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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Experiências gastronómicas... em tempo de férias!

Gosto de cozinhar.

Faço quase de tudo um pouco, mas reconheço que não aprecio meter-me em aventuras no que concerne à gastronomia. Essencialmente porque as coisas podem correr mal e eu detesto, repito detesto, deitar comida fora, quando há por esse mundo tanta gente a morrer à míngua por umas migalhas.

Posto isto ainda assim aventurei-me um destes dias a cozinhar atum fresco. O mestre J. do mercado tinha lá um lombo valente e como sei que a minha mulher adora bifes de atum... apostei neles todas as minhas fichas, sem realmente saber como o iria fazer.

Como não tenho receio de dizer que não sei, perguntei ao Mestre qual seria a melhor maneira de o fazer. Respondeu que poderia grelhá-lo ou fritá-lo e lá me deu umas indicações de como temperá-lo que eu interiromente gravei.

Cheguei a casa fui à rede e fiz uma pesquisa e vi sugestões contraditórias.

Bom só haveria uma solução: cortar nas pontas e deixar o meio. Isto é tentei perceber qual das opções me faria mais sentido

Então fiz assim:

3 bifes de atum fresco. Temperei-os com sal (não muito), alho picado, louro e pimenta. Deixei-os neste preparo durante umas horas (calculo que duas horas poderá ser o tempo ideal).

atum_bife.jpg

Depois numa frigideira coloco uma cebola grande contada às rodelas finas e inundadas com azeite.

Quando a cebola ficar corada, desviá-la para um lado e colocar no seu lugar o bife. Cobrir o atum com a cebola e deixar fritar. Quando perceber a cor mais branca do atum é a hora de virá-lo de forma a fritar o outro lado.

bife_atum_v2.jpg

Deve-se servir com batata cozida ou frita e uma salada. Acompanhei este repasto com um branco "bien frappé".

Segundo os comensais estava óptimo. Não sei se o disseram por simpatia ou por convicção!

Seja como for não correu mal esta aventura. Sorte de principiante?

Vamos lá comer?

Desde que me lembro sempre gostei de cozinhar. Há mesmo quem diga que cozinho bem. Pelo menos ainda ninguém morreu cá em casa.

Não obstante este meu gosto não aprecio, de todo, os programas onde alguns candidatos tentam à força aprender a cozinhar pratos muito sofisticados. Sejam aqueles portugueses ou estrangeiros...

Acima de tudo porque a comida feita e empratada pelos chefes de culinária resultam quase sempre numa espécie de figuras pictóricas dignas de um Picasso, Gaudi ou Miró.

Sei que os olhos também devoram, mas não enchem uma barriga vazia, digam lá o que disserem. E depois os nomes que dão aos pratos?

Gosto muito de culinária como gosto de comer. Mas só coisas que eu sei o que são.

Nada de aventuras gastronómicas.

Leituras saborosas

Gosto muito de ler. E leio quase tudo.

Todavia e ao invés de muitos leitores obsessivos, leio muito devagar. Mesmo muito devagar.

Deste modo um livro pode demorar longas semanas a ser lido, dependendo obviamente do número de páginas. Daqueles recolho frases, ando para trás, paro para pensar no significado de uma frase, assumo dúvidas.

Usando um breve paralelismo com a gastronomia diria que ler um livro assemelha-se, em (quase) tudo, a degustar uma bela refeição ou a beber um espirituoso vinho.

Pode parecer estranho esta comparação, mas ler e comer são, por assim dizer, dois dos bons prazeres que a vida me vai brindando..

Amanhã é dia de festa

Está quase tudo pronto para amanhã.

Na aldeia beirã realiza-se este fim de semana a tão costumada festa. Ora sempre que não vamos lá, a família junta-se num almoço geeralmeente fora de portas.

O ano passado calhou em Mafra. Este ano fazêmo-lo aqui na minha casa, enquanto estou de férias.

Bacalhau assado no forno com batatas, salada e muitas entradas e doces será o menu.

Seremos onze pessoas e neste momento já só falta ligar o forno e pôr a mesa.

Vamos então ao repasto:

Entradas:

Mini rissóis;

Mini croquetes;

Mini empadas;

Mini merendinhas;

Paté de marisco,

Melão com presunto;

Queijos diversos.

Prato principal:

Bacalhau assado acompanhado batatas e salada.

Sobremesa:

Mousse de chocolate caseira;

Gelado;

Frutas diversas;

Gelatina.

Por fim:

Café;

Descafeínado;

Diversas bebidas espirituosas

 

Faltam as referências aos vinhos. Mas assumo que haverá para todos os gostos: brancos, tintos, rosés.

Espero que seja um dia inesquecível!

Gosto de saber o que como!

Definitivamente não sou pessoa para enormes experiências gastronómicas. Digam o que disseram só gosto de comer o que faz mal, seja carne ou peixe! E nunca vegetariano ou macrobiótico e muito menos vegan.

Enfim… tenho consciência que um dia terei de morrer e deste modo prefiro fazê-lo após uma boa refeição. Porque isto de partir para o outro lado saudável, não dá gozo nenhum e é obviamente um grande desperdício.

É com base nestes meus (parvos) argumentos que continuo a “alargar” o meu raio de acção, com a ideia fixa de que os três números na balança chegarão um dia!

Isto de se gostar de cozido à portuguesa ou de um arroz de galo tem os seus custos (leia-se pesos!). Já para não falar de um arroz de lampreia ou de lavagante. Se juntarmos a tudo isto um pargo assado no forno ou uns chocos de Setúbal ou uma caldeirada de Sesimbra, tudo certamente muito bem regado… temos um comensal de bom gosto (mas com pouco dinheiro!!!).

Abordei este tema porque a cidade de Lisboa está cada vez mais pejada de restaurantes de todas as espécies e origens, perante os quais me surge um imenso cepticismo. Desculpem lá a coisa…

Não é que os produtos lá confecionados não sejam de primeira qualidade, nada disso, mas sinceramente, comer coisas que não sei o que são torna-se-me muito difícil.

Uma sobremesa rústica!

Não há nada como os produtos da aldeia criados ao sabor de todas as intempéries e de todos os insectos e demais bicharada.

Pode parecer que não, mas há obviamente grande diferença.

Assim hoje para o almoço assei marmelos, daqueles que apanhei das minhas árvores. Regados com Licor Beirão e polvilhados com açúcar amarelo.

Bom... só posso dizer que estavam fantásticos. Pena foi que tive de os tirar do forno muito tempo antes do almoço e assim o molho acabou por secar e ficar autêntico caramelo.

Por vezes dá.me para estas experiências gastronómicas.

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