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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Trinta e um!

Nunca percebi este número associado a algo menos simpático.

"Foi um 31 que ele arranjou!"

Mas hoje este número tem outro sentido. Para melhor!

Há trinta e um anos era Domingo de Páscoa.

Há trinta e um anos fui pai pela primeira vez.

Há trinta e um anos a minha vida alterou-se radicalmente..

Obrigado M. por seres quem és. Pelo apoio. pela ternura, pelo carinho, até pelos momentos menos bons.

Aprendi contigo a ser outra pessoa e a dar valor a coisas que antigamente não apreciava.

Que a vida te sorria sempre.

Trinta anos? Já?

Faz hoje precisamente 30 anos que era Domingo. Mas não um Domingo qualquer... Era Domingo de Páscoa.

Nesse dia em que se celebra a Ressurreição de Cristo da Cruz, eu próprio renasci para a vida. Uma benção!

Faz hoje precisamente 30 anos que fui pai pela primeira vez. Mesmo tendo já decorridos todos estes anos, creio sentir ainda a mesma emoção daquela altura, quando evoco esta data.

Trinta anos... uma geração. Trinta anos... quase metade da minha idade. Trinta anos... o tempo passa depressa demais.

Não imagino onde ambos estaremos daqui a outros tantos anos, mas aconteça o que tiver de acontecer estaremos com o pensamento no outro. Disso tenho a certeza.

Comemorar a vida é normal, comum. Todavia comemorar este amor por um filho, incondicional e comprometido, é uma alegria imensa.

Faltam-me já as palavras... sobram-me as lágrimas...

Portanto... Parabéns meu filho.

Que Deus ilumine sempre o teu caminho como o fez até agora.

A gente vê-se por aí!

Ontem!

Ontem foi um dia bom. Não costumo ter muitos dias assim mas esta terça-feira ficou na memória.

É normal que se comemore o dom da vida que vamos recebendo. Porém neste caso foi mais o dom da vida para a qual contribui. O meu filho mais velho festejou ontem mais um aniversário.

E pela primeira vez, desde que passou para o clube dos casados, conseguiu juntar a família na sua casa e oferecer um jantar para onze pessoas. Entre bons acepipes, teve até o cuidado de escolher o vinho que mais gosto. Um gesto que naturalmente não esquecerei!

O repasto correu bem. A comida foi farta e a conversa, alegre e bem disposta versou diversificados temas. Os doces a condizer e por fim o bolo de aniversário feito por uma das avós! E um digestivo supimpa!

Uma singela festa em família que vai ficar na memória de todos. Pelo menos na minha ficará, com toda a certeza!

Obrigado M. e I.

 

Um gesto para a vida

Há nas nossas vidas gestos que nos marcam indelevelmente!

Um beijo, uma carícia, um afago ou somente um sorriso são tão ou mais importantes que uma bolsa repleta de dinheiro.

Por isso valorizo um abraço como parte de um conjunto de afectos que deveriam ser permanentes no nosso dia a dia. Não me esqueço, para exemplificar, a iniciativa que um muçulmano pretendeu fazer em pleno centro de Paris, oferecendo-se para dar e receber uma abraço, num gesto que marcou pela positiva as notícias após os trágicos atentados na cidade Luz.

Mantendo ainda a ideia no abraço, tenho a confessar que é neste gesto que encontro a maior demonstração de sinceridade entre os homens. E dentro destes se um for o pai e o outro um filho... maior é o valor desse aproximar.

Temos todos a percepção de que a sociedade está deveras alterada, dando assim mais valor ao ter do que ao ser (já falei disto algures!!!), mas quando um pai abraça um filho, há nesse aconchego uma espécie de passagem de testemunho e nada mais conta.

E eu, que sou pai e felizmente ainda tenho pai, sei muito bem qual a diferença de ambos os lados.

 

A mulher que... o escolheu!

Conheci-a na praia. Creio que nas minhas costumadas férias, mas já não tenho a certeza...

Era sabido na família do namoro entre ambos. Não fiz nessa altura qualquer julgamento, deixando que o tempo me fosse dando sinais. E deu...

Há sete anos quando morreu o meu sogro esteve com a gente quase até ao fim, mostrando-se sempre disponível. Mais tarde aquando de outra boda foi célere a ajudar a noiva atrapalhada.

A partir daí passou a ser parte integrante da família, estando sempre presente nos jantares de aniversário que normalmente se organizam cá no burgo.

Há um ano decidiu partilhar cama e mesa com o meu filho. No passado Sábado passou a ser sua esposa.

Não tenho por hábito falar de outros (a não ser políticos!!!) mas creio ter chegado a hora de dizer (leia-se escrever!)umas breves palavras sobre a que é agora minha nora.

Para já deve ter uma paciência... para o marido, que é obra. Tenaz e sempre disponível, como já referi atrás, vai ter uma missão espinhosa pela vida fora: saber viver com o esposo.

Entreguei-lhe um homem... Espero que saiba retirar dele o melhor que ele tem e apaziguar o seu pior. E não parece ser tarefa de somenos.

Porque a vida de casado é como o mar profundo: de mar-chão, num segundo se passa para malagueiro.

Finalmente... sê bem vinda à família.

