Suponho que este será eventualmente o último desafio que responderei neste espaço.
Talvez por isso ou só porque sim apresento uma foto sugestiva tirada esta tarde na Mata de Minde debaixo ´de muita chuva e com um nevoeiro de água bem opaco. De tal maneira que a foto até parece a preto e branco.
Por aqui alguma chuva (mais ontem) e as terras a principiarem a ficar ensopadas desta água que é filha e enteada de muitas depressões.
Ao mesmo tempo as plantas parecem renascer após um Estio rigoroso de tão quente.
Nesta fotografia pode-se observar os pinheiros que lutam pelo seu lugar ao Sol entre os grandes e dois pequenos sobreiros que desejam arduamente acompanhar os pinheiros no seu crescimento.
Pode parecer uma coisa corriqueira sem qualquer interesse. Só que daqui a uns anos os agora ínfimos sobreiros quererão estar à altura dos seus companheiros de infância.
A Natureza é perfeita e sabe o que cada uma das plantas ou animais necessita.
Muuuuuuuuuuuuuuuito melhor que o ser humano sempre tão carregado de dúvidas.
Talvez por não ter redes sociais ou aplicações semelhantes.
Bom... a melhor maneira de se chamar a atenção sobre si é ser diferente. Ora nos dias que corram, ser diferente é ter um cabelo pintado de azul e verde, tatuagens até às entranhas e todo o tipo de adereços enfiados onde se pode e não deve!
No entanto há quem de forma quase absurda consiga chamar a atenção sobre si usando a estratégia contrária. Foi o caso do jovem da foto infra, que vestido de forma demasiado clássica atraiu as atenções sobre si.
Os polícias presentes nem ligam a este jovem de apenas 15 anos, que foi até confundido como sendo um eventual detective no assalto ao Museu do Louvre, onde esta foto foi tirada.
Diz o jovem que gosta de se vestir desta maneira e que vai assim para a escola.
Durante estes longos dias em aldeias lusas, onde de forma corajosa tentei depenar as oliveiras dos seus frutos, tive outrossim a oportunidade de fotografar alguns nascimentos do Sol e também alguns ocasos.
Umas fotos são curiosas, outras nem tanto mas ainda assim merecem referência.
Provavelmente com a minha máquina fotográfica as fotografias ficariam melhores, mas há que ter em conta a oportunidade.
Sem priorizar nascimentos ou ocasos do astro-rei, seguem infra algumas fotos das quais gosto bastante. Andar à azeitona dá-nos esta belíssima oportunidade de vermos e sentirmos um novo dia a acordar! Assim como a deitar-se...
Os pássaros são dos animais mais engraçados que há na Natureza. Por aqui, em Porto Santo, onde a praia ainda é Dourada, há muitas aves. Desde as gaivotas, às rolas, pombos, melros passando pelos pardais (os tais que como diz a sabedoria lusa, nascem em Portugal, vivem em Portugal, mas não andam em Portugal... porque só saltitam!).
Hoje após uma longa caminhada na praia, acabei a tarde na piscina exterior sob um chapéu de colmo e deitado numa espreguiçadeira.
Reconheço que não estou habituado a estas mordomias, mas que é fantástico isso é! Enquanto me entretinha a ler um livro difícil, mas muito bom dei que a passarada andava por ali sem problemas e muito menos com receio do homem. De tal maneira que um par de jovens pardalitos aterraram aos meus pés e partiram por vontade própria sem que eu os tivesse enxotado.
O mais curioso foi um outro pardal, bem maior que os primeiros que poisou no cimo de um poste de madeira, numa chilreada própria. Ali esteve, esteve, esteve decerto num diálogo com outros companheiros de vida.
Peguei no telemóvel e num ápice disparei para apanhar o passarito.
Mais tarde já no quarto apercebi-me que conseguira esta bonita sequência.
Gosto especialmente da última foto onde se vêem parte das asas e a cauda num vôo que sabe para ele e outrossim para mim a liberdade.
Ontem pela tarde enquanto o meu neto mais novo cirandava livremente pela sala aproximei-me da janela e deparei com um por de sol muito luminoso.
Logo ali ocorreu-me tirar uma foto, mas desta vez não utilizei o telemóvel mas uma das minhas máquinas fotográficas. O problema é que o equipamento estava guardado e enquanto o recolhi o Sol desceu mais um pouco retirando a beleza á foto.
Um por-de-sol pode ser uma metáfora de vida e por isso conseguir vê-lo é um previlégio, mesmo que não seja numa praia paradisíaca ou no campo liberto, mas sim na urbe sempre tão activa e cosmopolita.
Finalmente sempre ouvi dizer que quando o dia acaba assim luminoso o dia seguinte acorda também com Sol. Já percebi que não passa de sabedoria popular... pouco comprovada.
Tenho um grupo de óptimos amigos no uotessape onde lancei o desafio de darem um título a esta fotografia, obtida na passada segunda-feira no lagar onde entreguei a minha azeitona para transformação.
Só obtive duas respostas: da MJP e da Maria. A primeira deu o sugestivo título de "Ouro líquido" e a nossa minhota lançou "Do fruto se faz ouro". Curiosamente ambas referem o ouro como ordem de grandeza.
Para quem como eu anda nesta vida de (quase) agricultor, este é o momento mais sublime e a razão da nossa demanda. Diria mesmo que é mui difícil de explicar por palavras o que sentimos quando nos apercebemos que esta bica vai lentamente despejando num tanque todos os nossos trabalhos, os nossos anseios e porque não dizê-lo as nossas canseiras.
Foram nove longos dias com direito a quase tudo do que ao tempo metereológico se refere: chuva, muita chuva, frio, vento, calor.
Para tudo finalizar neste belíssimo instante.
Nota Final:
Se alguém que por aqui tenha a simpatia de passar poderá, se assim o entender, dar um título a esta foto. Para tal basta colocá-lo nos comentários.
Apanhada por acaso, a foto infra foi tirada quando cheguei a casa vindo da praia na passada quarta-feira. O Indiana Jones dizia que o X nunca marcaria o local. Também não sei o que encontraria naquele entroncamento branco por cima do anil.