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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Educar, formar, ensinar!

Estava eu na praia a ler um livro quando uma certa passagem da leitura acordou-me para esta questão: até quando deveremos educar os nossos filhos? Sendo eu já velho ainda deverei tentar educar trintões, ainda por cima já com descendentes?

Normalmente quando coloco aqui algumas perguntas trago comigo... algumas respostas. Se bem que sejam apenas as minhas ideias e nunca verdades absolutas, como muita gente assim considera, desta vez não tenho nenhuma resposta pronta para qualquer das dúvidas formuladas.

Educar, formar, ensinar poderá ser )ou deveria sê-lo!!!) um acto permanente na nossa vida, mas para isso temos de estar cientes e disponíveis para aceitar o que nos é depositado na mão.

Felizmente ainda tenho pai. Tem 90 anos e ainda sendo autónomo, há já coisas que não se desembaraça. Assim sou eu que remota ou presencialmente vou tentando resolver algumas situações pontuais. Mas será que ele, com a idade que tem, ainda me educa, me ensina, me aconselha?

A resposta é fácil: sim! Ainda encontro no meu pai o farol que tantas vezes me tentou alumiar nos caminhos da vida. É na família... o exemplo!

Termino com a ideia de que educar será sempre a melhor e a maior herança que deixamos aos nossos filhos, mesmo que a determinada altura eles julguem que nada vale.

Um dia, possivelmente, compreenderão o que acabei de escrever!

Amar e educar!

Desde o fim do Verão de 2020, em plena crise pandémica, que passei a ser cuidador de uma neta que na altura tinha apenas alguns meses de idade.

De um momento para o outro acrescentei à figura quase sempre simpática de avô a enormíssima responsabilidade de cuidador e ao mesmo tempo de educador, pelo menos enquanto está comigo.

Diz o povo: os pais educam e os avós deseducam.

Esta máxima tão popular é a prova teorica de que os avós servem unicamente para os momentos doces da relação com os netos. Porém a prática tem outras nuances.

Na verdade todos os que já foram pais percebem que há com os filhos um momento de dúvida e que se prende com a ideia daquilo que vale mais: o amor de pai ou o amor de educador? No fundo os pais e os avós de uma criança pequena vivem permanentemente neste velhíssimo dilema.

Entretanto eu não fujo à regra

Disciplinar uma criança de tenra idade não é fácil. Fazer aquela entender o que pode ou não pode fazer, comer ou simplesmente mexer requer de uma certa pedagogia que não está ao alcance de muita gente. É necessário muito amor e muita paciência para se levar "o barco a bom porto".

Resumindo reconheço que amar e educar uma criança são faces opostas de uma só e estranha  moeda cujo nome nem imagino qual seja, mas que existe certamente!

Convidado inesperado!

Como já o referi fechou-se de forma oficial um ciclo na minha vida como pai. Os filhos estão entregues às suas companheiras e só espero e desejo que se encontrem sempre à altura das circunstâncias que lhe aparecerem na vida.

O mais novo fez ontem a festa do seu casamento. Uma cerimónia diferente e atípica nestas ocasiões, porque não houve padre nem notário. Mas houve alianças e algumas emotivas declarações. Enfim foi à vontade dos noivos e o que interessou mesmo é que ambos se tivessem divertido.

Cinquenta e cinco pessoas foi o número total de convidados para a festa, crianças incluídas. Mas é neste número que as coisas acabaram por se alterar. Pouco em número, é certo, muito em alegria, já que os noivos comunicaram que no ventre da noiva havia outro convidado(a).

Foi uma normal explosão de felicidade... por parte de todos os presentes!

Resumindo estou para ser novamente avô. A O. vai ter daqui a uns tempos um primo ou uma prima para brincar. Fica aberta a expectativa!

Aquele ser foi, de forma involuntária, o tal convidado inesperado que ninguém imaginou!

Mensagem mui breve!

