Quem passa por este espaço sabe que sou do Sporting Clube de Portugal e gosto muito de ir ao futebol. Ora hoje foi um desses dias de..."bola"!
Mas ao invés de outras vezes desta vez fui sozinho. Levei o carro até ao local onde o costumo deixar e após um pedaço a fazer tempo (o frio de fim de tarde também não ajudou a sair mais cedo do conforto da viatura!!!) pus-me a caminho.
Sentei-me no meu costumado e reservado lugar e senti-me quase despido por ter ninguém ao meu lado! Ninguém dos que comigo costumam a ir ao estádio (o meu filho mais velho, o meu sobrinho e um amigo deste), apareceram. Mas também já sabia que iria ser assim, porque nenhum deles havia comprado a entrada para todos os jogos.
Mas repito senti falta dessas companhias. Podemos não ter as mesmas ideias para o nosso clube ou sobre as diferentes equipas, todavia ir à bola sozinho é algo que quero evitar a todo o custo, Senti-me despido, nu, desamparado.
E o resultado até foi muito bom. mas ir "à bola" sem a minha malta, não tem gracinha nenhuma.
O futebol tem esta estranha magia de tudo se esquecer desde que o nosso clube ou a nossa selecção ganhe.
Não importa se durante ene jogos se fizeram exibições horríveis perdendo ou empatando jogos, pois basta que cheguemos aquele lugar… e fica logo tudo bem!
O caso da nossa selecção é desta ideia um exemplo paradigmático. O grupo de acesso ao Mundial seria talvez dos mais fracos e mesmo assim a equipa de Portugal teve de guardar para o último jogo o carimbo no passaporte para o “FIFA WORLD CUP 26”.
Agora vai ser tempo de os responsáveis pela selecção nacional procurarem com cuidado e acima de tudo com assertividade os melhores jogadores portugueses de forma a formarem uma equipa com qualidade e vontade.
Mas é neste ponto que esbarra a competência do (ainda) seleccionador nacional (escrevo sempre o ainda entre parêntesis na vã esperança que abandone o cargo antes de ser mais incompetente).
Na verdade Roberto Martinez não surge com um grande nome no futebol. Ganhou uma taça de Inglaterra ao serviço do Wigan, mas sinceramente parece-me fraco currículo para alguém que está a liderar umas das melhores selecções do Mundo (no ranking da FIFA a selecção nacional encontra-.se em 5º lugar).
Já aos comandos de Portugal ganhou este Verão a Liga das Nações que é, a meu ver, um troféu menor… Agora poderá vir a ter o Mundo a seus pés, mas para tal necessita ser mais competente. Muuuuuuuuuito mais.
Caber-lhe-á em breve ou provavelmente até já, estudar o enormíssimo dossier de óptimos jogadores lusos, de forma a convocar aqueles que parecem estar melhor e não apenas os que jogam fora do país, seja na Inglaterra ou no Burkina Fasso.
Entretanto no próximo dia 13 de Dezembro decorrerá na Suíça o sorteio do evento que se realizará entre 11 de Junho e 16 de Julho do próximo ano.
Nota final para a assumpção de muitos de que CR7 irá participar em mais um Mundial! Todavia fica a questão: depois de Dublin bem recente terá Cristiano Ronaldo capacidade para assumir mais este compromisso?
Terminou em Dublin um jogo, que deve ser mostrado a todos os futuros seleccionadores nacionais, com exemplo do que não pode voltar a acontecer.
O senhor Martinez, (ainda) seleccionador de Portugal, deveria ser já despedido com justíssima causa e sem direito a um chavo que fosse de indmnização. Tem sido, desde que assumiu as funções de seleccionador, uma parte enorme do problema e nunca foi uma solução.
Enfim... a FPF é que (não) sabe!
Portugal foi hoje brava e justificadamente humilhado por uma equipa muito mais fraca, pelo menos em termos de ranking. Não teve fio de jogo, ninguém sabia o que haveria para fazer e a defesa uma nulidade, prova evidente que ninguém estudou a equipa adversária. Ou se estudou... não percebeu o que viu!
Há muuuuuuuuuuuuuuuito que desconfio da FPF. Esta entidade é um antro de gente incompetente, só desejosa de lugares na UEFA/FIFA. Desconfio ainda da subserviência aos grande empresários de jogadores que lhes devem untar as mãos por convocarem os seus clientes. Certamente que não tenho provas do que escrevi, mas quando em 2020/21 o melhor português a jogar em Portugal e melhor marcador não calçou as botas da selecção, quer dizer alguma coisa.
A FPF precisava desta vergonha e espero que não fique por aqui... de modo a que alguém faça algo diferente, que será sempre melhor do que até agora.
