a funcionar e que são na sua maioria verdadeiros elefantes cor de rosa...

Peguem num qualquer instituto público e vejam quantas pessoas a ele estão adstritas. Quem paga aquilo, o que fazem, quanto gastam para além do orçamento?

Há quem diga que os ditos Institutos são locais para abarcar os amigos dos diversos governos. Nomeadamente aqueles que deram a cara nas campanhas eleitorais e agora necessitam de algum repouso, abichando bom dinheiro.

Recordo que houve um PM (creio que foi o Dr. Durão Barroso) que ainda tentou minimizar estes custos fundindo algumas destas entidades. O problema é que fundiram no papel mas a realidade anterior manteve-se igual.

Termino com a questão em aberto para os meus leitores; se fosse PM por um dia que primeira decisão tomaria?

Calar para ganhar!

Cada dia que passa neste triste rectângulo, mais se percebe que os nossos políticos têm uma noção de democracia muito própria. Então se estiverem associados ao governo em funções essa postura torna-se ainda mais evidente!

O que se passou na AR no dia 25 de Abril não engrandece nem os políticos e muito menos o país! Se Chega e IL optaram por posições radicais com o Presidente Lula da Silva, não é menos verdade que o actual Presidente da Assembleia da República poderia ter evitado dizer o que disse, tendo como alvo aqueles dois partidos.

Dei por mim a pensar e a questionar-me: mas se tudo o que Santos Silva fez tinha um propósito? Imagine-se que em vez de serem IL e Chega envoltos nesta polémica era por exemplo BE e PCP? O que não chamariam ao PAR... Mas acrescento... teriam toda a razão! como agora têm os outros!

No entanto fico com a estranha sensação de um "dejá-vu"! O antigo ministro de Sócrates e Costa estará a perfilar-se para chegar a Belém. Porém para isso necessita de todo o apoio dos partidos de esquerda e só o conseguirá lançando ataques à direita e extrema-direita!

Talvez não perceba que indirectamente é isso que os partidos envolvidos pretendem! Serem severamente atacados para depois se apresentarem ao povo como vítimas políticas! Especialmente o Chega!

Nesta cerrada batalha política por vezes calar é... ganhar!

E a esquerda ainda não entendeu isso!

RecidIVA política!

Já vi quase tudo na política portuguesa. Desde o PS fazer uma coligação governativa com o CDS, um PCP ter de votar no arqui-inimigo Mário Soares para que um candidato da Direita não chegasse a Belém, um comentador dizer que "Nem que Cristo desça à Terra será lider do seu partido" acabando anos mais tarde por ser mesmo presidente do seu partido, passando por partidos de esquerda validarem a derrota do PS, para serem governo... uff... reafirmo já vi de tudo um pouco.

Mas esta ideia do actual governo endrominar o povo luso com essa ideia do IVA 0% é que me parece muito má política ou se for só publicidade... ainda será mais enganosa.

O que realmente pergunto aos DDT (Donos Disto Tudo - versão 2023): como é que conseguem deitar-se todas as noites e dormir descansadamente, sabendo que enganaram mais uns milhares de "tugazitos"?

Posso ter de pagar, posso ser enganado, mas tenho consciência real do que me estão a fazer!

Finalmente continuo com esta ideia: mantenham esta (má) política e depois não se admirem que a direita radical suna nos desejos de votos! Como muitas vezes no futebol acontece: quem não marca, sofre!

 

O fim das máscaras e não só!

Não sou jurista e sei pouco de leis, mas estranho que na passada quinta-feira o governo tenha aprovado um decreto-lei para o fim do uso de máscaras nos serviços de saúde e lares, mas este diploma ainda não entrou em vigor por não ter sido publicado no Diário da República.

Expliquem-me muito devagarinho por que se publicita uma lei que não tem data marcada para publicação ou entrar em vigor?

Desconfio que é mais um golpe publicitário do actual governo, tão desgovernado anda!

Este Doutor Costa como se costuma dizer na cultura popular é "cada tiro, cada melro"! E o pior é não termos fim à vista para a coisa.

Sinceramente o já falecido Doutor Jorge Sampaio por muuuuuuuuuuuuuuuuito menos asneiras que a actual equipa de António Costa, dissolveu a Assembleia da República. Por isso é tempo do Professor Marcelo usar das suas prerrogativas como Presidente, antes que seja tarde demais.

Se não o for já!

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