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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O nada e o tudo!

Nunca tive na vida o que sempre pretendi, mas apenas aquilo que precisava ter.

Também é certo que nunca ousei ser mais do que sou hoje: um homem simples. Gosto de acreditar nas pessoas. pensar que elas serão como eu. Todavia tenho a consciência perfeita que cada um é como é, e o que será importante para mim não será igualmente o melhor para os outros.

Acima de tudo gostaria de viver em paz. Não imagino quanto tempo ainda viverei, mas seja como for os dias, semanas, anos que possa ainda estar neste Mundo gostaria que fosse sereno, pacato e cuidado.

Dou por mim em casa a olhar em meu redor e perceber que muito do que ali está não só é meu, mas tem uma estória atrás. Porém um dia, quando eu já não existir, tudo será condensado em caixas de papelão e entregues a um sucateiro ou alguém que recolha as velharias espalhadas pela casa.

Não vou querer saber até porque não estarei por cá para sentir essa tristeza. E ainda bem!

Portanto tenho uma casa repleta de nadas, mas que no fundo são tudo para mim!

No rescaldo das eleições!

Após os resultados definitivos andei a fazer contas. Daqueles parvas, para com elas perceber quem será o próximo PR.

A escolha recairá entre António José Seguro e o candidato que ficou em segundo lugar. Um de esquerda dita democrática e o outro daquela direita tão radical e imbecil que até irrita. Não é o que diz que me irrita, mas tão somente os que crêem nele! Enfim...

Coloquei os votos obtidos em três colunas. Numa a votação dada à esquerda (António José Seguro, Catarina Martins, António Filipe, Jorge Pinto e André Pestana) e que somam 2 013 225 votos. Noutra obviamente os do centro-direitra à direita radical (Cotrim de Figueiredo, Marques Mendes e o tal) e que somam 2 866 613 votos. Na terceira ficaram aqueles candidatos híbridos porque não se definiram politicamente de esquerda ou direita ou porque estão nisto por brincadeira e fazem muuuuuito bem (Gouveia e Melo, Manuel João Vieira e Humberto Correia) tendo obtido 760 612 votos,

Feitas as contas e respectivas diferenças temos que os candidatos do Centro à direita tiveram mais 853 388 votos que a esquerda toda.

Porém e não obstante esta diferença, parece que o candidato apoiado pelo PS irá ser o próximo inquilino do Palácio do Belém. E ainda bem acrescento eu, até porque de malucos, tontos e desvairados está o país cheio e farto.

Marques Mendes já declarou que não endossa os seus votos o que subtilmente dá a entender que os seus votantes podem votar em quem quiserem, mas tendo em conta o que foi dizendo nalguns debates a direita radical não seria a sua preferência.

Faltam os eleitores da terceira coluna, os tais híbridos, que terão de dispersar o seu voto.

Mas sinceramente não estou a ver alguém a ter votado no Almirante a encostar-se à direita. Mas em política tudo é possível!

Dito isto termino com a sensação de que os próximos anos de governação não irão ser pera doce para Luís Montenegro.

O povo é que tem razão: quem se mete em atalhos mete-se em trabalhos!

'Bora lá?

Nunca tive o gosto de comprar bravatas ou demandas. Também não será agora, já com idade para ter juízo, que a irei comprar. Era o que mais faltava.

Escrevia alguém num comentário a um postal meu que me sentia misterioso. Eu diria que me sinto triste, profundamente triste pelo desaparecimento do universo blogosférico da SAPO.

Contudo eu próprio coloco a mim a pergunta: porquê? Porquê esta tristeza, este estado quase amorfo em que me encontro só porque encerra uma plataforma?

A resposta é fácil! Provavelmente demasiado fácil e quase evidente. É que desde que aqui entrei sempre recebi de todos, seja dos leitores, comentadores e obviamente de toda a equipa da SAPO, uma atenção e uma deferência para as quais nunca fui habituado.

A escrita sempre esteve na minha vida, especialmente quando comecei a ter consciência de como aquela era importante para o meu bem estar mental.

Com o avançar da vida e anos andei por muito lado no que à escrita diz respeito, mas quando aqui aterrei, em 2008, senti logo que estava no lugar certo.

Por tudo isto é que me senti triste neste início de semana. Mas como diz a sabedoria popular "quando se fecha uma porta, abre-se uma janela".

Portanto... 'bora lá abrir janelas... Muitas! Diferentes! Apelativas! Vivas! Corajosas!

A gente lê-se por aí...

A luta vai ser dura companheiro!

A decisão de fechar a plataforma SAPO aos blogues não caiu bem a ninguém deste sapal. Percebe-se que os feicebuques, tiquestoques, instagrames e demais redes estejam a absorver o que a blogosfera tentou fazer durante anos.

