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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Dois amores...

Quando era miúdo ouvia o meu pai falar muito de um tal de Arsenal. Futebolisticamente falando, claro!

Entretanto na Base Naval de Lisboa, no Alfeite, onde ele prestava serviço como militar da Marinha de Guerra Portuguesa, havia também um arsenal...

Para um miúdo a palavra era precisamente a mesma e vai daí, com alguma naturalidade, associei o clube às oficinas navais da Marinha.

Portanto só muito mais tarde percebi que eram sítios muito diferentes. E distantes um do outro...

Logicamente por via do que escrevi acima passei a gostar e a seguir o Arsenal... de Londres. Do qual até tenho um cachecol!

Ora como sempre apreciei José Mourinho, quando este treinador ingressou no Chelsea pela primeira vez, passei então a puxar pela equipa de Stramford Bridge (da qual também tenho um cachecol). Mesmo que jogasse contra o Arsenal, nessa altura, preferia que ganhasse o Chelsea.

Entretanto Mourinho saiu para outras aventuras e deste modo ao ver hoje a final da Liga Inglesa entre o Arsenal e o Chelsea o meu coração não pendia por nenhum dos lados. Ou melhor pendia pelos dois... Sinceramente!

Fiquei por isso contente pelo Chelsea tar ganho e muito triste pelo Arsenal ter perdido. Mas se o resultado fosse o inverso teria com toda a certeza o sentimento inverso.

É o que dá ter dois amores...

A (má) concepção do Sérgio!

Gosto de gente rebelde, de malta que não se verga a uma circunstância menos favorável, gente que luta por algo melhor. Mas gosto também de gente educada e acima de tudo bem formada.

Então no desporto todas estas razões fazem ainda muito mais sentido.

Sérgio Conceição como jogador foi um campeão, mas foi outrossim o tal rebelde que falei acima. Sempre pronto para uma demanda desportiva. Fundamentos que acabou por trazer para a sua função de treinador.

Todavia custa-me perceber que os anos não lhe tenham dado calo e experiência suficiente para enfrentar com estoicismo e alguma naturalidade as vicissitudes da sua vida desportiva. Porque se hoje perde, amanhã ganhará. Ou vice versa.

Pois bem, no passado final de jogo nas Antas, em que o Sporting perdeu, o treinador portista agrediu o guarda-redes leonino. Entretanto hoje Sérgio Conceição na tribuna presidencial não cumprimentou de propósito o Presidente do Sporting, numa atitude anti-desportiva que condeno olimpicamente.

Obviamente que nestas relações desportivas não temos de ter “em cada cliente um amigo” como soe dizer-se, mas um pingo de educação e formação é o mínimo que se exige. Especialmente a um treinador de futebol, líder de muitos homens que poderão ver nele um exemplo.

Neste caso um mau exemplo!

Não matem a galinha!

A incompetência a que chegou o Desporto-Rei que se joga em Portugal leva-me a pensar que alguém anda a tentar matar a “galinha dos ovos de oiro”. Só pode!

A verdade é que todos sem excepção se queixam da má qualidade do nosso futebol, quase sempre plasmada nas eliminações precoces dos diversos clubes das provas europeias ou na continua ausência de árbitros portugueses nos Europeus ou Mundiais da modalidade.

É óbvio que ninguém em Portugal gosta de pensar a sério neste problema. Uns porque são os constantes beneficiados, outros porque não têm força para contrariar esta dinâmica e há outros ainda que andam a ver onde param as modas para perceber a que lado se devem encostar para ver se “abicham” alguma coisa.

Este cenário poderá estar mesmo relacionado com a contínua quebra de contratos que a Sporttv tem vindo a sofrer. Certamente que ninguém quer ver um jogo onde há uma enorme diferença de análise dos lances semelhantes e onde os comentadores invariavelmente despejam as mesmas teorias contra uns e a favor de outros. Os especialistas usam para aquela diferença de análise um jargão muito próprio a que dão o pomposo nome de… critério do árbitro. Seja!

Deste modo o futebol luso está a passos largos de tornar-se uma espécie de Wrestling americano onde os combates parecem ser a sério, mas onde rapidamente se percebe que está tudo previamente combinado. O público mais novo, quiçá, ainda acredita, mas os mais velhos já sabem ao que vão. Mas divertem-se… E isso é, para os americanos, o mais importante.

Todavia neste rectângulo à beira mar plantado e ingovernável tudo é válido, tudo é justo desde que o clube do nosso coração ganhe. Sempre foi assim, é e será!

O pior é que não prevejo um futuro muito risonho. Os dirigentes mais novos sofrem do mesmo mal que os mais velhos (aquilo é maleita que se pega!) e deste modo este rame-rame manter-se-á matando de forma definitiva a tal galinha.

Provavelmente um dia (que será tarde demais!!!) alguém virá finalmente a terreiro afirmar: eu não falei?

Nessa altura a ave não passará de uma azeda canja!

Recado para CR7!

Desde que foste para Turim andei sempre intreressado na tua já longa carreira e por isso imagino que devas estar uma fúria.

Calculo que essa tua postura de campeão tenha levado um duríssimo golpe.

Prevejo que o prémio para o melhor do Mundo ficará novamente em Espanha.

Mas companheiro... já devias saber que nem sempre se pode ganhar!

E convenhamos... a Juventus hoje não jogou... um caroço!

Dérbi!