Para o casamento do meu filho mais novo escrevi esta singela mensagem. Que li perante uma pequena plateia!

"Muito bom dia,

Tentarei ser breve!

Com este evento de hoje coloco a minha última peça de Lego numa construção denominada… filhos.

Uma construção que demorou muuuuuuuuuuuitos anos a ser erigida. Com muitos avanços e outros tantos recuos. Mas que valeu a pena porque a vida de todos nós é assim feita.

O D. sempre foi uma criança diferente das demais. Quando muitas gostavam normalmente de brincar ele preferia conhecer. E gostava de saber sobre quase tudo… Relembro a este propósito que o primeiro livro que lhe comprei não foi um Livro da Anita, nem dos Cinco ou Uma Aventura… algures, mas tão-somente uma pequena enciclopédia que ele leu avidamente.

Da mesma maneira que recordo anos mais tarde algumas viagens de carro, em que passávamos o caminho a debater… minudências! Reconheço que na maioria destes debates, a haver um vencedor, seria sempre o D.

Partilhamos também os mesmos gostos pela música, leitura, cinema e essencialmente pela escrita! Mas é na escrita que diferimos mais, acima de tudo pelos temas que ambos abordamos e pela sua evidente maior competência. Que o diga o Ventura Lobo célebre caminhante e aventureiro, o Abade Fazia, Mirima a mulher-pantera ou a irascível espada Venceslau… todos eles personagens e heróis de longos contos que fui lendo.

Vou terminar com uma realidade, já que muito do que é este homem se deve, não a mim como pai, mas a um outro, que foi o seu avô João. Deste o Diogo herdou certamente a inteligência superlativa, mas também o humor e a enorme capacidade de trabalho. Recebeu dele a teimosia, mas outrossim a bondade. A seriedade e a franqueza. A disponibilidade e o amor pela família.

Portanto… caríssimos… eis o D… visto pela pena, obviamente nunca isenta, de um pai!

Obrigado a todos!

A educação começa... em casa!

Não sou sociólogo, antropologista ou coisa semelhante. Nada disso. Mas sou pai e esta “profissão” deu-me algum lastro para escrever o que virá a seguir.

Na verdade o tema surgiu-me após ter lido este assertivo postal.

Quando olho para a classe dos professores vejo um grupo de gente com uma enormíssima responsabilidade na sociedade e a quem não é dado o justo valor. Nem pelo Estado nem pelos pais ou educadores. Já que são os professores os primeiros a perceberem como serão os jovens que têm na sua frente. Indevidamente educados em casa caem nas salas de aulas envoltos em razão sem que nada tenham feito para o efeito. E ao menor deslize do professor logo cai uma queixa na direcção da escola que dificilmente consegue dirimir o conflito.

Quando andei na escola tive um professor de matemática que foi um exemplo. De educação, formação, mas também de exigência. Não dava um sorriso, mas mostrava-se sempre disponível para esclarecer as dúvidas. Tratava todos os alunos por… senhor a que se seguia o nome, como se fossemos homens já grandes (na altura não havia turmas mistas!!!).

Porém tinha uma memória auditiva fantástica e detestava ouvir alguém a conversar. E se escutava o sussurrar dizia, sem sequer se virar para o aluno:

- Senhor fulano de tal saia!

A vítima nem esboçava contrariar o professor. Pegava nas coisas e abandonava a classe.

Hoje este caso seria quase impossível para não dizer utópico… Porque os jovens tiveram uma vida onde as suas vontades foram sempre satisfeitas. Que professor teria a coragem de chamar um aluno de senhor Fábio ou, sei lá, menina Vanessa? E depois poder ordenar:

- Senhor Ruben saia… pois estava a perturbar a aula.

Ui… haveria de ser bonito… Provavelmente o CM, CNN, SIC e demais televisões fariam “diretos” (definitivamente detesto o AO!!!) da escola tentando perceber porque um professor expulsara injustamente um aluno da aula.