É verdade que tudo nesta vida é demasiado volátil e as únicas certezas que realmente temos é que morreremos um dia e a certeza do nosso passado.

É então neste ponto - nosso passado - que vai este meu texto.

Quanto mais penso nisso mais fico com a sensação de que as razões para a futura limpeza de mais de vinte anos de comunicação, está muito para lá da simples questões financeiras. Obviamente que não tenho provas do que escrevi, mas repito é somente uma sensação.

Entretanto, entre muuuuuuuuuuuuuita gente que publicamente foi mostrando o seu desagrado pela triste decisão de tudo encerrar no que â blogosfera diz respeito, a excelente poetisa Maria João Brito de Sousa escreveu hoje este faaaaaaantástico poema, onde em palavras simples, sentidas e coerentes, diz tudo. E reivindica...

Temos pela frente uma luta. Uma luta dura!

Como cantava o meu, já falecido, bom amigo Alfredo Vieira de Sousa com o seu grupo Outubro nos idos anos 70. Parece que nunca uma canção teve tanto ver com este bravata como esta.

 

A gente está prestes a deixar-se de ler por aí!

O grande "artista da bola"!

Diz a sabedoria popular que "mais vale cair em graça que ser engraçado"!

Esta máxima seria convertida em realidade factual quando entrei para o Banco de Portugal. Como nunca caí em graça depressa percebi que o ser engraçado jamais me traria mais desafios ou melhores acometimentos.

Deixá-lo! Sentia-me muito melhor a ser o que era do que lutar por algo que poderia não ter competência. Por muitos não pensarem como eu é que os chefes que tive eram gente fraca, mais preocupada com a sua imagem para cima que para baixo.

Raramente vi um líder, alguém que soubesse estimular a equipa, que colocasse o interesse da empresa à frente do seu interesse pessoal.

Deu-se muita formação às chefias, mas foram muito poucos os que mostraram algum merecimento e lucidez. Curiosamente ao pensar neste tema recordei aquele caso dos mineiros no Chile que durante 17 longos dias ficaram encurralados a mais de 600 metros de profundidade. De tudo o que aconteceu àquela gente, sobressaiu Luis Úrzua (um herói improvável) que sem qualquer formação de liderança mostrou ser o homem ideal no momento preciso.

Daqui se retira que a liderança de uma empresa, de um negócio não se demonstra quando as coisas correm bem, mas essecialmente quando há problemas. Uma boa liderença percebe-se na perspectiva que alguém tem para o futuro.

O que irá acontecer à blogosfera da SAPO é sinal evidente de que não houve uma visão lúcida do que pode trazer o futuro para a plataforma. E se daqui a uns tempos esta encerrar portas definitivamente em todas as suas valências, talvez aí, talvez alguém pergunte quem foi o "artista da bola" que originou a coisa e como se chegou aí!

Provavelmente nessa altura seja tarde demais!

Memória de mim!

Nunca me preocupei pela forma como um dia serei ou não recordado. Geralmente esta ideia só surge quando já somos ou muito velhos ou prestes a embarcar para o outro lado.

Ainda por causa da distribuição dos meus livros telefonei a um antigo colega (ainda no activo) e amigo a questioná-lo sobre a morada. Ele deu-me outra e depois acabámos por falar do trabalho. Confessava ele:

- Mesmo depois deste tempo todo longe da empresa ainda fazes muita falta. Lembro-me tantas vezes de ti...

Agradeci, mas imaginei que estivesse a exagerar. Devolvi-lhe este meu pensamento ao que ele deu um troco inesperado:

- Sabes que um destes dias houve um problema, depois do apagão, que ninguém, em tempo útil, conseguiu resolver. No meio de tanta barafunda houve alguém que disse em voz alta que se tu cá estivesses o problema estava já resolvido.

Eu nem comentei, mas só imaginei como deveria ter ficado o meu antigo chefe com quem tive tantas e ásperas bravatas, o tal que um dia me disse que tinha um complicómetro dentro da cabeça.

Despedi-me do meu amigo para finalmente poder sorrir. 

Ser assim lembrado não é nada mau!

A gente lê-se por aí!

O futuro sem tempo!

Esta tarde encontrei um antigo colega de trabalho. Com idade para ser meu filho é hoje um alto quadro da empresa. O curioso é que foi ele que me abordou.

Cumprimentos para cá e para lá quando a determinada altura pergunta o que faço na minha reforma, respondo-lhe com os netos e... os livros.

É nesta altura que ele se surpreende com as minhas actividades, nomeadamente a que se refere à minha escrita, quando faz a pergunta sacramental:

- E escreves sobre o quê?

