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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Crónica de um fim de tarde

Percorro as ruas neste fim de tarde. Estão desertas, únicas! O frio abraça-me e aperta-me contra a roupa.

Recolho as mãos em lugar quente.

Diz o povo que "Deus dá a roupa conforme o frio". Triste aquele que hoje não tiver roupa, pois morrerá de frio, certamente!

Um cão ladrou ao ver-me passar. Um outro respondeu acolá e mais um, lá longe, fez coro. Sopra uma brisa cortante.

No horizonte que consigo perceber o sol é somente uma luz laranja que se vai desvanecendo conforme a noite vai se aproximando.

Respiro o ar frio e olho em meu redor!

As casas parecem fantasmas imóveis. Uma ou outra moradia tem luz e da chaminé sai um fumo cinza que o fim de tarde mal deixa perceber. Mas paira no ar o aroma da lenha a arder na lareira. Tal como na minha casa a lareira deverá estar acesa ! Imagino-a crepitante, forte e quente.

Apresso o passo ao ritmo do desejo do calor. Um carro passa por mim devagar.

Saio do passeio para a estrada. Há escavações de uma obra. Regresso ao passeio repleto de malvas crescidas.

Chego finalmente a casa. Meto a chave à porta, rodo-a e entro… desejoso!

A lareira está apagada. A lenha estava verde!

Rescaldo breve de um fim de semana... literário!

Ainda sob os efeitos inebriantes e quase opiáceos do lançamento oficial do nosso livro de Contos de Natal, o Domingo surgiu calmo e sereno, não obstante o frio e alguma chuva que fustigou quem andava na rua.

Os supermercados tinham muito mais gente do que é costume e nem sequer imagino como terá sido nos Centros Comerciais... Depois de umas breves compras para amanhã regressei a casa onde andei numa roda viva com molduras e fotografias. Coisas de avó!

Mas em mim permaneceu uma certa paz interior. Após umas semanas atípicas por causa da publicação do livro, eis por fim um dia mais sereno, mais calmo.

O dia convidava-nos efectivamente ao repouso e ao descanso. Mas quem como eu olha para a escrita como a sua humilde continuação, andei sempre preocupado com aquilo que as pessoas presentes sentiram no dia de ontem.

Pelo que li sinto que foi uma bonita jornada.

A desejar ter mais fins de semana iguais ou semelhantes!

A gente lê-se por aí!

A campanha de Natal já aqui chegou!

Hoje Sábado levantei-me muito mais tarde do que é habitual. Senti que estaria frio na rua e não me apetecia sair de casa.

Bom após um  bom e valente pequeno almoço fui incumbido de dar à luz. Assim fui ao sotão e retirei de lá as luzes de outros anos e toca a montar tudo. Todos os anos se repete esta saga de montar as luzes.

Costuma ser por alturas do primeiro de Dezembro, mas este ano acabei por começar mais cedo. Outros compromissos se levantarão a semana que vem!

Após uma manhã e parte do início da tarde trabalhosa, só quando chegou a noite consegui perceber como ficou a coisa...

 

Depois foi a hora de pegar no meu portátil e ir respondendo a algumas mensagens. Só que na mesa da cozinha onde costumo escrever estava o meu companheiro deste dia, comodamente instalado em cima da toalha da mesa.

20221126_175329_resized.jpgEste bichano não é meu! Creio ser da vizinha da frente. Mas sempre que aqui me apanha... adopta-me! Literalmente...

aqui havia falado do nimal.

Certo é que cada vez que aqui apareço ele surge também. Até já me habituei a ter sempre um pacote de ração para lhe dar. Que ele adora! Pudera!

Macho ou fêmea, não importa, é, definitivamente, uma boa companhia.

(Não obstante este felino, continuo a gostar mais de cães!)

O síndrome da segunda-feira!

Enquanto estive no activo nunca sofri do síndrome da segunda-feira. Era mais o inverso... sofria pelo aproximar do fim-de-semana.

Passo a explicar.

Vejo e leio muita gente desertinha para chegar ao fim de semana. Ainda estou para perceber para quê esta pressa, pois quanto mais rápido chegarem à sexta mais próximos estarão da tal segunda-feira.

Agora que estou reformado os dias são mais ou menos iguais. Mas quando tinha horários a cumprir... adorava as segundas-feiras já que era o dia em que iniciava o meu descanso... do fim de semana! Este geralmente era recheado de inúmeras actividades que não me permitiam um minuto de repouso. Algo que no emprego conseguia amiúde.

Daí nunca apreciar as sextas e gostar sempre das segundas.

Pronto podem dizê-lo com toda a naturalidade: cada maluco tem a sua mania...

