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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Saber sempre mais...

A partir de amanhã à tarde e durante mais dois dias vou estar em formação.

De certa forma durante este tempo estou longe de muitas chatices recaindo sobre outrém essa responsabilidade. Todavia disto retiro duas conclusões, para as quais já estava naturalmente convencido: a primeira é que sou perfeitamente dispensável (como qualquer um de nós!), a segunda prende-se com o curso em si, porque muito provavelmente darei pouco uso aos conhecimentos adquiridos.

A empresa onde trabalho gosta de dar estas formações. E eu gosto muito de as receber.

Acima de tudo porque o conhecimento não ocupa lugar!

O dia seguinte

Estes três últimos dias foram passados em formação em "Comunicação". Um assunto que me é querido já que gosto tanto de comunicar, seja de forma escrita, quer oral.

Porém este tema abordou muito mais do que se poderia pensar acerca de comunicação, mesmo que esta seja somente institucional. Percebi nestes dias como sou, no que respeita às relações com os outros mas acima de tudo foi-me proposto um caminho diferente para o meu futuro.

Dito assim, desta forma, parece algo fácil... Todavia os jogos interiores que temos de desembrulhar criam-me algumas incertezas. Ora nada pior que um homem como eu, a poucos anos da terceira idade, ver-se, a certa altura, confrontado com dilemas, dúvidas e as tais incertezas. Receios de juventude dirão alguns!

Mas acreditem que não, a forma como fui confrontado com alguns "dogmas" que sempre aceitei como verdadeiros fez (ou fará?) com que eu, daqui para a frente, tente alterar a minha postura.

Não sei se alguma vez conseguirei... Vontade não me falta. A coragem é que é mais complicada!

 

 

Formação e Educação, Cidadania e outras considerações

No tempo da minha já longínqua juventude era costume ouvir os mais velhos dizerem:

“Esta juventude está perdida… No meu tempo nada disto acontecia… O que vai ser desta gente?...”

Correram os anos por cima desses mais velhos que se tornaram em idosos e também pelos mais jovens que passaram a ser velhos. Eu, por exemplo!

Mas ao contrário do que se referia naquele tempo à juventude da época, não digo as mesmas coisas que ouvia outrora, mas reconheço com alguma ironia do destino e quiçá mágoa, que nem sempre estou de concordo com a juventude de hoje.

 

I - Formação e Educação

Senão vejamos: a empresa onde trabalho tem centenas de empregados. De todas as idades (ou quase!!!), culturas, raças ou credos, assim como de diferentes níveis de formação escolar. Desde a antiga quarta classe ao doutoramento, todos trabalham debaixo do mesmo tecto, se cruzam nos mesmos corredores, almoçam no mesmo refeitório. Todavia comecei há uns tempos a notar que alguns dos meus colegas, essencialmente os mais novos, quase nem falam. Entram e saem dos elevadores sem dar uma saudação sequer, cruzam-se com qualquer outro colaborador e nem “água vai”. Por diversas vezes cumprimento-os e quando não oiço resposta, elevo o meu tom de voz de forma a que percebam que os estou a cumprimentar e que a educação é outrossim um valor e não uma mera retórica.

São estes jovens rapazes e raparigas que ao entrarem no mercado de trabalho carregados de energia e estaleca, crêem que podem mudar o (seu) mundo. E para isso ser possível trucidam tudo à sua frente e não olham a meios para alcançar os fins. São os filhos duma geração que se auto-intitulou moderna e evoluída mas que deixou de transmitir valores básicos e claramente uma educação.

E o pior é que mesmo com toda a força na guelra, aqueles jovens acabam não por ser parte da solução para um país mas sim parte de um problema. É este tipo de gente licenciada, mestres e (quase) doutores com os quais lidamos diariamente. São naturalmente incapazes de olhar para a beleza de um dia repleto de sol e vão acinzentando as suas vidas com teorias e mais teorias e sem nenhuma prática real da vida.

 

II - Cidadania

A estrada é para muitos condutores portugueses um palco imenso. Há quem descarregue no asfalto tantas e tantas angústias e traumas, colocando bastas vezes os outros em perigo. Não respeitam sinais verticais nem sinalização horizontal (vulgo traços contínuos), desrespeitam os outros condutores como só eles tivessem direitos. Raramente se agradece um gesto de simpatia como se a tudo, alguns fossem obrigados. As intermináveis filas de trânsito são assim o local perfeito para se aquilatar do nível de cidadania de cada condutor… E há cada um…

É por estas e por muitas outras semelhantes que não conseguimos evoluir, que mantemos um nível educacional e de civismo muito baixo do nível europeu.

 

III – Outras considerações

Muitos dirão ao lerem este já longo texto, que nem toda a juventude é assim tão desprendida de valores, nem que todos os condutores são outrossim incivilizados. É certo o que pensam… e ainda bem! Contudo meus caros leitores parem um dia e observem com serenidade quem vos rodeia. Talvez percebam então aquilo que acabo de escrever.

Cabe a cada um de nós fazer com que não sejamos mais um desses… Eu já eduquei os meus filhos no sentido da educação, formação interior e da cidadania. Espero apenas que eles não me desiludam.

Eu sei de antemão que não!

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