Esta é uma daquelas questões para a qual eu ainda não consegui arregimemtar uma resposta a preceito. Nesta altura fico sempre com a sensação que a aprovação da minha acção ficará condicionada ao que escrevo. Se for um romance terá um nivel de aprovação maior que aquele constituído por pequenas estórias como são os meus livros.

Tenho consciência que escrever um romance será um acto de enorme valentia e empenho. De suor e muitas lágrimas. De avanços e muitos recuos e, acima de tudo, de muito, muuuuuuuuuuuito trabalho.

Já para não falar de investigação!

Muitos dos meus leitores vão apertando comigo para que escreva um romance. Sei que têm razão no pedido, mas tal como escrevi acima, para tal necessito de tempo, muito tempo algo que não abunda por aqui.

Portanto... o melhor mesmo é ir vivendo um dia de cada vez e tentar perceber o que diariamente podemos conquistar!

A gente lê-se por aí!

O Papa que se segue!

Sinceramente não gostaria de estar no lugar de nenhum dos Cardeiais elegíveis para Papa.

A fasquia do Papa Francisco foi tão elevada que mui dificilmente o que lhe suceder, por muito bom que seja, terá óbvias dificuldades em alcançar a matriz deste pontificado... franciscano.

Por isso já li que alguns Cardeais assumiram terem algum receio ao serem escolhidos. Bem vistas as coisas percebe-se porquê, já que Francisco esteve muito mais próximo da ideia de Cristo que algum dos seus antecessores.

Foi hoje a sepultar o Papa dos pobres, dos indefesos, daqueles de quem ninguém escutava a voz. E sim Francisco fez-se ouvir por eles, por muitos outros, enfim por todos, todos, todos.

Partiu um Papa para a Eternidade, outro chegará!

Diferente do seu antecessor, mas com a mesma responsabilidade: a de divulgar a Palavra de Deus pelo Mundo.

O futuro da igreja católica!

Para muitos católicos e até não católicos mas que viram sempre em Francisco um exemplo de tenacidade na mudança da mentalidade da igreja, o problema do recente desaparecimento do Papa argentino prende-se com o seu sucessor!

Não interessa se vem de África, América, Europa ou Ásia... o que conta mesmo é saber que fará o próximo herdeiro da cadeira de S. Pedro.

Francisco assumiu muito os erros da Igreja, nomeadamente os abusos sexuais. Aceitou a presença das mulheres numa relação mais próxima, como percebeu que as opções sexuais de cada um não eram uma doença, mas eram isso mesmo uma opção... de amor.

Agora vamos caminhar para o desconhecido. Há quem fale de cardeais mais à esquerda de Francisco e prontos para levar uma maior modificação na igreja, outros mais ortodoxos preferem um recuo das ideias do Papa ora falecido. Como assumem todos será o Espírito Santo a escolher o sucessor de Pedro.

A igreja necessita rapidamente de uma renovação. Provavelmente há século e meio não olhavam para o telefone como algo útil. Hoje todos os padres têm telefones inteligentes e usam as redes sociais para divulgar a palavra de Deus.

Deste modo a igreja terá, mais tarde ou mais cedo, de se adaptar a uma nova e diferente realidade.

Finalmente... sei que a Igreja é a esposa de Cristo, mas esta relação pode não ser suficiente para que a actual comunidade católica continue a crescer.

Sempre a somar!

Faço hoje 66 anos.

Provavelmente para muitos que aqui aparecem dirão: já tem idade para ter juízo e não se meter nestas andanças de blogues e de escrita.

Por vezes até dá para concordar com eles, porém a maioria das ocasiões estou muito longe dessa vontade e desejo e... acabo por ir arriscando.

Há quem diga também que a idade é somente um simples número. Eu acrescento que é um algarismo arrepiante, pois jamais pensei chegar a este singelo par.

Ora bem... sempre que chega a este "meu" dia do ano, dou por mim a relembrar o passado com (a)normal nostalgia e saudade, mas outrossim a temer o futuro. Não que tenha qualquer receio de morrer, mas não gostaria que os meus descendentes vivessem neste Mundo permanentemente em guerra. Pois é, isto preocupa-me deveras!

Jamais serei um homem rico em dinheiro e bens, mas também tal não me tira o sono até porque o vil metal, vá eu para onde for depois de morto, não me servirá para nada.

Por tudo isto prefiro deixar aos meus descendentes, filhos e netos, o meu singelo testemunho como homem que tenta ser o mais exemplar possível e os meus paupérrimos livros como alguém ligado ao Mundo de escrita.

Lembrem-se: a vida passa por nós num ápice. 

A gente lê-se por aí!

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