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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Desconfi(n)ado?

O governo e o Infarmed e mais um número de doutas personagens acordaram que a partir de hoje seria o momento ideal para iniciar o desconfinamento. Faseado é certo, mas o sentido é paulatinamente regressarmos a uma vida mais livre.

Porém durante a semana Pascal regressaremos ao confinamento, para a partir do dia 5 de Abril voltarmos a desconfinar. Isto é assim uma espécie de avanços e recuos e para os quais não encontro justificação. Quiçá entre quinta-feira santa e domingo de Páscoa pudesse haver alguma ou total limitação de deslocações.

Porém acho que seria muito mais precavido iniciar-se o desconfinamento somente depois do dia 5 de Abril. Entretanto nos próximos dois meses teremos mais comemorações políticas (o 25 de Abril e 1º de Maio) ficando a dúvida se o Governo irá autorizar manifestações e comícios (como aconteceu ainda há poucos dias no centenário do PCP).

Tenho cada vez mais a ideia de que António Costa, mesmo sem geringonça assumida, deixou-se chantagear pelos partidos à sua esquerda de forma a perpetuar-se em S. Bento.

Entretanto gostaria de perceber quanto irá custar ao nosso país esta postura governativa, não só em termos económicos, mas acima de tudo em termos sociais e de saúde pública.

É que uma 4ª vaga já ameaça!

O que todos já sabíamos!

Expliquem-me devagarinho que é para eu perceber, de que forma é que a recandidatura de Marcelo é um assunto?

Sinceramente toda a gente já sabia que o Professor se recandidataria a Belém. Assim sendo sinto que isto é um não tema... Da mesma maneira que é ccerta a vitória deste candidato no próximo sufrágio. Ou alguém tem dúvidas? Quiça alguns adversários mais... ingénuos!

No entanto vou estar mais atento ao próximo magistério de MRS. Até aqui o Professor de Direito, e retirando algumas honrosas excepções, avalizou pelo seu punho, quase todas as acções deste governo socialista. Porém como este será o último mandato, Marcelo não tem nada a perder. E assim creio que irá muitas mais vezes pôr o dedo no nariz de Costa e vetar muitos diplomas. Vai opinar mais, tentando denegrir a imagem de AC.

Portanto prepare-se o actual governo para um futuro quiçá controverso e fragilmente assente num acordo com Belém, que nunca existiu. Foi assim com Eanes, Soares, Sampaio, enquanto Presidentes. E não foi com Cavaco devido à tal de geringonça.

Espero sinceramente estar enganado, porque o que menos se precisa, neste país, num futuro a médio ou longo prazo é de uma nova crise política.

Uma alfinetada no PM e não só!

Também tenho direito, certo?

Pois é... esta estória de um Primeiro-Ministro em funções fazer parte de uma comissão de honra de um indivíduo que é arguido em diversos processos que, acima de tudo, envolvem uma instituição que é alimentada pelo erário público, não lembra a ninguém.

Em primeiro o tal cavalheiro jamais deveria ter pedido ao PM para fazer parte dessa comissão, em segundo, e feito o convite ao Dr. António Costa, deveria este, em prol de uma clareza política e ética, ter obviamente recusado.

Assim temos um PM a ser publicamente criticado por uma posição que jamais deveria ter assumido. Eu percebo que neste momento Costa vive numa nuvem onde é quase intocável. Mas nada disto invalida que não deva ter uma atitude de maior respeito, especialmente com o eleitorado que o elegeu, onde assumidamente não me incluo.

Entretanto o Presidente da República acho tudo muito normal e não esboçou publicamente uma critica ao PM. Quiçá em privado, mas duvido. Creio que se sente refém do PS para a eleição de um segundo mandato. Mas isto é apenas uma suposição minha...

Este é (infelizmente) o país que temos e com uns fracos políticos que nos governam... mal!

Referendar a manutenção da TAP?

Vou lendo e ouvindo muitas e divergentes opiniões sobre o futuro a dar à TAP. Nem sei se o acordo recente será o melhor para a companhia de aviação portuguesa. Mas enfim… o futuro próximo ou mais ou menos longo o dirá!

Todavia não gostaria de estar no lugar dos trabalhadores da TAP.

Entretanto a ideia de que vai ser o povo a pagar o enorme buraco financeiro da transportadora nacional é mais ou menos evidente. Tal como pagou o BPN ou o Novo Banco. E muuuuuuuuuuuuuuuuitas outras coisas que ninguém fala. Ou já esqueceram!