Entretanto os defensores da selecção (ainda há por aí alguns!!!) dirão em defesa: ai e tal ganharam a liga das Nações em Junho! Mas isso interessa a alguém? Sinceramente?
O problema não foi só perder este jogo, mas a forma como toda a equipa se apresentou em campo. Um exemplo completo de desnorte. E este problema não é só de hoje. Desde Fernando Santos, que foi campeão europeu sem saber como, que eu não vejo a selecção Nacional jogar uma partida como deve ser. Uma só para amostra. O último grande jogo que vi e relembro foi o Suécia-Portugal e era treinador um tal de Paulo Bento. Desde aí... só pobreza franciscana.
Isto hoje foi de tal maneira mau que até o atleta mais rico do Mundo acabou expulso com cartão vermelho directo. A primeira vez na selecção. Quem diria?
Não se pode chamar a isto apenas azar, mas incompetência, arrogância e incapacidade de autocrítica. Se a este cocktail lhe acrescentarmos um whiskey irlandês...
Termino com esta constatação: tenho saudades de puxar pela nossa (verdadeira) selecção Nacional.
Fazia tempo que não ia ao futebol sozinho! Ui já nem me recordo há quantos anos... Porém hoje teve de ser.
Aquando na renovação do meu lugar no estádio do Sporting, ainda antes de principiar a época, poderia ter escolhido não ir ver a Liga dos Campeões. Mas mas a LC merece um olhar sempre mais atento e os jogos são sempre diferentes (tenham como exemplo o Sporting-Manchester City do ano passado).
Só que os meus colegas de bancada este alho encolheram-se e ficaram a ver no estádio "Sofá"!
Sai de casa pouco depois das seis da tarde e levei o carro até à estação de Metro. Aqui comprei bilhetes e lá fui naquele transporte que usei diariamente enquanto trabalhador no activo. Saí no Marquês, mudei de linha e eis-me então eenvolvido numa multidão de verde vestida.
Até chegar à estação do Campo Grande o comboio subterrâneo foi enchendo, enchendo, enchendo. Olhei em meu redor e percebi o interesse de alguém naquelas mensagens que outrém que estava bem sentada enviava via telemóvel. Depois um outro casal que falava sobre uma nova casa. Não percebi se era dela ou dele. Entalada entre mimn e um jovem de mochila uma jovem de auscultadores sem fios nos ouvidos ia trauteando algo que escutava.
Tantos pequenos Mundos em meu redor!!
Chegado ao Campo Grande as portas abriram-se e vomitaram centenas de adeptos de t-shirts, cachecóis e demais apetrechos próprios para um jogo de futebol.
Saí da estação normalmente e fui procurar a entrada devida para o meu costumado lugar.
Decorreu o jogo, o Sporting ganhou, não obstante muitos impropérios ao meu redor e as minhas unhas roídas. Mss geralmente será sempre assim.
Encerrada a contenda regressei a casa. Se para o Estádio levei o cachecol guardado e t-shirt tapada, não fosse o Diabo tecê-las, especialmente na viagemn antes de chegar ao Marquês, agora regressei a casa todo equipado e sem qualquer problema com a minha verde indumentária.
Desta vez o Metro estava menos cheio. Provavelmente alguns adeptos ficaram nas roulottes a comemorar!
Sem blogue sportinguista onde possa perorar sobre o meu clube de coração venho para aqui esgalhar umas linhas sobre a nova época que, como sempre, inicia-se com uma polémica em redor de um jogador que foi fundamental no bi-campeonato.
Para já vi na televisão o primeiro jogo deste Sporting versão 2025/26 e que resultou numa derrota contra a equipa escocesa do Celtic, também ela campeã no seu país e que coincidentemente também equipa de verde e branco. Portanto hoje a vitória seria certa para os de verde, ganhasse quem ganhasse.
A equipa leonina entrou em campo com menos tempo de preparação que o Celtic, mas durante a primeira parte mostrou alguma competência faltando obviamente algumas rotinas, tendo em conta a ausência de um verdadeiro ponta de lança ora em parte incerta.
Chegado o intervalo com um empate sem golos foi a altura do treinador leonico principiar a fazer substituições. Que sinceramente não corrreram muito bem, exceptuando talvez um jogador oriundo da Georgia fazendo a sua estreia perante muito publico e que tem um nome impronunciável.
Uma grande penalidade e uma bola corrida foram suficientes para o Celtic de Glasgow levar de vencida um Sporting amorfo, a ter que repensar a sua forma de jogar. Daí haver a pré-época.