A poucas horas de mais um derbi lisboeta e sendo eu um amante de futebol daqueles incuráveis, gostaria de pedir algumas coisas para este jogo:

1 - que as claques se portem e comportem à altura do desafio;

2 - que os adeptos puxem pelas suas equipas de forma ruidosa como é normal, mas sem usarem do palavreado baixo e vil que só ofende quem o profere;

3 - que os intervenientes mais directos joguem bem pois o futebol é, para além de um desporto, um espectáculo que se quer, de preferência, muito bom;

4 - que os árbitros apitem as faltas existentes e não aquelas que pensam ou imaginam que existiram;

5 - que os treinadores ousem!

6 - finalmente e sem quaisquer pruridos que ganhe o Sporting.

 

REALmente o maior não está em MADRID!

Hoje ninguém quer saber de Brexit. Hoje em quase todo o lado só se fala e escreve sobre CR7. O menino que muito novo saiu da Madeira para vir para o Sporting, que o acarinhou e lhe ensinou os primeiros passos neste mundo do futebol.

Depois… bom, depois toda a gente sabe o que aconteceu. Títulos e mais títulos, a cada jogo era mais um record batido, quando era preciso CR7 estava sempre lá.

Quando no Verão passado trocou de península muitos "paineleiros especialistas” alvitraram que Ronaldo assumira a sua decadência. Até ontem à noite!

Por aquilo que vi e tenho assistido em Espanha, nos últimos tempos, a queda é Real em Madrid enquanto em Turim há um reJUVEnescimento.

O que tentaram fazer no Verão passado, denegrindo a imagem de Ronaldo com uma qualquer americana “aberta” às maiores trafulhices desde que “abiche” um punhado de dólares, não foi suficiente para deitarem o capitão da selecção abaixo. Conseguiram somente que não fosse eleito o melhor do Mundo.

Todavia é em campo, nos momentos mais importantes, que os grandes atletas verdadeiramente se revelam. E Cristiano Ronaldo não deixou os seus créditos por mãos alheias. Mostrou porque continua a ser um fora-de-série e tornar-se-á muito em breve a maior lenda viva do futebol (se o não for já!).

Que o digam as capas de muitos jornais europeus nesta manhã de 13 de Março. Obviamente que o realce é mais evidente nos desportivos, mas numa rápida busca vi referências, quase todas com foto de CR, à vitória da Juventus sobre o Atletico de Madrid.

Finalmente assumo que enquanto CR estiver em Turim a Juve tem mais um adepto porque CR7 é mesmo o maior jogador de todos os tempos.

Diferenças!

O melhor jogador de 2018 vai jogar a Final da Liga dos Campeões... na Playstation.

Entretanto o renegado continuará no relvado a mostrar quem é o melhor do Mundo.

A UEFA e a FIFA devem estar orgulhosas da última escolha.

Termino com um slogan publicitário: quem tem CR7 tem tudo, quem não tem... fica pelo caminho.

Parabéns Cristiano!

Tristeza atroz!

A minha tristeza de hoje não se prende com o resultado do Sporting desta noite. Acontece. Mas pela forma displicente, amorfa, lenta como a equipa abordou o jogo.

É uma tristeza ver profissionais de grande qualidade técnica jogarem tão pouco. Parecia que estavam a fazer um frete. Olvidando que o clube é que lhes paga. Principescamente!

Provavelmente a maioria da assistência de Alvalade não ganhará num ano o que estes meninos ganham mensalmente.

Haja respeito!

Spooooooooorting!

Tomando em consideração o que se passou no Verão passado no Sporting, nunca imaginei que voltássemos a ganhar a Taça da Liga.

No entanto tenho a perfeita consciência que este é um troféu menor, principalmente por aquilo que aconteceu há uns anos no Algarve. Mas pronto a Taça é nossa e somos os campeões de Inverno.

Mas há três coincidências nestes dois troféus ganhos:

1 - O Sporting não ganhou nenhum jogou nos 90 minutos;

2 - O FCPorto foi sempre um dos adversários (meia-final o ano passado, final este ano);

3 - O Sporting ganhou ambos os troféus na casa do S.C. Braga.

Como comentava há pouco a Maria do Cantinho...

"Parabéns ao teu Sporting. 
Acho que tem de passar a jogar sempre em Braga, nós damos-vos sorte."

Será que não há duas sem três?

Agora vamos pensar na Taça de Portugal!

A tribo do futebol!

No futebol como na política há também o "estado de graça" que corresponde a um determinado espaço de tempo em que se faça o que se fizer, bem ou mal, tudo é aceite com naturalidade e bonomia.

Cheguei há pouco da bola. Fui ver o meu Sporting ganhar a uns toscos ucranianos que jogaram muito pouco. Tão pouco que obrigaram o Sporting a jogar também pouco. Ou melhor a jogar o quanto baste para levar de vencida esta equipa oriundo de muito longe.

O actual treinador do Sporting vive assim aquele tal "estado de graça" de que falei acima. Estivesse o antigo treinador José Peseiro ou até o mais recente treinador do Chaves, Tiago Fernandes, na frente da equipa de futebol do Sporting e muitas críticas se escutariam por aquela escadaria fora, no final do jogo.

Ao invés, para além da alegria estampada nos adeptos por mais uma vitória leonina, a maioria concordava com a forma como o treinador fez entrar jogadores novos, oriundos das camadas mais jovens, dando-lhes uma oportunidade de se mostrarem não só aos adeptos como à Europa, sempre tão sequiosa de novas estrelas.

Tudo isto para concluir que a tribo do futebol é realmente muito estranha (eu incluído!), pois o que hoje é verdade amanhã é uma enorme mentira. E vice-versa.

Não estou a dizer nada que não se saiba já há muito tempo (obrigado doutor Pimenta Machado). Todavia nunca o havia constatado de maneira tão vincada como hoje assisti!

É assim a tribo do futebol... Volátil!

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