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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Viver não custa, custa saber viver!

Somos o que decidimos ou decidimos o que somos?

Imagino que a resposta esteja algures a meio.

Há quem passe a vida inteira em busca da resposta a esta questão quando ela é no fim de tudo tão simples...

Nós somos aquilo que desejarmos ser!

A primeira acção para chegarmos a este patamar é perceber realmente o que queremos da vida ou, melhor ainda, o que pretende o nosso coração.

O verdadeiro problema é que preferimos viver depressa demais. O hoje, o amanhã e o depois de amanhã tudo num só momento.

Depois se não conseguirmos fazê-lo passamos então os dias nos psicólogos à procura das tais respostas que eles também não sabem. Quando na verdade nós já vivemos a nossa vida e a vida dos que nos rodeiam sem que muitas vezes tenhamos consciência disso.

Por tudo isto desde há uns anos passei a querer pouco do mundo. Um minuto, uma hora, um dia de cada vez. Para mim é mais que suficiente!

Quero neste momento acordar amanhã. Se acordar, quero chegar ao fim do dia. E assim sucessivamente.

Não quero mais dinheiro, mais casas, mais coisas.

Quero somente dias tristes ou luminosos, mas que eu os consiga apreciar.

Quero árvores e plantas para as conseguir perceber a cor.

Perfumes e aromas para que os cheire.

Então onde cabe o tal de sonho na nossa vida? Cabe na esperança dos nossos filhos. Cabe na alegria dos nossos netos. Cabe na espontaniedade dos nossos amigos. Cabe no pilar que é a nossa família.

Acima de tudo é bom percebermos que somos seres e não teres humanos. Não temos rigorosamente nada... somos unicamente guardadores...

Termino com a ideia quiçã essencial de que amar os outros é o primeiro passo para sermos realmente felizes.

O inimigo do lado!

Não sei se a notícia é recente ou de há mais tempo. Mas só ontem percebi que o corpo morto de Luís Grilo havia aparecido numa estrada de terra batida a mais de cem quilómetros da sua casa. Num escaparete li umas declarações da mulher do falecido referindo que ninguém quereria mal ao marido.

Foi esta declaração inocente que me fez ficar a matutar.

Não ponho em causa a crença da senhora em relação ao esposo. Todavia a vida já me ensinou, quiçá da pior forma, que nem tudo é como julgamos. Especialmente as pessoas que nos rodeiam.

Temos assim total certeza de que quem com a gente convive nos quer bem? Eu digo já que não tenho essa certeza.

Os inimigos surgem quando menos se espera e sem que tenhamos feito nada para tal. Acrescentaria que a maioria das vezes a inimizade advém de um sentimento tão em voga no nosso país. Chama-se inveja e já falei dela por aqui.

Não calculo se alguém teria alguma espécie de sentimento menos nobre pelo maratonista desaparecido, mas partir de um princípio de que não se tem inimigos parece-me demasiado arriscado.

Sou por assim dizer um céptico no que se refere às relações humanas. Não é que não haja amizades sólidas e duradouras. Só que as circunstâncias da vida, por vezes, levam os outros e até nós próprios a pensamentos e atitudes bem diferenciadas.

É que o nosso inimigo pode estar bem mais perto do que sopomos.

A riqueza do tempo

Primeira ideia

Certo dia, numa breve formação a alguns colegas recém-chegados à empresa, a conversa a determinada altura versou os valores dos vencimentos auferidos. Até que um dos jovens saiu com esta ideia:

- Eu se estivesse numa consultora ganharia certamente muito mais do que vim aqui ganhar, só que aqui tenho… (fez uma pausa) tempo.

Segunda ideia

Hoje numa conversa com outro colega que se irá reformar brevemente e entre algumas piadas ele afirmou:

- Se pedires dinheiro emprestado a alguém passado algum tempo devolvem-te o empréstimo, mas se pedires tempo este jamais te será devolvido. Nem um minuto que seja!

 

Portanto esta tarde e de um momento para o outro fiquei com duas ideias diferentes a bailar.me na cabeça, mas com um denominador comum: o tempo.

Gastamos por vezes tanto tempo a fazer algo sem qualquer proveito quando o poderíamos usar para eventos absolutamente fantásticos, olvidando que aquele é, conforme vamos ficando mais velhos, cada vez mais escasso.

A verdade é que as solicitações diárias são tantas que acabamos por não distinguir o acessório daquilo que é realmente importante. E perdemos assim algo que é irrecuperável.

O tempo que dispomos é, deste modo, a nossa maior fortuna. Como ele podemos fazer o que quisermos. Rir, chorar, passear ou simplesmente ler.

Podemos apreciar um quadro, perceber as ondas do mar azul ou ter simplesmente tempo para os nossos.