Regressaram, portanto, as minhas emoções clubísticas, para dia 31 também neste estádio voltar a ver o Sporting a lutar, de forma oficial, pelo seu primeiro troféu.
Mas para as vozes críticas que começarão a zombar deste Sporting, continuo a assumir que não gosto nada de ser o campeão da pré-temporada.
É sabido que a memória do ser humano é uma coisa assim para o estranho.
Enquanto num computador, quando guardamos alguma informação fica tudo lá sem haver qualquer expurgo, a memória humana pode ou não guardar a informação. Depende unicamente daquilo que a pessoa tem interesse.
Exemplifiquemos... Nunca usei a minha memória para guardar datas históricas. Sei lá em que dia e ano morreu um qualquer rei português. Ou uma rainha. Nem em que data principiou uma determinada guerra ou revolução. Sei a do 25 de Abriu porque a vivi... fora isso não sei nem pretendo saber.
Mas ao invés sei de cor um conjunto de números de telefone de uma série de gente. Família e amigos, assim como sei datas de aniversário da toda a malta cá de casa e demais amigos
Porém conheço quem saiba todas as datas das vicissitudes dos nossos reis e rainhas, episódios reais e demais eventos supostamente históricos. Mas pasme-se não consegue decorar o pin do telemóvel ou do cartão multibanco. E muuuuuuuuuuuuuuito menos uma simples senha de acesso à caixa de correio electrónico.
Tenho por isso a certeza que a memória é algo muito selectivo.
Basta perceber o chorrilho de casos que os adeptos do Sporting e Benfica se lembraram do antigamente. Até Domingo ninguém se lembrava de quase nada!
Reconheço que o meu Sportinguismo é uma doença. Nãos sei se grave, mas mortal talvez, já que morro de amores por este clube.
Já escrevi que ser adepto é uma coisa, assim, inexplicável. Porque este e não aquele clube.
A minha primeira razão é familiar: pai, padrinho, tios, primos... todos do Sporting. Portanto só poderia ser deste enorme clube. A segunda é que para se ser do Sporting são necessários determinados valores que outros clubes não gostam de exibir.
Hoje estive em Alvalade onde o Sporting carimbou o seu bicampeonato. Mas não fui ao Marquês porque amanhã é dia de eleições e eu preciso de estar fresco para perceber em quem irei votar.
Dito isto... gosto desta alegria, deste sentimento de euforia que eu tento controlar. Mas a doença está cá...
E já disse a quem me escuta, quando morrer quero uma bandeira do Sporting por cima da urna. Daquelas grandes, enormes do tamanho da minha paixão por este clube!
Tenho de admitir que esta coisa de se ser adepto de um clube desportivo, ainda por cima se envolver futebol, é de doidos. Completamente!
Ontem fui ao futebol já que o Sporting jogava em casa e eu tenho lá a minha cadeira reservada. Não sei porquê ia pouco confiante para o jogo e, como é mais ou menos sabido, tive razão nas minhas desconfianças.
O estádio estava cheio com 44666 espectadores. Uma multidão assaz ruidosa no melhor sentido da palavra.
Como disse uma vez Carlos Queirós o futebol não é uma ciência exacta! Exactamente, não é! Daí o Sporting, líder da liga portuguesa, aos 20 minutos de jogo encontrar-se a perder. Um escândalo, um horror, uma tragédia. Pois... tudo isso, mas o jogo só termina quando o juiz da partida assim o indica e até lá...
Quando na segunda parte aos 82 minutos, o Sporting empata, a esperança, quase a roçar a reserva, reancendeu. Perto de mim vi alguns adeptos, minutos antes, a abandonar os seus lugares estranhamente descrentes de uma reviravolta no resultado. Que aconteceu já nos descontos.
A vitória estava agora ali à mão de semear! O fim do jogo colocou mais de 40 mil em delírio. E só havíamos ganho um jogo e não o campeonato!
Agora quem não esteve presente no estádio não consegue entender o que foi aquele sentimento quando o jogador Eduardo Quaresma fez o segundo golo. Em breves segundos as vozes ficaram roucas de tão alto gritarem GOOOOOOOOOLO. Os corações batiam acelerados e as lágrimas não foram só dos jogadores de campo, mas também dos milhares de adeptos presentes.
Adeptos: gente de muitas origens, de muitas culturas, de muitas idades, de muitas profissões, de muitos extractos sociais. Mas todos, todos, todos (como disse Papa Francisco) imbuídos do mesmo amor pelo futebol fervorosamente plasmado num clube de futebol.
Muitos estudos tentam explicar este sentimento.
E nenhum deles a conseguir racionalmente desmistificar este fenómeno humano!