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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Idade do gelo!

Ontem fui, ao fim da tarde, à aldeia. Aproveitei ainda não estarmos em confinamento para ir buscar terra da boa para atapetar o meu jardim.

Estava muito frio quando cheguei. Como está em todo o Portugal Continental. Levantei-me hoje bem cedo até porque tenho agora responsabilidades acrescidas com a minha neta e por isto necessitava de estar cedo em casa.

Ainda o sol arrepiado não tinha nascido e já andava eu de volta da carrinha já carregada de sacos de terra. É que o vidro da frente tinha uma camada de gelo enorme. Como não estou nada habituado a este frio e muito menos a lidar com gelo no carro, andei a deitar água em cima do vidro. O resultado não foi o esperado já que a água congelou. Isto é, foi pior a emenda que o soneto.

Vai daqui andei a tentar tirar o gelo com as mãos. Também não foi uma boa experiência já que fiquei com as mãos tão geladas que nem as sentia.

O problema é que eu precisava sair dali o mais depressa possível e com o para-brisas repleto de gelo teria alguma dificuldade em conduzir. Após muitas tentativas lá se tirou a maioria do gelo e seria o vento com a deslocação da viatura a fazer o restante trabalho.

No entanto quando cheguei a casa, pelas nove e meia da manhã, a carrinha ainda apresentava grandes bocados de água congelada.

Será que estamos a entrar na idade do gelo?

É que segundo ouvi dizer que vem aí mais frio...

Está frio e não é psicológico!

Tenho por hábito dizer que tanto o frio como o calor são muitas vezes psicológicos. Parvoíce minha, está visto!

No entanto teve de vir este ar gelado do Ártico para eu reconhecer que está mesmo muito frio. Tanto que ando quase sempre de pés e mãos geladas, essencialmente quando estou fora de casa. Porque aqui onde estou agora há um ar condiconado a ajudar a aquecer.

Mordo assim a língua desta minha velha mania de dizer que o frio "ah e tal é psicológico".

Entretanto e segundo me disseram isto parece que vai piorar. Todavia fui consultar o meu sítio de previsão climatérica e li que para a semana as coisas tendem a subir. Não muito, mas sobem!

Portanto agasalhem-se e cuidem-se do frio. E não só!

O frio que veio para ficar

Cheguei já bem de noite a casa. O frio é ora uma realidade aparecendo assim de repente.

Após um mês sempre a chover, entra o Dezembro com frio. Muito frio.

Há quem não goste desta friagem, como há quem não aprecie de todo a chuva. Todavia tudo é necessário. E seria bom que todos, sem excepção, percebessem isso e que não há volta a dar.

Creio piamente que a chuva será mais necessária que o frio, já que os campos ainda estão secos e as geadas só servem para cozerem as couves antes da consoada do Natal.

Portanto durante os próximos dias abafemo-nos e agasalhemo-nos que o frio veio mesmo para ficar.

Vício a quanto obrigas!

Cada um de nós tem normalmente os seus pequenos ou grandes vícios. Uns quase passam despercebidos, todavia há outros que se vêem à légua. Mas pronto... não me cabe criticar, constato apenas, até porque eu próprio já pertenci ao clube...

A manhã desta sexta feira acordou assim para o gelado. Tão fria que estava que eu, que até nem sou muito friorento, reconheci a fresquidão matinal. O problema nem era propriamente o frio mas unicamente um vento irritante e persistente que gelava toda a gente.

Como habitualmente tenho sítio certo para tomar o meu pequeno almoço. Já de regresso ao trabalho passo por uma pastelaria que tem uma esplanada.

Corria o tal frio gelado, as pessoas passavam apressadas procurando o calor dos gabinetes, os carros teriam os aquecimentos ligados, com toda a certeza.

Com tudo isto há uma jovem que tomava o pequeno almoço na tal esplanada. O empregado vem lá de dentro e perguntou-lhe:

- Não quer ir lá para dentro?

- Não, obrigada. Fico aqui fora porque posso fumar...

Rapidamente tiro a minha conclusão: vício a quanto obrigas...

Banho no mar: coragem precisa-se!

Adoro praia.

É o único momento em que realmente descanso. Depois a permanente presença do mar e aquela minha velha paixão de querer ser marinheiro...

Finalmente a companhia de um bom livro. Já para não falar da presença sempre importante da família.

No entanto a ida à praia requer (quase) sempre um banho de mar.

Pois… mas é aqui que a "porca torce o rabo" e eu que até sou encalorado, quando é para entrar lá dentro daquele verde... 

Tudo porque a praia que frequento tem uma água que deve ser importada directamente do Pólo Norte de tão fria que é. De quando em vez lá vem uma corrente vinda de sul que trás um pouco de temperatura e com isso consigo conviver.

Contudo estes últimos dias têm sido ultrajantes para mim. Assumo.

Sempre que entro no mar sobe-me aquele arrepio que quase fico paralisado. Falta-me a estaleca para enfrentar não as ondas, mas tão-somente o gelo daquele mar.

Portanto… banhos de mar… coragem precisa-se!

Como arrefeceu na cidade!

Cheguei cedo a Lisboa. Como sempre.

Distribuí a minha malta pelos diversos locais de trabalho e finalmente estacionei no local devido, perto do meu trabalho.

A manhã acordava com muito movimento e ar fesco, todavia ainda assim agradável.

Entrei no "Open Space" onde me cruzei com as senhoras da limpeza. Liguei o computador, esperei que arrancasse, vi os mails e decidi por último tomar o pequeno-almoço.

Demorei precisamente meia-hora. O suficiente para perceber que a cidade fora, num ápice, totalmente invadida por um nevoeiro húmido e por muito frio. De tal forma que em muito pouco tempo as minhas mãos ficaram geladas.

O curioso é que no final da manhã levantou-se o nevoeiro, surgiu o sol, mas o frio não amainou. Bem pelo contrário... este veio para ficar.

Os meus dedos enregelados que o digam.

 

Ser criança

Pois é... à beira mar olho para as crianças e percebo que nenhuma delas tem frio quando entra na água do mar.

Deste modo penso muitas vezes que gostaria de voltar a ser miúdo, não para escutar ralhetes, mas para não ter qualquer medo da água gelada, que vai invadindo as nossas praias.

Ser criança é isto também!

 

 

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