O raio do tempo pode ser usado para tanta coisa.

Até por incrível que pareça para ser desperdiçado

Paradoxos à Proust

Muitas vezes dou por mim a perguntar porque quererá tanta gente tão rica mais dinheiro ou bens? É que bem vistas as coisas um dia, mais tarde ou mais cedo, morreremos e ficará cá tudo.

Esta não é assim uma grande conclusão, mas Marcel Proust num texto belíssimo e deveras profundo explicou com assertividade o que leva as pessoas a... Escreveu-o num contexto próprio da época, mas ainda assim provou algumas idieias das quais eu próprio tenho noção.

Diz a determinada altura no seu "Pesares, devaneios ao sabor do tempo" que "...mais vale sonhar a vida que vivê-la, mesmo que vivê-la seja sonhá-la..."

Plasmando esta frase na nossa sociedade concluo que é por isto que aos ricos não interessa, por exemplo, comprar um carro novo, mas unicamente a busca de um modelo raro e as tentativas para a sua aquisição. Não é importante o bem em si, mas a sua busca e a sua conquista, Não interessa chegar a um lugar desconhecido, mas tão-somente imaginar como será.
Proust toca, neste naco de prosa, na real condição humana. Vive-se para que um dia com a nossa morte possamos ser realmente imortais.

Parece um paradoxo...

Pode ser... Mas os nossos dias não estão recheados deles? 

Quando os outros somos nós!

Um dia perguntaram-se do que é que necessitava para ser feliz. Respondi naturalmente com um redondo nada. E ainda hoje penso assim.

Quando há tanta gente a aproveitar-se do lugar político, eu reservo-me o direito de optar por uma vida anónima e viver cada dia de forma serena e desapoquentada.

È óbvio que tenho muitas vezes momentos baixos e recheados de uma tristeza profunda, Todavia esta existe somente porque não consigo resolver alguns dos problemas com que me deparo diariamente.

O Mundo não é um lugar perfeito, mas poderia ser bem melhor.

O problema é que também nós não fazemos, bastas vezes, a nossa parte.

Mas adoramos queixar-mo-nos das nossas sofrívreis vidas.

Está na génese lusitana.

Não esquecer - 25

Não Esquecer anterior

 

Amar muito e bem

Nada melhor que o amor para acabar esta já longa série, de uma espécie de desafios que eu trouxe para aqui.

Amar foi, é e será sempre muito importante na vida de um pacato cidadão. Quanto mais para um pobre de Cristo mais preocupado em sobreviver neste mundo tão árido de amor.

E neste amor envolvo não só as relações interpessoais, mas outrossim o amor a Deus, o amor aos nossos sonhos ou unicamente o amor à Natureza.

Portanto termino com um ensejo: que se ame muito, sim... e bem, também... mas acima de tudo que se ame... Simplesmente!

Não Esquecer - 24

 

Alcançar o topo de todos os seus projectos

 

Não é fácil. Nem sempre possível.

Vivemos certamente com o intuito de lá chegar. De alcançar aquele topo de montanha de desejos. Mas provavelmente o que importa mesmo é ter projectos, novas ideias, ensejos, sonhos...

Porque sem eles a vida não tem sal nem qualquer tempero.

E nada melhor que um apimentar de vida para que o nosso sangue volte a correr com força nas nossas veias.

Pelo meu lado, e se deus me der vida saúde e tino, terei sempre projectos para realizar...

... E nunca esquecer!

 

Não esquecer - 22

Não Esquecer anterior

 

Ter mais projectos que recordações

 

Isso é que era bom... Com a minha idade será, provavelmente, muito difícil ter mais projectos que recordações. Ou, quem sabe, ainda vou viver muitos anos de forma a que possa engendrar outros tantos projectos.

Todavia se pensar bem do meu passado não guardo muitas recordações... Por isso nem me parece impossível ter mais projectos.

Na vida quotidiana guardamos tanto lixo nas nossas almas que dificilmente deixamos espaço para ideias futuras.

Portanto é bom procurarmos o caminho noutros trilhos.

E fazer com o futuro seja inesquecível.

Não esquecer - 21

Não Esquecer anterior

 

Não comprar bilhete de regresso

 

Por  vezes sinto quase necesssidade de fazer isso. Não tem a ver com a minha vida mas sim com aquele meu espírito vadio...

Foram os bilhetes comprados sem regresso que fizeram de Portugal um país dono de quase meio mundo.

Eu sei que eram outros tempos.

Viajar ao intímo de nós mesmos é também comprar uma viagem sem regresso. Mas se regressamos jamais seremos os mesmos.

Não tenho dúvidas que há bilhetes sem regresso.

A morte é uma delas!

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