Valeu a pena!

Foram, meses, semanas, dias de grande azáfama. Tudo para se consumar numa festa no sábado passado.

Quatro dias depois é tempo de fazer um breve balanço: perceber se algo correu mal, se poderia ter corrido melhor ou simplesmente se estava tudo impecável.

Sinceramente houve coisas que me passaram ao lado. A determinada altura a brincadeira e o divertimento foi tanto que nem lembro do que se passou.

Mas por aquilo que fui recebendo, toda a gente gostou.

Algumas coisas foram preparadas mas houve outrossim genuídade. E isso foi o que realmente contou.

Estiveram na festa cem pessoas que de uma forma ou de outra divertiram-se e sentiram-se bem. Não estava ali só gente... mas pessoas!

Reconheço que perdi um pouco o controlo das coisas tal era a hecatombe de bons acontecimentos. Mas faz parte.

Ontem alguém me perguntava se eu estava feliz.

Bom a felicidade destes momentos é deveras complicada de definir... Pois bem, considero-me feliz se a grande maioria dos convidados não se esquecerem desta boda pelos melhores motivos. Aí sim estarei deveras feliz.

Quero finalmente aproveitar estas linhas para agradecer a todos quantos tiveram a amabilidade de aparecer no casamento do meu filho. É óbvio que sem vocês nada daquilo teria valor nem seria a mesma coisa.

Bem-hajam!

O dia seguinte!

Ontem já nem deu para vir aqui escrever qualquer coisa. Estava extremamente cansado e já com um "grãozito na asa" fruto da "Garrafa".

Deitei-me assim que cheguei a casa...

Mas a festa foi bonita. Emoção a rodos... que se arrojava pelo chão como de um manto se tratasse.

Família, muita família. E amigos também! E um caricaturista para desenhar os sorrisos. 

No final muita gente confessou-me que jamais havia presenciado um casamento assim...

As palavras, os gestos, as sensações tudo muito genuíno.

Como eu sou na vida real!

Mensagem breve!

Esta foi a mensagem lida na missa de hoje em que se consumou o matrimónio do meu jovem rapaz sob olhar de Deus e as palavras sempre sábias do Padre J.

É um texto muito curto, porém sentido e verdadeiro. Como não podia deixar de ser nesta ocasião.

 

"Caríssimos amigos,

Serei breve.

Em primeiro lugar quero agradecer a todos quantos aqui se encontram por testemunharem este virar de página.

Página esta, que vamos naturalmente acrescentar ao livro das nossas vidas. Um livro que não lemos, que não sentimos em nossas mãos, mas que todos os dias vamos escrevendo. Sem que o saibamos sequer!

Quando em 1987 nasceu o Miguel, naquele Domingo de Páscoa de primavera fresca, jamais imaginei que uma criança tão pequenina pudesse mudar tanto o meu mundo.

Não interessa se ele foi chorão, comilão, brincalhão ou outra coisa qualquer. O que realmente contou é que estava ali a minha continuação projectada no futuro.

Porque ter sido pai tem sido uma aventura e uma ventura.
Uma aventura porque lidar com uma criança que, durante três longuíssimos anos, não deixou ninguém dormir de noite… foi mesmo uma aventura. Tenebrosa…

Uma ventura porque o dom da vida é algo inesquecível, imperdível e é sem dúvida uma bênção!

O pai é ou deveria ser um bom exemplo para os seus filhos. Espero sinceramente ter sido esse exemplo, da mesma forma que tentei e ainda hoje tento seguir o exemplo que é ainda o meu pai.

No entanto esta será sempre a minha imensa dúvida. E haja o que houver, aconteça o que acontecer num futuro mais próximo ou mais longínquo, uma questão viverá para sempre comigo: poderia ter sido melhor pai do que aquilo que fui?

Nenhum de nós aqui presentes saberá dar uma resposta correcta à questão ora por mim formulada.

Mas crê-me, Miguel, que tudo o que fiz, de bom e de mau, foi por amor.

O amor de um pai!

Sê feliz com a Isabel que a partir de hoje também é um bocadinho minha!"

Finalmente...

... em sossego.

Após horas de correria e stress eis-me sentado a escrever este texto no dia do casamento do meu filho mais velho.
Já passa da uma da manhã. Daqui a pouco mais de um par de horas tenho de estar a pé para nova correria...

Desta vez é o cabeleireiro das senhoras,a empregada que vem ajudar a servir alguns convidados que aqui irão chegar bem cedo, os acepipes que tenho de ir buscar.

Uma azáfama já conhecida de outras festas...

Esta é a minha forma de estar no mundo. Sempre presente para os outros e quase sempre ausente para mim. Não importa! O que conta é que a festa corra da melhor maneira para alegria dos noivos e descanso dos pais (quase parece aquele slogan usado há muitos anos por vendedeiras no Metro de Lisboa).

Olho agora para trás da vida já vivida e pergunto muita coisa a este mesmo que se assina. As respostas tardam em aparecer.

Mas curiosamente este mês de Outubro tem queda para novos projectos: primeiro foi o lançamento duma nova revista, agora o casamento do varão e deste modo aguardemos o que o futuro ainda tem para me oferecer.

Há meses assim... frenéticos!

 

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