Tenho consciência que a vida não está fácil e que o casal tem que trabalhar para poder dar o mínimo aos filhos. Mas a verdadeira educação, formação e respeito pelos outros deve advir de casa e logo de pequenos (li algures que esta pandemia mostrou a muitos pais os verdadeiros filhos, que aqueles não conheciam!!!).

Dizer não a uma criança ou jovem parece estar agora fora da lógica educacional, mas atentem nisto: quando os miúdos tentarem entrar no mercado de trabalho irão certamente receber muitas negas aos seus desejos. E aí não haverá ninguém que aceite as queixas.

Resumindo: cabe a cada educador impor regras, ditar as leis e não há que ter qualquer receio (os exemplos têm sempre de vir de cima) para que não se criem figurinhas tristes, birrentas e frustradas, que passarão o futuro deitados num sofá de um qualquer psiquiatra ou psicólogo de vão-de-escada!

A minha Páscoa... há 35 anos!

Hoje é Domingo de Páscoa. Um dia de alegria para os católicos culminando na Resssurreição de Cristo cruxificado!

Todavia para a maioria da população é mais um dia de festa, onde o borrego ou o cabrito serão reis na mesa. Nada mais importa. Digo eu!
Só que este dia Santo está gravado no meu espírito como um dos mais belos momentos da minha vida, já que num Domingo de Páscoa, há quase 35 anos (não foi neste dia do calendário de Abril, mas foi perto!!!), fui pela primeira vez... pai!

Uma das minhas obras-primas vinha ao mundo. A outra só veria o céu anilado dois anos e meio depois. Lembro-me como se fosse hoje dessa Páscoa.

No Sábado de Aleluia havíamos ido a um casamento, mas regressámos cedo a casa. A volumetria da minha mulher era já enorme, mas pelas contas faltariam ainda duas semanas para o evento. Mas o M. achou que nos deveria brindar com a surpresa de nascer nesse Domingo chuvoso de Páscoa. Eram 10 horas da noite quando a minha mulher me avisa que as águas haviam rebentado e portanto chegara... a hora.

Sem grandes correrias lá fomos para a clínica. A médica não estava mas deixara outra em seu lugar que por sua vez passara para uma outra. O meu rapaz nasceu forte e saudável pela madrugada e pronto para encher a minha vida de noites mal dormidas e outras ralações. Mas faz parte...

Faz hoje 35 anos... Parece que foi ontem!

Deus achou que eu deveria ter uma prenda nessa Páscoa. Recebi-a com uma alegria imensa e quiçá pouco ciente da responsabilidade que aterrara nos meus braços.

No entanto com o tempo a aventura de ser pai transformou-se numa humilde e permanente ventura!

Até hoje.

Nota à margem: Aproveito este postal para desejar a todos os meus fiéis leitores uma Santa Páscoa e que a Ressurreição de Cristo não seja somente a história de um homem mártir, mas a Ressurreição de um Mundo melhor, sem guerras, doenças, tristezas e amarguras.

A  gente lê-se por aí!

Filhos ontem, pais hoje!

Tenho alguma dificuldade em perceber os pais desta geração. Habituados que estão a todos os tipos de periféricos com acesso a uma panóplia de informação sempre "on-line", acabam por confundir alhos com bogalhos acrescentando aos seus educandos demasiadas confusões.

Sou pai e criei dois filhos. Tentei sempre escolher o melhor para eles, usando para tal do bom senso. Não li livros, não busquei enciclopédias e muito menos duvidei do que diziam os médicos competentes.

Daqui a tal dificuldade em entender um jovem pai ou mãe quando duvida do que diz um médico especializado só porque leu... algo diferente naquele sítio da internet. Talvez por isto nunca utilizei esta para me informar de qualquer doença, já que ficaria certamente muito mais doente com a leitura do que com a própria maleita.

Ser jovem é essencialmente ser irreverente, mas no que diz respeito à educação dos filhos escutar quem os criou e educou antes de serem pais, talvez não fosse uma má opçáo.