Basta olhar para a profusão de auto-estradas que se construíram neste país sem que lhes seja dada o verdadeiro uso para se perceber onde é que se gastou tanto dinheiro… dos nossos impostos. Algumas daquelas com três faixas para cada lado sem movimento que o justifique.

E não me venham com a desculpa que as portagens são caras… pois muitas delas até nem são.

Decididamente e ainda em relação à TAP acho que seria importante o governo fazer um referendo nacional sobre se os portugueses estarão dispostos a pagar com os seus impostos uma empresa em falência.

Outra vez confinado!

Avanço já com a opinião de que a decisão do Conselho de Ministros sobre manter um confinamento em 19 freguesias no Área Metropolitana de Lisboa não irá resolver nada.

Porque as pessoas não querem saber, porque acham que só acontece aos outros, porque temos um SNS que, por muito mau que seja, irá suportar os custos.

Durante o confinamento que iniciou em Março saí um par de vezes de casa somente para comprar pão. Nesse tempo vi tanta e tanta gente sem máscara. Nos supermercados, nas paragens dos autocarros, até nos cafés.

De certa forma isso agora está melhor... Todavia a semana passada enquanto esperava no carro pela minha mulher, que fora a uma consulta médica, reparei que um grupo de rapazes e raparigas muitos jovens (14/16 anos) encontraram-se na rua fizeram uma enorme galhofa e notei que nenhum deles trazia máscara. Bastava que um estivesse infectado...

Portanto e para terminar... não poderei sair de casa nos próximos 15 dias porque moro numa das freguesias abrangidas... Então e se tudo se mantiver como até aqui? Passaremos para a cerca sanitária? Para uma prisão domiciliária?

As pessoas querem ser infectadas? Deixá-las ficar...

Já estou por tudo!

Um Super Mário de saída.

Em meados de Maio passado escrevi aqui que o governo criara um precário nas suas hostes. Desde esse dia que aguardei pacientemente a notícia que hoje inundou os telejornais: Centeno havia pedido a demissão.

Então tentemos fazer um exercício de lógica governamental... Para tal faça-se o esforço de estar na cabeça do Dr. Mário Centeno, o fantástico ministro das Finanças da geringonça.

Enquanto o país crescia, após anos amargos de recessão e austeridade, o antigo Ministro dava a cara sendo mesmo cognomizado como "O Ronaldo das Finanças". Porém este governante necessitava de mais estaleca atlética para poder aguentar o que para aí vem. Enquanto CR7, quando está a perder incentiva os seus colegas, Centeno achou por bem fazer uma espécie de birra por causa deo Novo Banco e sair...

Se vai ou não para governador do Banco de Portugal não é agora o que realmnte conta... Mesmo que a oposição fale disso, este assunto não passa de distrações para parolo assistir.

A verdadeira razão prende-se com o futuro a curto, médio e longo prazo, que estará reservado a Portugal, economicamente falando. Há que abraçar mais uma vez a austeridade se não quisermos ficar reféns de capitais chineses ou russos. E obviamente o homem que dizia que não seria necessário austeridade... ter que a assunir seria um descrédito para o seu fabuloso magistério.

Assim salta do comboio em andamento passando a bola a arder para o seu secretário de Estado do Orçamento que não irá ter tarefa facilitada.

Acredito que tudo isto foi devidamente concertado com o Primeiro Ministro, Dr. António Costa, que futuramente terá uns belos exercícios de "flic-flac's" para fazer ou então dirá o dito por não dito.

O que também não me admiraria nada!

As (más) estradas dos Governos

Cada governo deste país tem as suas obras “de regime”. Foi assim no tempo da monarquia com Marquês de Pombal e a sua Baixa Pombalina ou D. João V e o Palácio de Mafra, só para apresentar uns breves exemplos.

Também a República teve as suas obras com Salazar e a Ponte que teve o seu nome, Mário Soares e o porto da Nazaré, Cavaco Silva e o Centro Cultural de Belém, José Sócrates e a profusão de autoestradas.

Independentemente de concordar ou não com estas “imagens de marca” que cada líder de governo pretendeu oferecer ao país a verdade é que estamos a pagar estas obras com os nossos impostos.

Bem perto da minha casa há umas vias rápidas iguaizinhas a autoestradas e que ligam IC’s a AE’s, nomeadamente a CRIL (hoje IC17) à antiga CREL (hoje A9). Estas vias até fazem sentido retirando muito trânsito das cidades, seja ela Lisboa ou Amadora.
Todavia estas obras foram feitas a uma velocidade quase supersónica para que estivessem prontas antes de umas eleições.

