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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Vício a quanto obrigas!

Cada um de nós tem normalmente os seus pequenos ou grandes vícios. Uns quase passam despercebidos, todavia há outros que se vêem à légua. Mas pronto... não me cabe criticar, constato apenas, até porque eu próprio já pertenci ao clube...

A manhã desta sexta feira acordou assim para o gelado. Tão fria que estava que eu, que até nem sou muito friorento, reconheci a fresquidão matinal. O problema nem era propriamente o frio mas unicamente um vento irritante e persistente que gelava toda a gente.

Como habitualmente tenho sítio certo para tomar o meu pequeno almoço. Já de regresso ao trabalho passo por uma pastelaria que tem uma esplanada.

Corria o tal frio gelado, as pessoas passavam apressadas procurando o calor dos gabinetes, os carros teriam os aquecimentos ligados, com toda a certeza.

Com tudo isto há uma jovem que tomava o pequeno almoço na tal esplanada. O empregado vem lá de dentro e perguntou-lhe:

- Não quer ir lá para dentro?

- Não, obrigada. Fico aqui fora porque posso fumar...

Rapidamente tiro a minha conclusão: vício a quanto obrigas...

Banho no mar: coragem precisa-se!

Adoro praia.

É o único momento em que realmente descanso. Depois a permanente presença do mar e aquela minha velha paixão de querer ser marinheiro...

Finalmente a companhia de um bom livro. Já para não falar da presença sempre importante da família.

No entanto a ida à praia requer (quase) sempre um banho de mar.

Pois… mas é aqui que a "porca torce o rabo" e eu que até sou encalorado, quando é para entrar lá dentro daquele verde... 

Tudo porque a praia que frequento tem uma água que deve ser importada directamente do Pólo Norte de tão fria que é. De quando em vez lá vem uma corrente vinda de sul que trás um pouco de temperatura e com isso consigo conviver.

Contudo estes últimos dias têm sido ultrajantes para mim. Assumo.

Sempre que entro no mar sobe-me aquele arrepio que quase fico paralisado. Falta-me a estaleca para enfrentar não as ondas, mas tão-somente o gelo daquele mar.

Portanto… banhos de mar… coragem precisa-se!

Como arrefeceu na cidade!

Cheguei cedo a Lisboa. Como sempre.

Distribuí a minha malta pelos diversos locais de trabalho e finalmente estacionei no local devido, perto do meu trabalho.

A manhã acordava com muito movimento e ar fesco, todavia ainda assim agradável.

Entrei no "Open Space" onde me cruzei com as senhoras da limpeza. Liguei o computador, esperei que arrancasse, vi os mails e decidi por último tomar o pequeno-almoço.

Demorei precisamente meia-hora. O suficiente para perceber que a cidade fora, num ápice, totalmente invadida por um nevoeiro húmido e por muito frio. De tal forma que em muito pouco tempo as minhas mãos ficaram geladas.

O curioso é que no final da manhã levantou-se o nevoeiro, surgiu o sol, mas o frio não amainou. Bem pelo contrário... este veio para ficar.

Os meus dedos enregelados que o digam.

 

Ser criança

Pois é... à beira mar olho para as crianças e percebo que nenhuma delas tem frio quando entra na água do mar.

Deste modo penso muitas vezes que gostaria de voltar a ser miúdo, não para escutar ralhetes, mas para não ter qualquer medo da água gelada, que vai invadindo as nossas praias.

Ser criança é isto também!

 

 

Finalmente chegou o frio!

Já era mais que tempo de surgir o frio.

Após uns dias de calor em excesso que me obrigou a trabalhar em tronco nu, tal era a canícula, eis que chega assim de repente um frio (quase) glaciar e que vai obrigatoriamente encolhendo os traseuntes.

Até eu,que não me considero friorento, reconheço que esta brisa geladinha não deve ser menospresada. Amanhã, se a previsão do tempo frio assim se mantiver, terei de me municiar de vestes mais quentes.

O tal de verão de S.Martinho parece que, este ano, não quer nada connosco.

No entanto, está óptimo para temperar o vinho novo que, melhor que ninguém, adora o frio.

Sabedoria popular

A sabedoria popular é fértil em ditos e analogias. Alguns deles perderam alguma força e propriedades porque o mundo evoluíu... E de que maneira.

Porém há um que se pode aplicar aos dias de ontem e hoje e que reza assim:

"Para o S. João guarda tu o teu melhor tição". A prevenir que neste dias de Junho há alguns que podem surgir frios e desagradáveis!

E não é que este ano uma Primavera fria e chuvosa quis fazer das suas?

Dois dias passados com muito frio. O que não é vulgar a uma semana de iniciar o Verão.

Pois... A sabedoria popular a ter uma vez mais razão.

Viagem em dia de Ano Novo!

Voltei à Beira Baixa.

Ontem à noite quando cheguei até nem parecia estar muito frio… Pura ilusão. Dez minutos mais tarde já todos tiritávamos. Logo se ligou um aquecimento e o ambiente acabou por melhorar.

Hoje levantei-me cedo. O dia começava ainda a nascer e saí em busca de pão fresco. Regressei quase frustrado porque a padaria não havia cozido. Mas não vim de mãos a abanar.

O céu estava límpido e o sol fez a sua imponente aparição. Quando entrei na terra, esta estava branca. O gelo da noite, mesmo banhado pelo astro rei, ainda não desaparecera. Um manto alvo atapetava a erva rasteira e resistente.

Curioso foi a charca. Desta exalava nuvens de vapor como se a água estivesse quente. E estava. Muito mais que a própria manhã.

Também a mina de água, que vai correndo ininterruptamente parece que aqueceu ao surgir do ventre da terra.

Quando finalmente a tarde deu lugar à penumbra da noite, fiquei ali parado a escutar… o silêncio. Não bulia uma aragem que seria suficiente para zunir por entre os pinheiros. Desta vez nem isso.

Um silêncio tão puro que até doía.

Uma maresia gelada recaiu uma vez mais sobre as terras e os corpos. O frio aqui é seco mas tão saudável que até sabe… a vida!

Brrrr! Que frio... V

Abandonei esta tarde a Beira Baixa, fria mas iluminada por um sol apetitoso.

Logo de manhã soprava, vindo da serra rude um vento seco. Se a noite fora de gelo autêntico a brisa matinal ajudava a enregelar ainda mais os corpos.

A roupa que vesti de manhã, bem cedo, estava tão fria e rija que quase parecia que havia sido passada com goma. Como faziam os mais antigos.

Na fonte de pedra garnítica brota do ventre da terra água. Vem fria sim, mas ainda assim mais quente que o próprio dia.. 

A cidade espera uma vez mais por mim... mas decididamente não quero partir.

Já saí tarde!

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