Quiçá mesmo a melhor!

A arte de saber educar - #2

No seguimento deste texto que escrevi no princípio deste mês ocorreu-me acrescentar mais umas coisas, essencialmente porque vieram-me à ideia umas outras ideias e (maus) exemplos.

No passado sábado encontrei um jovem na rua, filho mais novo de um primo direito. Cumprimentá-mo-nos para logo perceber que aquele rapaz (da mesma idade do meu filho mais novo) estava já alccolizado. Regressava a casa num estado ébrio onde o esperava uma mulher e um filho ainda de meses.

Pego neste triste exemplo para tentar explicar que cada filho é diferente dos outros. Neste caso são três irmãos, todos eles diferentes e com posturas de vida antagónicas. Um licenciou-se e é professor, outro é responsável num hotal e o deste exemplo trabalha com o pai nas obras.

Algures no passado este rapaz deu sinais de que ia tresmalhar. Com toda a certeza. Mas nem pai nem mãe tiveram coragem ou quiçá competência para o colocar no caminho mais... certo. 

Na realidade fica-se sem perceber se os progenitores foram brandos, deixando o rapaz viver como queria, sem quaisquer regras ou demasiado austeros tornando-se aquele alguém revoltado e fazendo do álcool a arma de arremesso contra os próprios pais.

Seja como for é óbvio que educar é, para além de uma arte, a capacidade de os progenitores terão de ter para se adaptarem à personalidade de cada filho, sem que se percam o foco do bom-senso.

A arte de saber educar!

Educar é essencialmente ensinar alguém a viver em sociedade, através do exemplo dado e nunca da regra imposta.

Contudo a aplicação e a assimilação dos ensinamentos difere de pessoa para pessoa, porque cada um de nós reage de forma diferente aos mesmos estímulos. Por isso cabe aos educadores perceber as diferenças dos educandos dando a cada um as ferramentas necessárias para que consigam apreender e aprender o que lhes será devido.

Obviamente que numa família com dois ou mais filhos terá de haver uma certa matriz, à qual será acrescentada então as tais variantes correspondentes à personalidade de cada um.

Só que hoje noto que a maioria das famílias, salvo honrosas excepções, deixam as crianças viverem numa espécie de roda livre, sem qualquer critério, regras ou disciplina. Porque o tempo gasto entre trabalho, deslocações e afazeres domésticos é demasiado, pouco sobra então para atender às necessidades de cada filho, quanto mais para impor algumas regras básicas.

Depois há aqueles que se escusam de educar porque… nunca foram devidamente educados e deste modo não sabem como fazê-lo. É só despejar ordens sem uma explicação prévia ou lógica.

Certamente haverá mais variáveis familiares e educativas, mas cada um de nós conhece-as porque muitas vezes vivem na casa ao lado da nossa e vamos dando conta.

Nos tempos que ora se desfiam à nossa frente saber educar é uma arte. Que requer sabedoria, discernimento, cautela e mais que tudo muito amor e carinho para distribuir.

De outra forma será a sociedade a sofrer mais tarde dos ímpetos, não raras vezes violentos, de quem nunca aprendeu respeitar os outros!

O tempo passa tão depressa!

Cada vez tenho mais consciência que o tempo corre a uma velocidade quase supersónica. Ainda mal começou o ano e já estamos no Verão com férias à porta.

Ora bem... um destes dias a minha nora perguntou-me se ainda tinha ferramentas para as crianças brincarem na praia: pás, baldes, ancinhos, formas.

Após uma breve busca eis que retiro dos arrumos um saco de plástico recheado de ferramentas de plástico. Mas antes de as entregar à minha neta lavei-as e limpei-as.

brinquedos_praia.jpg

O mais engraçado é que me lembro perfeitamente dos meus filhos se divertirem com estes brinquedos.

Parece que foi ontem e já passaram uma trintena de anos!

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