Durante quatro anos as coisas funcionaram bem até que… numa noite de algum temporal, parte da estrada abateu, apanhando duas das três vias nessa derrocada. O melhpr disto é que não houve vítimas.

Durante uns dias aquele sentido ascendente esteve cortado para depois ser reaberto, mas só com uma via a circular. Resultado: ao fim do dia as filas de trânsito têm quilómetros.

Reafirmo a ideia de que esta estrada foi totalmente aberta em 2014 para depois a estrada abate sem mais nem menos. Pior… fará um ano no próximo mês de Dezembro que tal aconteceu.

Ora bem, desde essa altura até agora os automobilistas que ali passam têm ganho muuuuuuuuuuuitos cabelos brancos e enormes pilhas de nervos! Até porque as opções levariam os carros para o interior das cidades.

Como sempre o que interessa governos aos sucessivos é apresentar obra feita… para mostrar ao crédulo povo. A qualidade da mesma ficará, obviamente, para depois…

Governo de gola apertada!

Mais uma demissão no governo socialista. Após as declarações do Secretário de Estado da Protecção Civil há uns meses, afirmando que não tinha nada a esconder, eis que abandona o barco a breves semanas das eleições.

Obviamente que este governante há muito que perdera toda a confiança política do parte do ministro. Todavia o Verão quente e os seus inerentes incêndios obrigou aquele Secretário de Estado a manter-se em funções.

Agora que a chuva está para surgir foi o momento de sair, tentando não estragar ainda mais a (má) imagem que este governo foi deixando nesta legislatura.

Uma gola demasiado apertada que AC tenta a todo o custo folgar.

Só um breve pormenor. Este governo não tinha maioria absoluta da AR e fez o que fez... Imagine-se com maioria...

Será bom que o povo reflicta nesta ideia!

Sindicalismo no século XXI

Imagino que os partidos de esquerda lusa estejam à beira de um ataque de nervos tendo em conta a próxima greve dos motoristas de matérias perigosas.

Num país onde a maioria dos sindicatos estão maioritariamente ligados a Centrais Sindicais (CGTP e UGT), aparecer um sindicato independente, representado por um advogado, com uma capacidade mobilizadora fora do vulgar e capaz de parar Portugal pode tornar-se numa nova forma de sindicalismo.

Entretanto o PCP que sempre teve na CGTP/Intersindical o seu braço armado na contestação laboral deve andar em busca nos velhos manuais de como é que tudo isto lhe passou ao lado.

Lamentavelmente o BE vive um dilema interno de gestão política, pois ainda não sabe bem o que fazer ou dizer quanto a esta greve. Por um lado vem ao de cima a sua vertente de "esquerda-caviar" e afirma que os motoristas têm toda a razão para logo a seguir apoiar o governo nas decisões anti greve que Costa vai assumindo. Quase que faz lembrar uma velhinha e conhecida canção de Marco Paulo onde dizia que tinha dois amores.

Decididamente não sei quem tem razão neste diferendo que opõe motoristas à ANTRAL, pois necessitaria de ter comigo todos, repito todos, os dados que envolvem estas negociações, mas de uma coisa estou (quase) certo: o sindicalismo em Portugal jamais será o mesmo.

Governar… a família!

Decididamente ainda não entendi a admiração das pessoas por neste governo haver relações familiares entre as equipas nos diversos ministérios. Pior … admira-me que alguns partidos da oposição critiquem este governo esquecendo passados recentes.

Eu acrescentaria que apoio estas medidas de juntar no governo a família. Deste modo em vez de se estragarem muitos lares estragar-se-iam muito menos casamentos e relações.

Dou um exemplo: o pai Ministro está num Conselho dos mesmos e à sua frente tem uma Ministra que é a sua filha. Ora menos uma preocupação para um pai que assim sabe onde anda a filha com todas as conveniências que isso apresenta.

Outro exemplo: o Ministro sai de casa para ir para o seu gabinete e pergunta à mulher se ela pretende boleia. Ela responderia que não pois o motorista viria buscá-la dali a uns minutos. Resultado: tanto marido como esposa sabem onde andaria o outro e sem haver desconfianças.

Tudo isto dará um governo muito mais coeso e muito mais estável porque os próprios elementos estão mais focados na suas actividades do que em pensar: onde andará a minha mulher a esta hora ou e esposa a perguntar a si mesma: onde andará aquele malandro do meu marido?

Com estas preocupações parte do foco dos governantes seria desviado do que realmente interessa.

Finalmente não há no governo ninguém da minha família? È que ando a precisar de ganhar mais uns cobres.

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