Em viagem! #2
O dia de hoje principiou muito bem com um pequeno almoço fantástico. Só acepipes que comi com gosto e vontade.
A estrada esparava-nos e lá fomos visitar o ex-libris da cidade: a Fundação da Casa de Mateus! Um local muito bonito e que eu andava desejoso de visitar.
Todo este local é fabuloso, não só pela localização, mas acima de tudo pela conjugação de diversos factores donde se realça obviamente o lindíssimo edifício e os arranjadíssimos jardins,
se bem que esta época do ano não seja a melhor para este tipo de jardins, acima de tudo pelo imenso calor que por aqui se vai sentindo.
Acabei também por visitar a casa no seu interior onde entre mobiliário antigo, loiça, quadros e livros realço uma edição de "Os Lusíadas" em pergaminho que José Maria, 5º Morgado de Mateus, mandou imprimir pouco mais de 200 cópias e ofereceu-as às reais casa da Europa, sendo hoje uma obra de valor incalculável.
Doversos móveis com diferentes origens donde se destacam os lindíssimos contadores.
Feita a visita foi o momento de entrar na Capela que me pareceu ser pobre, não estando ao nível do restante palácio.
Segui, após muito tempo no palacete, para Murça. Outra vila que estava na minha ideia um dia visitar. A tal que tem no meio da praça principal uma tosca estátua de pedra com a aparência de uma porca. Contam-se sobre esta pedra/animal/estátua uma série de fantasias, mas eu não cheguei a escutar nenhuma.
Cá para mm, que percebo pouco daquilo, parece-me mais um javali, mas isto sou eu...
Após um almoço de posta barrosã, óptima por sinal, fui calcorrear as Caves da Adega Cooperativa de Murça, devidamente acompanhado e onde tive a oportunidade de perceber como as uvas chegam às nossas mesas transformadas em bom vinho.
Fica aqui apenas o armazém dos barris.
Quando saí desta vila o carro marcava 40 graus e eram ainda três e meia da tarde.
Pela estrada de regresso a Vila Real pude ainda perceber muito que os incêncios devem ter destruído nesta zona. Pinhais e castanheiros em profusão que é parte do parque do Tua.
Já na capital de distrito e após um breve descanso parti para fazer os passadiços do Rio Corgo. São curiosos, mas e mais uma vez este circuito deve ser muuuuuuuuuuuuito mais bonito no inverno ou na primavera essencialmente pela água que o rio deve levar. Mas não é desengraçado.
De regresso à praça principal de Vila Real fiquei com a certeza de ser uma cidade bem acolhedora e muito simpática.
Amanhã teremos novas aventuras.
Até lá a gente lê-se por aí!