Saudades de um reformado

Não sei se o título deste postal é feliz, mas não me lembrei de outro. No entanto não pense que tenho saudades do tempo em que:

- tinha um horário a cumprir;

- todas as manhãs lutava contra um trânsito caótico;

- aturava uns chefes que tinham medo da própria sombra;

- comia num refeitório repleto de outros colegas, na maioria chatos;

- nunca podia ir de férias quando queria pois havia quem tivesse mais prioridades que eu.

Como reformado que sou a segunda-feira é agora igual à sexta-feira e esta semelhante ao Domingo. Portanto nada daquele sentimento apetecível e que culminava quase sempre num violento desabafo: FIM-DE-SEMANA COMPRIDO!

As minhas saudades prendem-se assim com os dias, como o de hoje, onde o fim de semana que ora inicia terá o dobro do tamanho (especialmente se trabalhar em Lisboa!).

Por fim desejo a todos, reformados e activos, um fantástico e longuíssimo fim de semana.

Divirtam-se e sejam felizes que a vida é um instante!

Fim de semana... duro!

Passou-se mais um fim de semana. Desta vez sem praia (no Sábado ainda por aqui choveu), mas com muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito trabalho.

A casa necessitava de uma limpeza a sério já que se aproximam feriados e bom tempo que somados poderá originar movimentação dos meus filhos para esta casa perto da praia.

Portanto mãos à obra e dois dias longos e muito cansativos. Náo consigo perceber como uma casa quase sempre fechada ganha tanto lixo! E pó... ai tanto pó!

Entretanto nesta actividade tão proveitosa a parte que mais me agrada é aquela em que interajo com os meus livros. Gosto e lhes sentir o peso e de os abrir, especialmente os mais velhos, no intuito de neles encontrar alguma memória. Mas tal não aconteceu!

Resumindo há fins de semana assim... duros!

Amanhã irei receber o prémio destes ultimos dias nas minhas mãos: dores!

Bragança - dia 1

Tal como havia dito ontem parti de casa precisamente às 14 horas e 8 minutos com destino a Bragança onde cheguei precisamente 5 horas depois.

Desde Lisboa e até Coimbra. a bela cidade dos estudantes, o céu mostrou-se plúmbeo, mas sem chuva. No entanto bastou passar a barreira física do rio Mondego para a chuva começar a cair com intensidade. De tal maneira era forte que cheguei a conduzir a 60 quilómetros por hora devido à chuva, mas acima de tudo devido aos aspersores que são os rodados dos inúmeros camiões que rolavam â minha frente.

Antes do Porto desviei para a A41 para mais à frente apanhar a A4. Sempre sob chuva copiosa, que só abrandou quase à chegada a Bragança. Todavia valeu pela pouca paisagem que vi e por aquela obra que é o maior túnel de Portugal, o Túnel do Marão. que durante anos andou envolvido em acesa polémica.

Resumindo foram mais de 5 horas de volante nas mãos para percorrer mais de 500 quilómetros que separam a metrópole ulissiponense à capital de Trás-os-Montes. Uma temperatura agradável recebeu-nos com todo o seu esplendor: 5,5 graus centígrados.

Não houve direito a fotografias neste primeiro dia.

Viajar até Bragança

Neste fim de semana que entra amanhã, vou até ao distrito de Bragança passar uns dias. Parece que vou ter sorte... Vou nada, estava a brincar, pois já li que vai chover muito e as temperaturas vão descer... Mas somos corajosos!

Seja como for quero visitar a capital de distrito mais a Norte de Portugal e algumas das aldeias mais conhecidas em seu redor como serão Montezinho, Quintanilha ou Rio de Onor.

Quero também visitar Mirandela e Macedo de Cavaleiros e quiçá, se tiver algum tempo, Vila Real. Podem ser muitas coisa para três dias, mas como não gosto de dormir há que levantar cedo. Ganham-se logo umas boas horas.

Entretanto se alguém souber de outras aldeias a merecerem atenção agradeço que botem nos comentários.

A gente lê-se por aí!

A última tarde à lareira de 2021

Fazia tempo que não passava uma tarde à lareira. Já tinha saudades.

Gravei este pequeno filme com o telemóvel acima de tudo para recordar daqui a uns dias ou semanas esta tarde. O calor da lenha de oliveira velha misturada com a de mimosa é reconfortante.

Há nestes momentos uma serenidade e uma paz que enfeitam os meus sonhos, desejos e vontades. A vida é feita destes pequenos prazeres.

Não voltarei a passar aqui outro fim de semana antes de 2022. Daí estar a aproveitar o dia.

Bom resto de Domingo!

 

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