Aproximam-se a passos largos as eleições autárquicas que nos darão novos ou os mesmos Presidentes de Câmara ou de Freguesia.
É vê-los (os candidatos, claro!) a desfazerem-se em amabilidades e promessas sem saberem com exatidão se alguma vez as cumprirão. Mas isso não interessa nada pois o povo ao invés do que muitos afirmam não é totalmente burro, aproveita este tempo pré-eleitoral para pedir qualquer coisa aos (ainda) Presidentes. Claro que nesta altura há dinheiro para tudo e mais um par de botas.
Aquele caminho endireitado, aquele matagal que alastra para a estrada e risca os carros, o alcatroar daquele acesso a casa, a lampada de um poste fundida e substituída, os caixores do lixo quase imaculados, os passeios a parecerem blocos operatórios de tão limpos.
Ui... tantas e tantas coisas que as edilidades durante as próximas semanas irão fazer.
Porque como disse um antigo governante: por um voto se ganha, por um voto se perde! E ninguém gosta de perder, especialmente se estiver já sentado.
Resumindo nada como as eleições para termos alguns melhoramentos na nossa terra!
Ainda estou para perceber a razão da aprovação da desagregação de umas centenas de freguesias. Num país pobre como é o nosso o Estado continua a ser o maior sorvedouro de riqueza que vamos criando, sem que se veja melhorias significativas no país. Basta perceber o estado a que chegou o SNS e a Educaçáo, só para referir dois exemplos gritantes.
Todos temos mais ou menos consciência que um presidente de Junta pode vir a ser alguém destacado no seu partido ou como diz o povo "é de pequenino que se torce o pepino".
As freguesias são outrossim a forma mais simples de ligação entre o poder autárquico e o poder central, se bem que esta relação nem sempre seja amigável ou simpática.
Seja como for um presidente de Junta é alguém com algum poder, mesmo que a freguesia tenha poucos fregueses. Dito isto parece-me que as eleições autárquicas que ainda se realizarão este ano podem ser a razão da aprovação (quase) apressada deste diploma, já que é necessário distribuir uns lugares pelos amigalhaços partidários. Quanto antes!
Por isto e muuuuuuuuuuuuuuuuito mais seremos sempre, mas sempre o Portugal dos pequeninos. E não estou do parque da cidade de Coimbra!